Começou no Centro Desportivo de Fátima, passou pelas academias de Sporting e Benfica e acaba de estrear-se no escalão máximo, com a camisola do Famalicão. Depois da estreia em casa, foi lançado em pleno Estádio de Alvalade

Com 20 anos e um futuro promissor pela frente, Rudi Almeida acaba de cumprir um sonho apenas ao alcance dos predestinados: estreou-se na Liga 1, o escalão máximo do futebol português.

Lançado a 9 de fevereiro, na vitória caseira do ‘seu’ Famalicão sobre o AVS (4-1), Rudi voltou a merecer a confiança do treinador, desta vez em plena casa do bicampeão nacional: entrou aos 77 minutos do duelo que acabou favorável ao Sporting (1-0).

Nascido para o futebol na Academia Padre António Pereira, Rudi despontou no Centro Desportivo de Fátima, integrando a geração de 2005, que viria a sagrar-se campeã distrital de iniciados e a disputar o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão.

Nesse lote de jovens talentos também figuravam, entre outros, Diogo Morgado e Lucas Russo, dois dos protagonistas da equipa principal do CD Fátima no Campeonato de Portugal.

Rudi não foi campeão distrital pelos fatimenses porque entretanto já tinha saído para o Sporting, mas voltou duas épocas para jogar pelos Sub-15 do Fátima, já no Campeonato Nacional da 2.ª Divisão.

Além do Sporting, também passou pela formação do Benfica, de onde saiu rumo a Famalicão. Nos minhotos desde janeiro de 2022, jogou por juvenis, juniores e Sub-23, antes de ser chamado aos seniores para se estrear na Liga 1.

Natural de Fátima, Rudi tem um irmão gémeo que o acompanhou (e vice-versa) em todos os passos: Martim Almeida também figura na equipa do Famalicão que disputa a Liga Revelação, mas ainda não teve a oportunidade de debutar no escalão principal. Ainda este domingo, 15 de fevereiro, Martim marcou na vitória dos famalicences no derby minhoto com o SC Braga: 4-2, com golo deste oureense a fechar a contagem.
Rudi Almeida foi apenas o terceiro oureense a estrear-se na 1.ª Liga, depois de Nuno Laranjeiro, pela União de Leiria, a 18 de fevereiro de 2002, e de Hélio Neto, pelo Belenenses, a 8 de março do mesmo. Curiosamente, ambos representaram o Fátima no ocaso da carreira.

