Portugal entrou no Mundial 2026, com um empate a um golo diante do Congo e deixou mais dúvidas do que respostas na estreia no Grupo K.
João Neves colocou a Seleção Nacional em vantagem, logo aos 6 minutos, ao corresponder de cabeça a um cruzamento de Pedro Neto. O domínio português parecia encaminhar a equipa para um início de tarde tranquila em Houston.
Mas a realidade acabou por ser bem diferente.
Apesar dos 80 por cento de posse de bola ao intervalo e dos mais de 730 passes realizados ao longo dos 90 minutos, Portugal raramente conseguiu transformar superioridade territorial em verdadeiro perigo.
O Congo aceitou viver sem bola, baixou linhas, fechou espaços e mostrou-se confortável no papel de equipa reativa.
A estratégia resultou. Já nos descontos da primeira parte, Wissa apareceu solto na área para cabecear para o empate e devolver o equilíbrio ao marcador.
Tudo espremido, a avalanche de posse de bola portuguesa deu em absolutamente nada.
A exibição ficou muito aquém das expectativas e nem Cristiano Ronaldo escapou às críticas. No sexto Mundial da carreira, aos 41 anos, o capitão português teve duas boas oportunidades para marcar, mas voltou a revelar dificuldades para responder ao mais alto nível competitivo.

Enquanto Messi entrou em ação com um hat trick, e Mbappé e Haaland arrancaram a competição com dois golos cada, Ronaldo continua à procura do primeiro momento marcante neste Mundial.
O empate deixa tudo em aberto num grupo que inclui ainda Uzbequistão e Colômbia, seleções que encerram esta madrugada a primeira jornada.
Num Mundial alargado a 48 equipas, seguem em frente os dois primeiros classificados de cada grupo e os oito melhores terceiros.
Portugal volta a entrar em campo na próxima terça-feira, 23 de junho, novamente em Houston, frente ao Uzbequistão. Depois da desilusão da estreia, a margem de erro começa desde já a diminuir.



















