

No palco dos sonhos… outra vez. O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça qualificou-se para a final da Fase Nacional da Liga INATEL, depois de eliminar o histórico Ginásio Clube de Alcobaça.
Tommy Remédios e Ângelo Marques fizeram os golos da vitória, num jogo dominado pelos oureenses, do primeiro ao último apito. Aliás, o GDC Seiça podia ter-se despedido dos seus adeptos com uma goleada histórica, tantas foram as oportunidades de golo que o guarda-redes contrário evitou.
Depois de eliminar Cano e São Pedro de Alva, o Seiça recebeu um rival que também chegou às mesmas finais depois de duas taludas nos quartos e nas meias. Tal como os oureenses, também os alcobacenses venceram as duas eliminatórias anteriores no desempate por penaltis.
Agora, não foi preciso. Em bom rigor, esse cenário pareceu sempre fora de hipótese porque o Seiça entrou pressionante e apostado em resolver o jogo rapidamente. Aliás, quando Tommy abriu o ativo, o relógio marcava apenas 13 minutos e o Seiça até já tinha tido oportunidade para marcar dois golos (4’ e 12’).
E quando o árbitro apitou para o intervalo, já o Seiça tinha criado mais duas oportunidades soberanas (28’ e 40+1’). É ver o filme.
Na 2.ª parte, mais do mesmo: o Alcobaça preso na teia e o Seiça a dar tudo pelo bilhete para a final. O guarda-redes contrário submeteu mais duas candidaturas à defesa da tarde (57’ e 60’), mas teve de se conformar com o chapéu que Ângelo que lhe meteu. Percebendo o adiantamento do guardião, o capitão teve cabeça para pensar, marcar (67’) e sentenciar.
Com o bilhete para a final no bolso, o Seiça entrou em piloto automático e o Ginásio atirou a toalha ao chão, rendido à supremacia do tricampeão distrital de Santarém.
Tiago Rodrigo Reis acertou na mouche: perante uma equipa jovem e irreverente, o treinador do Seiça montou a estratégia com base num verdadeiro jogo de paciência. Sem correr riscos desnecessários, esperando pelo adversário para o poder surpreender.
Os golpes foram-se sucedendo ao longo de todo o jogo e o resultado só peca por escasso, embora não custe reconhecer que uma goleada talvez fosse um castigo demasiado penalizador para a atitude combativa dos campeões distritais de Leiria.
Domingo, todos os caminhos vão dar a Lisboa! O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça está na final da Fase Nacional e já só pensa em repetir a festa feita em 2015/16 e 2016/17. Pela frente, os oureenses terão outro Ginásio. Nada mais, nada menos que o Ginásio Clube de Sines, formação do distrito de Setúbal e finalista vencido da Liga INATEL Beja.





































Depois de duas vitórias para cada lado, nos quatro confrontos disputados ao longo da temporada, Seiça e Sentieiras foram ao tira-teimas. Calor intenso, nervos à flor da pele, jogo absolutamente bloqueado até à cabeçada certeira de Paulo Évora. O central oureense foi letal, na sequência de um pontapé de canto, inaugurando o marcador quando o relógio marcava 36 minutos da 1.ª parte.
Estavam decorridos 60 minutos quando o Seiça viu cair do céu esta expulsão rival. Com um jogador a mais, a turma de Tiago Rodrigo Reis sentiu-se como peixe na água, enquanto o adversário mostrava sangue na guelra. Minutos depois da expulsão, o juiz Custódio Justo não fez jus ao nome, perdoando o segundo amarelo a Pedro Martins, por carga violenta sobre um oureense.


