A resposta que os portugueses esperavam chegou com autoridade. Depois da exibição cinzenta e do empate frente à República Democrática do Congo, Portugal regressou esta terça-feira aos triunfos e goleou o Uzbequistão por 5-0, dando um passo de gigante rumo aos oitavos de final do Mundial 2026.
Num encontro que se apresentava decisivo para as aspirações nacionais, a Seleção Nacional exibiu uma imagem completamente diferente daquela que deixara na estreia.
Mais agressiva, mais intensa e mais eficaz, a equipa orientada por Roberto Martínez assumiu o controlo da partida desde os minutos iniciais e nunca permitiu que o adversário acreditasse na possibilidade de discutir o resultado.
Se Portugal precisava de um líder para reagir à desilusão da primeira jornada, Cristiano Ronaldo voltou a assumir esse papel.
Aos 41 anos, o capitão português demonstrou uma vez mais porque continua a ser uma das maiores figuras da história do futebol mundial, assinando uma exibição de enorme qualidade e contribuindo de forma decisiva para a vitória portuguesa.
O avançado marcou, assistiu e foi eleito o melhor jogador em campo, tornando-se novamente protagonista numa noite que ficará gravada na história dos Campeonatos do Mundo.

Com o golo apontado frente ao Uzbequistão, Ronaldo tornou-se o jogador mais velho de sempre a marcar num Mundial, acrescentando mais um capítulo a uma carreira repleta de recordes.
Mas os números contam apenas parte da história. O que mais impressionou foi a influência exercida sobre toda a equipa.
Sempre disponível para ligar o jogo, pressionar a saída adversária e incentivar os companheiros, Ronaldo foi o rosto da reação portuguesa numa partida em que a Seleção mostrou finalmente o futebol que dela se espera.
Além do bis do capitão, Portugal chegou também ao golo por intermédio de Nuno Mendes (17′) e Rafael Leão (87′), beneficiando também de um autogolo de Nematov (60′) para construir um triunfo expressivo e confirmar a superioridade da equipa orientada por Roberto Martínez.
A goleada permitiu ainda melhorar significativamente a diferença de golos, um fator que poderá revelar-se importante nas contas finais do Grupo K.
Com quatro pontos conquistados em duas jornadas, Portugal fica agora a aguardar o desfecho do encontro entre Colômbia e República Democrática do Congo para perceber em que posição chegará à derradeira ronda da fase de grupos.
Independentemente das contas, a principal conclusão da noite é outra: Portugal voltou a parecer candidato.
Depois das dúvidas deixadas na estreia, a Seleção Nacional reencontrou confiança, qualidade e eficácia. E quando isso acontece, normalmente há um nome que surge em primeiro plano.
Mais uma vez, Cristiano Ronaldo mostrou que os anos passam, mas a capacidade para decidir jogos e inspirar uma equipa continua intacta. E enquanto assim for, Portugal continuará a acreditar que tudo é possível neste Mundial.





















