Categoria: Destaque

Centro Desportivo de Fátima aposta em Mário Nélson

futebol-fatima Centro Desportivo de Fátima aposta em Mário Nélson
Carlos Silva, César Carvalho e Renato Pereira assistem Mário Nélson na nova equipa técnica 

O Centro Desportivo de Fátima apostou em Mário Nélson para substituir Nuno Kata, no comando técnico da equipa principal, na temporada que marca o regresso dos grenás à 1.ª Divisão Distrital.

Mário Nélson tem 42 anos, é natural de Torres Novas e tem raízes no Concelho de Ourém, mais precisamente em Caxarias. Foi um dos jogadores mais irreverentes e talentos do futebol distrital e tem carreira consolidada enquanto treinador, com troféus em todas as competições da Associação de Futebol de Santarém: campeão da 2.ª Distrital, vencedor da Taça do Ribatejo e campeão da 1.ª Distrital. Nas últimas temporadas, liderou SL Cartaxo e GD Coruchense no Campeonato de Portugal.

É técnico principal desde 2012/13, arrancando com o título de campeão da 2.ª Divisão Distrital, pela União da Chamusca. Passou pela AD Fazendense, conquistando a Taça do Ribatejo, em 2013/14, batendo o… Atlético Ouriense na final. Comandou União de Almeirim, SL Cartaxo e Coruchense antes de chegar a Fátima. Pelo meio, também treinou o Atlético Ouriense, pelo que esta será a sua segunda passagem por emblemas do nosso Concelho.

“Prometemos dar o melhor de nós”, disparou Mário Nélson, em declarações exclusivas ao Derby, logo após a oficialização da sua entrada no Centro Desportivo de Fátima.

Exclusivo! Kata despede-se do Centro Desportivo via Derby: «Muito obrigado a todos os fatimenses!»

futebol-kata-campeao Exclusivo! Kata despede-se do Centro Desportivo via Derby: «Muito obrigado a todos os fatimenses!»

Nuno Kata confirmou ao Derby a notícia que deu conta da sua saída do Centro Desportivo de Fátima e aceitou o desafio do nosso jornal no sentido de deixar uma mensagem aos adeptos grenás.

“Deixo um clube do qual gosto muito e serei sempre adepto”, vincou, na hora da despedida, não esquecendo o grupo que liderou ao longo dos últimos dois anos: “Um agradecimento especial aos meus jogadores, que fizeram tudo para que o nome do Fátima se mantivesse vivo no futebol sénior e continuasse a ser respeitado, fazendo também com que a Cidade se aproximasse novamente do clube.”

Kata muda-se para o concelho vizinho e para a freguesia do lado, assumindo o comando técnico da União da Serra, no Campeonato de Portugal. Para trás ficam duas temporadas, um balanço extremamente positivo e consagrado pela conquista do título de campeão da 2.ª Distrital e consequente promoção ao escalão máximo da Associação de Futebol de Santarém.

“Pegar no clube, talvez num dos piores momentos da história do Fátima em termos de futebol sénior, e fazer o que a equipa fez, penso que foi fantástico. Muito obrigado a todos os fatimenses”, rematou Mister Kata, em declarações exclusivas ao Derby.

Exclusivo Derby! Kata confirma saída do Centro Desportivo de Fátima para assumir o comando da União da Serra

Exclusivo Derby! Kata confirma saída do Centro Desportivo de Fátima para assumir o comando da União da Serra

futebol-kata-e-carlos-goncalves-3 Exclusivo Derby! Kata confirma saída do Centro Desportivo de Fátima para assumir o comando da União da Serra
Nuno Kata vai assumir o lugar deixado em aberto pela saída de Carlos Gonçalves

O treinador campeão distrital pelo Centro Desportivo de Fátima está de saída, depois de duas temporadas a contribuir decisivamente para a consolidação do projeto grená, na hora do regresso do clube às competições seniores.

“Deixo um clube do qual gosto muito e serei sempre adepto”, vincou Nuno Kata, em declarações exclusivas ao Derby, esta quinta-feira.

Nuno Kata aceitou o convite da União Desportiva da Serra e vai assumir o lugar deixado em aberto pela saída do oureense Carlos Gonçalves, que foi seu adjunto nos tempos do Fátima SAD. Mister Cajó terá evocado razões pessoais para colocar um ponto final na ligação aos serranos, depois de se ter sagrado campeão distrital de Leiria, garantindo a subida do clube ao Campeonato de Portugal.

A dança de treinadores terminará com o anúncio do novo técnico do Centro Desportivo de Fátima, que estará por horas. Ao que o Derby apurou, trata-se de um treinador com origens no Concelho de Ourém e currículo de respeito na 1.ª Divisão Distrital de Santarém e no Campeonato de Portugal.

Oureense em grande no Europeu! Diana Silva arranca penalty e marca por Portugal

futebol-portugal-diana-silva Oureense em grande no Europeu! Diana Silva arranca penalty e marca por Portugal
Clique na imagem e assista aos melhores momentos do jogo

Um penalty sofrido e um golo marcado. Diana Silva esteve ‘on fire’ diante da Holanda, na 2.ª ronda do Grupo C do Euro’2022.

A oureense voltou a ser titular por Portugal e foi mesmo a grande responsável pela boa imagem irreverente e talentosa que a Seleção Nacional deixou diante das campeãs europeias em título.

A Holanda tomou a frente do jogo com dois golos de rajada (7´e 16’), mas Portugal reentrou na discussão ainda antes do intervalo e empatou o duelo logo no início da 2.ª parte. Primeiro, na sequência de um penalty sofrido por Diana Silva e devidamente convertido em golo por Carole Costa (38’); depois, inverteram-se os papéis, com Carole a cruzar e Diana a empatar de cabeça.

Portugal estava relançado no jogo e só o golo da jornada desfez o sonho. Daniëlle van de Donk disparou do meio da rua e acertou em cheio no 3-2. Faltava jogar meia hora, mas já não houve volta a dar.

Com um empate e uma derrota, a Seleção Nacional segue no 3.º lugar do grupo, mas ainda pode sonhar com os quartos de final do Euro’2022. Tem (sempre) de vencer a Suécia e esperar que a Holanda não perca com a Suíça. O Grupo C conclui-se no próximo domingo, com ambos os jogos às 17 horas.

portugal-classificacao Oureense em grande no Europeu! Diana Silva arranca penalty e marca por Portugal

Prémio Fair Play! Fundação INATEL distingue nobreza de caráter dos jogadores do Seiça

futebol-seica-fair-play Prémio Fair Play! Fundação INATEL distingue nobreza de caráter dos jogadores do Seiça

A Fundação INATEL distinguiu a equipa de futebol do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça com o Prémio Fair Play, destacando o comportamento dos jogadores e, sobretudo, a nobreza de caráter demonstrada no duelo dos oitavos de final.

Aproveitando a presença dos oureenses na Final Nacional, Ângelo Marques foi chamado a receber uma recordação alusiva a esta distinção. O capitão do Seiça quebrou o protocolo, fazendo questão de chamar toda a equipa ao palco, lembrando que o gesto partiu de todos enquanto grupo respeitador dos valores do desporto.

Tal como o Derby noticiou em primeira mão, os jogadores do Seiça tomaram uma atitude rara em competição, permitindo que o adversário fizesse um golo, depois de eles próprios terem chegado à vantagem num lance que colocou em causa os valores do fair-play porque decorreu enquanto um adversário estava caído no pelado.

Aconteceu em Cano, no Alto Alentejo, no duelo dos oitavos de final, um dia memorável para a Fundação INATEL porque ali viu bem reforçados os valores que impõe (ou tentar impor…), que foi apenas um dia normal na vida do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, defensor da verdade desportiva e dos valores do fair play, seja qual for o contexto competitivo.

Aliás, os oureenses voltaram a dar uma lição de desportivismo em plena Final Nacional. Depois da derrota nos penaltis e de um jogo inteiro a lidar com ameaças, agressões físicas e verbais e todo o tipo de comportamentos desadequados dos adversários, foram os primeiros a felicitar os mesmos assim que o título ficou entregue.

Quartos em risco! Seiça oferece golo ao rival e apanha susto daqueles

Arqueiros de Ourém de mira afinada no Convento de Cristo e no Castelo de Tomar

tiro-com-arco-juvouriense-rota-dos-castelos-tomar-2-e1657714839499 Arqueiros de Ourém de mira afinada no Convento de Cristo e no Castelo de Tomar
Célia Jorge, Sérgio Poupado, Mário Gil, Paulo Almeida, Luís Neves e Patrícia Silva representaram a Juventude Ouriense em Tomar

A formação de Tiro com Arco da Juventude Ouriense partiu à conquista de mais uma prova da Rota dos Castelos, disputada em pleno património classificado da UNESCO, entre o emblemático Castelo de Tomar e o mítico Convento de Cristo.

Trajados a rigor e de arco sempre em riste, os arqueiros oureenses afinaram a pontaria e dispararam “contra guerreiros inimigos, gárgulas, bruxas, javalis, lagartos e até… corvos”, a partir de “hortas, muralhas, túneis secretos, fontes subterrâneas, jardins e de uma fantástica e fresquíssima adega”, segundo contou Sérgio Poupado, arqueiro e mentor da modalidade na Juventude Ouriense.

O calor intenso foi outro obstáculo, mas nem por isso os arqueiros da Juventude Ouriense deixaram de apresentar resultados. Pelo contrário, sucederam-se os pódios individuais, devidamente complementados por um 2.º lugar a nível coletivo.

A concorrer na vertente ‘Arco Longbow’, destacaram-se Célia Jorge, vencedora no escalão ‘Mancebos Femininos’, Patrícia Silva, líder entre “Damas” e Mário Gil, 2.º classificado entre “Cavaleiros”.

Luís Neves, Sérgio Poupado e Paulo Almeida completaram o batalhão de arqueiros oureenses, contribuindo igualmente para a belíssima classificação obtida entre clubes.

 

tiro-com-arco-juvouriense-rota-dos-castelos-tomar-7 Arqueiros de Ourém de mira afinada no Convento de Cristo e no Castelo de Tomar

The Amazing Espite Trail adiado por força da violência dos incêndios

292778293_385072987052667_103341228529065227_n-212x300 The Amazing Espite Trail adiado por força da violência dos incêndiosO Clube Desportivo de Espite oficializou o adiamento do The Amazing Espite Trail, um evento inicialmente agendado para o próximo domingo, mas inevitavelmente adiado para data a anunciar em momento mais oportuno.

A decisão prende-se com o flagelo dos incêndios que continuam a assolar o país, com especial incidência sobre a região norte do Concelho de Ourém, sendo Espite uma das freguesias mais prejudicadas.

“Estamos perante uma catástrofe, alheia a esta organização. Tendo em conta os prejuízos derivados da mesma, a organização decidiu dar a possibilidade de reembolso de 50% da inscrição para atletas que não pretendam participar na nova data a indicar”, comunicou o clube, nas redes sociais.

Horas depois desta comunicação, o próprio Município de Ourém decretou “o cancelamento de todas as festas, romarias, atividades culturais, desportivas e recreativas até ao dia 18 de julho”, precisamente em virtude da Situação de Contingência decretada pelo Governo, na sequência da catástrofe que se abateu em todo o país.

 

Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

entrevista-derby-sergio-pinto-1 Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Depois de mais uma década como jogador e treinador adjunto, Sérgio Pinto aceitou o desafio de comandar a primeira equipa sénior feminina da história do Juventude Ouriense. Pelo meio, assumiu o risco de acumular funções ao leme da formação masculina, numa decisão corajosa da qual não se arrepende. Exclusivamente dedicado ao futsal feminino, encara a próxima época com ambição: “Queremos chegar à Taça Nacional e subir de divisão.”

Entrevista Derby com… Sérgio Pinto

Derby – Que balanço faz da temporada a nível coletivo?
Sérgio Pinto – Faço um balanço muito positivo. Fica a clara sensação de que podíamos ter chegado mais longe na Taça Distrital. Esse é, sem dúvida, o maior amargo de boca que levamos desta época. Foi um projeto em ano de estreia que nos obrigou a muito trabalho. Começámos a trabalhar no projeto em Fevereiro de 2021. Sabíamos perfeitamente do potencial por explorar no futsal feminino e o nosso grande foco é valorizar o desporto feminino, especificamente o futsal. Partindo daí, e tendo em conta que este foi o primeiro ano, ainda com uma pandemia mundial a dificultar a vida de todos, acho que o balanço tem de ser muito positivo.

 

Derby – A nível individual, foi a sua primeira temporada como treinador principal. Foi muito diferente do que idealizava?
Sérgio Pinto –  As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Ser treinador era um desejo de há muitos anos e sabia que seria algo que iria acontecer de forma natural. Ao longo desses anos, fui-me preparando e trabalhando para ser o mais competente possível assim que tivesse uma oportunidade. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha. Por isso, é óbvio que, de ano para ano, estarei mais preparado e com mais experiência, o que ajudará no meu trabalho. Mas não posso dizer que tenha sido apanhado de surpresa, até porque já tinha trabalhado como treinador adjunto em 2011/12, numa equipa de juniores, assim como na época passada, na equipa de seniores masculinos da Juventude Ouriense.

As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha

 

Derby – No último terço da época, aceitou o desafio de assumir também a equipa sénior masculina. O que o levou a aceitar esse convite com a temporada em curso?
Sérgio Pinto –  A realidade é que quando entrei, faltava uma jornada para acabar a 1ª volta. Aceitei esse desafio por duas grandes razões: a primeira, por sentir que o projeto estava numa fase de mudança e que eu poderia ajudar nessa mudança, porque conhecia o plantel muito, muito bem. A segunda, porque a Juventude Ouriense ajudou-me a crescer como jogador, deu-me a primeira oportunidade de integrar uma equipa técnica em 2011/12, a época passada voltou a acreditar em mim para ser treinador adjunto na equipa sénior masculina, depois de ter deixado de jogar. Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim. E essas foram as grandes razões para aceitar o desafio: o clube mostrar que precisava de mim e eu sentir que podia ajudar o clube.

 

Derby – Teria sido mais confortável recusar, até para preservar a sua imagem como treinador, se as coisas não resultassem como se pretendia. Podemos entender a sua decisão como um ato de coragem de um treinador sem medo de assumir riscos e desafios?
Sérgio Pinto –  Eu prefiro deixar a palavra coragem para coisas mais importantes da nossa vida. Mas, sem dúvida que sentia que era muito mais confortável recusar. Para o exterior, tinha muito mais a perder do que a ganhar e, no meio de uma época que estava a ser interessante na equipa feminina, era fácil não correr esse risco. A realidade é que além do que eu disse na pergunta anterior, nós aprendemos em todas as situações. Das melhores, às mais adversas. E eu cresci muito com esse desafio. O empenho e a dedicação foram iguais às que tive no feminino. Quem trabalhou comigo sabe isso. Aquilo que passa para quem só vê os resultados semanalmente, ou mesmo o jogo a cada fim de semana não me preocupa assim tanto, porque no final eu saí bem melhor treinador do que era antes.

futsal-sergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
Sérgio Pinto levou a equipa feminina ao pódio do Inter Distrital na época de estreia das azuis

 

Derby – A equipa feminina tinha condições para mais do que o 3.º lugar ou é um resultado que o deixa satisfeito?
Sérgio Pinto –  Acho que a classificação final se adequa àquilo que fizemos ao longo da época. A equipa tem um potencial enorme, mas há dores de crescimento que não são possíveis de fugir. O plantel foi tendo várias mudanças ao longo da época. Das jogadoras que trabalharam comigo, só uma tinha estado em competição na época anterior. Tivemos um plantel com realidades muito diferentes. Desde jogadoras com vários anos de futsal, até jogadoras que só tinham jogado futebol 11 ou até quem nunca tivesse sido federada. Colocar tudo isto em cima da mesa e fazer uma equipa competitiva não é fácil. Olhamos para as duas equipas que ficaram à nossa frente e a realidade é completamente diferente. Mesmo assim, tivemos a capacidade de jogar olhos nos olhos com essas equipas e em muitos momentos sermos superiores, sendo sempre fiéis à nossa ideia de jogo. A classificação acho que é a normal. O processo de crescimento, esse sim, deixa-me muito satisfeito e deve-se ao caráter fantástico que as minhas jogadoras têm.

Assumir a equipa masculina foi um ato de coragem? Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim […] Era muito mais confortável recusar […] Para o exterior, tinha tinha muito mais a perder do que a ganhar. 

Derby – E a equipa masculina? A que se devem as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível dos resultados desportivos, que ficaram aquém do esperado.
Sérgio Pinto –  Foi uma época muito atribulada. As várias mudanças no plantel a meio da época e mudanças na equipa técnica criam uma instabilidade grande à equipa. Depois também fomos muito castigados com lesões ao longo da época, mas essas infelizmente fazem parte. A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu que fui o treinador da equipa. Acredito que tudo isto tenha servido de lição e que o passo atrás que se deu a certa altura, sirva para no futuro dar várias passos em frente no projeto.

Derby –  Depois de vários anos ligado ao futsal masculino, como jogador e também como treinador adjunto, quais as principais diferenças que sentiu na comparação com a realidade do futsal feminino?
Sérgio Pinto –  Existem várias, umas que são normais e outras que se o são, têm de deixar de ser. Senti da parte de diversos agentes desportivos uma desvalorização do futsal feminino. Os projetos são muito menos preparados e pensados. Os árbitros são algumas vezes menos rigorosos em algumas questões, permitindo situações que não vão ao encontro das leis de jogos, ao invés de ter uma atitude pedagógica de forma a todos aprenderem. Por outro lado, existe um compromisso, vontade de trabalhar e dedicação nas jogadoras com quem trabalhei, que é muito difícil encontrar no masculino. E esse fator parece-me transversal às equipas femininas.

futsal-juvouriense-sergiopinto-mascara Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
A pandemia foi outro obstáculo que tornou o desafio ainda mais complexo… e aliciante

Derby –  Como avalia o crescimento do futsal feminino e o que ainda há a fazer para ser cada vez mais valorizado?
Sérgio Pinto –  O crescimento tem sido evidente, basta ver as audiências das transmissões de jogos e público presente nos estádios e pavilhões. O potencial é, ainda assim enorme, e somos todos nós, que fazemos parte desta dinâmica, que temos de convencer as pessoas a valorizarem ainda mais o desporto feminino e, no nosso caso em concreto, o futsal feminino. Nós estamos na base da pirâmide e se nós elevarmos a qualidade de trabalho e a seriedade a nível distrital, vamos obrigar a quem está nas divisões nacionais a melhorar também.

A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu. 

Derby – Na próxima época, volta a assumir apenas a equipa feminina…
Sérgio Pinto –  No masculino, desde o início que todos sabíamos que a minha missão era até ao final da época, independentemente dos resultados. Em relação à equipa feminina, só foi oficializado na semana passada, mas estamos já há algum tempo a trabalhar na preparação da próxima época.

Derby – Qual o objetivo para a próxima temporada?
Sérgio Pinto – Passa por fazer melhor que na época anterior e fazer melhor no campeonato é chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital é chegar à final e ganhar. Os objetivos têm de ser esses. Se o vamos conseguir ou não, veremos no final da época, porque com certeza haverá outras equipas a lutar pelo mesmo e as vagas não são ilimitadas. Mas não podemos ter medo de assumir que é para isso que planeamos a próxima época e não fazia sentido não ambicionar mais do que fizemos na época de estreia.

Objetivo para a próxima época? Queremos chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital, queremos chegar à final e ganhar

Derby – Como é que se define enquanto treinador?
Sérgio Pinto –  Prefiro sempre que sejam os outros a falar sobre mim, acho que nunca temos o distanciamento que é preciso para nos avaliarmos a nós próprios. Mas, em linhas gerais sou alguém que é apaixonado pelo desporto, pelo futsal e que se dedica a 100% aos projetos que abraça. Tendo essa exigência para comigo, obviamente que me leva a ter essa exigência com aqueles que comigo trabalham.

Complete a frase: as equipas do mister Sérgio Pinto caracterizam-se por…
… serem equipas intensas, que deixam tudo em campo, trabalhando sempre para valorizar o clube e a modalidade que representamos. Isso é algo que só depende de nós e que é inegociável.

futsal-juvouriensesergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

André Gonçalves ultrapassa problemas físicos e consegue terminar as duas corridas do Estoril

motociclismo-andregoncalves-superbikes-estoril1corrida2 André Gonçalves ultrapassa problemas físicos e consegue terminar as duas corridas do Estoril

Melhor era realmente impossível. André Gonçalves sofreu com as consequências do problema físico que lhe perturbou a preparação para esta etapa e perdeu a liderança do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV).

O piloto oureense sofreu um problema renal dias antes do arranque da 3.ª etapa do CNV, que obrigou, inclusive, a tratamento hospitalar. Apesar das debilidades físicas, André não abdicou de sair para a pista e concluiu as duas corridas do fim de semana, embora os resultados não tenham sido suficientes para manter a liderança da geral.

No Sábado, dia da Corrida 1, André arrancou com o 3.º melhor tempo da qualificação e concluiu as 15 voltas ao circuito na 4.ª posição, fora do pódio, pela primeira vez na época.

Apesar das dificuldades físicas, o oureense voltou a sair para a pista no dia seguinte. Fez o segundo melhor tempo da qualificação, mas não conseguiu aguentar o ritmo em prova e fechou no 5.º lugar.

As dores, o calor extremo e o cansaço acumulado provocaram uma quebra física e travaram a ascensão meteórica do piloto de Caxarias, que continua a ser a grande sensação do circuito esta temporada.

Aliás, apesar de ter conseguido concluir as duas corridas do Estoril II, voltou a precisar de assistência hospitalar no dia seguinte, prova da dureza a que tem sido sujeito. Sem desistir.

André Gonçalves liderava a prova rainha do Campeonato Nacional de Velocidade, precisamente na sua época de estreia nas superbikes.

O #92 vinha de uma surpreendente dobradinha em Portimão, na segunda ronda do circuito, depois de ter aberto a temporada com dois pódios no Estoril.

Porque “ninguém joga assim” Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípios

futebol-seica-final-inatel-2022-7 Porque "ninguém joga assim" Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípios
O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça participou pela quarta vez numa Final Nacional da Liga INATEL

assinatura-derby-cronica-212x300 Porque "ninguém joga assim" Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípiosO Grupo Desportivo e Cultural de Seiça foi o finalista vencido da grande FINAL Nacional da Liga INATEL, perdendo para o Ginásio Clubes de Sines, mas apenas no desempate por grandes penalidades.

Focados na sua missão e comprometidos com o objetivo de conquistarem o título nacional pela terceira vez, os oureenses mantiveram-se (demasiadamente) fiéis aos princípios inerentes a esta competição, colocando o desportivismo, o fair-play e o respeito pelos adversários acima da sua própria ambição.

Foi precisamente graças a esta atitude que o GDC Seiça começou a ganhar ainda antes do jogo. A Fundação INATEL fez questão de homenagear os jogadores pela atitude protagonizada nos oitavos de final, quando os seicenses arriscaram o seu próprio destino na competição, ao abrirem caminho para que o adversário marcasse um golo.

Sucede que nem todas as equipas conseguem revelar o mesmo grau de elevação e grandeza, nos momentos de decisão. Foi o que aconteceu nesta grande final.

O GDC Seiça encontrou um obstáculo impossível de contornar, em função dos valores que tanto defende. A agressividade extrema, a falta de educação, o desrespeito por uma equipa de arbitragem insegura perante o conflito e incapaz de se impor enquanto autoridade em campo, foi comum à maioria dos adversários, salvo raras e honrosas exceções.

O futebol jogado não foi propriamente bonito e algumas atitudes tiveram o condão de estragar uma tarde que poderia ter sido de festa. Manuel Guerreiro, camisola 4 do Ginásio Clube de Sines, levou o apelido demasiado a sério e partiu para uma verdadeira guerra sem quartel, plena de cenas tristes, documentada em direto para todo o país, entre agressões, insultos, ameaças a jogadores, árbitros e adeptos. Tudo o que pensávamos ser impossível de assistir numa competição de cariz lúdico como a Liga INATEL.

 

Guerreiro foi expulso a 10 minutos do fim, à terceira intervenção digna de vermelho direto, a primeira delas, aos 4 minutos, com agressão a Tommy Remédios, que teria dado penalty e expulsão. Está nas regras e não pode ser exceção, se a Fundação INATEL quiser continuar a credibilizar esta competição.

O filme do jogo conta-nos a história de um duelo mal disputado, mas bastante renhido, com duas oportunidades soberanas para o Seiça e outra para o Sines. Ninguém conseguiu marcar no tempo regulamentar. E nos penaltis, brilhou o guarda-redes rival, assegurando o primeiro troféu da história do Ginásio Clube de Sines, um emblema que merece respeito bem maior do que alguns dos seus jogadores demonstraram por si próprios, ao longo de todo o jogo.

“Ninguém joga assim”. O cântico ecoou entre as largas dezenas de oureenses que foram a Lisboa apoiar o Seiça. E repetiu-se a cada manifestação de violência em campo. E foram tantas.

Os oureenses foram a equipa mais madura em campo e beneficiaram das melhores oportunidades para evitar a lotaria dos penaltis.

Goste-se ou não do estilo, o Ginásio Clube de Sines aguentou o barco e fez merecer a vitória final.

O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça perdeu a Batalha de Lisboa, mas manteve-se fiel aos seus princípios e conquistou o coração de todos os defensores dos valores do desportivismo. Chapeau.

futebol-seica-final-inatel-2022-8 Porque "ninguém joga assim" Seiça perde na Batalha de Lisboa mas mantém-se fiel aos seus princípios
As gentes de Seiça foram incansáveis no apoio à equipa, confortando jogadores, treinadores e dirigentes na hora de uma derrota que não belisca o percurso dos tricampeões distritais