Categoria: Entrevistas

“O Fátima tem muito peso”. Mário Nélson assume “ambição”, promete “semear” e pede “tempo para colher”

futebol-marionelson-1-e1657807138741 "O Fátima tem muito peso". Mário Nélson assume "ambição", promete "semear" e pede "tempo para colher"
Mário Nélson sucede a Kata no comando técnico do Centro Desportivo de Fátima

Mário Nélson, o novo treinador do Centro Desportivo de Fátima, assume o peso da missão, mas promete “muita ambição”, trabalho e compromisso para com o novo clube.

“Queremos continuar o trabalho que tão bem tem sido feito nos últimos dois anos, com os adeptos junto de nós… Continuaremos na mesma linha, mas com muita ambição, prometemos dar o melhor de nós”, sublinhou, em declarações exclusivas ao Derby.

Mais tarde, o treinador recorreu às redes sociais para confirmar a notícia do momento.

“O nome do Fátima é muito forte! Confunde-se com a cidade e nós sentimos esse peso, assumimos o compromisso de trabalhar muito, semear e ter tempo para colher… Sinceramente, considero que não existem fórmulas mágicas no discurso, devemos ser iguais a nós próprios, fiéis às nossas ideias, fiéis aos nossos valores, aos nossos princípios e aos nossos ideais…não vale a pena querermos ser aquilo que não somos, nem nunca seremos…”, declarou.

Polémico? Irreverente? Incompreendido? Fiel a si próprio. Mário Nélson não foge a episódios passados e garante amadurecimento, agora que elegeu a Cidade da Paz para prosseguir uma carreira de sucesso reconhecido.

“Sou muitas vezes vítima da forma como as pessoas olham para mim, mas hoje julgo ser melhor pessoa e melhor treinador, porque se os anos não nos ajudarem nesse caminho algo está errado… Hoje considero mais importante ser o homem a encarnar no treinador que poderei ser…

Agradecimentos especiais
“Obrigado à minha equipa técnica, por mais uma vez me acompanhar neste desafio”, escreveu, aludindo ao adjunto César Carvalho e ao treinador de guarda-redes Renato Pereira, que acompanham o líder nesta aventura em Fátima, onde o staff técnico será complementado pelo adjunto Carlos Silva, cabendo a Tiago Pereira e Alberto Pereira o departamento de observação e análise.

Os responsáveis do clube também mereceram uma atenção especial, sobretudo o incontornável diretor desportivo e antigo capitão do Fátima. “Obrigado à direção do Centro Desportivo de Fátima por confiar que seríamos a equipa técnica certa para continuar o que de bom tem sido feito. E um especial obrigado ao Nuno Laranjeiro.”

Não esquecendo o empresário Orlando Medina, o novo treinador do Fátima vincou uma palavra muito especial a quem sofre de perto com a sua evolução enquanto treinador. “Por último e a parte mais importante, obrigado à minha família pela força e apoio que me dá sempre, mas sempre sem pedir nada em troca…”

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A foto é antiga mas a ambição de Mário Nélson permanece intacta

Exclusivo! Kata despede-se do Centro Desportivo via Derby: «Muito obrigado a todos os fatimenses!»

futebol-kata-campeao Exclusivo! Kata despede-se do Centro Desportivo via Derby: «Muito obrigado a todos os fatimenses!»

Nuno Kata confirmou ao Derby a notícia que deu conta da sua saída do Centro Desportivo de Fátima e aceitou o desafio do nosso jornal no sentido de deixar uma mensagem aos adeptos grenás.

“Deixo um clube do qual gosto muito e serei sempre adepto”, vincou, na hora da despedida, não esquecendo o grupo que liderou ao longo dos últimos dois anos: “Um agradecimento especial aos meus jogadores, que fizeram tudo para que o nome do Fátima se mantivesse vivo no futebol sénior e continuasse a ser respeitado, fazendo também com que a Cidade se aproximasse novamente do clube.”

Kata muda-se para o concelho vizinho e para a freguesia do lado, assumindo o comando técnico da União da Serra, no Campeonato de Portugal. Para trás ficam duas temporadas, um balanço extremamente positivo e consagrado pela conquista do título de campeão da 2.ª Distrital e consequente promoção ao escalão máximo da Associação de Futebol de Santarém.

“Pegar no clube, talvez num dos piores momentos da história do Fátima em termos de futebol sénior, e fazer o que a equipa fez, penso que foi fantástico. Muito obrigado a todos os fatimenses”, rematou Mister Kata, em declarações exclusivas ao Derby.

Exclusivo Derby! Kata confirma saída do Centro Desportivo de Fátima para assumir o comando da União da Serra

Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

entrevista-derby-sergio-pinto-1 Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Depois de mais uma década como jogador e treinador adjunto, Sérgio Pinto aceitou o desafio de comandar a primeira equipa sénior feminina da história do Juventude Ouriense. Pelo meio, assumiu o risco de acumular funções ao leme da formação masculina, numa decisão corajosa da qual não se arrepende. Exclusivamente dedicado ao futsal feminino, encara a próxima época com ambição: “Queremos chegar à Taça Nacional e subir de divisão.”

Entrevista Derby com… Sérgio Pinto

Derby – Que balanço faz da temporada a nível coletivo?
Sérgio Pinto – Faço um balanço muito positivo. Fica a clara sensação de que podíamos ter chegado mais longe na Taça Distrital. Esse é, sem dúvida, o maior amargo de boca que levamos desta época. Foi um projeto em ano de estreia que nos obrigou a muito trabalho. Começámos a trabalhar no projeto em Fevereiro de 2021. Sabíamos perfeitamente do potencial por explorar no futsal feminino e o nosso grande foco é valorizar o desporto feminino, especificamente o futsal. Partindo daí, e tendo em conta que este foi o primeiro ano, ainda com uma pandemia mundial a dificultar a vida de todos, acho que o balanço tem de ser muito positivo.

 

Derby – A nível individual, foi a sua primeira temporada como treinador principal. Foi muito diferente do que idealizava?
Sérgio Pinto –  As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Ser treinador era um desejo de há muitos anos e sabia que seria algo que iria acontecer de forma natural. Ao longo desses anos, fui-me preparando e trabalhando para ser o mais competente possível assim que tivesse uma oportunidade. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha. Por isso, é óbvio que, de ano para ano, estarei mais preparado e com mais experiência, o que ajudará no meu trabalho. Mas não posso dizer que tenha sido apanhado de surpresa, até porque já tinha trabalhado como treinador adjunto em 2011/12, numa equipa de juniores, assim como na época passada, na equipa de seniores masculinos da Juventude Ouriense.

As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha

 

Derby – No último terço da época, aceitou o desafio de assumir também a equipa sénior masculina. O que o levou a aceitar esse convite com a temporada em curso?
Sérgio Pinto –  A realidade é que quando entrei, faltava uma jornada para acabar a 1ª volta. Aceitei esse desafio por duas grandes razões: a primeira, por sentir que o projeto estava numa fase de mudança e que eu poderia ajudar nessa mudança, porque conhecia o plantel muito, muito bem. A segunda, porque a Juventude Ouriense ajudou-me a crescer como jogador, deu-me a primeira oportunidade de integrar uma equipa técnica em 2011/12, a época passada voltou a acreditar em mim para ser treinador adjunto na equipa sénior masculina, depois de ter deixado de jogar. Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim. E essas foram as grandes razões para aceitar o desafio: o clube mostrar que precisava de mim e eu sentir que podia ajudar o clube.

 

Derby – Teria sido mais confortável recusar, até para preservar a sua imagem como treinador, se as coisas não resultassem como se pretendia. Podemos entender a sua decisão como um ato de coragem de um treinador sem medo de assumir riscos e desafios?
Sérgio Pinto –  Eu prefiro deixar a palavra coragem para coisas mais importantes da nossa vida. Mas, sem dúvida que sentia que era muito mais confortável recusar. Para o exterior, tinha muito mais a perder do que a ganhar e, no meio de uma época que estava a ser interessante na equipa feminina, era fácil não correr esse risco. A realidade é que além do que eu disse na pergunta anterior, nós aprendemos em todas as situações. Das melhores, às mais adversas. E eu cresci muito com esse desafio. O empenho e a dedicação foram iguais às que tive no feminino. Quem trabalhou comigo sabe isso. Aquilo que passa para quem só vê os resultados semanalmente, ou mesmo o jogo a cada fim de semana não me preocupa assim tanto, porque no final eu saí bem melhor treinador do que era antes.

futsal-sergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
Sérgio Pinto levou a equipa feminina ao pódio do Inter Distrital na época de estreia das azuis

 

Derby – A equipa feminina tinha condições para mais do que o 3.º lugar ou é um resultado que o deixa satisfeito?
Sérgio Pinto –  Acho que a classificação final se adequa àquilo que fizemos ao longo da época. A equipa tem um potencial enorme, mas há dores de crescimento que não são possíveis de fugir. O plantel foi tendo várias mudanças ao longo da época. Das jogadoras que trabalharam comigo, só uma tinha estado em competição na época anterior. Tivemos um plantel com realidades muito diferentes. Desde jogadoras com vários anos de futsal, até jogadoras que só tinham jogado futebol 11 ou até quem nunca tivesse sido federada. Colocar tudo isto em cima da mesa e fazer uma equipa competitiva não é fácil. Olhamos para as duas equipas que ficaram à nossa frente e a realidade é completamente diferente. Mesmo assim, tivemos a capacidade de jogar olhos nos olhos com essas equipas e em muitos momentos sermos superiores, sendo sempre fiéis à nossa ideia de jogo. A classificação acho que é a normal. O processo de crescimento, esse sim, deixa-me muito satisfeito e deve-se ao caráter fantástico que as minhas jogadoras têm.

Assumir a equipa masculina foi um ato de coragem? Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim […] Era muito mais confortável recusar […] Para o exterior, tinha tinha muito mais a perder do que a ganhar. 

Derby – E a equipa masculina? A que se devem as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível dos resultados desportivos, que ficaram aquém do esperado.
Sérgio Pinto –  Foi uma época muito atribulada. As várias mudanças no plantel a meio da época e mudanças na equipa técnica criam uma instabilidade grande à equipa. Depois também fomos muito castigados com lesões ao longo da época, mas essas infelizmente fazem parte. A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu que fui o treinador da equipa. Acredito que tudo isto tenha servido de lição e que o passo atrás que se deu a certa altura, sirva para no futuro dar várias passos em frente no projeto.

Derby –  Depois de vários anos ligado ao futsal masculino, como jogador e também como treinador adjunto, quais as principais diferenças que sentiu na comparação com a realidade do futsal feminino?
Sérgio Pinto –  Existem várias, umas que são normais e outras que se o são, têm de deixar de ser. Senti da parte de diversos agentes desportivos uma desvalorização do futsal feminino. Os projetos são muito menos preparados e pensados. Os árbitros são algumas vezes menos rigorosos em algumas questões, permitindo situações que não vão ao encontro das leis de jogos, ao invés de ter uma atitude pedagógica de forma a todos aprenderem. Por outro lado, existe um compromisso, vontade de trabalhar e dedicação nas jogadoras com quem trabalhei, que é muito difícil encontrar no masculino. E esse fator parece-me transversal às equipas femininas.

futsal-juvouriense-sergiopinto-mascara Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
A pandemia foi outro obstáculo que tornou o desafio ainda mais complexo… e aliciante

Derby –  Como avalia o crescimento do futsal feminino e o que ainda há a fazer para ser cada vez mais valorizado?
Sérgio Pinto –  O crescimento tem sido evidente, basta ver as audiências das transmissões de jogos e público presente nos estádios e pavilhões. O potencial é, ainda assim enorme, e somos todos nós, que fazemos parte desta dinâmica, que temos de convencer as pessoas a valorizarem ainda mais o desporto feminino e, no nosso caso em concreto, o futsal feminino. Nós estamos na base da pirâmide e se nós elevarmos a qualidade de trabalho e a seriedade a nível distrital, vamos obrigar a quem está nas divisões nacionais a melhorar também.

A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu. 

Derby – Na próxima época, volta a assumir apenas a equipa feminina…
Sérgio Pinto –  No masculino, desde o início que todos sabíamos que a minha missão era até ao final da época, independentemente dos resultados. Em relação à equipa feminina, só foi oficializado na semana passada, mas estamos já há algum tempo a trabalhar na preparação da próxima época.

Derby – Qual o objetivo para a próxima temporada?
Sérgio Pinto – Passa por fazer melhor que na época anterior e fazer melhor no campeonato é chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital é chegar à final e ganhar. Os objetivos têm de ser esses. Se o vamos conseguir ou não, veremos no final da época, porque com certeza haverá outras equipas a lutar pelo mesmo e as vagas não são ilimitadas. Mas não podemos ter medo de assumir que é para isso que planeamos a próxima época e não fazia sentido não ambicionar mais do que fizemos na época de estreia.

Objetivo para a próxima época? Queremos chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital, queremos chegar à final e ganhar

Derby – Como é que se define enquanto treinador?
Sérgio Pinto –  Prefiro sempre que sejam os outros a falar sobre mim, acho que nunca temos o distanciamento que é preciso para nos avaliarmos a nós próprios. Mas, em linhas gerais sou alguém que é apaixonado pelo desporto, pelo futsal e que se dedica a 100% aos projetos que abraça. Tendo essa exigência para comigo, obviamente que me leva a ter essa exigência com aqueles que comigo trabalham.

Complete a frase: as equipas do mister Sérgio Pinto caracterizam-se por…
… serem equipas intensas, que deixam tudo em campo, trabalhando sempre para valorizar o clube e a modalidade que representamos. Isso é algo que só depende de nós e que é inegociável.

futsal-juvouriensesergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Exclusivo Derby! André Santos e a final do Nacional: «Vamos ver se conseguimos a dobradinha»

futebol-seica-andresantos-1 Exclusivo Derby! André Santos e a final do Nacional: «Vamos ver se conseguimos a dobradinha»
André Santos tem um currículo invejável enquanto diretor desportivo do GDC Seiça

É o diretor desportivo do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça e também um dos principais responsáveis pelo sucesso e pela dimensão que o clube atingiu nos últimos anos.

André Santos foi jogador do Seiça e é diretor desde que os oureenses apostaram nas competições da Fundação INATEL. Hoje, vai viver a sua terceira final nacional, a juntar às cinco finais distritais que coleciona, sem esquecer as duas presenças no Campeonato do Mundo de Futebol Amador.

Títulos? Não são poucos. André Santos é tricampeão distrital, bicampeão nacional e campeão mundial. Sempre pelo GDC Seiça. O sentimento de dever cumprido está bem presente, mas a fome de títulos é insaciável. Venha a dobradinha!

“Marcar presença em mais uma final nacional, é uma alegria imensa! Tinha prometido a mim mesmo que ia fazer de tudo para que o nosso treinador, o Tiago Rodrigues tivesse todas as condições para poder chegar a uma final nacional. É um miúdo da terra, que sempre nos apoiou nas outras finais, inclusive na claque, sempre incansável. Quando o fui buscar, disse-lhe logo que iria fazer de tudo para que um dia fosse ele a levantar o caneco”, revela André Santos, numa entrevista exclusiva ao Derby, claramente marcada pela humildade de quem prefere celebrar nos bastidores e deixar o palco para os artistas.

“Pessoalmente, não escondo que fico muito contente. Mas quem ganha são os jogadores e a equipa técnica. Este título distrital e a dobradinha que ambicionamos conquistar no Nacional, são da responsabilidade do treinador”, reforça.

Aconteça o que acontecer, este domingo, em Lisboa, nada apagará todo o trabalho que foi feito ao longo de uma temporada atípica, mas igualmente compensadora. “Depois de tantas dificuldades, tantas lesões, falta de compromisso de alguns jogadores… foi uma época muito desgastante. Ter o plantel praticamente fechado, mas ter quatro jogadores a voltar com a palavra atrás, a poucos dias do início dos trabalhos… No fim, acabou bem: ganhámos o Campeonato Distrital e agora vamos ver se conseguimos ganhar o Campeonato Nacional, também.”

André Santos acredita que grande parte do segredo do GDC Seiça pode estar no facto de “ter conseguido manter o núcleo duro da equipa, ao longo dos últimos anos”. Também por isso, o diretor desportivo do clube, deixa um alerta: “Isto pode estar a acabar…”

“Tenho plena consciência de que isto está a acabar… Estou aqui há 12 anos, tenho jogadores com dez anos de casa e outros com nove e com oito… O grupo de trabalho é realmente fantástico. É uma família. Temos tido alguns que estão cá, mas não se aguentam e vão embora, mas o núcleo duro manteve-se nos últimos anos. Só que agora vamos perder dois jogadores desse núcleo duro… Se for assim todos os anos, a ‘coisa’ ainda se aguenta. Mas não é fácil. É difícil convencer os mais jovens a jogar aqui. Este clube dá as condições todas, não sei o que podem querer mais… É verdade que não damos dinheiro a ninguém, mas damos outras coisas. Estamos num contexto amador. Os distritais e o INATEL pertencem ao futebol amador. E nós temos condições muito melhores do que alguns clubes dos distritais.”

Mais ou menos apelativo para os jogadores da região, o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça vai trilhando um caminho muito próprio nas competições organizadas pela Fundação INATEL. O palmarés é sobejamente reconhecido, assim como a projeção que este emblema tem oferecido ao próprio Concelho de Ourém.

E não é para menos. O Seiça é campeão mundial, bicampeão nacional e tricampeão distrital. E o currículo pode crescer já hoje.

Texto | António Adão Farias
Fotos | Derby ©

Exclusivo Derby! Capitão Ângelo quer Seiça a sonhar alto mas «com os pés assentes na terra»

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Ângelo Marques e Pedro Lopes querem juntar o tricampeonato nacional ao tricampeonato distrital

Com o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça de volta à Final Nacional da Liga INATEL, Ângelo Marques reforça ambição, mas tempera a vontade de vencer com boa dose de realismo. “Temos de continuar com os pés assentes na terra, sabendo que é uma final e que está uma equipa do outro lado”, avisa, em declarações exclusivas ao Derby, recusando embandeirar em arco.

“Tudo faremos para ganhar esta final, mas temos consciência de que há uma equipa do outro lado. Também sabemos aquilo que queremos e nós queremos muito ganhar esta final. Queremos dar mais um troféu à nossa terrinha e queremos ganhar pelos nossos adeptos”, reforça.

Capitão Ângelo lidera pelo exemplo e as meias-finais da Liga INATEL Nacional não foram exceção. O camisola 18 deu origem ao primeiro golo e marcou o segundo, marcando decisivamente a vitória sobre o Ginásio de Alcobaça.

futebol-inatel-bairrense-seica-3-e1653822513114-211x300 Exclusivo Derby! Capitão Ângelo quer Seiça a sonhar alto mas «com os pés assentes na terra»“É um orgulho enorme fazer parte desta equipa. Ser capitão então é espectacular. A minha exibição? Foi o colmatar de uma exibição de uma equipa super coesa e tranquila. Estivemos sempre bem defensivamente, sabíamos que a equipa adversária era bastante jovem e que iria querer ter bola e pegar no jogo. Aliás, sabíamos que poderia correr mal se os enfrentássemos olhos nos olhos… então esperámos por eles e fomos mais felizes”, considera.

O motor do GDC Seiça volta a marcar presença na Final Nacional e não tem dúvidas sobre o verdadeiro combustível que alimenta esta verdadeira máquina de vitórias. “É um orgulho enorme fazer parte desta equipa. Ser capitão, então, é espectacular. O segredo? É fácil: não somos uma equipa, somos uma família”, dispara, em perfeita harmonia com o discurso de Paulo Évora, minutos depois da conquista do tricampeonato distrital.

Texto | António Adão Farias
Fotos | Derby ©

Exclusivo Derby! Rodrigo anuncia saída do Seiça… mas não quer ir embora sem o título nacional

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Rodrigo quer juntar o tricampeonato distrital ao tricampeonato nacional, no jogo que marca a sua despedida do Seiça

Duplamente emocionado. Foi assim que o nosso jornal encontrou Rodrigo Ferreira, pouco depois da vitória que lançou o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça no caminho para a terceira final do seu historial.

E não era para menos. O médio acabara de contribuir para o sucesso coletivo, precisamente no seu último jogo com a camisola seicense no Campo de Jogos Dr. Guilherme Barros e Cunha. “Há uma coisa que as pessoas ainda não sabem, mas eu vou dizer agora: esta é a minha última época em Seiça”, revelou, em declarações exclusivas ao Derby.

“Queria acabar em grande e já acabei o Distrital a ganhar. Isto foi sempre uma força extra para mim e para os meus colegas. Fui falando com eles sobre isto… Ainda agora, antes das meias-finais, disse-lhes durante a semana e antes do jogo, que ia dar tudo e que esperava que eles também dessem tudo por mim. Acredito que isso notou-se contra o Alcobaça e também penso que vão estar todos comigo na final, para acabar mesmo em grande”, sublinha.

Bicampeão nacional, tricampeão distrital e campeão do Mundo de futebol amador. Rodrigo sai do clube, mas o clube não lhe sai do coração. “Levo as memórias deste campo, do campo antigo, das pessoas, deste clube fantástico. É o clube do meu coração. Apesar de ser do Cercal, este clube sempre me deu tudo. São pessoas fantásticas, amigos, grandes amigos que eu aqui fiz ao longo destas épocas todas. Levo-os todos no meu coração e vou torcer sempre por todos eles. É um espírito incrível. Só assim conseguimos conquistar o que já conquistámos.”

Aconteça o que acontecer, Rodrigo nunca sairá da história deste emblema cinquentenário, onde constará sempre como um dos jogadores mais titulados do clube. A poucos dias de mais uma final nacional da Liga Inatel, este oureense já só pensa em trazer a Taça, conquistando um troféu que terá ainda mais sabor tendo em conta os amargos de boca do início da época.

“No início ninguém acreditava, as coisas não estavam a sair… Só que o Seiça é isto, a união prevalece. Fomos perdendo jogadores importantes, alguns com qualidade superior, mas forma ficando outros que não se destacam tanto pela qualidade individual mas tornam-nos mais fortes enquanto equipa.  Isso viu-se na semana passada, viu-se hoje e vai ver-se também na final”, promete.

Texto | António Adão Farias
Fotos | Derby ©
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Rodrigo anunciou ao Derby que o duelo com o GC Alcobaça foi o seu último jogo em casa pelo Seiça

Exclusivo Derby! Ricardo Coelho lança final nacional: “Dia 10 estamos lá para trazer a Taça para Seiça”

futebol-seica-14 Exclusivo Derby! Ricardo Coelho lança final nacional: "Dia 10 estamos lá para trazer a Taça para Seiça"Ricardo Coelho é um dos pilares do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, com contributo decisivo para a segurança defensiva da equipa, sem descurar o ataque pela lateral direita.

E não é um jogador qualquer… Com formação entre duas das maiores escolas da região, o CADE e a União de Leiria, Ricardo Coelho protagonizou um percurso digno de registo nos campeonatos nacionais de seniores, nomeadamente ao serviço de emblemas com Tourizense, Anadia, União de Coimbra e Sporting de Pombal.

Durante o seu trajeto, acumulou experiência na Taça de Portugal e nas antigas 2.ª B e 3.ª Nacional, que hoje equivalem à Liga 3 e ao Campeonato de Portugal. E também representou o Atlético Ouriense e o União da Serra, nas competições máximas de Santarém e Leiria.

Domingo, viverá um dia diferente, mas igualmente especial: vai jogar a sua primeira final nacional na Liga INATEL. O Derby testemunhou a sua alegria por mais esta proeza e registou as palavras de um jogador orgulhoso pelo percurso do GDC Seiça, mas empenhado em colocar a cereja no topo do bolo.

“O nosso grande objetivo não era a presença na final; o nosso grande objetivo sempre foi ganhar essa final para sermos campeões nacionais”, avisa-nos, lembrando que “ainda há um jogo” para ganhar: “Estamos cá para dar o nosso máximo e trazer o ‘caneco’ para Seiça.”

Espírito de equipa
Num discurso lúcido e marcado pela humildade, Ricardo Coelho elege a união entre o grupo como o grande segredo da campanha seicense. “Provavelmente, não somos a equipa com melhor qualidade individual. Tenho quase a certeza disso. Mas funcionamos como uma equipa e o futebol é um jogo coletivo. Quando funcionamos como uma verdadeira equipa, quando todos partilham o mesmo objetivo, fica tudo muito mais fácil. Foi esse o nosso segredo para chegarmos onde chegámos”, sublinha.

Pressão interna
Ricardo Coelho garante que o grupo nunca se deixou perturbar pelas críticas que recebeu no início da temporada, quando os resultados teimavam em encarrilhar. “Conhecemos a qualidade da nossa equipa e sabíamos até onde poderíamos chegar. Independentemente de algumas pessoas duvidarem e entenderem que não tínhamos capacidade para chegar onde chegámos, demos uma grande resposta: dia 10 estamos lá para trazer a Taça”, promete.

O lateral direito do Seiça já só pensa no duelo com o Ginásio Clube de Sines e na possibilidade de se sagrar campeão nacional da Liga INATEL. “Será mais um feito para este clube e para esta terra. Mais uma vez, ficou provado que podemos conseguir grandes proezas, se estivermos todos juntos”, conclui, em declarações exclusivas ao Derby.

Texto | António Adão Farias
Fotos | Derby ©

futebol-seica-ricardocoelho-josefrancisco-scaled Exclusivo Derby! Ricardo Coelho lança final nacional: "Dia 10 estamos lá para trazer a Taça para Seiça"

O Derby chegou à rádio! Estamos na ABC Portugal e pode ouvir tudo aqui!

Chegámos à rádio! E não foi a uma rádio qualquer… O Derby estreou-se na antena da ABC Portugal a 1 de julho e vai repetir a presença todas as sextas-feiras, levando a atualidade desportiva do Concelho de Ourém ao imenso auditório de uma rádio absolutamente histórica e crucial para a projeção da imagem de Ourém e o seu Concelho ao longo das últimas três décadas.

Tiago Reis responde a quem duvidou do valor do Seiça: «Somos campeões distritais e estamos nas meias finais do Nacional»

futebol-seica-12 Tiago Reis responde a quem duvidou do valor do Seiça: «Somos campeões distritais e estamos nas meias finais do Nacional»
Depois de eliminar o São Pedro de Alva, o treinador do GDC Seiça já só pensa no Ginásio de Alcobaça | Foto Derby ©

O treinador do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça aceitou o desafio do Derby e abordou a vitória nos quartos e o embate das meias-finais da Fase Nacional da Liga INATEL, respondendo a três questões colocadas pelo nosso jornal.

Derby – Que análise faz ao jogo com o São Pedro de Alva e ao desempenho da sua equipa?
Tiago Rodrigo Reis – Não foi o nosso melhor jogo em termos de produção de ofensiva, até porque ficámos bastante condicionados com as substituições que tivemos de efetuar na 1.ª parte, ambas devido a lesões, o que veio alterar a nossa estratégia para o jogo. No entanto, continuámos a ser bastante coesos, não dando grande espaço ao adversário para criar situações de perigo na nossa baliza. Foi um jogo equilibrado como se esperava, e disputado por duas equipas muito experientes.

Derby – Duas eliminatórias, dois jogos ganhos nos penaltis. Estrelinha de campeão ou a sorte dá muito trabalho?
Tiago Rodrigo Reis – Não acredito em estrelinhas de bolso! A resposta está no trabalho, no acreditar, na persistência que fomos tendo em continuar a lutar, mesmo com as dificuldades que tivemos desde a primeira jornada e nas dúvidas que iam colocando sobre esta equipa. A resposta está aí: somos campeões distritais e estamos nas meias finais do Nacional!

Derby – Que conhecimento tem sobre o Ginásio de Alcobaça? Que tipo de equipa podemos esperar enquanto adversário do Seiça?
Tiago Rodrigo Reis – Tal como o nosso adversário anterior, o Ginásio de Alcobaça já foi observado por nós, enquanto equipa técnica. Estamos perante um adversário com muita juventude, com uma qualidade de jogo acima da média e capaz de surpreender a qualquer altura do desafio. Penso que será um bom jogo de futebol, entre uma equipa mais experiente e uma equipa mais irreverente.