Atlético entrou bem mas desapareceu e perdeu num duelo marcado por lance insólito

2023.02.12-atletico-ouriense-torres-novas-12 Atlético entrou bem mas desapareceu e perdeu num duelo marcado por lance insólito

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assinatura-antonio-adao-224x300 Atlético entrou bem mas desapareceu e perdeu num duelo marcado por lance insólitoQuatro oportunidades flagrantes para o Atlético contra apenas uma do Torres Novas, fizeram com que aquele 0-0 ao intervalo causasse estranheza e frustração no seio da equipa da casa.

O Atlético Ouriense entrou bem, desapareceu do jogo e perdeu em casa. A turma de Pedro Gil Vieira não conseguiu concretizar as (muitas) oportunidades que criou na 1.ª parte. Não tanto por culpa própria, muito mais por mérito do guarda-redes adversário.

Velhos são os trapos. Telmo Rodrigues demonstrou por que ainda é um dos melhores guarda-redes do distrito… aos 39 anos. Negou golos a André Sousa (7’ e 57’), Artur (18’) e Lucas (23’ e 90’) em cinco oportunidades flagrantes. Quatro delas quando o jogo ainda estava empatado…

Aliás, o Atlético podia ter inaugurado o marcador logo no primeiro minuto, quando André Sousa ganhou as costas da defesa contrária e surgiu na cara de Telmo. Desta vez, o guardião só precisou de estorvar a ação do avançado da casa, que mediu mal o chapéu e atirou por cima da trave.

Quando o intervalo chegou, já o Atlético tinha perdido quatro oportunidades contra uma do Torres Novas, aos 34 minutos. Palaio sacudiu um cruzamento mas a bola caiu nos pés de Becas, que também sacou um chapéu de aba larga.

Minutos antes, os homens de Eduardo Fortes pediram penalty, reclamando carga de Artur sobre Ricardo Dias, na área do Atlético, que também já tinha exclamado por um castigo máximo, aos 15 minutos, por alegada mão do mesmo Ricardo Dias, mas na área do Torres Novas.

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Anthony Silva não atendeu a nenhum dos pedidos, embora tivesse motivos para tal, sobretudo a favor dos torrejanos. Se a mão na bola foi difícil de analisar, num lance à queima roupa, o empurrão de Artur nas costas do adversário… foi evidente.

Depois de uma 1.ª parte bem disputada e plena de oportunidades de golo para o Atlético, a 2.ª parte foi totalmente distinta. Os oureenses eclipsaram-se e os torrejanos aproveitaram para subir no terreno e criar perigo junto da baliza de Palaio, chamado a intervir pela primeira vez aos 59 minutos, negando o golo ao Torres Novas com uma defesa plena de instinto.

O duelo arrastou-se até ao minuto 75, momento-chave e… insólito. O Torres Novas atacava pela faixa central quando Bernardo Martins se enrolou com Tó Zé, num duelo de defesas junto à área do Atlético.

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Anthony Silva assinalou falta, mas ninguém percebeu de quem nem porquê. E a confusão instalou-se… Nuno Melanda, o árbitro auxiliar que acompanhava o ataque do Torres Novas, chamou o juiz principal à linha. E da conferência resultou um penalty para os visitantes e a expulsão do defesa… torrejano.

A equipa de arbitragem considerou que Bernardo Martins foi o primeiro a cometer infração, agarrando e arrastando Tózé até ao interior da área do Atlético. Penalty para o Torres Novas, portanto. A expulsão? Aparentemente porque o camisola 13 dos torrejanos terá agredido Bernardo no final do lance. Foi pelo menos essa a justificação dada ao jogador.

O momento mudou a história do jogo. O Torres Novas passou a jogar com 10, mas ganhou vantagem logo ali. Palaio travou o penalty de Major, só que Isaac reagiu mais depressa e conseguiu abrir o ativo na recarga.

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Em desvantagem no marcador, o Atlético tentou fazer-se valer da superioridade numérica. Sem sucesso. Os oureenses expuseram-se ao perigo e pagaram por isso, apenas quatro minutos depois de terem sofrido o primeiro golo.

Na sequência de um canto para a equipa da casa, nasceu… o 2-0 para o Torres Novas, com Sérgio Pedro a atirar para a baliza deserta, depois de uma transição rápida superiormente liderada pelo experiente Miguel Miguel, que contornou Palaio e serviu o golo em bandeja dourada, aos 82 minutos.

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A jogar com um elemento a mais desde os 75 minutos, o Atlético só conseguiu criar uma oportunidade. Foi aos 90 minutos, mas com o desfecho de sempre: Telmo a brilhar na baliza do Torres Novas, travando com os pés nova tentativa de Lucas Marques.

O jogo estava irremediavelmente perdido, mas o Torres Novas ainda teve tempo de elevar o marcador: 3-0 aos 90’+6, em mais um contra-ataque letal, desta vez com Bernardo Maia a oferecer mais um golo cantado a Sérgio Pedro, que rendera Isaac logo a seguir ao 1-0, entrando a tempo de matar o jogo graças à generosidade de dois companheiros que podiam ter marcado mas preferiram oferecer.

A derrota é um castigo duro para o Atlético, sobretudo tendo em conta a superioridade evidente ao longo da 1.ª parte. É, porém , um justo prémio para o Torres Novas, que soube sofrer quando foi preciso e aproveitou aquele penalty caído do céu, não descurando a oportunidade de matar o jogo pouco depois.

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