Portugal volta esta terça-feira, 23 de junho, a entrar em campo no Mundial 2026. A Seleção Nacional defronta o Uzbequistão, a partir das 18 horas portuguesas, em Houston, naquele que poderá ser um dos jogos mais importantes da fase de grupos.
A equipa orientada por Roberto Martínez não começou a competição da forma esperada. Frente à República Democrática do Congo, os portugueses não foram além de um empate a uma bola, num encontro em que exibiram pouco do futebol que muitos apontam como capaz de levar Portugal aos lugares cimeiros da competição.
Mais do que o resultado, foi a exibição que deixou dúvidas. Portugal teve dificuldades em impor o seu jogo, revelou pouca criatividade durante largos períodos e acabou por desperdiçar uma oportunidade para assumir desde logo o comando do Grupo K.
O empate acabou por beneficiar a Colômbia, que venceu o Uzbequistão por 3-1 e assumiu a liderança isolada da classificação após a primeira jornada.
As contas são agora simples para a equipa das quinas. Uma vitória frente aos uzbeques permitirá chegar à última ronda em posição favorável para discutir o apuramento e até o primeiro lugar do grupo.
Um novo deslize, pelo contrário, poderá deixar Portugal sob enorme pressão antes do encontro com a Colômbia, agendado para a terceira e última jornada da fase de grupos.
Do outro lado estará uma seleção que vive um momento histórico. O Uzbequistão participa pela primeira vez numa fase final de um Campeonato do Mundo, depois de vários anos a afirmar-se como uma das seleções emergentes do futebol asiático.

A estreia não correu da forma desejada. Os uzbeques perderam frente à Colômbia, mas conseguiram marcar e mostraram argumentos suficientes para demonstrar que não pretendem assumir um papel secundário no torneio.
Para uma seleção que está a disputar o primeiro Mundial da sua história, cada jogo representa uma oportunidade para escrever novas páginas e conquistar o respeito do futebol internacional.
Portugal entra naturalmente como favorito, mas a experiência recente recomenda prudência. A exibição frente ao Congo demonstrou que nenhuma equipa pode ser subestimada numa competição desta dimensão.
Com Cristiano Ronaldo a disputar provavelmente o último Campeonato do Mundo da carreira e uma geração repleta de talento à procura de deixar a sua marca na história da seleção, a margem para erros começa a diminuir.
A resposta portuguesa após a desilusão da estreia será, por isso, um dos principais pontos de interesse do encontro desta terça-feira.
Em Houston, mais do que três pontos, Portugal joga também a confiança, a tranquilidade e a possibilidade de recuperar o entusiasmo que ficou abalado após o empate da primeira jornada.





















