Categoria: Entrevistas

Exclusivo Derby! Tiago Reis avalia rival do Seiça nos ‘quartos’ do Nacional: “Já não há equipas fáceis”

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O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça dá hoje mais um passo rumo à tão ansiada final da Liga INATEL Nacional, mas sabe que só uma vitória permitirá continuar nessa caminhada.

Pela frente a turma de Tiago Rodrigo Reis terá o São Pedro de Alva, formação de Coimbra, que eliminou os lisboetas do Técnico.

O treinador dos tricampeões distritais de Santarém fez questão de observar ‘in loco’ o duelo dos seus potenciais adversários, um dia depois de ter eliminado os alentejanos do Cano, no desempate por grandes penalidades, na sequência de um jogo marcado por uma lição de fair play que correu o país e mereceu elogios do presidente do clube.

“O São Pedro de Alva é uma equipa experiente, tal como a nossa. Eliminaram uma equipa que era fortíssima em termos de qualidade de jogo, porque quiseram muito. Nesta altura, já não há equipas fáceis”, garantiu Tiago Rodrigo Reis, em declarações exclusivas ao Derby, na antevisão dos quartos de final da Liga INATEL Nacional.

Exclusivo Derby! “Queremos conquistar o que é nosso por direito: um lugar na Liga BPI”

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Oito anos depois de ter conquistado a Taça de Portugal pelo Atlético, Marco Ramos reencontra o Futebol Benfica em mais um duelo histórico | Foto Derby ©

Oito anos depois da grande final do Jamor, o Clube Atlético Ouriense reencontra o Futebol Benfica em mais um duelo absolutamente crucial para a história do emblema da Caridade.

Longe da euforia daquela tarde de 7 de junho de 2014, em que o Atlético conquistou a Taça de Portugal, as oureenses lutam agora pela permanência no escalão principal do futebol feminino nacional.

Marco Ramos, responsável técnico pela ‘dobradinha’ de 2013/14, volta a ter papel principal noutro momento decisivo para o futuro do Atlético enquanto emblema de elite no contexto do futebol feminino.

Em declarações exclusivas ao Derby, o treinador considera não haver vantagem teórica à partida para a final do playoff, mas promete um Atlético empenhado em fazer valer o historial de títulos conquistados no futebol feminino.

“Não há favoritismo para ninguém. São duas equipas com valor ao nível das individualidades nos seus planteis. Atlético Ouriense e Futebol Benfica são dois clubes com história no futebol feminino, mas nós queremos ser uma equipa egoísta e conquistar o que é nosso por direito: o estatuto de equipa com lugar na Liga BPI”, declarou Marco Ramos, em declarações exclusivas ao nosso jornal, na antevisão da final deste domingo.

Atlético Ouriense e Futebol Benfica defrontam-se esta tarde, a partir das 17 horas, no Estádio Municipal de Rio Maior. Trata-se da final do playoff da Liga BPI e só uma destas equipas vai garantir um lugar no escalão máximo.

 

 

Exclusivo Derby! “Não é fácil encontrar um clube tão organizado como o CD Fátima”

futebol-cdfatima-brunoneto-1 Exclusivo Derby! "Não é fácil encontrar um clube tão organizado como o CD Fátima"

 

Quatro anos depois de ter regressado ao Centro Desportivo de Fátima, para assumir a coordenação do futebol de formação, Bruno Neto passa o testemunho mas deixa um legado absolutamente inédito, plasmado na presença de iniciados, juvenis e juniores nos campeonatos nacionais, sem esquecer a consagração da equipa sénior enquanto campeã distrital da 2.ª Divisão, com um plantel recheado de jogadores ‘made in CDF’.

Entrevista Derby com Bruno Neto

Derby – A pergunta é inevitável: qual é o segredo do sucesso da formação do CD Fátima?
Bruno Neto – O segredo é o todo. Primeiro, há que realçar a retaguarda que a direção do clube sempre deu a todas as decisões que foram tomadas. Em alguns clubes, há coordenadores que decidem bem, mas depois vem um diretor e diz que tem de ser o contrário…

Aqui não! Está tudo programado entre a direção e a coordenação. Há cerca de 15 pessoas que trabalham na coordenação do Centro Desportivo, mas há duas delas que estão intimamente ligadas ao futebol de formação: Pedro Gil, diretor da entidade formadora; e Rui Nobre, vice-presidente do clube. Estão sempre presentes, a qualquer hora, a qualquer dia, conferindo um apoio e uma retaguarda fundamental.

Outro factor fundamental é que os miúdos não vêm para cá para serem campeões. Eles vêm para se formarem enquanto homens com valores. Essa é a chave da nossa filosofia. Os resultados não são prioritários e os nossos jogadores sabem desde cedo que não vale tudo para ganhar.

Conseguir filtrar as informações que nos chegam dos pais dos jogadores, também é decisivo. Por norma, aconselhamos os treinadores a nem sequer terem relação com os pais dos atletas. Isto traz-lhes paz e permite foco total no processo de treino e da própria aprendizagem.

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Em plenos festejos do título distrital dos Sub-19

Derby – A partir da próxima época, terão as três equipas principais da formação nos nacionais. Acreditava nisto quando assumiu o cargo?

Bruno Neto – Colocar iniciados, juvenis e juniores nas provas nacionais, foi um objetivo que assumi desde o primeiro dia neste cargo. Conseguir este objetivo em tão pouco tempo? Confesso, que se calhar não estava bem ciente disso…

Derby – Defende um modelo de formação sem a pressão dos resultados, mas acaba por vencer em todas as frentes. Este sucesso coletivo é também a prova que é possível ganhar sem perder de vista os verdadeiros princípios do desporto?

Bruno Neto – Defendo a formação de jogadores de uma forma quase separada da obrigatoriedade de atingir resultados. O que acabámos de atingir, é a prova de que as coisas funcionam. Com a organização que temos – e não é fácil encontrar uma organização como estas em qualquer clube – os jogadores gostam de estar cá e os melhores também querer vir para cá. A juntar a tudo isto, temos um naipe de treinadores muito bom, do melhor. Portanto, acabou por ser fácil alcançar estes feitos

Derby – Ter bons treinadores, também ajuda. Qual o critério para assumir o comando de uma equipa no clube?
Bruno Neto – Quanto aos treinadores e à sua competência, não entendemos como muito importante ter o Nível 4 para trabalhar na formação. Acreditamos que é muito mais importante que saibam lidar com jovens.

Ao longo dos últimos três anos, talvez tenham entrado apenas duas ou três pessoas. São escolhidos a dedo e a partir daí queremos que continuem sempre no clube. Analisamos currículos, convocamos os potenciais treinadores para uma entrevista. Se o discurso da pessoa for no sentido de nos dizer que já foi campeão de escolas ali e de infantis acolá, riscamos logo.

O que nos interessa é a vida social da pessoa e os princípios de vida. Acima de tudo, tem de se enquadrar na nossa filosofia. Não formamos campeões; formamos jogadores. Da mesma forma que nenhum treinador vem para o CD Fátima para ser campeão, mas sim para formar jovens.

Também tem de ser um treinador que seja capaz de colocar o objetivo do clube à frente das suas metas pessoais ou dos objetivos da equipa que comanda. Por exemplo, quando digo a um treinador que um ou dois jogadores da sua equipa vão jogar no escalão acima, nesse fim de semana, é essencial que esse mesmo treinador fique feliz por poder dar minutos a outros jogadores que não estejam a jogar tanto, em vez de ficar a lamentar-se por perder dois atletas para um escalão superior.

Derby – A escolha dos jogadores também obedece a critérios rigorosos, certamente.
Bruno Neto – Quando analisamos uma eventual ‘contratação’ para o clube, privilegiamos a avaliação curricular, a vida social e princípios de vida, entre outros fatores muito mais sociais do que propriamente futebolísticos. É claro que têm de ter qualidade para jogar no Centro Desportivo, mas se não souberem estar e viver de acordo com a filosofia que implementámos, dificilmente terão aqui sucesso.

Derby – Como é que um coordenador do futebol de formação observa a corrente de pais que pressionam treinadores e os próprios filhos, acabando por condicionar todo o processo de evolução?
Bruno Neto – Há uma grande fatia de pais que acreditam que os seus filhos podem vir a ser a galinha dos ovos de ouro. Quase que diria que não se enxergam e não conseguem perceber que 1 em 5000 jogadores da formação chega a um Campeonato Nacional. Já nem falo na Liga dos Campeões…

Há pais que só começam a perceber que não vai ser bem assim, quando os filhos chegam aos juvenis. Aí caem na realidade e mudam de atitude

Aliás, há um chavão que é meu e que gostava de reforçar: ‘o grande problema da formação é o resultado do próximo sábado’. É uma frase minha. Significa que, quando nos centramos no que vai ter de acontecer, em qual vai ser o resultado do sábado que vem, vamos alterar o processo de treino porque vamos pensar apenas no resultado. Os próprios pais vão estar na bancada preocupados em ganhar à força toda. Se nos conseguirmos desviar de tudo isto, cumprimos o nosso processo e ficamos mais perto do sucesso.

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Derby – Foi difícil implementar esta filosofia?
Bruno Neto – Foi e continua a ser, apesar de a própria UEFA incentivar a isto mesmo. Na Associação de Futebol de Leiria, há vários anos que as competições até aos Sub-11 já não são campeonatos e os resultados não são divulgados. Em Santarém, isso foi muito difícil de alcançar.

Os clubes pressionaram tanto para continuar a haver classificações, que a associação cedeu um pouco, embora já tenha acabado também com as classificações até aos Sub-11. É verdade que ainda faz um torneio e que depois agrupa pelos resultados e vai acabar por dar ao mesmo…

Agora que a época terminou, recebemos vários convites para participar em torneios. A nossa pergunta aos clubes é muito clara: ‘qual é o modelo competitivo?’ Se forem dois grupos, onde os primeiros jogam contra os segundos e os vencedores disputam a final, a nossa resposta também é muito clara: obrigado pelo convite, mas o Fátima não está interessado. Se o torneio for em sistema de todos contra todos e os primeiros são iguais para todos, então lá estaremos com todo o gosto.

Derby – Não sentem diferença na atitude do próprio jogador do Fátima? Em termos competitivos? Até porque nem todos os clubes trabalham da mesma forma.
Bruno Neto – É um problema, de facto. Costumo debater esse tema com os treinadores. A boa educação, o fair play e a ética desportiva são características que aparentemente identificam um atleta menos agressivo, no bom sentido. Esse é o próximo desafio: encontrar estratégias para que o jovem jogador seja agressivo, mas correto, e não paranoico com o resultado. Já tenho visto miúdos de seis anos a chorar baba e ranho por perderem um jogo, apenas porque os pais queriam muito que eles ganhassem. É completamente contranatura.

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Bruno Neto, com o filho Tiago, que hoje representa a Seleção Distrital de Santarém e prepara-se para disputar a final do Torneio Lopes da Silva

Derby – O próprio selecionador nacional de Espanha, Luis Enrique, alertou recentemente para a pressão que já se exerce sobre miúdos de 6 anos…
Bruno Neto –  Concordo a 100% com o Luis Enrique, mas se ele próprio olhar para o seu passado enquanto jogador, se calhar vai perceber que ele próprio não seria o melhor exemplo [gargalhada].

O diretor-geral da formação do SL Benfica defende esta ideia. Ainda agora, a propósito do Torneio da Pontinha, que será talvez o expoente máximo dos torneios de formação, ele lembrou que a grande maioria dos jovens que passam por este torneio, não chega às seleções nacionais. É uma percentagem mínima, mas a ‘campeonite’ é máxima…

Eu comecei a jogar com 13 anos e acabei com 30. Ou seja, passei 17 anos a jogar futebol. Os miúdos da atualidade, já levam esses 13 anos de futebol quando chegam aos seniores. Ora, se eu estava cansado aos 30, se calhar, estes miúdos vão cansar-se aos 20 ou mesmo aos 18… É um problema que a formação tem de repensar.

Se lhes metermos esta pressão da ‘campeonite’ aos 6 anos, eles chegam aos 18 e estão fartinhos disto… Se introduzirmos um caracter mais lúdico, talvez até aos 13, eles vão ficar melhor formados, não vão sentir o stresse da competição tão cedo e vão ter uma carreira desportiva mais duradoura.

Derby – Fim de ciclo. Sai no auge enquanto coordenador. Por algum motivo em especial?
Bruno Neto – Entendi que estava na hora de deixar este cargo e saio muito orgulho com o trabalho que fizemos em conjunto. Terminou o ciclo. A forma como saio, também revela a elevação e os valores que este clube pratica. Ou seja, a pessoa que me vai substituir, trabalhou comigo ao longo das últimas semanas, para que eu pudesse ‘passar a pasta’. Posso dizer que partilhamos as mesmas ideias a 90 por cento, pelo que acredito muito que a forma de trabalhar do clube não se vai alterar muito.

Do triplete nos nacionais ao título na Distrital. Fátima é escola de formação com nota de excelência

Exclusivo Derby! «Fomos uma equipa unida e soubemos sofrer sem temer»

futebol-atlouriense-marcoramos-23 Exclusivo Derby! «Fomos uma equipa unida e soubemos sofrer sem temer»

União, capacidade de sofrimento e coragem para arriscar, eis os trunfos do Atlético Ouriense para o sucesso na 2.ª mão das meias-finais do playoff da Liga BPI e consequente apuramento para a grande final.

As oureenses conseguiram inverter o resultado negativo da 1.º mão e o treinador falou em exclusivo ao Derby sobre as incidências de um desafio em que o Atlético foi claramente superior.

“Sabíamos que a eliminatória era para resolver em 180 minutos, durante os quais os detalhes iriam ser decisivos. A desvantagem de 1-0, na 1.ª mão, não nos tirou a ambição de podermos sonhar com a final, mas sabíamos que tínhamos que estar muito concentrados para não sofrer e para conseguir marcar”, revela Marco Ramos, lembrando que qualquer deslize (leia-se, golo sofrido) poderia ser fatal para as oureenses.

“No meio destas duas variáveis, tínhamos de sofrer enquanto equipa, mas nunca temer o adversário”, acrescenta, aludindo ao facto de o Atlético ter procurado incessantemente a vantagem de que precisava, sem medo de sofrer um golo que lhe complicasse as contas e obrigasse a marcar ainda mais.

No saldo global da eliminatória, sobra o orgulho pela resposta da sua equipa. “Estou satisfeito com a forma como conseguimos esta vitória. Fomos uma equipa unida, com bom ambiente e, acima de tudo, com vontade e com a atitude certa nos vários momentos do jogo. Foi essa mesmo a chave do jogo”, reforçou Marco Ramos.

Depois de eliminar Rio Ave e Estoril  nas eliminatórias anteriores, o Clube Atlético Ouriense defronta o Futebol Benfica, este domingo, a partir das 17 horas, no Estádio Municipal de Rio Maior. A final do playoff joga-se a uma só mão e só o vencedor garante um lugar no escalão máximo do futebol feminino português.

“Somos um clube diferente! Não gostamos, nem queremos, ganhar a qualquer custo”

futebol-seica-fernandosousasilva "Somos um clube diferente! Não gostamos, nem queremos, ganhar a qualquer custo"

“Poucas equipas fariam o que a nossa equipa fez. Somos realmente um clube diferente, não gostamos, nem queremos ganhar a todo o custo”.

Fernando Sousa Silva, Presidente do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, confessou ao Derby o tremendo orgulho que sente na sua equipa. Não só pelo seu percurso desportivo, mas sobretudo pela lição de desportivismo demonstrada nos oitavos de final da Liga INATEL Nacional.

“Foi uma decisão dos jogadores, da equipa, ali no momento. Acredito que decidiram assim porque também são estes os valores que o Seiça sempre lhes transmitiu”, reforça o líder dos tricampeões distritais em título, sobre o lance em que os oureenses entenderam não se mexerem para que o adversário pudesse marcar.

Fernando Sousa Silva falhou o jogo no Cano, sofrendo à distância, num dia duplamente marcante para o histórico Presidente do Seiça. “Estava no casamento de uma das minhas filhas, mas ia procurando saber informações sobre o resultado”, confessa.

“Quando me disseram que tínhamos feito um golo, fiquei todo contente. Mas logo a seguir avisaram-me que os outros tinham marcado… Aí fiquei chateado”, assume, revelando que “ainda nem fazia ideia” que os seus jogadores tinham estendido a passadeira aos rivais.

“Só me disseram que tínhamos sofrido golo, mas não me contaram logo como foi. Só soube depois dos penaltis. Ainda bem que ganhámos! Já viu o que seria perder daquela maneira? Mas pronto… sabemos que não podemos ganhar a todo o custo e temos de estar preparados”, sublinha.

Apesar do susto, Fernando Sousa Silva não esconde o orgulho nos seus jogadores: “A atitude da minha equipa é realmente de louvar. Foi uma atitude espontânea, que não passou sequer pela equipa técnica. Foram os próprios jogadores que decidiram ali, no momento. Acabou por correr bem nos penaltis, mas estou muito orgulhoso com a atitude deles. Provaram que não queremos ganhar a todo o custo e foram felizes.”

Venham daí os ‘quartos’!
Qualificado para os quartos de final, o GDC Seiça terá pela frente a ADC São Pedro de Alva, uma formação do distrito de Coimbra no caminho dos oureenses.

“Queremos ir à final e sabemos que temos de ganhar dois jogos para lá chegar. Confiança? Temos sempre! A equipa está 100% motivada, trabalha muito e bem, tem um grande espírito de entreajuda. Quando assim é, temos todas as condições para passar mais esta eliminatória! Eu acredito muito que vamos ganhar”, vaticina Fernando Sousa Silva, em declarações exclusivas ao Derby.

É hoje! Tiago Reis revela segredos do Seiça para matar a sede de vitórias no Cano

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Tiago Rodrigo Reis lidera as ambições de uma freguesia e de um Concelho orgulhoso nas conquistas do GDC Seiça

“É nas grandes competições que o Seiça gosta de andar”. A afirmação do capitão Ângelo ficou no ouvido e todos se recordaram certamente dos dois campeonatos nacionais e do título mundial que o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça já conquistou, desde que trocou as provas da Associação de Futebol de Santarém pelas da Fundação INATEL.

Hoje, escreve-se mais um capítulo na história do clube: a partir das 17 horas, os oureenses jogam os oitavos de final do torneio Nacional, em casa da Associação Cultural e Desportiva de Cano, formação do Concelho de Sousel, Distrito de Portalegre.

Frente a frente, os campeões distritais de Santarém e de Évora (o Cano venceu um campeonato composto por clubes eborenses e portalegrenses). “Será um jogo entre as duas equipas que venceram os respetivos campeonatos distritais. Logo, será com toda a certeza um jogo equilibrado e com qualidade”, antevê Tiago Rodrigo Reis, em declarações exclusivas ao Derby.

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Tiago Reis admite que o pelado será um obstáculo mas garante ter outros trunfos para jogar

O pelado e o bafo alentejano
O jogo promete e o treinador do Seiça até concede vantagem ao rival, pelo facto de jogar em casa… num pelado à antiga portuguesa. “Existe sempre um favoritismo para quem joga estas eliminatórias em casa, principalmente porque não tem as viagens para cumprir”, sublinha.

Em rigor, há qualquer coisa como 145 quilómetros a separar Seiça e Cano. À chegada, em pleno Complexo Desportivo desta localidade do Alto Alentejo, os oureenses encontrarão um campo pelado num ambiente tórrido, com previsão de 28 graus à hora do jogo.

“Este tipo de piso será sempre uma vantagem para o adversário, mas é um jogo a eliminar e a diferença vai encurtar-se pela forma como encaramos estes jogos. Vamos fazer tudo para jogar os quartos de final em nossa casa”, promete Tiago Reis.

 

Quem não tem scouting caça com quê?
Um dos muitos vetores que marcam a diferença entre as competições ditas federadas e as da Fundação INATEL, está precisamente na falta de informação. Ao contrário do que acontece na maioria dos contextos competitivos, reina o desconhecimento entre equipas, mais ainda quando se tratam de formações de distritos distintos.

Mas o que pode ser visto como uma dificuldade, também se apresenta como uma aliciante. Um verdadeiro desafio, sobretudo para as equipas técnicas, que se veem obrigadas a contornar o problema encontrando outro tipo de soluções.

“Não conhecendo o adversário, nem a sua forma de abordar o jogo, temos vindo a preparar o desafio para nos adaptarmos o mais rapidamente ao adversário e às situações de perigo que nos poderão causar”, assume o treinador do Seiça, desvendando o véu sobre a estratégia: “Vamos procurar conseguir ter bola em posso, para impor a nossa forma de jogar. Vamos com toda a ambição de ganhar para podermos jogar a eliminatória seguinte em nossa casa!”

Quartos por reservar
O vencedor desta eliminatória já sabe que jogará sempre em casa nos quartos de final e nas meias (se lá chegar…). O adversário da próxima eliminatória, esse, sairá do confronto de amanhã (16h00), entre ADC São Pedro de Alva (INATEL Coimbra) e Técnico FC (INATEL Lisboa).

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Os seicenses esperam voar até aos quartos de final… pelo menos

Tiago Reis: da ‘cadeira de sonho’ ao título distrital «para todos os que não acreditavam no Seiça»

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Tiago Rodrigo Reis espera levar o GDC Seiça ainda mais alto na Liga INATEL | Foto Derby ©

Tiago Rodrigo Reis conduziu o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça na conquista do terceiro troféu consecutivo da Liga INATEL Santarém. Em declarações à imprensa, o treinador analisou a vitória na final de Alferrarede, lançou a candidatura ao título nacional e dedicou o troféu conquistado a todos os que… não acreditaram nesta equipa.

Depois de dois anos de interregno, o Seiça revalida o título de campeão distrital.
Tiago Rodrigo Reis – Chegámos a esta final sabendo que tipo de problemas este adversário nos poderia colocar. Trabalhámos muito e chegámos à final depois sem sofrer golos nas eliminatórias e marcando onze. Dedico esta vitória ao meu presidente, que não pôde estar presente nesta final. Dedico também aos meus jogadores pois foram eles que fizeram de mim campeão e não o contrário. Uma palavra também para a minha equipa técnica: eles aturam-me muito, é difícil acreditar durante toda a época, sobretudo perante algumas coisas que nos foram acontecendo. Passámos por muitas dificuldades, portanto, o meu muito obrigado também para eles. Depois, não posso deixar de agradecer aos meus pais, à minha família, à minha mulher! São o meu apoio. Eles sim, perdem muito tempo sem a minha presença. Agradeço-lhes do fundo do coração! Para quem não acreditava no Seiça e neste grupo de trabalho, está aí a prova: o Seiça é tricampeão!

O Seiça era favorito, tendo em conta os títulos anteriores e o campeonato que estava a fazer. As finais são para ganhar, mas cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Tiago Rodrigo Reis – Claro que sim! Nos trabalhámos muito para isto e viemos à procura de sermos felizes. Passámos por tantas dificuldades durante a época… treinar com poucos jogadores, às vezes com treinos cancelados… Estamos aqui porque fomos acreditando e as coisas aconteceram. Não foi um mar de rosas, mas o Seiça é tricampeão!

Estamos no INATEL e digamos que a responsabilidade não é a mesma do futebol federado… Qual será a próxima fase para o Seiça?
Tiago Rodrigo Reis – A próxima fase? Está aí à porta… É a eliminar e nós temos que a disputar. Já fomos duas vezes campeões nacionais e vamos à procura de mais um título.

Com esta vitória e a forma de trabalhar desta equipa, acha possível voltar a ser campeão nacional?
Tiago Rodrigo Reis – Claro que sim! Estamos focados. Esta já passou. Vamos defrontar a ACD Cano com o objetivo de passar a eliminatória.

Há quem diga que esta equipa, se competisse no futebol federado, mais precisamente na 2.ª Distrital da AF Santarém, estaria a lutar pela subida nesta altura. Concorda?
Tiago Rodrigo Reis – Envolve outras complicações… Respondendo diretamente: sim. Organização já temos. Mas temos de colocar outras situações: é preciso treinar três vezes por semana e isso não é possível neste momento. Estamos aqui, estamos talhados para esta competição e vamos à procura de mais.

E o Tiago? Procura outros voos?
Tiago Rodrigo Reis – Estou bem onde estou! Estou na ‘cadeira do sonho’. Tinha uma promessa para com os meus jogadores, para com o símbolo que represento, para com a minha terra. É um orgulho enorme ganhar pelo Seiça.

Mas há sempre a possibilidade e o bichinho. Não se treina para ganhar feijões…
Tiago Rodrigo Reis – Eu disse ao meu diretor [André Santos] que falávamos quando a época terminasse. E agora não termina tão cedo, felizmente. Esperamos que só termine a 10 de julho. É esse o nosso objetivo. Estou onde gosto e onde me sinto bem, muito concentrado nos objetivos do Seiça.

É a quinta presença consecutiva do Seiça nas finais. Aumenta o peso e a responsabilidade, até porque o Seiça já é uma imagem de marca na Fase Nacional do INATEL…
Estamos onde queremos estar! É para isto esta equipa trabalha. Vai ser a minha primeira experiência no Nacional, enquanto treinador. Vou desfrutar e vou tentar que os meus jogadores desfrutem mais uma vez. A nossa sala de troféus tem espaço guardado!

Uma palavra para estes adeptos, que vieram apoiar a equipa em grande número. Não estamos a falar de uma grande distância, mas ao preço que estão os combustíveis…
Foi uma festa bonita! Esta moldura humana é também uma imagem de marca do nosso clube. Os nossos adeptos são enormes.

A equipa reage com uma vitória na final quando chegou a ser colocada em causa no início da época, sobretudo nas primeiras jornadas, com a derrota no Bairro.
O objetivo era ser campeão. Estamos cá e somos tricampeões. Dedico esta vitória a quem não acreditou, inclusive internamente. Mas até nisso os meus jogadores foram uns homens do caraças! Acreditaram e ajudaram a tocar o barco para a frente. Pois bem, o barco chegou a Alferrarede e somos tricampeões!

Final-Liga-INATEL-Santarem_-Seica-vs-Sentieiras-Fotos-DERBY-26 Tiago Reis: da 'cadeira de sonho' ao título distrital «para todos os que não acreditavam no Seiça»

Exclusivo Derby com Paulo Évora, o Herói de Alferrarede: “Não somos um clube, somos uma família!”

Final-Liga-INATEL-Santarem_-Seica-vs-Sentieiras-PauloEvora-Fotos-DERBY-32 Exclusivo Derby com Paulo Évora, o Herói de Alferrarede: "Não somos um clube, somos uma família!"
Paulo Évora, autor do golo da vitória, saudado pelo Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, perante a alegria da Presidente da Junta de Freguesia de Seiça, Ângela Marques

Alferrarede, Campo da CUF, 29 de maio de 2022. Há um treinador de lágrimas nos olhos, jogadores em plena euforia, uma aldeia em festa na comunhão de mais uma conquista inolvidável.

O Derby testemunha o êxtase em pleno relvado e não perde a oportunidade de dar voz ao herói do jogo. Paulo Évora, defesa-central com ‘Killer Instinct’, serve-nos um banho de humildade mesclado com um hino ao espírito de grupo, minutos depois da vitória do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça na final da Liga INATEL Santarém.

O golo que é todos, a ‘família Seiça’ e o assalto ao título nacional. A história de um ‘microflash’ com mais sumo que muitas conferências… da Champions.

Derby – Qual é a sensação de decidir a final com um golo, ainda para mais sendo o Paulo um defesa-central… goleador?
Paulo Évora – É trabalho de equipa! Não gosto de ‘colocar as culpas’ num jogador porque é o trabalho de toda a equipa. Tive a sorte de ser eu a marcar o golo, mas toda a equipa está de parabéns.

Derby – Conquistar um título a jogar longe de casa, mas perante esta moldura humana, sem esquecer ao preço a que estão os combustíveis…
Paulo Évora – É para isto que vivemos… Andamos a trabalhar desde setembro para chegar a este dia e ver esta festa enorme. Felizmente já é a quinta final que vivemos, é sempre um prazer ver esta moldura humana, é isto que nos faz mover.

Derby – Tricampeões distritais, bicampeões nacionais, campeões mundiais de futebol amador. O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça já não é um clube qualquer…
Paulo Évora – Claro que não! Somos uma família! Não somos um clube, somos uma família e é isso que nos torna muito fortes.

Derby – Vem aí a Fase Nacional. Até onde pode ir o GDC Seiça nesta competição?
Paulo Évora – É sempre para cima! Sempre para cima! O nosso foco é sermos campeões nacionais. Vai ser jogo a jogo, sabemos que vai ser difícil e que vamos ter deslocações complicadas. Vamos tentar ser campeões, dando sempre o nosso melhor.

 

Texto | António Adão Farias
Fotos | Derby ©
futebol-seica-inatel-final-4 Exclusivo Derby com Paulo Évora, o Herói de Alferrarede: "Não somos um clube, somos uma família!"
“Não somos um clube, somos uma família”. A definição pode muito bem ser a explicação de mais uma conquista para o GDC Seiça

Exclusivo Derby! Capitão Ângelo e a final da Liga INATEL: “Vamos tentar trazer a taça para Seiça e gritar triiii campeão!”

futebol-seica-angelo-mc Exclusivo Derby! Capitão Ângelo e a final da Liga INATEL: "Vamos tentar trazer a taça para Seiça e gritar triiii campeão!"

futebol-inatel-bairrense-seica-3-e1653822513114-211x300 Exclusivo Derby! Capitão Ângelo e a final da Liga INATEL: "Vamos tentar trazer a taça para Seiça e gritar triiii campeão!"Na antevisão de mais um jogo histórico para o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, o Derby já lhe transmitiu a expectativa do Presidente, Fernando Sousa Silva, e a opinião do treinador, Tiago Rodrigo Reis. Faltava sentir o pulso ao balneário e, por isso, desafiámos o capitão de equipa a confessar o que lhe vai na alma.

“Estou muito orgulhoso do trajeto do Seiça até este jogo, com um grande orgulho em pertencer a esta família e ainda mais orgulhoso por carregar a braçadeira de capitão”, expressa Ângelo Marques, rasgando um elogio aos companheiros: “Qualquer um poderia usar esta braçadeira pois temos um grupo de grandes homens.”

Ao ataque, como peixe na água, o capitão Ângelo reconhece a cultura de vitória instalada num clube bicampeão distrital, bicampeão nacional e… campeão mundial. “Em relação ao jogo com o Sentieiras, seria hipocrisia não assumir algum favoritismo pois é a nossa quinta final consecutiva”, admite, reconhecendo, porém, que “esse favoritismo traz mais responsabilidade” ao grupo que lidera em campo.

“Vamos fazer o nosso trabalho, com consciência de que está um equipa do outro lado muito experiente e com tanta vontade de ganhar como nós”, promete, lembrando que apesar do favoritismo… o Seiça não vai jogar sozinho esta tarde.

“Posso prometer que vamos dar o nosso melhor, e que, todos juntos, com o apoio dos melhores adeptos do Mundo, num ambiente fantástico, vamos tentar trazer mais um troféu para Seiça e gritar triiii campeão!”, dispara, confiante.

 

Exclusivo Derby! Tiago Rodrigo Reis na antevisão da final da Liga INATEL: “Vamos à procura do tri”

A poucas horas da final da Liga INATEL Santarém, o treinador do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, Tiago Rodrigo Reis abordou o embate com o CPCD Sentieiras, em declarações exclusivas ao Derby.

“É uma final na qual ninguém tem a vantagem de jogar em casa, portanto será um jogo para três resultados possíveis. “É um adversário que conhecemos bem e sabemos do que podem ser capazes de jogar”, antevê, sublinhando o equilíbrio demonstrado ao longo dos quatro embates registados entre Seiça e Sentieiras, só nesta temporada.

Em linha com o que Fernando Sousa Silva, Presidente do Seiça, recordou em declarações igualmente exclusivas ao Derby, também Tiago Rodrigo Reis lembra que o clube assumiu desde cedo a candidatura ao título distrital.

“O nosso objectivo de estar na final distrital está conquistado, mas não ainda não ganhámos nada e vamos à procura do tri”, prometeu o técnico deste emblema oureense, que hoje pode conquistar a Liga INATEL Santarém pela terceira vez no seu historial.

futebol-inatel-seica-tiagorodrigoreis-joelangelo-carlosandre Exclusivo Derby! Tiago Rodrigo Reis na antevisão da final da Liga INATEL: "Vamos à procura do tri"
Tiago Rodrigo Reis e os adjuntos Carlos André e Joel Ângelo, podem somar mais uma conquista pelo GDC Seiça