Categoria: Reportagens

Vasco da Gama recebeu o Troféu Disciplina da AF Santarém

futebol-vasco-da-gama-premio-fair-play-2-scaled Vasco da Gama recebeu o Troféu Disciplina da AF Santarém
Joaquim Martinho entregou o Troféu Disciplina ao capitão Tiago Ferreira, na presença da presidente Anita Reis | Foto Derby ©

A Associação Desportiva, Recreativa e Cultural Vasco da Gama já recebeu o Troféu Disciplina, relativo ao (bom) comportamento protagonizado pela sua equipa sénior masculina, no decorrer da temporada 2021/22.

O Troféu Disciplina foi entregue antes da estreia na Taça do Ribatejo, diante da União Desportiva Atalaiense, pela mão de Joaquim Martinho, Vice-Presidente da Associação de Futebol de Santarém.

 

Na presença do Derby, o capitão Tiago Ferreira representou o plantel, na companhia de Anita Reis, Presidente da Direção do Vasco da Gama, visivelmente orgulhosa pela conquista desta jovem equipa.

Segundo o nosso jornal apurou, o Troféu Disciplina passou a ser um desafio lançado aos jogadores pelo treinador Tiago Silva, já com a temporada em curso. Missão cumprida com distinção, num ranking em que os também oureenses do Centro Desportivo de Fátima terminaram no 2.º lugar.

futebol-vasco-da-gama-premio-fair-play-1 Vasco da Gama recebeu o Troféu Disciplina da AF Santarém
O comportamento exemplar ao longo de 2021/22 valeu a conquista do Troféu Disciplina | Foto Derby ©

 

Atlético Ouriense – Sporting. David contra Golias. Melhor era impossível…

Ficha-de-jogo-CAO-vs-SCP Atlético Ouriense - Sporting. David contra Golias. Melhor era impossível...

Este jogo dava um filme… O Sporting confirmou a supremacia natural de um candidato ao título, em confronto com uma equipa cujo objetivo não vai além da permanência. As leoas dominaram todo o desafio, mas encontraram resistência e não conseguiram golear. O Atlético Ouriense manteve-se fechadinho e organizado, tanto quanto possível, mas faltou força para chegar à frente e criar perigo

Atlético Ouriense vs Sporting, o filme

 

1’ O jogo conta segundos e Sara Brasil tenta surpreender as leoas: encara o adiantamento da guardiã contrária, dispara do meio-campo… mas sem força nem direção

 

5’ Monique sobe pela direita, pressiona as rivais já dentro da área contrária e com a ajuda de Melanie Cunha, força o primeiro pontapé de canto

 

1-0 GOLO do SPORTING
7’ Brenda Pérez ganha a linha, sobre a direita e atrasa junto à relva. Lance do Capeta… Júlia Mateus desvia, Ana Capeta idem, Jéssica Pastilha também e a bola volta à camisola 18 das leoas, que marca de primeira. Golo às três tabelas, carambola para o fundo das redes de Ana Rita Oliveira.

 

8’ O Sporting celebra no minuto seguinte, mas quando Ana Borges mete o chapéu a Ana Rita Oliveira, já a ‘liner’ Sara Gaspar tinha invalidado o lance: fora de jogo da capitã leonina

 

9’ Ana Teles dispara bem acima da baliza oureense, depois de nova incursão de Brenda Pérez pela direita

 

13’ Joana Martins prepara o arco, mas o tiro sai a rasar o poste do Atlético

 

17’ Chandra Davidson grita golo, mas Ana Rita Oliveira voa para lhe estragar a festa, com uma intervenção felina junto ao poste esquerdo

 

17’ Canto, na sequência e Chandra a cabecear por cima

 

O Atlético está encostado às cordas, sem reação nem capacidade para evitar a avalanche ofensiva das leoas. Marco Ramos coloca Bimba Cabral a aquecer e inverte posições nos extremos: Mel para a esquerda; Gabi para a direita

 

CARTÃO AMARELO
26’ Ana Capeta agarra-se à cintura de Sofia Cena e Joana Rodrigues amarela a antiga avançada do Atlético. Capeta não gosta e protesta, sacode os braços da juiz, arrisca o vermelho… mas passa impune. O banco do Sporting está ‘on fire’ e a treinador Mariana Cabral não escapa ao cartão amarelo

 

2-0 GOLO do SPORTING
28’
Capeta lança Ana Borges pela direita, a capitã cruza rasteiro e Brenda Pérez eleva a contagem. A espanhola surge sem marcação e surpreende Ana Rita Oliveira, que ainda toca na bola, mas não a desvia do golo

 

32’ Carrega o Sporting: abertura longa da esquerda para a direita, Brenda Pérez sozinha no interior da área e com espaço para decidir, passe atrasado para Chandra, remate de primeira… e Santa Rita a evitar o 3-0, com uma defesa fantástica

 

34’ O Atlético tenta reagir, mas mal consegue sair do seu meio campo. Marta Edyth pega na bola e tenta lançar Sara Brasil. Há campo livre para correr, mas Ana Borges consegue intercetar a bola. As oureenses pedem mão da capitã, mas Joana Rodrigues manda jogar…

 

34’ Meia equipa do Atlético a protestar e Ana Capeta quase a marcar. Do lance polémico, nasce um contra-ataque que não deu golo porque o tiro saiu ao lado

 

40’ Numa questão de segundos, Laura Pires assina dois cortes fundamentais para evitar que duas leoas se isolassem na cara de Ana Rita Oliveira

 

42’ Canto para o Sporting, bola da bandeirola esquerda para o segundo poste, Ana Teles recolhe e atrasa para Cláudia Neto. A internacional portuguesa tira as medidas à baliza e remata forte. Ana Rita já vai no ar, mas Laura Pires desvia primeiro

 

45’ Brenda Pérez conduz sem oposição, abre à direita para Joana Borges, cruzamento com conta, peso e medida, desvio subtil de Ana Capeta… ao lado do poste direito.

 

INTERVALO
O Sporting instalou-se no meio campo do Atlético, encostou as oureenses às cordas e já resolveu o jogo. O 2-0 é curto para as leoas, que não marcaram mais golos por culpa própria, mas também pela qualidade de Ana Rita Oliveira e pela organização defensiva da turma de Marco Ramos, que não chega para tudo mas vai dando para manter a boa imagem

 

51’ Júlia Mateus quase surpreende Hannah Seabert, com um cruzamento remate a colocar em sentido a guarda-redes norte-americana

 

52’ Ana Capeta remata de longe, mas ao lado

 

54’ Cláudia Neto dispara forte e Ana Rita Oliveira encaixa sem dificuldade

 

55’ Carolina Beckert atira ao lado da baliza oureense, na sequência de um pontapé de canto

 

62’ O Atlético Ouriense reage quando pode e como pode: Bimba Cabral corre pela direita e vira o jogo à esquerda. O passe seria perigosíssimo… se não levasse tanta força. Mel bem tentou, mas não chegou a tempo de enfrentar Hannah Seabert

 

63’ Brenda Pérez remata ao lado

 

CARTÃO AMARELO
64’
Sofia Sena é sancionada por uma carga sobre Brenda Pérez

 

68’ Brenda Pérez desenha uma jogada individual, ilude as rivais e dispara ao lado da baliza oureense

 

69’ Diana Silva regressa a casa. A maior goleadora da história do Sporting foi formada no Atlético Ouriense. É lançada em campo sob aplausos da plateia oureense

 

70’ Com amigas destas… Cruzamento da esquerda, Diana eleva-se, cabeceia, mas não festeja: Ana Rita Oliveira estava atenta

 

3-0 GOLO do SPORTING
75’ Joana Dantas entrega a Brenda Pérez à entrada da área. A espanhola está de costas para a baliza, perante a pressão de Júlia Mateus, mas descobre Ana Borges ali à direita. A capitã fura e assista Joana Dantas, que amplia sem oposição

 

88’ Lançada por Marco Ramos, Joana Serrano tenta a sorte, mas o pé esquerdo dispara tímido e Seabert segura fácil

 

89’ Sofia Sena vai à relva e evita o 4-0 com um corte providencial no interior da área

 

45’+5 Ana Borges cruza da direita, Carol Pocinho antecipa-se a Diana Silva e guarda a bola… mas escorrega e cai. A goleadora leonina aproveita o deslize e assiste Inês Gonçalves. Só a aparição divina de Santa Rita evitou que o resultado fosse ainda mais desnivelado

 

FIM DO JOGO
O Sporting confirma a supremacia natural de um candidato ao título a defrontar uma equipa cujo objetivo não vai além da permanência. As leoas dominaram todo o desafio, mas encontraram resistência e não conseguiram golear. O Atlético Ouriense manteve-se fechadinho e organizado, tanto quanto possível, mas faltou força para chegar à frente e criar perigo

 

Sena estranha aqueles dois penalties… Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

Ficha-de-jogo-cao-vs-scut Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa RitaEste jogo dava filme… O Atlético estava obrigado a ganhar, mas o Torreense entrou forte e instalou-se no meio campo da casa. A Pastilha de Jéssica desviou em Matilde Figueiras, apanhou Ana Rita Oliveira em contrapé e colocou as oureenses em vantagem. Não, não está errado nem é confusão: as guardas redes davam pelo mesmo nome, mas só uma foi decisiva. E de que maneira! Santa Rita… de Ourém defendeu dois penalties (e uma recarga) no tempo regulamentar e ainda travou uma grande penalidade na lotaria final. O Atlético deu a volta à eliminatória, num jogo marcado pela capacidade de superação de uma equipa embalada por uma guarda-redes verdadeiramente inspirada.

 

Atlético – Torreense, o filme

 

2’ Rita Coutinho isola-se e provoca a primeira aparição de Santa Rita na Caridade. A guarda-redes do Atlético voa para desviar um remate em arco

 

4’ Sara Brasil pressiona alto, obriga a defesa torreense a errar e a bola sobra para Gabi Zidoi que atira em chapéu e fica a centímetros do golo

 

6’ O Torreense ataca pela esquerda, a bola atravessa o campo e cai nos pés da lateral Cerizuela, que falha o 1-0 com a baliza escancarada perante a pressão de Monique

 

7’ Sara Brasil ganha na velocidade mas remata em esforço e à figura da ‘outra’ Ana Rita Oliveira

 

14’ O jogo volta a aquecer e Sara Brasil torna a beneficiar de posição privilegiada. A camisola 10 tenta surpreender a guarda-redes rival, mas a cabeçada sai à figura

 

15’ Neuza Besugo tenta a sorte de livre direto, mas a bola sai direitinha às mãos da nossa Ana Rita Oliveira

 

17’ O Torreense avança pela esquerda, há cruzamento, há um desvio do primeiro para o segundo pau e há cabeceamento de Ellie Walker ao lado da baliza

 

19’ Mais um livre direto em zona frontal, mais um susto para as oureenses: Morgan Turner disparar fortíssimo mas a bola passa a centímetros da trave

 

24’ GOOOOOLO DO ATLÉTICO 1-0
O Torreense assume o jogo, mas o Atlético cria perigo sempre que lá vai a cima… Jéssica Pastilha aproveita a zona frontal e dispara do meio da rua. A bola desvia em Matilde Figueiras e trai Ana Rita, que ainda inverte a marcha mas não consegue evitar a festa!

 

31’ Ana Rita Oliveira segura a vantagem com mais uma intervenção, desta vez a negar o golo ao Torreense com recurso a uma defesa com os pés

 

32’ GOLO DO TORREENSE 1-1
A defesa da casa facilita e deixa Morgan Turner na cara de Ana Rita Oliveira. Desta vez não há milagres. O Torreense empata o jogo

 

36’ Melanie Cunha trabalha bem na área mas atira por cima da trave

 

37’ Morgan Turner isola-se pela esquerda, entra na área e tenta picar para o golo, mas Ana Rita estava atenta: resistiu à tentação de cair, manteve-se de pé e segurou com tranquilidade

 

39’ Santa Rita versão… líbero. A guarda-redes sai da área e tapa o caminho da baliza a Morgan Turner, desarmando a avançada rival tal e qual… uma central

 

41’ Santa Rita… nas alturas! Ana Rocha remata em arco e obriga Ana Rita Oliveira a descolar para mais um voo deslumbrante. A defesa da tarde para quem viria a defender três penalties

 

INTERVALO
O Torreense apresenta melhores argumentos, mas o Atlético bate-se bem e tem na sua Ana Rita Oliveira uma verdadeira parede. A guarda-redes mantém a equipa na eliminatória… e o melhor ainda estava para vir!

 

58’ O jogo vai morno, sem a agitação da 1.ª parte. O Torreense sobe à baliza sul, Sofia Sena divide um lance com uma rival e Ana Amorim assinala penalty. À vista desarmada, parece mal assinalado. Com recurso às transmissão televisiva, não sobram dúvidas: péssima decisão. É Morgan Turner que enrola o pé esquerdo entre as pernas de Sofia Sena, enquanto a brasileira protege a bola depois de ter conquistado a posição.

frame-cao-scut-penalti-1 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

59’ Matilde Figueiras dispara fortíssimo mas Santa Rita voa para a direita e bloqueia o remate da capitã do Torreense! Penalty defendido! E é só o primeiro…

futebol-atlouriense-torreense-7 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

71’ Maria Malta rasga a defesa oureense com um passe açucarado para Morgan Turner. A norte-americana volta a embrulhar-se com Sofia Sena e Ana Amorim volta a assinalar penalty para o Torreense. Se há falta ou não, nem arriscamos. Apenas uma certeza: se fosse, seria fora da área.

frame-cao-scut-penalti-2 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

 

72’ Matilde Figueiras volta a assumir a decisão. Encara Ana Rita Oliveira, troca o lado do remate, mas Santa Rita está divinal. Mais um voo, mais uma defesa. E nem na recarga a capitã torreense foi feliz porque a guarda-redes reapareceu para fechar a baliza a cadeado! Surreal!

 

83’ Sara Brasil dispara forte mas por cima da baliza

 

86’ Jéssica Pastilha assume o jogo, carrega a equipa às costas e atira do meio da rua, levando a bola a passar ao lado do poste esquerdo do Torreense

 

87’ Júlia Mateus avança pela esquerda e descobre Sara Brasil junto à área. A camisola 10 rompe em zona proibida e força a falta de… Matilde Figueiras. A capitã torreense vive um verdadeiro pesadelo: desviou a Pastilha de Jéssica para golo, falhou dois penalties e cometeu uma grande penalidade a favor do Atlético! Insólito…

frame-cao-scut-penalti-3 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

88’ GOOOOOLO DO ATLÉTICO 2-1
Sara Brasil mostra sangue frio e empata a eliminatória! Penalty clássico: bola para um lado, guarda-redes para o outro. Delírio na bancada!

 

90’+2 Bimba Cabral quase qualifica o Atlético! Em dia de estreia, a camisola 13 das oureenses ganha a Matilde Figueiras na velocidade e provoca uma carambola entre a guardiã torreense e a rival Nicole Araújo. Por pouco não deu autogolo e 3-1 para o Atlético!

 

FIM DO TEMPO REGULAMENTAR
O Torreense pode queixar-se de si próprio, mas Santa Rita foi realmente divina. A galhardia das oureenses leva a eliminatória à lotaria dos penalties, sem passar pelo prolongamento, de acordo com o regulamento da Taça da Liga

 

PENALTIES
O Atlético Ouriense marca oito penalties com sucesso, o Torreense leva sete no fundo das redes [ver ficha de jogo]. Nicole Araújo avança para o 16.º penalty sabendo que não pode falhar. Depois de sete tentativas em vão, Santa Rita trava mais um tiro e oferece a qualificação ao Clube Atlético Ouriense!

futebol-atlouriense-torreense-2-1-scaled Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

FINAL DO JOGO
O Atlético Ouriense deixa o Torreense para trás! Depois de duas eliminatórias equilibradas mas com ascendente da formação de Torres Vedras, é a turma de Ourém que segue em frente. A formação de Marco Ramos surpreendeu pela boa organização e pela capacidade de superação. Ana Rita Oliveira foi absolutamente decisiva mas todo o coletivo contribuiu para uma tarde de sonho, perante casa cheia.

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Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties

futebol-atlouriense-torreense-8-scaled Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties
Ana Rita Oliveira viveu uma tarde de sonho na estreia oficial na Caridade

assinatura-derby-cronica-212x300 Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos PenaltiesUm, dois, três penalties defendidos. Ana Rita Oliveira foi a grande figura do duelo entre Atlético Ouriense e o SCU Torreense, contribuindo decisivamente para o sucesso da formação de Ourém no playoff da Taça da Liga.

Derrotado por 2-1 na 1.ª mão, o Atlético estava obrigado a vencer por margem superior. Não conseguiu cumprir esse objetivo, mas sempre empatou a eliminatória e teve oportunidade de a decidir nos penalties.

Foi preciso esperar pelo 16.º pontapé para definir o vencedor. Ana Rita Oliveira voou para a vitória, travou o penalty decisivo e lançou a festa na Caridade. Santa Rita, padroeira de uma causa várias vezes ameaçada, quer pela ofensiva torreense, quer pelos dois penalties assinalados contra o Atlético na 2.ª parte do desafio.

Ana Rita Oliveira assinou um punhado de belíssimas intervenções e já era a figura do jogo quando Ana Amorim assinalou o primeiro de dois castigos máximos, ambos alegadamente cometidos por Sofia Sena.  No primeiro, a brasileira ganha posição e embrulha-se com a rival; no segundo, é a auxiliar Raquel Pinho que vislumbra um alegado derrube sem bola. Tanto num como noutro, são muito mais as dúvidas que as certezas…

futebol-atlouriense-torreense-pastilha Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties
Jéssica Pastilha colocou o Atlético na frente

O Atlético vencia por 1-0 graças a um golo de Jéssica Pastilha, que tentou a sorte do meio da rua e acabou premiada por um desvio de uma adversária que apanhou a guardiã torreense em contrapé. Estavam decorridos 24 minutos e havia muito para decidir.

Apesar da vantagem do Atlético, o Torreense foi sempre muito mais ameaçador, encontrando em Ana Rita Oliveira a verdadeira linha intransponível. Aliás, tirando o golo de Ellie Walker, que apanha a guarda-redes da casa completamente desprotegida, Santa Rita chegou para todas as encomendas. E foram muitas! Três intervenções de luxo, na 1.ª parte (2’, 31’ e 41’); dois penalties defendidos (e uma recarga), na 2.ª (59’ e 72’); e a terceira penalidade travada, no momento das grandes decisões.

Cada defesa de Santa Rita resultou num impulso a toda a equipa, que nunca desistiu. O Atlético também teve direito a uma grande penalidade, devidamente convertida em golo pelo sangue frio de Sara Brasil, aos 87 minutos. Por imperativo regulamentar, a decisão foi para penalties sem passar pelo prolongamento.

Depois de 15 penalties no fundo das redes, Ana Rita Oliveira, Santa Rita, perdão, voou para mais uma intervenção divina, travando a oitava tentativa do Torreense e soltando a festa na Caridade, para delírio das centenas de adeptos que encheram a bancada e meia lateral envolvente.

O resultado de cada mão reflete o equilíbrio de forças entre as duas equipas. O sucesso do Atlético Ouriense traduz a capacidade de superação de uma equipa completamente criada de raiz, mas com níveis de entrosamento e confiança capazes de disfarçar lacunas evidentes.

Contas feitas, está cumprido o primeiro objetivo de uma temporada que se prevê plena de desafios para Marco Ramos e suas jogadoras.

Amanhã há filme do jogo em www.derbydeourem.pt

futebol-atlouriense-torreense-entrada Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties

Derby na Chã! Caxarias e Atlético no tubo de ensaio

futebol-caxarias-atlouriense-49 Derby na Chã! Caxarias e Atlético no tubo de ensaio

assinatura-derby-cronica-212x300 Derby na Chã! Caxarias e Atlético no tubo de ensaioEm plena pré-temporada, mas a menos de um mês da estreia oficial, Centro de Cultura e Desporto de Caxarias e Clube Atlético Ouriense disputaram um duelo de preparação intenso, na manhã deste sábado, em pleno Campo da Chã.

O Atlético venceu o derby, mas o Caxarias deu boa réplica. No final, uma conclusão: ambas as equipas parecem ter mais e melhores argumentos em relação à temporada passada.

Um dia depois de ter perdido no Entroncamento, diante do Atlético local (2-1), o Caxarias recebeu outro Atlético, o Ouriense. Novo jogo de preparação, nova derrota, na sequência do desaire averbado em Ferreira do Zêzere (4-0).

Nada de alarmes. Os resultados negativos encontram justificação no patamar competitivo de cada uma das formações que o Caxarias escolheu para os primeiros confrontos da pré-temporada. O objetivo da formação de Telmo Ferreira é claro: expor a sua equipa às exigências inerentes ao confronto com turmas de um patamar competitivo superior.

Para o Atlético Ouriense, foi apenas o primeiro jogo de preparação e as indicações foram naturalmente positivas. Além do triunfo, ficou na retina a qualidade aparente dos vários reforços apresentados por Pedro Gil Vieira ao longo de um desafio em que ambos os treinadores aproveitaram para testar esquemas táticos distintos.

futebol-caxarias-atlouriense-29 Derby na Chã! Caxarias e Atlético no tubo de ensaio

Golos e oportunidades

Gabriel (18’) e Dylan (64’) fizeram um golo em cada parte, confirmando a vantagem do Atlético em casa do Caxarias. A formação de Pedro Gil Vieira ainda teve um golo (bem) anulado a Gabriel (42’) e viu o central Rúben negar a festa a Dylan sobre a linha (82’).

Apesar da desvantagem, o Caxarias poderia ter empatado ou reduzido, mas nunca foi feliz: Breno Melo disparou à malha lateral, na cara de Palaio, mas apertado por João Baptista (34’); o chapéu de Paulo Piranhas quase foi dentro da rede, mas a tentativa saiu por cima da trave (43’). Foram as ocasiões mais flagrantes, mas o perigo também chegou do meio da rua, como quando Bruno, que rendeu Palaio na equipa de Ourém, foi obrigado a aplicar-se com intervenção de luxo para negar o golo a um homem da casa (66’).

Qualidade oureense… até na arbitragem

O derby contou com arbitragem oureense: Filipe Baptista liderou um trio de composto pelo conterrâneo Vítor Clemente e pelo Riachense Afonso Mendes, auxiliado por Miguel Simões, nas funções de 4.º árbitro. O jogo não foi complicado e os árbitros fizeram questão de não o complicar, atuando com discrição, quase parecendo despercebidos. E não é esse o melhor elogio que um árbitro pode receber?

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Mel fez mal às águias na apresentação oficial do Atlético Ouriense

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ficha-cao-slb-b Mel fez mal às águias na apresentação oficial do Atlético Ouriense

 

Apresentação oficial aos sócios e simpatizantes, bancada cheia no Campo Adelino dos Santos Júnior, vitória no bolso e boas sensações para uma temporada que se pretende mais tranquila para os lados da Caridade.

O Clube Atlético Ouriense derrotou a equipa ‘B’ do Sport Lisboa e Benfica, graças a um golo solitário de Melanie Cunha, uma das inúmeras novidades lançadas para 2022/23.

A atacante luso-americana resolveu o jogo com um verdadeiro tiro do meio da rua, em cima do intervalo. Por esta e por outras, tornou-se na melhor jogadora em campo. Pelo muito que jogou e fez jogar na 1.ª parte, mas também por ter agitado o jogo quando foi relançada no final da 2.ª parte (tratando-se de um duelo particular, houve liberdade para recolocar em campo algumas jogadoras substituídas ao intervalo).

Dupla surpresa
O Atlético apresentou-se de alma renovada. Tal como o Derby tinha noticiado, o plantel para esta temporada contava apenas quatro jogadoras que transitaram da época passada. Passaram a cinco. E essa foi mesmo a grande surpresa da tarde.

Laura Pires chegou a acordo com o clube e renovou contrato. Vai para a quarta temporada consecutiva em Ourém, mas não deixa de ser “reforço” graças à posição que Marco Ramos lhe confiou. A atacante brasileira foi… defesa-central. Fez dupla com Carol Pocinho e não se deu mal: evidenciou lacunas naturais ao nível do posicionamento e da falta de rotinas, mas conseguiu fechar os espaços. Com a ajuda da parceira do eixo e o contributo das laterais improvisadas, Diana (à direita) e Sony (à esquerda), revelou-se decisiva para manter a baliza a salvo.

futebol-atlouriense-benficab-4 Mel fez mal às águias na apresentação oficial do Atlético Ouriense

Baliza (bem) protegida
Por falar em baliza, Marco Ramos teve a oportunidade de apresentar as novas guardiãs. Ana Rita Oliveira foi titular, mas cedeu o posto a Cláudia Rocha ainda na 1.ª parte, por força de um choque que a deixou a cantar de galo.

Tanto uma como outra deixaram boas garantias, ainda que as jovens encarnadas (de branco e preto, sem aviso prévio, para mal da logística oureense) não as tenham colocado verdadeiramente à prova.

A exceção foi mesmo o penalty contra, já na ponta final do jogo, uma situação de perigo superiormente eliminada por Cláudia Rocha, que travou o remate e garantiu a vitória do Atlético em dia de apresentação.

Agitação no ataque e consistência no miolo
Lá na frente, Leo Rodrigues, Júlia e Melanie aguçaram o apetite dos adeptos, com movimentações constantes e a baliza sempre debaixo de olho.

O trio de ataque foi devidamente apoiado pelo sector intermédio, onde continua a pontificar a experiente Jéssica Pastilha, promovida a capitã de equipa após a saída de Maria Baleia. A bicampeã nacional pelas oureenses contou com a ajuda de uma dupla canarinha para controlar o jogo a meio-campo. Sofia Sena, recrutada ao histórico Atlético Mineiro, promete fazer furor na sua primeira aventura europeia; Gabi Zidoi provou que tanto pode ser solução no apoio ao ataque, como no centro… da defesa.

Derrota em Valadares
Um dia antes deste duelo, no sábado, a equipa do Atlético Ouriense rumou a norte para defrontar o Valadares Gaia no primeiro jogo de preparação para 2022/23. Apesar da entrada a vencer e de uma bola no ferro logo em seguida, as oureenses voltaram derrotadas por 3-1, num duelo marcado pelos níveis de agressividade das rivais, alegadamente vários níveis acima do normal num jogo de treino, entregue à necessidade de bom senso, pela ausência de uma equipa de arbitragem.

Arbitragem com futuro
Pelo contrário, o duelo entre Atlético Ouriense e Benfica ‘B’ contou com uma equipa de arbitragem capaz de ser notícia… pela positiva. Sob a liderança de Tiago Ramos e com o precioso auxílio de Ricardo Mendes e João Simões, o jogo decorreu sem sobressaltos, ficando igualmente marcado pelo talento de um trio jovem e com grande margem de progressão, destacado em Ourém pelo Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Santarém.

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Uma aventura inesquecível com direito a ‘prémio de montanha’ na etapa rainha da Volta à Portugal

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-2-e1660060099146 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O quinteto do Grupetto Per Caso viveu um dia absolutamente inesquecível em plena Volta a Portugal

Serra da Estrela, Alto da Torre, 7 de agosto de 2022. Volta a Portugal em Bicicleta, octogésima terceira edição, a mítica Subida à Torre. Uma aventura inesquecível para cinco corredores oureenses.

Hugo Simões, Pierre Ribeiro, Rui Ferreira, Vasco Lopes e Viviano Inácio não pertencem ao pelotão que vai correndo parte do país até 15 de agosto, mas viveram por dentro as emoções fortes da etapa-rainha.

Este quinteto de ciclistas integra o Grupetto Per Caso, um grupo oureense de corredores amadores, que o Derby já lhe apresentou. Apaixonados por ciclismo de estrada, não perderam a oportunidade de acompanhar a etapa mais ansiada da Volta, testando eles próprios a dureza da subida ao ponto mais alto de Portugal Continental.

Em declarações exclusivas ao Derby, os cinco trepadores reviveram a mítica subida do último domingo. “No meu caso, foi a segunda vez que fui ver a chegada do pelotão à Torre. A ideia surgiu do Bruno, há um ano. Agora demos continuidade e queremos impor a tradição de representar o Grupetto Per Caso na mítica subida à Torre”, conta-nos Vasco Lopes.

Bruno Marques, grande mentor da iniciativa em 2021, ficou em terra, traído por uma indisposição de última hora. “Comi alguma coisa que me fez mal no sábado e passei mal durante a noite”, lamenta.

A Etapa 3 da Volta a Portugal ligou a Sertã ao Alto da Torre, expondo o pelotão à dureza de 159 quilómetros maioritariamente a subir. Hugo, Pierre, Rui, Vasco e Viviano fizeram questão de cumprir os últimos 30km do percurso, precisamente a partir do momento em que a etapa começou a inclinar-se vertiginosamente rumo ao cume da serra. Em dose dupla!

“Partimos de Tortosendo e subimos à Torre pelo lado da Covilhã, com descida a Manteigas pelo Vale Glaciar e nova subida a Penhas Douradas e Sabugueiro, antes de mais 18km de subida pura e dura de volta à Torre”, explica Vasco, revelando o verdadeiro carrossel do pedal que o Grupetto Per Caso experimentou, no domingo.

“Para mim, foi a estreia e a sensação foi de sofrimento total”, assume Pierre Ribeiro, denunciando a subida em dose dupla, idealizada pelo companheiro Vasco Lopes para apimentar ainda mais o percurso. “Um rapazinho cá do grupo teve a excelente ideia de subir à Torre duas vezes, mas foi espectacular apreciar aquelas paisagens”, assume Pierre, lamentando apenas que o flagelo dos incêndios também tenha marcado a tirada, destruindo grande parte da paisagem.

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-1-e1660060905681-300x193 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O verdadeiro Prémio de Montanha…

Viviano Inácio subiu à Torre pela primeira vez e partilha das mesmas sensações dos colegas, sublinhando ao Derby aquilo que mais o marcou, sem esquecer o maior de todos os prémios. “Foi o feeling de sofrimento e de ultrapassar os limites para atingir o objetivo. O que eu tive de sofrer para comer a mítica sandes…”, recorda, aludindo àquela combinação irresistível de queijo e presunto a envolver um bom pão caseiro, à moda do Ti Branquinho, um café cirurgicamente colocado junto à nascente do Mondego.

“Não sei qual das subidas custa mais… Se a da Torre ou aquelas curvas todas antes da tasca”, questiona Rui Ferreira.

“A tasca parecia uma miragem, nunca mais surgia no horizonte”, desabafa Viviano Inácio que foi à fonte com tanta sede que acabou a barrar a dita sandes com uma verdadeira injeção de açúcar. “Íamos esganados, o Viviano acompanhou a dele com marmelada”, atira Vasco Lopes, à gargalhada.

Quando Maurício Moreira, Luís Fernandes e Frederico Figueiredo chegaram à Torre, já o Grupetto Per Caso os tinha aplaudido entre a multidão, a 10 km da meta, vitoriando os verdadeiros profissionais num dia absolutamente inesquecível para este quarteto de oureenses, que já só pensa… em repetir a aventura.

“Também foi a minha primeira vez e espero que possa ser a primeira de muitas. Obrigado a todos pela excelente companhia e pelo grande dia que passámos juntos”, vinca Hugo Simões.

“Estamos a apontar para 1 ou 8 de outubro”, revela Vasco Lopes, apontando os verdadeiros encantos de uma tirada verdadeiramente especial para quem pedala por prazer. “Participámos na festa do ciclismo, com uma sensação de sofrimento, mas também de superação especial e de ultrapassar os limites de cada um, usufruindo das paisagens e da camaradagem.”

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-4 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
A tirada mítica foi discutida ao sprint depois de uma subida verdadeiramente infernal

Porque “ninguém joga assim” Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípios

futebol-seica-final-inatel-2022-7 Porque "ninguém joga assim" Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípios
O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça participou pela quarta vez numa Final Nacional da Liga INATEL

assinatura-derby-cronica-212x300 Porque "ninguém joga assim" Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípiosO Grupo Desportivo e Cultural de Seiça foi o finalista vencido da grande FINAL Nacional da Liga INATEL, perdendo para o Ginásio Clubes de Sines, mas apenas no desempate por grandes penalidades.

Focados na sua missão e comprometidos com o objetivo de conquistarem o título nacional pela terceira vez, os oureenses mantiveram-se (demasiadamente) fiéis aos princípios inerentes a esta competição, colocando o desportivismo, o fair-play e o respeito pelos adversários acima da sua própria ambição.

Foi precisamente graças a esta atitude que o GDC Seiça começou a ganhar ainda antes do jogo. A Fundação INATEL fez questão de homenagear os jogadores pela atitude protagonizada nos oitavos de final, quando os seicenses arriscaram o seu próprio destino na competição, ao abrirem caminho para que o adversário marcasse um golo.

Sucede que nem todas as equipas conseguem revelar o mesmo grau de elevação e grandeza, nos momentos de decisão. Foi o que aconteceu nesta grande final.

O GDC Seiça encontrou um obstáculo impossível de contornar, em função dos valores que tanto defende. A agressividade extrema, a falta de educação, o desrespeito por uma equipa de arbitragem insegura perante o conflito e incapaz de se impor enquanto autoridade em campo, foi comum à maioria dos adversários, salvo raras e honrosas exceções.

O futebol jogado não foi propriamente bonito e algumas atitudes tiveram o condão de estragar uma tarde que poderia ter sido de festa. Manuel Guerreiro, camisola 4 do Ginásio Clube de Sines, levou o apelido demasiado a sério e partiu para uma verdadeira guerra sem quartel, plena de cenas tristes, documentada em direto para todo o país, entre agressões, insultos, ameaças a jogadores, árbitros e adeptos. Tudo o que pensávamos ser impossível de assistir numa competição de cariz lúdico como a Liga INATEL.

 

Guerreiro foi expulso a 10 minutos do fim, à terceira intervenção digna de vermelho direto, a primeira delas, aos 4 minutos, com agressão a Tommy Remédios, que teria dado penalty e expulsão. Está nas regras e não pode ser exceção, se a Fundação INATEL quiser continuar a credibilizar esta competição.

O filme do jogo conta-nos a história de um duelo mal disputado, mas bastante renhido, com duas oportunidades soberanas para o Seiça e outra para o Sines. Ninguém conseguiu marcar no tempo regulamentar. E nos penaltis, brilhou o guarda-redes rival, assegurando o primeiro troféu da história do Ginásio Clube de Sines, um emblema que merece respeito bem maior do que alguns dos seus jogadores demonstraram por si próprios, ao longo de todo o jogo.

“Ninguém joga assim”. O cântico ecoou entre as largas dezenas de oureenses que foram a Lisboa apoiar o Seiça. E repetiu-se a cada manifestação de violência em campo. E foram tantas.

Os oureenses foram a equipa mais madura em campo e beneficiaram das melhores oportunidades para evitar a lotaria dos penaltis.

Goste-se ou não do estilo, o Ginásio Clube de Sines aguentou o barco e fez merecer a vitória final.

O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça perdeu a Batalha de Lisboa, mas manteve-se fiel aos seus princípios e conquistou o coração de todos os defensores dos valores do desportivismo. Chapeau.

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As gentes de Seiça foram incansáveis no apoio à equipa, confortando jogadores, treinadores e dirigentes na hora de uma derrota que não belisca o percurso dos tricampeões distritais

Juliana Silva: um prodígio de Boleiros para a elite do ténis de mesa nacional

tenis-de-mesa-julianasilva Juliana Silva: um prodígio de Boleiros para a elite do ténis de mesa nacional

É natural de Boleiros, é uma das maiores promessas do ténis de mesa português, conta apenas 17 anos, mas já soma 29 medalhas em campeonatos nacionais.

Juliana Silva é uma mesa-tenista em plena ascensão na modalidade e o Derby dá-lhe a conhecer um pouco do percurso desta jovem oureense, que acaba de sagrar-se vice-campeã nacional de pares mistos no escalão Sub-19. Recordamos: aos 17 anos.

Juliana Neves Gonçalves Santos Silva é um talento precoce. Tão precoce que aos 11 anos já era uma das atletas mais influentes da equipa… sénior Sporting Clube de Portugal. Leu bem: 11 aninhos.

Foi no Montamora Sport Clube que se iniciou na modalidade. Na Amoreira, desenvolveu a paixão e o talento pelo ténis de mesa, protagonizando uma ascensão verdadeiramente meteórica. Tinha 6 anos quando começou e aos 9 já vestia a camisola do Sporting Clube de Portugal, potência maior da modalidade no país.

Foi precisamente neste contexto que se estreou pela equipa sénior leonina, quando tinha apenas 11 anos, contribuindo para a subida do Sporting à 1.ª Divisão Nacional.

tenis-de-mesa-julianasilva-2 Juliana Silva: um prodígio de Boleiros para a elite do ténis de mesa nacional
Juliana Silva também já representou as seleções nacionais de Portugal

Ao longo dos últimos anos, acumulou sucessos nos escalões de formação, em representação do Sporting, participando ativamente nos compromissos da equipa sénior. Ainda na época passada, o seu contributo foi fundamental para a permanência da turma de Alvalade no escalão principal.

Juliana Silva foi campeã nacional por equipas em Sub-12 e Sub-15, tendo sido duas vezes vice-campeã no escalão Sub-19. Recordamos, outra vez: só tem 17 anos. Também é campeã nacional de pares femininos em Sub-12, vice-campeã e medalha de bronze vezes sem conta.

Pelo Sporting, conquistou 2 campeonatos nacionais de infantis, 1 Campeonato Nacional de infantis em pares, 1 Campeonato Nacional de Cadetes por equipas e… 1 Campeonato Nacional de Seniores por equipas, em 2018/19. Campeã nacional de seniores, entre os 13 e os 14 anos, portanto.

Graças à excelência dos seus desempenhos e à tremenda margem de progressão que a acompanha, Juliana Silva ascendeu ao estatuto de atleta de alta competição, com direito a treinar, estudar e residir no Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, em Gaia, onde evolui há dois anos.

Esta temporada, a mesa tenista oureense fez linha nos pódios dos Campeonatos Nacionais de Sub-19: Medalha de Prata em pares mistos; Medalha de Bronze na competição individual; Medalha de Bronze em pares femininos.

Juliana Silva é irmã de Rafael Silva, outro jovem prodígio do ténis de mesa nacional, que fez parte da equipa do Montamora Sport Clube que se sagrou vice-campeã nacional de Sub-12, em 2021.

tenis-de-mesa-julianasilva-3 Juliana Silva: um prodígio de Boleiros para a elite do ténis de mesa nacional

Sem Espinhas: os lances capitais da vitória do Seiça nas meias-finais do Nacional da Liga INATEL

futebol-seica-alcobaca-3 Sem Espinhas: os lances capitais da vitória do Seiça nas meias-finais do Nacional da Liga INATEL
O guardião Rodrigo Lorvão adiou ao máximo a festa do Seiça, mas os oureenses estavam realmente em brasa

assinatura-derby-cronica-212x300 Sem Espinhas: os lances capitais da vitória do Seiça nas meias-finais do Nacional da Liga INATELForam dois golos, mas podiam ter sido muitos mais. O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça puxou dos galões de bicampeão nacional e confirmou a supremacia sobre o Ginásio Clube de Alcobaça, nas meias-finais da Fase Nacional da Liga INATEL.

O Derby foi ao Parque de Jogos Dr. Guilherme Barros e Cunha e conta-lhe tudo sobre os momentos altos do embate entre o tricampeão distrital de Santarém e o campeão distrital de Leiria.

“Sem espinhas”, é o título do filme do jogo, em exibição dentro de momentos.

 

1’ Rola a bola! GDC Seiça e GC Alcobaça medem forças por um lugar na final nacional da Liga INATEL, depois de ambas terem passado por oitavos e quartos de final com vitórias nos penaltis.

 

4’ Zé Francisco ganha o corredor direito, cruza com conta peso e medida para João Paulo, que desvia para a primeira grande intervenção de Rodrigo Lorvão, guarda-redes alcobacense.

 

12’ Julien tenta o golo, rematando cruzado, já dentro da área, mas descaído sobre a esquerda. Gritou-se golo em Seiça, mas o guardião voou para nova defesa de luxo. Canto para o Seiça!

 

GOOOOOOOLO!!!

13’ Na sequência desse lance, João Paulo bate o canto na direita do ataque e encontra Ângelo solto no segundo poste. O Capitão dá-lhe de primeira, mas mete o direito contra o esquerdo e a bola fica presa na pequena área. O central Tommy Remédios marca à ponta de lança, antecipando-se a um defesa e iludindo Lorvão.

 

29’ Julien encontra uma bola morta à entrada da área alcobacense, dispara em arco picado e desespera com mais uma excelente intervenção do guarda-redes rival, a desviar a bola sobre a barra.

 

40’+1 Na sequência de um pontapé de canto, Tommy e Zé Francisco ficam perto da festa. O central dispara contra o guarda-redes e o avançado vê um defesa contrário sacudir a bola em cima da linha de golo.

 

Intervalo | O domínio do Seiça é flagrante e está comprovado nas quatro oportunidades que criou, além do golo que fez. A vantagem mínima só tem um ‘culpado’: o guarda-redes do Ginásio mantém Alcobaça na rota da final (por pouco tempo…)

 

57’ Zé Francisco tenta o golo, mas Rodrigo Lorvão continua empenhado em manter a sua equipa viva. Grande defesa do guardião, com Julien a tentar a sorte, na sequência, atirando ao lado do poste direito.

 

60’ Livre direto para o Seiça! Danny tira as medidas à baliza alcobacense, os adeptos esfregam as mãos atrás da baliza, mas Lorvão voa para mais uma defesa milagrosa. Impressionante!

 

GOOOOOOOLO!!!

67’ Os homens da casa apertam o cerco, sufocam os visitantes e encostam-nos às cordas. Água mole em pedra dura… Nova jogada pelo corredor direito, balão para a área e Ângelo a soltar a festa. O capitão percebe o adiantamento do guarda-redes e cabeceia sem espinhas. Um chapéu perfeito, a confirmação da supremacia seicense. Et voila, a grande final no bolso. Chapeau!

 

Apito final | O 2-0 matou o jogo e este arrastou-se até ao fim sem mais oportunidades. O Seiça está na final depois de um duelo em que foi claramente superior a um rival que pode agradecer ao seu guarda-redes por ter evitado uma goleada com contornos históricos. Apesar do voluntarismo, os alcobacenses não criaram uma única oportunidade digna de registo. Siga para Lisboa!

futebol-seica-alcobaca-1 Sem Espinhas: os lances capitais da vitória do Seiça nas meias-finais do Nacional da Liga INATEL
Felino! Rodrigo Lorvão voa para negar uma das várias tentativas de golo seicenses