Categoria: Entrevistas

Diana Silva em ação no Benfica-Sporting: “Os jogos difíceis encantam-me”

futebol-diana-silva-taca-de-portugal-e Diana Silva em ação no Benfica-Sporting: “Os jogos difíceis encantam-me”
Diana Silva é a melhor marcadora da história do Sporting e chega à final da Supertaça na qualidade de vencedora da Taça de Portugal

 

A oureense Diana Silva foi a protagonista do FPF360, o podcast da revista oficial da Federação Portuguesa de Futebol. A maior goleada da história do Sporting Clube de Portugal projetou a final da Supertaça, frente ao eterno rival Benfica, esta noite, em Leiria (20h30), passando em revista a atualidade do futebol feminino em Portugal.

“O jogo de hoje é especial, mas não apenas por ser um derby com o Benfica”, sublinha Diana Silva. “Seria igualmente especial, se fosse contra outra equipa. Vais ser um jogo muito competitivo, muito difícil. É especial porque são estes jogos que os adeptos mais gostam de ver. Gosto muito de estar neste tipo de desafios. Os jogos difíceis encantam-me! Têm outro sabor, um sabor especial, gosto imenso de jogar contra este tipo de equipas”, argumenta a antiga goleadora do Clube Atlético Ouriense.

Vencedor em título da Taça de Portugal, o Sporting de Diana Silva enfrenta o Benfica, atual campeão nacional. “Não nos pode faltar atitude e querer. Temos sempre de querer mais do que as outras equipas. A atitude vai definir quem leva a Supertaça para casa”, avisa Diana Silva, que marcou na vitória das leoas sobre o Famalicão, nas meias-finais da Supertaça.

A internacional portuguesa antevê “um jogo muito interessante, muito competitivo, cheio de jogadoras com qualidade, que regressaram agora ao futebol português”. Por isso, não tem dúvidas: “Se há jogos de futebol feminino que vale a pena ver, são estes. Ainda por cima é uma final.”

A oureense voltou a Portugal no início da temporada passada, depois de uma temporada com a camisola das inglesas do Aston Villa. “Voltei diferente, mais intensa, com mais qualidade, mais focada. Evolui muito, como jogadora”, considera, defendendo que a Liga BPI continua em franca evolução: “O nosso campeonato também está a crescer, está mais competitivo. Há mais jogadoras estrangeiras a querem vir jogar para cá, temos mais jogadoras novas a querer jogar, há cada vez mais equipas com formação.”

“Gostava muito de ver a Seleção Nacional participar regularmente em Europeus e Mundiais, assim como também gostava muito de ver as equipas portuguesas na Champions, com regularidade e a passaram a fase de grupos, irem aos quartos e às meias-finais. Se continuarmos a crescer neste sentido, acho que vai ser possível”, projeta.

O Euro’2022 e a “atmosfera incrível”
A propósito da Seleção Nacional, Diana Silva foi uma das grandes figuras de Portugal no Europeu recentemente realizado em Inglaterra.

“Acho que fizemos uma boa propaganda ao futebol feminino, conseguimos mudar mentalidades e provar que não tem razão aquela ideia de que o futebol feminino português não está ao nível dos melhores. Fomos competitivas, podíamos ter feito melhor? Sim, mostrámos que podíamos ter ido mais longe. Estamos cada vez mais perto do nível das melhores”, considera.

“A atmosfera foi inexplicável, foi diferente, não estamos acostumadas a isto em Portugal, mas estamos a cativar cada vez mais pessoas. É um processo que está mais evoluído lá fora. Em Inglaterra é incrível a quantidade de adeptos que apoia o futebol feminino. Conhecem as pessoas, conhecem as equipas, gostei muito de viver essa experiência”, revela.

futebol-portugal-diana-silva Diana Silva em ação no Benfica-Sporting: “Os jogos difíceis encantam-me”
Diana Silva foi uma das protagonistas do Euro’22 contribuindo com um golo e uma assistência na campanha de Portugal em Inglaterra

 

The Amazing Espite Trail a 29 de outubro: “Estamos a tentar limpar parte da zona ardida… Vamos ver se é desta”.

espite-incendio The Amazing Espite Trail a 29 de outubro: "Estamos a tentar limpar parte da zona ardida... Vamos ver se é desta".
 Os incêndios de julho e agosto esventraram grande parte da região

À terceira será de vez! Batemos na madeira e anunciamos a nova data: 29 de outubro. O Clube Desportivo de Espite resiste à adversidade e reforça empenho em realizar a segunda edição do The Amazing Espite Trail durante a temporada 2022, depois de três (!) adiamentos forçados, à conta da Covid-19 e do flagelo dos incêndios florestais.

Micael Costa, presidente da direção do clube, explica ao Derby que “era fulcral conseguir uma nova data rapidamente, para não haver sobreposição” de eventos. “Tínhamos de avançar com uma data antes do final do campeonato, que acontece a 30 de outubro, pelo que escolhemos o dia 29 desse mês, precisamente para não coincidir com outras provas.

cartaz-amazing-espite-29-outubro-212x300 The Amazing Espite Trail a 29 de outubro: "Estamos a tentar limpar parte da zona ardida... Vamos ver se é desta".À semelhança do que aconteceu em julho, dias antes da data prevista, ardeu uma parte significativa do percurso idealizado, facto que obrigou a repensar o mapa das provas. “Em relação ao novo percurso, vamos tentar alterar a parte que ardeu, sobretudo as zonas por onde iria passar o trail longo, que foi o mais afetado, desta vez… Da primeira vez que fomos obrigados a adiar, tinha ardido mais na parte em que os percursos do curto e do longo coincidiam. Agora, foi bastante afetado na extensão para o trail longo”, explica Micael Costa.

A dimensão da área ardida entre os dois incêndios que varreram boa parte do território espitense, reduz a área de ação, mas não invalida o evento. “Ainda estamos a tomar medidas e a ver o que conseguimos fazer para tentar substituir alguns trilhos, mas também estamos a tentar limpar parte da zona ardida porque é completamente impossível fugir a esses trilhos. Já estávamos condicionados pelos limites da freguesia e este incêndio lavrou ali junto ao Carvalhal, Pinhais Novos, Sesmarias… Era por ali que o longo passava, pelo que vamos ter de substituir os trilhos em algumas zonas.”

“Vamos ver se é desta… já não está a ser nada fácil, já é difícil conseguir mudar muito mais o trajeto”, desabafa Micael Costa.

As inscrições reabrem a 1 de setembro, a partir de quando será possível proceder a trocas ou novos registos. Segundo comunicou o clube, não há lugar a reembolsos, de acordo com o previsto no regulamento da prova. À semelhança do que aconteceu há um mês, também agora o Clube Desportivo de Espite vai doar 1 euro por cada inscrição, sendo que o valor das devoluções também reverte a favor da Secção de Espite dos Bombeiros Voluntários de Ourém.

espite-micael-costa The Amazing Espite Trail a 29 de outubro: "Estamos a tentar limpar parte da zona ardida... Vamos ver se é desta".
Micael Costa é atleta e presidente da direção do Clube Desportivo de Espite

Treinador do Atlético eleva a fasquia: “Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube”

entrevista-derby-Pedro-Gil-Vieira Treinador do Atlético eleva a fasquia: "Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube"

A poucos dias do pontapé de saída na pré-temporada, Pedro Gil Vieira passa em revista a temporada passada e projeta a que se avizinha. Da série negra à maré positiva, sempre com bom futebol pelo meio, uma imagem de marca da qual o treinador não abdica, à entrada para uma temporada com objetivos bem definidos: fazer um campeonato tranquilo… e meter as mãos na Taça.

 

Entrevista Derby com… Pedro Gil Vieira

Texto António Adão Farias | Fotos Nuno Henriques ©

 

Derby – Era adjunto na equipa sénior feminina e passa a treinador principal da formação masculina. O que o levou a aceitar o desafio?
Pedro Gil Vieira – Foi a minha primeira experiência no futebol feminino, a convite do mister e amigo Marco Ramos para integrar a sua equipa técnica. Sempre estive ligado ao futebol masculino e o que me levou a aceitar o desafio foi isso mesmo: o desafio. Nunca escondi ao mister Marco Ramos que a minha prioridade era o masculino, e a oportunidade apareceu, apesar de ter ficado bem impressionado pela qualidade que já se pratica no futebol feminino.

Derby – Assume a equipa sénior masculina do Atlético e passa 9 jogos sem ganhar, com 7 derrotas e 2 empates pelo meio. Como é que um treinador resiste a uma sequência tão negativa? Pensou desistir?
Pedro Gil Vieira – A sequência negativa já vinha mais longa ainda, e não é fácil trabalhar sobre derrotas. O apoio da direção e jogadores foi muito importante, apesar de os resultados não se estarem a traduzir em vitórias. Sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, o trabalho iria trazer outros resultados, pois tínhamos bons indicadores disso mesmo. Quanto a desistir, não me passou pela ideia até porque não faz parte da nossa essência.

Derby – Coloca um ponto final na série negra, com uma vitória ao 10.º jogo no comando. E acaba a época com 5 triunfos nos últimos 7 jogos, garantindo a manutenção. Qual foi o segredo para libertar a equipa em termos psicológicos?
Pedro Gil Vieira – O segredo foi o trabalho de todos, principalmente dos jogadores que sempre acreditaram nas suas qualidades e no que lhes íamos transmitindo. Depois da tempestade veio a bonança.

 

Manutenção na 1.ª Distrital? O segredo foi o trabalho de todos, principalmente dos jogadores que sempre acreditaram nas suas qualidades e no que lhes íamos transmitindo. Depois da tempestade veio a bonança

 

Derby – Enquanto treinador, qual foi o melhor momento que viveu na época passada? E o mais difícil?
Pedro Gil Vieira – O melhor momento da época passada foi ver uma equipa alegre novamente com os jogadores felizes no treino. O mais difícil foi mesmo a lesão do João Baptista, no jogo frente ao União de Tomar, onde este teve que ser imobilizado e transportado ao hospital após um choque violentíssimo e arrepiante com o nosso guarda-redes, Tiago Palaio. Agradeço novamente ao corpo de bombeiros e serviços médicos pela rápida ajuda ao João.

Derby – Nova temporada, novos desafios. Renovar com o Atlético Ouriense foi uma decisão fácil para si?
Pedro Gil Vieira – Sim, foi fácil. Gosto do clube, gosto das pessoas e sinto-me bem em Ourém. É um clube com valores e identifico-me com isso.

Derby – Quais são os objetivos principais para a nova época?
Pedro Gil Vieira – Para a próxima época, os objetivos passam por fazer um campeonato mais tranquilo potenciando os jovens jogadores do clube.

 

O melhor momento da época passada foi ver uma equipa alegre novamente com os jogadores felizes no treino. O pior? A lesão do João Baptista em Tomar, num choque violentíssimo e arrepiante com o nosso guarda-redes, Tiago Palaio.

 

Derby – Vai manter a base da equipa ou podemos esperar grandes movimentações no mercado de transferências?
Pedro Gil Vieira – Vamos manter a base da equipa pois acreditamos no valor dos nossos jogadores. Temos jogadores de referência no nosso distrito, com qualidades humanas e futebolísticas que aprecio muito, e que têm um papel muito importante naquilo que é um grupo de trabalho, onde ajudam os jogadores mais novos a crescer e evoluir. Quanto a entradas e saídas, estamos a colmatar alguns sectores para aumentar a competitividade dentro da equipa, aumentando o leque de opções.

Derby – Poder trabalhar a equipa desde a pré-época será seguramente uma vantagem para si. Qual é a sua proposta de jogo? O que é que os adeptos do Atlético podem esperar da equipa?
Pedro Gil Vieira – A vantagem será termos mais algum tempo de preparação, mas nunca é fácil. O que os adeptos do Atlético podem esperar da equipa, é sentirem que os jogadores demonstram vontade de lutar pela conquista dos 3 pontos, honrando o símbolo do clube que já conta com 73 anos de história.

Derby – Uma boa temporada para o Atlético seria…
Pedro Gil Vieira – Uma boa temporada seria colocar o nome do Clube Atlético Ouriense nos lugares cimeiros da tabela classificativa, projetando e potenciando os nossos jogadores, e colocar a taça do Ribatejo na montra do clube.

Derby – Complete a frase: as equipas do mister Pedro Gil Vieira caracterizam-se por…
Pedro Gil Vieira – … serem equipas competitivas.

 

Uma boa temporada seria colocar o nome do Clube Atlético Ouriense nos lugares cimeiros da tabela classificativa, projetando e potenciando os nossos jogadores, e colocar a Taça do Ribatejo na montra do clube

futebol-atlouriense-pedro-gil-vieira-10 Treinador do Atlético eleva a fasquia: "Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube"

Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

futebol-atlouriense-marco-ramos-2-1 Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

O treinador da equipa sénior feminina aborda a próxima temporada, assumindo a necessidade de reforçar a equipa para que o Clube Atlético Ouriense possa lutar pela manutenção no escalão máximo. Faz um balanço positivo do primeiro dia de trabalho, reconhece lacunas mas lembra que ainda há tempo para afinar a máquina, reforçando a importância de compor o plantel com mais e melhores soluções, sobretudo tendo em conta a exigência a que a equipa vai ser exposta nos primeiros jogos oficiais. 

Entrevista Derby com… Marco Ramos

 

DERBY – Primeiro treino da pré-temporada, primeiras sensações do treinador?
Marco Ramos – Estamos numa fase muito inicial, ainda há jogadoras a chegar e ainda estamos a conhecer o grupo de trabalho. Estamos a começar a impor o processo de treino e aquilo que são as regras de funcionamento do clube. Em termos gerais, dentro das nossas possibilidades e do que podíamos ter para um primeiro treino, foi positivo.

DERBY – Qual é o grande objetivo da temporada?
Marco Ramos –Vamos lutar pela permanência, obviamente. Mas este grupo de trabalho ainda está muito reduzido. Neste momento? Está muito difícil. Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo. Pelo contrário, com mais quatro ou cinco jogadoras, podemos ter condições para lutar pela manutenção e tentar evitar a ida ao playoff. E mesmo que o tenhamos de disputar, vamos ser uma equipa com grande possibilidade de garantir a permanência através dessa via.

 

Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo

 

DERBY – O Atlético acaba por ser uma das últimas equipas a dar início aos trabalhos. Faltam três semanas para o início oficial da época. Pouco tempo ou tempo certo?
Marco Ramos – Acima de tudo, precisamos de mais jogadoras. A questão do tempo só nos condiciona pelo facto de ainda precisarmos de jogadoras. Não faria sentido iniciar o processo com meia dúzia de jogadoras, razão pela qual iniciámos os trabalhos de pré-época mais tarde. Na minha opinião, é melhor ter todo o grupo de trabalho a treinar em três semanas, do que começar antes e andar aqui em conta gotas.

DERBY – A época com duplo confronto com o Torreense, um adversário que se reforçou bem e já está a trabalhar há duas semanas. O Atlético parte em desvantagem na Taça da Liga?
Marco Ramos – Vamos tentar fazer o nosso melhor. Sabemos que o Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos.

 

Taça da Liga? O Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos

 

DERBY – Logo a seguir, o Atlético abre a Liga BPI com três testes de fogo: Sporting em casa e visitas a SC Braga e Amora FC. Sem os reforços que “reclama”, vai ser difícil deixar boa imagem neste início de época?
Marco Ramos – Estamos no mercado. Não está fácil contratar as jogadoras que queremos e que nos possam ajudar a cumprir os objetivos do clube. É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época. Não é fácil trabalhar com 14 jogadoras e ter competitividade interna. Se não houver competitividade dentro do plantel, não vamos ser competitivos durante a época. Sabendo, então, que vamos apanhar Sporting, SC Braga e Amora nas primeiras três jornadas, temos de estar muito bem e temos de ter boas jogadoras para sermos competitivos. Não digo que vamos ganhar esses três jogos, mas pelo menos podemos ser uma equipa competitiva.

 

É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época

 

futebol-atlouriense-marco-ramos-4-1-scaled Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

 

Entrevista Derby com Xavier Costa: “A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional”

entrevista-xavier-costa Entrevista Derby com Xavier Costa: "A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional"

Em entrevista exclusiva ao Derby, Xavier Costa explica por que aceitou o convite da Juventude Ouriense e quais os objetivos dos azuis para a próxima temporada. O reforço da equipa, a necessidade de consolidar uma mentalidade vencedora, o exemplo do SC Ferreira de Zêzere e as bases que podem lançar o clube na rota da elite nacional, sem esquecer as experiências internacionais nos Emirados Árabes Unidos e no Luxemburgo, antes de ‘aterrar’ no Caneiro, onde esperar criar uma equipa agressiva, de olhos postos na baliza adversária e capaz de entrar para ganhar em todos os jogos.

 

Entrevista Derby com… Xavier Costa

 

Derby – O que o levou a aceitar o desafio de treinar a Juventude Ouriense?
Xavier Costa – Apesar de terem surgido algumas abordagens para voltar a treinar no estrangeiro, já tinha decidido que esta época ficaria por Portugal, por motivos familiares e profissionais. Através do João Lino surgiu o convite para conhecer o projeto da Juventude Ouriense, aquilo que já estava feito e o que se pretendia fazer e foi fácil chegar a entendimento. É um desafio que me permite manter motivado e sentir que estou a ajudar no crescimento do projeto.

 

Derby – Já orientou a equipa na Taça Ourém, já garantiu reforços e tem o plantel praticamente definido. O que podemos esperar da Juventude Ouriense na próxima época? Xavier Costa – A Juventude Ouriense entrará em todo e qualquer jogo da próxima época com a ambição de conseguir a vitória. Não sou prepotente ao ponto de dizer que o faremos sempre ou que se trata de uma tarefa acessível, mas é esse o meu objetivo com o grupo de trabalho que tenho à disposição. Fazê-los ver o Futsal de uma forma diferente e perceber que a este nível dificilmente um adversário terá capacidade de criar um problema que seja de impossível resolução. Cabe-nos ter a capacidade de o interpretar e de ter ao nosso dispor as ferramentas táticas para o resolver. Jogar de olhos nos olhos e no fim que ganhe o melhor. Se nos ganharem por competência própria saberemos reconhecê-lo, se nos ganharem por nossa incompetência, saberemos trabalhar para melhorar.

 

Derby – Contratou dois dos melhores guarda-redes do distrito. É um sinal claro de que a Juventude Ouriense pode ser candidato ao título e à subida de divisão?
Xavier Costa – O Miguel e o Azeitona são exemplo perfeito daquilo que queremos para a Juventude Ouriense, tal como os já anunciados Diogo Graça, Pedro Capitão e David Reis. São jogadores de qualidade, ambiciosos e com margem de progressão. O Miguel e o Azeitona, em conjunto com o Tomás, compõem um trio de guarda-redes muito interessante, que vai evoluir sob o comando do Nuno Malhoa, e que me deixam totalmente descansado no que à baliza diz respeito. Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa, como referi anteriormente entraremos em todos os jogos para ganhar. No fim, faremos as contas.

 

Candidatos à subida? Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa: entraremos em todos os jogos para ganhar.

 

Derby – Qual é o grande objetivo da Juventude Ouriense para 2022/23?
Xavier Costa – De uma forma global, criar uma equipa de presente, mas de olhos postos no futuro. Criar as bases e ir ajustando o que for necessário para que nos próximos anos a Juventude Ouriense esteja de forma consistente na luta pelo primeiro lugar. Normalmente chamar-se-ia um ano “zero”, mas queremos ser mais ambiciosos, queremos que seja já o ano “um”, em que seremos capazes de apresentar já resultados do trabalho que se vai desenvolver.

 

Derby – Sendo um conhecedor profundo da realidade do futsal distrital, que análise faz à evolução da modalidade no nosso Distrito, em geral, e no Concelho de Ourém, em concreto?

Xavier Costa – O Futsal no distrito podia sinceramente já estar noutro patamar, quer em qualidade, quer em quantidade. Cheguei e os clubes, os treinadores, os jogadores e os árbitros são praticamente os mesmos do que aqueles que estavam quando saí. Os candidatos aos títulos continuam os mesmos. Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão, onde as exigências para os clubes sejam muito menores e as taxas de jogo reduzidas. Em suma, uma competição que tire dos pavilhões aqueles grupos de amigos que se juntam semanalmente e os coloque no ambiente federativo. A 1º Divisão Distrital deve ser de facto a antecâmara dos nacionais, onde estejam clubes e projetos com capacidade de abraçar depois esse desafio. O concelho de Ourém continua a ser um oásis nesse sentido, podia praticamente fazer-se um campeonato só de clubes do concelho e este seria na mesma competitivo e atrativo.  Nenhum outro concelho do distrito se pode gabar do mesmo feito.

 

Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão

 

Derby – Está igualmente por dentro da realidade do SC Ferreira do Zêzere e também contribuiu para a tremenda evolução do clube ao longo dos últimos anos. O SCFZ é exemplo para todos os clubes de pequena dimensão que sonhem um dia jogar na 1.ª Nacional?
Xavier Costa – O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila. Toda a gente sentiu que era possível o Ferreira do Zêzere chegar à primeira divisão e só esse sentimento e esforço conjunto o permitiu. A “fórmula” é simples, mas é difícil de concretizar, é preciso muito empenho, muito trabalho, investimento, coisas bem feitas, capacidade de resistir ás adversidades que surgem e vão sempre surgir quando se está a falar de um clube de um local de pequena dimensão. Agora saiba também o distrito acarinhar, apoiar e aproveitar este feito. Todos podemos beneficiar!

 

O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila

 

Derby – Já passou por vários clubes, em Portugal e no estrangeiro. Ao nível de estrutura e condições de trabalho, em que patamar colocaria a Juventude Ouriense? É um clube que pode aspirar a uma dimensão nacional?
A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem. Pode e deve claramente aspirar a ser um clube de dimensão nacional, mas, para evitar que seja apenas um momento passageiro, terá também que ter uma envolvência e apoio para além das pessoas que compõem o seu departamento de Futsal. Tem que haver uma maior envolvência dos adeptos, da autarquia e do tecido empresarial. Da nossa parte, faremos para que se torne agradável e motivador os adeptos deslocarem-se ao Caneiro para ver os nossos jogos, que gostem daquilo que vêm, que sofram e celebrem connosco. Criar uma sensação de orgulho e pertença. Quando isso acontecer, com as bases que o clube dispõe, parece-me perfeitamente possível.

 

A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem

 

Derby – Que recordações guarda da sua experiência nos Emirados Árabes Unidos, tanto a nível profissional como pessoal?
Xavier Costa – Os Emirados foram uma experiência incrível a todos os níveis. Foi uma experiência que me permitiu ser profissional de Futsal e vivenciar uma realidade cultural completamente diferente da portuguesa. Desde que se vá de mentalidade aberta, é uma experiência enriquecedora. No que ao Futsal diz respeito, ainda andam um pouco a “experimentar” aquilo que pretendem para o desporto no país, mas tem vindo a evoluir ao longo dos anos. O único fator negativo foi estar no país no momento em que a pandemia do COVID 19 se tornou mesmo séria. De um momento para o outro, a competição parou, deixámos de poder treinar, ficámos “trancados” em casa e praticamente sem saber o que ia acontecer. Felizmente, eu e os dois atletas portugueses que estavam lá comigo conseguimos apanhar um dos últimos voos em direção à Europa, antes do fecho total dos aeroportos e regressar para junto das nossas famílias.

Derby – Chega a Ourém vindo do Luxemburgo. Em que é que essa experiência o tornou mais forte, enquanto treinador?
Xavier Costa – O Luxemburgo foi uma experiência interessante, mas em que o Futsal tem duas realidades completamente distintas. Existem dois a três clubes com mentalidade e investimento para estar na luta pelo título, depois mais dois ou três numa realidade intermédia e o resto é completamente amador. É um país com condições financeiras geográficas e financeiras ímpares, mas o Futsal praticamente não existe para a Federação. Enquanto a parte diretiva/organizativa não se profissionalizar na forma como trata o Futsal, não será mais do que já é habitualmente. O que é uma pena enorme…!

Para mim concretamente, foi excelente para testar alguns dos meus conceitos, da minha abordagem e da minha forma de trabalhar. Percebi que algumas coisas e alguns métodos resultam em qualquer ambiente e em qualquer grau de exigência. Encontrei desafios diferentes que me fizeram evoluir e infelizmente outros que já conhecia da realidade distrital e que não estava à espera de encontrar numa 1ª divisão.

No fundo, saio do Luxemburgo um treinador mais “afinado” em relação aquilo que faço.

Derby – Complete a frase: as equipas do Mister Xavier Costa caracterizam-se por…
Xavier Costa – Serem equipas agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

 Como nota de rodapé, não me queria despedir desta pequena entrevista sem enaltecer também o trabalho do Derby de Ourém. Projetos destes são fundamentais para o crescimento do desporto a nível local e regional, pois são também eles que dão destaque aos praticantes que de outra forma dificilmente o teriam. Continuação do excelente trabalho, da minha parte e sei que falo pela Juventude Ouriense, a porta está sempre aberta para qualquer tipo de colaboração.

As minhas equipas são agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

Entrevista Derby! Luís Pereira conta tudo sobre os Campeonatos do Mundo nos Estados Unidos

atletismo-luispereira-pichardo Entrevista Derby! Luís Pereira conta tudo sobre os Campeonatos do Mundo nos Estados Unidos
Luís Pereira saúda Pedro Pichardo imediatamente a seguir ao salto que valeu o título mundial. Palavras para quê?

Celebra este ano o 10.º aniversário na qualidade de Diretor Desportivo do Grupo de Atletismo de Fátima (GAF), é vogal da direção da Federação Portuguesa da modalidade e um dos grandes responsáveis pela sua evolução no nosso Concelho.

Luís Pereira é uma figura em ascensão no universo do dirigismo português. A paixão pelo atletismo, o forte sentido de responsabilidade, o talento para gerir individualidades e a vocação para as congregar num todo, levaram a Federação Portuguesa de Atletismo a confiar-lhe a missão de liderar a Seleção Nacional de Portugal nos Campeonatos do Mundo recentemente realizados nos Estados Unidos.

Com a humildade que o caracteriza, Luís Pereira ‘desce à terra’ e conta ao Derby tudo sobre as emoções que viveu nas últimas semanas. O estádio lotado em todos os dias de competição, a exigência inerente à função que desempenhou, a excelência dos resultados obtidos pelos atletas nacionais e, claro, a Medalha de Ouro de Pedro Pablo Pichardo. São memórias inesquecíveis, num relato detalhado e apaixonado.

Entrevista Derby com… Luís Pereira

 

Derby – Não foi a primeira experiência internacional que viveu enquanto diretor da Federação Portuguesa de Atletismo, mas certamente foi a primeira em Campeonatos do Mundo. Que memórias traz dos Estados Unidos?
Luís Pereira – Esta foi a minha segunda experiência enquanto Team Leader de uma Seleção Nacional de Atletismo. Tinha estado em Março de 2022 em Omã na Taça do Mundo de Marcha, mas com apenas 3 Atletas. Desta feita, a tarefa foi bem mais desafiante!

Trago muitas memórias dos 14 dias passados em Eugene! Partilhar diariamente o elevador com Campeões Olímpicos, Recordistas do Mundo. Uma viagem de autocarro para a Pista de Treinos, sentado ao lado do treinador de uma das maiores lendas de sempre do Atletismo Mundial, Usein Bolt. Um estádio com capacidade para 25.000 espetadores, esgotado diariamente. A simpatia dos Americanos para com a comitiva Portuguesa. A falta que me fez o café português.

Os comboios na América são mesmo como os dos filmes, no segundo dia em Eugene, fui procurar o circuito onde se realizariam as provas de Marcha e eis que no regresso, mesmo quando vinha a chegar à linha do comboio, o dito cujo apareceu e eis que tive de aguardar a passagem de 276 carruagens! Estas foram um conjunto reduzidíssimo de memórias que trago desta experiência inesquecível!

Derby – Pode explicar aos nossos leitores quais são as funções que exerceu ao longo desta prova, na qualidade de líder da equipa nacional de Portugal?
Luís Pereira – As funções de Team Leader que desempenhei nesta competição são muito abrangentes. O nome e contato do Team Leader é o que consta para tudo o que diz respeito à organização da competição!

Tudo começa umas semanas antes, quando são indicados à World Athletics o nome e contatos do líder da delegação. É-nos fornecido um Team Manual, onde vêm todas as informações sobre como tudo irá acontecer. Tudo é preparado ao pormenor.

Cheguei a Eugene às 2h da manhã de dia 12, com uma parte da comitiva. Na manhã desse mesmo dia, tive de ir ao centro de acreditação de equipas. Neste local era necessário confirmar e validar tudo o que diz respeito à comitiva de Portugal, atletas, treinadores, equipa médica, equipamentos a utilizar, disciplinas em que participaram os nossos atletas. Dali, passei para o centro de acreditação de participantes, um pavilhão universitário para a prática do Basquetebol e Voleibol com capacidade para 15.000 pessoas sentadas, fui ver como se processavam as acreditações individuais.

As funções de Team Leader que desempenhei nesta competição são muito abrangentes. O nome e contato do Team Leader é o que consta para tudo o que diz respeito à organização da competição

Entretanto, eram horas de almoçar e tinha de estar com os elementos que tinham chegado comigo durante a noite e preparar a chegada de mais uma parte da comitiva que vinha de Chula Vista, onde tinha estado em estágio com o Selecionador Nacional. Já com 40 dos 43 elementos que faziam parte da delegação, foi hora de levar toda a gente ao centro de acreditações, para fazer as acreditações individuais. Passei ali o resto da tarde pois tivemos logo 4 atletas selecionados para o controlo antidoping. Finalizadas as acreditações de todos, inicia-se toda a criação de rotinas do dia a dia!

Com 23 atletas presentes, a logística é intensa, e o plano tem de ser pormenorizado. É necessário assegurar que todos têm condições para realizar o plano de treino até à competição, que a equipa médica e de recuperação faz o acompanhamento de todos os atletas.

O Atletismo é um desporto individual e cada atleta tem as suas rotinas e as suas necessidades, é necessário dar resposta a todos eles. No dia 14 de manhã, decorreu a reunião técnica, esta reunião consiste numa visita realizada por todos os chefes de delegação dos países participantes, em que é explicado todo o circuito a ser percorrido pelos atletas em dia de competição…são muitas as especificidades e as regras a cumprir pelos atletas desde que iniciam o seu aquecimento e até que fazem a sua participação na competição, é muita informação porque são muitas disciplinas e cada uma tem a sua especificidade.

O Atletismo é um desporto individual e cada atleta tem as suas rotinas e as suas necessidades, é necessário dar resposta a todos eles

No dia 14, logo depois do almoço, realizou se a reunião geral da comitiva, para que eu pudesse passar todas as informações recebidas na reunião técnica, fazer a entrega dos dorsais e transmitir a todos o orgulho que esta Nação Valente e Imortal tem em todos aqueles que ali estavam para a representar no palco maior do Atletismo Mundial! Foi ali, naquele momento que se sentiu toda uma vontade conjunta de hastear a bandeira lusitana no mastro de maior destaque daquela que é conhecida nos Estados Unidos como a Track Town, a Cidade do Atletismo.

No dia 15, iniciámos a Competição e para o Team Leader é necessário garantir que tudo corre bem até ao tiro de partida para quem vai competir, mas continua a ser necessário também garantir que quem não compete naquele dia, continua a ter assegurada toda a logística diária necessária para se ir preparando para a Competição.

Enquanto chefe da delegação, fiz questão de acompanhar o máximo possível todos os atletas, mesmo que isso implicasse estar às 6h da manhã no treino dos atletas da marcha, acompanhar os restantes durante o dia na pista de treinos ou na competição, e à noite após o jantar, estar sempre com os treinadores e com o Selecionador Nacional

Nesse mesmo dia, pela noite dentro, completava-se finalmente a comitiva com a chegada do Campeão Olímpico pela 1h30 da manhã. E finalmente, pelas 3h da manhã, chegou a Mariana Machado. Fiquei acordado para os receber e os conduzir ao nosso quartel general. A partir daqui seguiram se mais 9 dias de muita intensidade!

Enquanto chefe da delegação, fiz questão de acompanhar o máximo possível todos os atletas, mesmo que isso implicasse estar às 6h da manhã no treino dos atletas da marcha, acompanhar os restantes durante o dia na pista de treinos ou na competição, e à noite após o jantar, estar sempre com os treinadores e com o Selecionador Nacional

Derby – Que balanço faz desta missão?
Luís Pereira – O balanço que faço desta missão, é extremamente positivo! Uma Medalha de Ouro, 6 atletas no top 10 Mundial, mais 7 no top 20 Mundial! O ambiente foi fantástico no seio da comitiva. É claro que queremos sempre mais e melhor e sabemos que é possível fazer melhor… Mas o balanço é, sem sombra de dúvidas, positivo!

Derby – O que sente um diretor quando ouve o hino de Portugal nos Campeonatos do Mundo?
Luís Pereira –  Há coisas na vida, que não se explicam, não se descrevem e não se comparam, apenas se sentem! E eu posso dizer-vos que o momento em que o hino de Portugal se ouviu naquele estádio, é algo que ficará gravado para sempre na minha memória, e é algo que me fará arrepiar todas as vezes que o recordar. Foi um momento único e que já mais esquecerei!

O momento em que o hino de Portugal se ouviu naquele estádio, é algo que ficará gravado para sempre na minha memória, e é algo que me fará arrepiar todas as vezes que o recordar. Foi um momento único e que já mais esquecerei!

Exclusivo Derby! Marco Ramos traça objetivo: “Queremos fazer mais pelo Atlético e por Ourém”

futebol-atlouriense-marco-ramos-aquecimento3 Exclusivo Derby! Marco Ramos traça objetivo: "Queremos fazer mais pelo Atlético e por Ourém"

Marco Ramos renovou contrato com o Clube Atlético Ouriense e explicou ao Derby os motivos que o levam a continuar na liderança técnica da equipa principal feminina.

“Aceitei renovar porque queremos fazer mais pelo Atlético e por Ourém”, assume, sem rodeios, lembrando que o emblema que defende é o digno representante de toda uma região.

“Queremos ser diferentes no futebol, sabemos da responsabilidade de representarmos a zona centro estando mais virados para o interior. Vemos isso como um incentivo para influenciar os adeptos do Atlético e os adeptos de futebol de toda a região. Todos juntos, devem apoiar ainda mais o Atlético pois somos nós os representantes de todos os adeptos dentro das quatro linhas”, sublinha Marco Ramos, deixando claro que o clube pretende envolver muito mais que massa adepta do Atlético Ouriense nesta missão de representar o futebol feminino da região à escala nacional.

Direcionando o discurso para aquilo que a sua equipa pode fazer em campo, Marco Ramos elenca os benefícios que o grupo pode retirar deste tal apelo à união entre os adeptos de toda a região: “Vamos ser muito mais competitivos, se estivermos todos envolvidos e unidos no mesmo objetivo.”

futebol-marco-ramos Exclusivo Derby! Marco Ramos traça objetivo: "Queremos fazer mais pelo Atlético e por Ourém"
Marco Ramos foi campeão nacional e venceu a Taça de Portugal pelo Atlético Ouriense | Foto Nuno Abreu ©

O treinador campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, na mítica dobradinha de 2013/14, reforça empenho na missão de manter o clube entre a elite nacional. “Consolidar o Atlético entre as melhores equipas do mapa do futebol feminino, foi outra razão para renovar contrato”, assume.

Apesar de só ter garantido a continuidade na Liga BPI graças ao incumprimento legal plasmado na falta de licenciamento do Futebol Benfica, Marco Ramos considera que o clube fez a temporada mais positiva dos últimos anos.

“Na época passada, fizemos a melhor época desde a minha primeira passagem pelo clube. Ficámos no 11.º lugar e fomos para o playoff, onde não alcançámos a vitória, mas fomos à final”, frisa. Em boa verdade, o Atlético falhou o objetivo em campo, mas teve o mérito de ser finalista e só por isso já mereceu a permanência por inteiro.

Tal como o Derby noticiou, o modelo competitivo da Liga BPI foi alterado e o novo figurino entra em cena já na próxima época. Marco Ramos aposta num campeonato tranquilo para fugir à agonia e à incerteza do playoff.

“Para a nova época, sabemos que temos de garantir, pelo menos, o 9.º lugar assim evitar o playoff. Mas vamos competir entre 12 equipas com estruturas muito mais apetrechadas. Isso, para mim e para quem trabalha comigo, será um grande desafio de superação. Obviamente que o clube terá que ter a perceção deste enquadramento. Caso contrário, será muito mais difícil conseguir o nosso objetivo.

“Estamos a tentar balizar este desafio para que, no final, possamos garantir a manutenção deste clube e da própria região, entre as melhores equipas do futebol nacional”, reforça, rematando esta entrevista exclusiva ao Derby.

O Atlético Ouriense dá o pontapé de saída na Liga BPI 2022/23 a 11 de setembro, recebendo um dos candidatos ao título na Caridade.

futebol-atlouriense-marcoramos Exclusivo Derby! Marco Ramos traça objetivo: "Queremos fazer mais pelo Atlético e por Ourém"
Marco Ramos traça a meta: “Queremos manter o Atlético entre as melhores equipas nacionais.”

O Derby na magia da rádio! Já pode ouvir o Episódio #4

Estivemos em antena com a 𝒂𝒃𝒄 𝑷𝒐𝒓𝒕𝒖𝒈𝒂𝒍 e levámos connosco a 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐡𝐚 𝐚𝐭𝐥é𝐭𝐢𝐜𝐚 da Joana Pontes, o 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 de Espite e do Rui Fresco, o 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 do Atlético, o 𝐭𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐫𝐜𝐨 da Juventude Ouriense e até os Campeonatos do Mundo de 𝐀𝐭𝐥𝐞𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 no Estados Unidos, à boleia do diretor desportivo do GAF. É o 𝐃𝐞𝐫𝐛𝐲 na magia da rádio! Saiba tudo em 𝐰𝐰𝐰.𝐝𝐞𝐫𝐛𝐲𝐝𝐞𝐨𝐮𝐫𝐞𝐦.𝐩𝐭

Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!”

atletismo-marcha-joanapontes-1-1 Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
“A felicidade de quem não tem tido um caminho fácil mas tem tido as melhores recompensas” Foto ADAL ©

“A felicidade de quem não tem tido um caminho fácil mas tem tido as melhores recompensas”. A legenda da foto é da autoria da própria. Há imagens que valem por mil palavras, mas também há legendas que arrepiam só de ler. Sente a pele de galinha? Segure-se.

Joana Pontes abre o coração ao Derby para recordar um momento que lhe ficará eternamente tatuado na alma.

Sem papas na língua, a recém-sagrada Campeã Nacional de Esperanças em marcha atlética, recorda a dureza das semanas que antecederam a competição, assume que não conseguiu treinar tanto quanto devia, mas lembra que estava em causa um bem maior: concluir a licenciatura para garantir o seu próprio futuro.

“Porque um título nacional é sempre um título nacional”, Joana Pontes faz um “balanço positivo” da sua participação no Campeonato Nacional de Esperanças, não obstante o facto de não se ter apresentado no pico de forma.

“Quanto a sensações, ainda não estava da maneira que eu desejava estar… Foi o meu último ano de licenciatura, este último semestre foi bastante complicado, mas fiz o possível para conciliar. Houve semanas de muito cansaço, tentei recuperar-me da melhor maneira possível para conseguir estar no meu melhor nível nestes campeonatos. Não estava com as sensações que eu queria, mas foi o suficiente para ganhar e, portanto, foi positivo”, considera, em declarações exclusivas ao nosso jornal.

Foi o meu último ano de licenciatura, este último semestre foi bastante complicado, mas fiz o possível para conciliar. Houve semanas de muito cansaço, tentei recuperar-me da melhor maneira possível para conseguir estar no meu melhor nível nestes campeonatos

A internacional portuguesa sublinha a felicidade de se poder despedir do escalão na condição da campeã nacional. “É o meu último ano como Sub-23. Não há mais campeonatos nacionais de esperanças para mim, então foi bastante importante. Era o meu objetivo principal, claro que queremos sempre marcas nesses campeonatos, mas nem sempre é possível…”

Aos 22 anos, Joana Pontes ostenta um palmarés invejável, somando vários títulos individuais, maioritariamente na marcha atlética, tanto em pista como na estrada. As conquistas desportivas sucedem-se, mas não são as únicas provas de superação e talento desta oureense…

“Licenciada e campeã nacional!”
No final do último semestre do ano letivo que agora terminou, Joana Pontes colocou a cereja no topo do bolo, priorizando a formação académica, com a espantosa proeza de não prejudicar os resultados desportivos. Parece fácil, mas não foi…

“Foram realmente as semanas mais complicadas ao nível do cansaço, com menos treino e ainda menos descanso. Tudo isto afetou bastante o meu rendimento, mas estou muito orgulhosa de ser já ser licenciada. Sou oficialmente fisioterapeuta, pelo que temos sempre de ver as coisas pelo lado positivo. Isto é muito positivo”, sublinha.

“Apesar de todo o esforço, da dureza destas semanas desafiantes, das dificuldades para conseguir conciliar todas as coisas, acabou por ser ainda especial colher os frutos de todo este trabalho: sou licenciada e sou campeã nacional! Por tudo isto, foi muito especial!”

Foram realmente as semanas mais complicadas ao nível do cansaço, com menos treino e ainda menos descanso. Tudo isto afetou bastante o meu rendimento, mas estou muito orgulhosa de ser já ser licenciada. Sou oficialmente fisioterapeuta

 

atletismo-marcha-joanapontes-licenciatura Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
A família Pontes celebrou recentemente uma das suas maiores conquistas: a licenciatura de Joana

 

Do inferno da Cumeada aos céus de Leiria
Como se fosse pouco preparar uma participação num Campeonato Nacional numa fase decisiva do seu percurso académico, Joana Pontes desceu ao inferno dos incêndios que assolaram o nosso Concelho, não fosse ela natural da Cumeada, epicentro de lavaredas de repercussões catastróficas.

“A minha aldeia estava ameaçada, a aldeia dos meus avós também, por causa dos incêndios. Eu sabia que o meu pai estava super cansado, e mesmo assim fez o esforço de ir ver a minha prova, mesmo não tendo descansado durante duas ou três noites seguidas. Saber que ele estava ali a ver-me e lembrar-me de todo o sacrifício que fez para estar ali, deu-me ainda mais forças para também eu fazer esse sacrifício por ele… e ganhar”, assume.

“A minha aldeia estava ameaçada, a aldeia dos meus avós também, por causa dos incêndios […] Saber que o meu pai estava ali a ver-me e lembrar-me de todo o sacrifício que fez, deu-me ainda mais forças para também eu fazer esse sacrifício por ele… e ganhar”

Paulo Pontes, pai de Joana, é o rosto não-visível do sucesso da campeã nacional. É o  principal foco de treino e motivação, da atleta do Leiria Marcha Atlética, um exemplo de superação que a atleta cravou bem fundo no coração.

A dedicatória não espanta. Assenta que nem uma luva num homem apaixonado pela sua terra ao ponto de sacrificar a sua própria vida, alistando-se naquele verdadeiro exército de civis que combateram o fogo de mãos dadas com os soldados da paz. Ou mesmo na ausência dos mesmos…

“Foi muito especial poder deixá-los orgulhosos, depois daqueles dias tão difíceis, durante os quais também eu sofri por estar à distância e a saber que eles estavam em risco e a sofrer com os incêndios”, relata Joana Pontes, uma oureense recém-sagrada Campeã Nacional de Esperanças na marcha atlética.

atletismo-marcha-joanapontes-paulo-pontes Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
Tal pai, tal filha… ou vice-versa. Paulo é o maior suporte de Joana e a paixão pelo atletismo transmitiu-se de geração para geração
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O flagelo dos incêndios esventrou a Cumeada, terra natal de Joana Pontes, agora mergulhada numa imensidão de terra queimada | Foto João Vieira ©

Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador… e jogador do GRUDER

Futsal-gruder-francisco-serra-treinador-gruder-b Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER

Na primeira época completa enquanto treinador de uma equipa sénior, Francisco Serra liderou a equipa ‘B’ do GRUDER no Campeonato Distrital de Santarém, conduzindo a turma da Ribeira do Fárrio à condição de melhor formação do Concelho de Ourém em prova, estatuto reforçado com a conquista da 1.ª edição da Taça Ourém Futsal. Em entrevista exclusiva ao Derby, o treinador passa em revista uma temporada especial, marcada igualmente pelo regresso à competição enquanto jogador e logo na 3.ª Divisão Nacional, pela equipa principal do GRUDER. Com a extinção da equipa ‘B’, tem em mãos um convite para jogar pela formação principal e assumir o comando de uma equipa dos escalões de formação.

Entrevista Derby com… Francisco Serra

Derby – Foi a sua primeira experiência como treinador principal de uma equipa sénior. Como surgiu o convite do GRUDER e por que decidiu aceitar?
Francisco Serra – O convite surgiu por parte do mister Marco Lebre, que me contactou com o intuito de ser treinador-adjunto no plantel principal e assumir o comando da equipa ‘B’, de modo a evoluir os atletas e prepará-los para uma eventual transição. Apesar de não ter sido a minha primeira experiência como treinador principal numa equipa sénior (GARECUS – 2020/21), e de na altura ter uma outra proposta muito boa, o principal motivo para ter aceite o convite foi a possibilidade de trabalhar, pela primeira vez, uma equipa desde início, implementando mais rigorosamente as minhas ideias. Estar também presente na equipa técnica inserida numa competição nacional, também foi um fator decisivo.

Derby – O GRUDER viveu uma época muito especial, num contexto diferente em que a presença inédita da equipa principal na 3.ª Divisão Nacional levou à criação de uma equipa ‘B’, maioritariamente composta por jovens formados nos escalões juvenis do clube. O facto de ter um plantel substancialmente mais jovem que o dos rivais foi um obstáculo para o treinador?
Francisco Serra – Foi e não foi. A nossa maior dificuldade esta época foi claramente a inexperiência dos jogadores, principalmente contra equipas mais “batidas”. A necessidade de saber quando acelerar o jogo ou pautá-lo mais, de saber quando temos de estar mais na expectativa e não a pressionar alto, etc. No entanto em termos de trabalho, foi muito fácil gerir porque tive a sorte de o plantel ter imensa qualidade e, muito mais importante, vontade de melhorar e fazer bem, o que por vezes não se encontra quando se tem jogadores mais velhos.

Derby – Mesmo assim, o GRUDER ‘B’ acaba o Campeonato no 6.º lugar, à frente dos outros três clubes do Concelho, com o estatuto de melhor equipa oureense em prova. É simbólico, mas não deixa de ser importante, não?
Francisco Serra – Sendo sincero, nunca pensámos nisso. Ficámos à frente das equipas de Ourém, mas apenas ganhamos ao Vale Travesso nas duas voltas, por isso é que se torna um pouco irrelevante em falar em ser a melhor. Conseguimos, sim, ser mais regulares e demonstrar qualidade semana após semana. O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

Derby – Além disso, terminaram a temporada com a conquista da primeira edição da Taça Ourém Futsal. Qual a importância desta vitória e que papel pode ter um torneio destes para o desenvolvimento da modalidade no Concelho?
Francisco Serra – A vitória no torneio foi o culminar de uma época excelente e com os jogadores a terem o devido protagonismo e reconhecimento, algo que nem todos lhes reconheciam, mas que ficaram a saber do que eram mesmo capazes. Vencemos o torneio apenas permitindo um empate, com o melhor ataque e o melhor marcador e ainda com um espírito de grupo invejável. Foi perfeito! Em relação ao torneio, é uma excelente ideia para promover não só o futsal no distrito, mas também para fazer evoluir a modalidade na região. Todos os jogadores e treinadores conhecem-se, e quem se conseguir adaptar melhor e evoluir mais rapidamente vai ter mais sucesso nas competições oficiais.

futsal-gruder-francisco-serra-equipa Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER
O GRUDER ‘B’ foi 6.º classificado entre as 13 equipas do Campeonato Distrital, competindo apenas com jovens formados no clube

 

Derby –  Tendo em conta as características e o contexto muito especial da sua equipa, é uma classificação que o deixa satisfeito e realizado enquanto treinador?
Francisco Serra – Não tenho muito que dizer de negativo em relação a esta época, pois não podia ter pedido muito mais aos meus jogadores do que aquilo que eles deram. A classificação não deixa muitas surpresas em relação a todos os lugares, dada a qualidade das equipas. Era algo inconcebível, exigir a uma equipa tão jovem para se bater de igual para igual com a equipa d’ Os Patos ou do São Vicentense, que na minha opinião foram as duas mais fortes e as únicas contras as quais não conseguimos discutir os jogos até ao fim. No entanto, todos os outros jogos foram disputados até ao fim, o que mais uma vez demonstra bem o qualidade da equipa que era dada no início como a mais fraca do campeonato.

Contudo, o que me orgulha mais neste fim de época foi a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. Isso para mim é o que mais me deixa realizado enquanto treinador.

 

O que me orgulha é a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. É o que mais me deixa realizado enquanto treinador

 

Derby – Quais foram os pontos fortes da sua equipa e aqueles onde não esta não conseguiu estar tão bem?
Francisco Serra – O nosso ponto mais forte esta época foi o colectivo. A vontade, a solidariedade, a entrega de todos os atletas seja em treinos e jogos, o querer aprender, evoluir e melhorar, foi o nossa maior força para termos alcançado estes resultados. Em termos táticos fomos sempre muito perigosos nas bolas parada, na intensidade defensiva e nos confrontos 1×1 raramente perdíamos um lance. Em termos individuais tenho de destacar o Rafael Marques que começou a época como terceiro guarda-redes da equipa principal e que na equipa ‘B’ sempre que foi uma parede intransponível, jogando quase sempre uma parte em que a equipa sofreu poucos golos.  Para mim, claramente o melhor guarda-redes deste campeonato.

Por outro lado, a inexperiência, como já referida, foi a maior dificuldade assim como a discrepância técnica, tática e psicológica que se acentuou na fase final da época, dada a falta de minutos para alguns jogadores, que no seu escalão (juniores) teriam muitos minutos e poderiam ter evoluído mais, mas que nos seniores não conseguiram acompanhar os que já estavam melhor preparados para esse salto.

Derby –  A certa altura, a época tornou-se ainda mais especial para o mister, pois além de ceder vários jogadores à equipa principal, também foi chamado a dar o seu contributo em campo. Pode contar aos leitores do Derby como surgiu esta oportunidade?
Francisco Serra – Após a saída do mister Marco e com a entrada do mister Hélder, e uma vez que já estava mais afastado das minha funções técnicas na equipa principal e focado apenas na equipa “B”, foi conversada essa possibilidade com intuito de dar algo diferente à equipa e algo que a equipa estava a necessitar. Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador. Após umas semanas de treino para ganhar algum ritmo e para ver se encaixava bem na equipa, fui inscrito e penso ter dado um bom contributo.

 

De volta à quadra? Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador

 

Derby – Como é que se sente mais útil: como treinador ou jogador?
Francisco Serra – Ser treinador é algo com que sempre sonhei e estou determinado em investir para ir o mais longe possível. Ainda sou jovem, tenho muito para aprender, mas também já tracei alguns objectivos e tenho alguns treinadores que sigo como modelo que me fazem querer ser igual ou melhor. Contudo e apesar de nos últimos três anos ter deixado “o jogador” mais de parte para me dedicar a evoluir como treinador, sinto que ainda tenho capacidade para jogar a um bom nível.

Derby Já foi contactado pelo GRUDER no sentido de prolongar a ligação ao clube?
Francisco Serra – Já fui contactado para continuar a trabalhar na formação e para fazer parte do plantel sénior da próxima época. No entanto, ainda nada é certo…

Derby –  Complete a frase: as equipas treinadas por Francisco Serra caracterizam-se por…
… pela intensidade defensiva, pelo rigor tático e reconhecimento das virtudes e fraquezas próprias.

futsal-gruder-2 Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER
Francisco Serra elogiou a evolução de Rafael Marques: “Foi o melhor guarda-redes deste campeonato.”