Autor: derbydeourem

Jornal local e regional, especializado em informação desportiva do Concelho de Ourém.

Treinador do Atlético eleva a fasquia: “Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube”

entrevista-derby-Pedro-Gil-Vieira Treinador do Atlético eleva a fasquia: "Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube"

A poucos dias do pontapé de saída na pré-temporada, Pedro Gil Vieira passa em revista a temporada passada e projeta a que se avizinha. Da série negra à maré positiva, sempre com bom futebol pelo meio, uma imagem de marca da qual o treinador não abdica, à entrada para uma temporada com objetivos bem definidos: fazer um campeonato tranquilo… e meter as mãos na Taça.

 

Entrevista Derby com… Pedro Gil Vieira

Texto António Adão Farias | Fotos Nuno Henriques ©

 

Derby – Era adjunto na equipa sénior feminina e passa a treinador principal da formação masculina. O que o levou a aceitar o desafio?
Pedro Gil Vieira – Foi a minha primeira experiência no futebol feminino, a convite do mister e amigo Marco Ramos para integrar a sua equipa técnica. Sempre estive ligado ao futebol masculino e o que me levou a aceitar o desafio foi isso mesmo: o desafio. Nunca escondi ao mister Marco Ramos que a minha prioridade era o masculino, e a oportunidade apareceu, apesar de ter ficado bem impressionado pela qualidade que já se pratica no futebol feminino.

Derby – Assume a equipa sénior masculina do Atlético e passa 9 jogos sem ganhar, com 7 derrotas e 2 empates pelo meio. Como é que um treinador resiste a uma sequência tão negativa? Pensou desistir?
Pedro Gil Vieira – A sequência negativa já vinha mais longa ainda, e não é fácil trabalhar sobre derrotas. O apoio da direção e jogadores foi muito importante, apesar de os resultados não se estarem a traduzir em vitórias. Sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, o trabalho iria trazer outros resultados, pois tínhamos bons indicadores disso mesmo. Quanto a desistir, não me passou pela ideia até porque não faz parte da nossa essência.

Derby – Coloca um ponto final na série negra, com uma vitória ao 10.º jogo no comando. E acaba a época com 5 triunfos nos últimos 7 jogos, garantindo a manutenção. Qual foi o segredo para libertar a equipa em termos psicológicos?
Pedro Gil Vieira – O segredo foi o trabalho de todos, principalmente dos jogadores que sempre acreditaram nas suas qualidades e no que lhes íamos transmitindo. Depois da tempestade veio a bonança.

 

Manutenção na 1.ª Distrital? O segredo foi o trabalho de todos, principalmente dos jogadores que sempre acreditaram nas suas qualidades e no que lhes íamos transmitindo. Depois da tempestade veio a bonança

 

Derby – Enquanto treinador, qual foi o melhor momento que viveu na época passada? E o mais difícil?
Pedro Gil Vieira – O melhor momento da época passada foi ver uma equipa alegre novamente com os jogadores felizes no treino. O mais difícil foi mesmo a lesão do João Baptista, no jogo frente ao União de Tomar, onde este teve que ser imobilizado e transportado ao hospital após um choque violentíssimo e arrepiante com o nosso guarda-redes, Tiago Palaio. Agradeço novamente ao corpo de bombeiros e serviços médicos pela rápida ajuda ao João.

Derby – Nova temporada, novos desafios. Renovar com o Atlético Ouriense foi uma decisão fácil para si?
Pedro Gil Vieira – Sim, foi fácil. Gosto do clube, gosto das pessoas e sinto-me bem em Ourém. É um clube com valores e identifico-me com isso.

Derby – Quais são os objetivos principais para a nova época?
Pedro Gil Vieira – Para a próxima época, os objetivos passam por fazer um campeonato mais tranquilo potenciando os jovens jogadores do clube.

 

O melhor momento da época passada foi ver uma equipa alegre novamente com os jogadores felizes no treino. O pior? A lesão do João Baptista em Tomar, num choque violentíssimo e arrepiante com o nosso guarda-redes, Tiago Palaio.

 

Derby – Vai manter a base da equipa ou podemos esperar grandes movimentações no mercado de transferências?
Pedro Gil Vieira – Vamos manter a base da equipa pois acreditamos no valor dos nossos jogadores. Temos jogadores de referência no nosso distrito, com qualidades humanas e futebolísticas que aprecio muito, e que têm um papel muito importante naquilo que é um grupo de trabalho, onde ajudam os jogadores mais novos a crescer e evoluir. Quanto a entradas e saídas, estamos a colmatar alguns sectores para aumentar a competitividade dentro da equipa, aumentando o leque de opções.

Derby – Poder trabalhar a equipa desde a pré-época será seguramente uma vantagem para si. Qual é a sua proposta de jogo? O que é que os adeptos do Atlético podem esperar da equipa?
Pedro Gil Vieira – A vantagem será termos mais algum tempo de preparação, mas nunca é fácil. O que os adeptos do Atlético podem esperar da equipa, é sentirem que os jogadores demonstram vontade de lutar pela conquista dos 3 pontos, honrando o símbolo do clube que já conta com 73 anos de história.

Derby – Uma boa temporada para o Atlético seria…
Pedro Gil Vieira – Uma boa temporada seria colocar o nome do Clube Atlético Ouriense nos lugares cimeiros da tabela classificativa, projetando e potenciando os nossos jogadores, e colocar a taça do Ribatejo na montra do clube.

Derby – Complete a frase: as equipas do mister Pedro Gil Vieira caracterizam-se por…
Pedro Gil Vieira – … serem equipas competitivas.

 

Uma boa temporada seria colocar o nome do Clube Atlético Ouriense nos lugares cimeiros da tabela classificativa, projetando e potenciando os nossos jogadores, e colocar a Taça do Ribatejo na montra do clube

futebol-atlouriense-pedro-gil-vieira-10 Treinador do Atlético eleva a fasquia: "Campeonato tranquilo e Taça do Ribatejo na montra do clube"

Diana Silva marca pelo Sporting e defronta Benfica na final

futebol-Diana-Silva Diana Silva marca pelo Sporting e defronta Benfica na final
Diana Silva é a melhor marcadora da história das leoas | Foto SCP

Com (mais) uma exibição soberba, Diana Silva contribuiu decisivamente para o sucesso do Sporting Clube de Portugal nas meias-finais da Supertaça-

As vencedoras em título da Taça da Portugal derrotaram o FC Famalicão, por 3-0, num duelo claramente marcado pela influência de Diana Silva na manobra ofensiva das verde e brancas.

A atacante oureense, que atirou ao poste logo aos 7 minutos, contribuiu com um golo e uma assistência, para Ana Capeta, reeditando uma parceria de sucesso que já vem dos tempos em que ambas alinhavam no Clube Atlético Ouriense.

A melhor marcadora da história do Sporting tem encontro marcado com o SL Benfica, na final da Supertaça. As águias, campeãs nacionais em título, bateram o SC Braga na sua meia-final, igualmente por 3-0. A 26 de agosto, há derby no Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria.

André Pereira já é ‘finisher’ do Circuito Nacional de Ultra Trail

trail-fatimatt-andre-pereira-teofilo-casimiro André Pereira já é ‘finisher’ do Circuito Nacional de Ultra Trail
André Pereira e Teófilo Casimiro representaram o Fátima Trail Team nos Ultra Trilhos Rocha da Pena

Desceu ao Algarve, cumpriu com distinção os Ultra Trilhos de Rocha da Pena (UTRP) e garantiu o estatuto de ‘finisher’ no Circuito Nacional de Ultra Trail da Associação de Trail Running de Portugal.

André Pereira foi o quarto atleta do Fátima Trail Team a concluir quatro provas do Circuito Nacional, requisito obrigatório para ser considerado na classificação final do mesmo, juntando-se a Fábio Lamas, Jorge Vieira e Paulo Roque, seus colegas de equipa na formação fatimense.

Este oureense natural de Toucinhos, Alburitel, foi 28.º classificado na tabela geral do UTRP 49km, tornando-se também no 5.º colocado do escalão M40, depois de concluir o percurso em 6h38m51.

Igualmente atleta do Fátima Trail Team, mas natural de Ourém, Teófilo Casimiro também cortou a meta em Loulé, mas no TLRP25km, outra prova englobada no mesmo evento. O juiz de hóquei em patins fez a distância em 2h55m55s e fechou no 31.º lugar da geral, com 5.º posto em M45.

Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense

futebol-atlouriense-ana-rita-oliveira-e-claudia-rocha Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense

Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Clube Atlético Ouriense, lutando pela titularidade com um objetivo comum: ajudar o emblema da Caridade a garantir a manutenção na Liga BPI.

Ana Rita Oliveira tem 24 anos e apesar da tenra idade é uma das guarda-redes mais experientes na Liga BPI, contando passagens por SC Braga, Vilaverdense, Famalicão, Amora e Torreense.

Ana Rita Oliveira já foi convocada para a Seleção Nacional ‘A’, mas nunca representou Portugal em campo. Ainda assim, soma 28 internacionalizações pelas seleções jovens nacionais.

futebol-atlouriense-ana-rita-oliveira.-jpg Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense
Ana Rita Oliveira começou a última temporada no Amora FC e terminou na baliza do Torreense

Cláudia Rocha tem 23 anos e chega a Ourém proveniente do Valadares Gaia, emblema que representou nas últimas cinco temporadas, depois de ter cumprido a sua formação no Boavista e de ter representado as axadrezadas na 1.ª Divisão do Campeonato Nacional em 2016/17. Não soma internacionalizações, mas já foi convocada para estágios das seleções nacionais jovens.

A dupla de guardiãs vem resolver o problema criado pela saída de Anne Ulliac, internacional canadiana que representou o Atlético na última temporada, por empréstimo do Sporting Clube de Portugal.

Cláudia Rocha foi a única guardiã presente no primeiro dia de treinos, no último sábado, mas o Derby sabe que Ana Rita Oliveira integrou o plantel no início desta semana.

fut-atlouriense-claudia-rocha Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense
Cláudia Rocha representou o Valadares Gaia nas últimas cinco temporadas

Uma aventura inesquecível com direito a ‘prémio de montanha’ na etapa rainha da Volta à Portugal

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-2-e1660060099146 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O quinteto do Grupetto Per Caso viveu um dia absolutamente inesquecível em plena Volta a Portugal

Serra da Estrela, Alto da Torre, 7 de agosto de 2022. Volta a Portugal em Bicicleta, octogésima terceira edição, a mítica Subida à Torre. Uma aventura inesquecível para cinco corredores oureenses.

Hugo Simões, Pierre Ribeiro, Rui Ferreira, Vasco Lopes e Viviano Inácio não pertencem ao pelotão que vai correndo parte do país até 15 de agosto, mas viveram por dentro as emoções fortes da etapa-rainha.

Este quinteto de ciclistas integra o Grupetto Per Caso, um grupo oureense de corredores amadores, que o Derby já lhe apresentou. Apaixonados por ciclismo de estrada, não perderam a oportunidade de acompanhar a etapa mais ansiada da Volta, testando eles próprios a dureza da subida ao ponto mais alto de Portugal Continental.

Em declarações exclusivas ao Derby, os cinco trepadores reviveram a mítica subida do último domingo. “No meu caso, foi a segunda vez que fui ver a chegada do pelotão à Torre. A ideia surgiu do Bruno, há um ano. Agora demos continuidade e queremos impor a tradição de representar o Grupetto Per Caso na mítica subida à Torre”, conta-nos Vasco Lopes.

Bruno Marques, grande mentor da iniciativa em 2021, ficou em terra, traído por uma indisposição de última hora. “Comi alguma coisa que me fez mal no sábado e passei mal durante a noite”, lamenta.

A Etapa 3 da Volta a Portugal ligou a Sertã ao Alto da Torre, expondo o pelotão à dureza de 159 quilómetros maioritariamente a subir. Hugo, Pierre, Rui, Vasco e Viviano fizeram questão de cumprir os últimos 30km do percurso, precisamente a partir do momento em que a etapa começou a inclinar-se vertiginosamente rumo ao cume da serra. Em dose dupla!

“Partimos de Tortosendo e subimos à Torre pelo lado da Covilhã, com descida a Manteigas pelo Vale Glaciar e nova subida a Penhas Douradas e Sabugueiro, antes de mais 18km de subida pura e dura de volta à Torre”, explica Vasco, revelando o verdadeiro carrossel do pedal que o Grupetto Per Caso experimentou, no domingo.

“Para mim, foi a estreia e a sensação foi de sofrimento total”, assume Pierre Ribeiro, denunciando a subida em dose dupla, idealizada pelo companheiro Vasco Lopes para apimentar ainda mais o percurso. “Um rapazinho cá do grupo teve a excelente ideia de subir à Torre duas vezes, mas foi espectacular apreciar aquelas paisagens”, assume Pierre, lamentando apenas que o flagelo dos incêndios também tenha marcado a tirada, destruindo grande parte da paisagem.

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-1-e1660060905681-300x193 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O verdadeiro Prémio de Montanha…

Viviano Inácio subiu à Torre pela primeira vez e partilha das mesmas sensações dos colegas, sublinhando ao Derby aquilo que mais o marcou, sem esquecer o maior de todos os prémios. “Foi o feeling de sofrimento e de ultrapassar os limites para atingir o objetivo. O que eu tive de sofrer para comer a mítica sandes…”, recorda, aludindo àquela combinação irresistível de queijo e presunto a envolver um bom pão caseiro, à moda do Ti Branquinho, um café cirurgicamente colocado junto à nascente do Mondego.

“Não sei qual das subidas custa mais… Se a da Torre ou aquelas curvas todas antes da tasca”, questiona Rui Ferreira.

“A tasca parecia uma miragem, nunca mais surgia no horizonte”, desabafa Viviano Inácio que foi à fonte com tanta sede que acabou a barrar a dita sandes com uma verdadeira injeção de açúcar. “Íamos esganados, o Viviano acompanhou a dele com marmelada”, atira Vasco Lopes, à gargalhada.

Quando Maurício Moreira, Luís Fernandes e Frederico Figueiredo chegaram à Torre, já o Grupetto Per Caso os tinha aplaudido entre a multidão, a 10 km da meta, vitoriando os verdadeiros profissionais num dia absolutamente inesquecível para este quarteto de oureenses, que já só pensa… em repetir a aventura.

“Também foi a minha primeira vez e espero que possa ser a primeira de muitas. Obrigado a todos pela excelente companhia e pelo grande dia que passámos juntos”, vinca Hugo Simões.

“Estamos a apontar para 1 ou 8 de outubro”, revela Vasco Lopes, apontando os verdadeiros encantos de uma tirada verdadeiramente especial para quem pedala por prazer. “Participámos na festa do ciclismo, com uma sensação de sofrimento, mas também de superação especial e de ultrapassar os limites de cada um, usufruindo das paisagens e da camaradagem.”

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-4 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
A tirada mítica foi discutida ao sprint depois de uma subida verdadeiramente infernal

Fátima Trail Team segue firme na liderança provisória do Circuito Nacional de Trail Longo

trail-fatimatt-corvus-miguelbertolo-ritamaia-davidcosta-ricardogoncalves Fátima Trail Team segue firme na liderança provisória do Circuito Nacional de Trail Longo
David Costa (dorsal 502) é 3.º na classificação geral e líder no escalão MSen

O Fátima Trail Team continua a liderar o Circuito Nacional de Trail Longo, mantendo o 1.º lugar na atualização publicada recentemente pela Associação de Trail Running de Portugal (ATRP).

Além do bom desempenho coletivo, os fatimenses contam dois brilharetes a nível individual: David Costa e Rui Fresco estão no Top 5 do ranking por atletas, liderando o respetivo escalão.

David Costa é o atual 3.º classificado na tabela geral do Circuito Nacional de Trail Longo, liderando o escalão MSen; Rui Fresco segue no 5.º lugar da geral e continua em 1.º no escalão M45.

A classificação geral é provisória e obedece aos resultados que clubes e atletas vão protagonizando ao longo da temporada. Para efetivar a classificação e alcançar o estatuto de ‘finisher’, cada equipa tem de participar em pelo menos 10 provas do calendário que integra o Circuito Nacional de Trail Longo da ATRP (para os atletas, mínimo de seis provas).

À data de hoje, apenas duas equipas já garantiram o estatuto de ‘finisher’, sendo o Fátima Trail Team uma delas. O Clube Desportivo de Espite, por exemplo, ocupa o 3.º lugar na lista provisória, mas ainda precisa de participar em (pelo menos) mais uma prova para poder entrar nas contas da classificação final.

VALE TRAVESSO ALIVE Passeio de Motorizadas

A Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso promove a iniciativa Vale Travesso Alive, um evento que engloba várias atividades, entre as quais um passeio de motorizadas que promete causar sensação nas estradas da região.

Não tem moto, mas gosta de encher o tanque? Tem medo da adrenalina, mas até gostava de ir só pela gasolina? Então, temos o que procura: pode almoçar sem precisar de ir acelerar! 

Pré-inscrição obrigatória até 12 de agosto, na sede da Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso ou pelo contacto 918 125 6054

 

VALE-TRAVESSO-ALIVE-passeio-motorizadas VALE TRAVESSO ALIVE Passeio de Motorizadas

Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

futebol-atlouriense-marco-ramos-2-1 Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

O treinador da equipa sénior feminina aborda a próxima temporada, assumindo a necessidade de reforçar a equipa para que o Clube Atlético Ouriense possa lutar pela manutenção no escalão máximo. Faz um balanço positivo do primeiro dia de trabalho, reconhece lacunas mas lembra que ainda há tempo para afinar a máquina, reforçando a importância de compor o plantel com mais e melhores soluções, sobretudo tendo em conta a exigência a que a equipa vai ser exposta nos primeiros jogos oficiais. 

Entrevista Derby com… Marco Ramos

 

DERBY – Primeiro treino da pré-temporada, primeiras sensações do treinador?
Marco Ramos – Estamos numa fase muito inicial, ainda há jogadoras a chegar e ainda estamos a conhecer o grupo de trabalho. Estamos a começar a impor o processo de treino e aquilo que são as regras de funcionamento do clube. Em termos gerais, dentro das nossas possibilidades e do que podíamos ter para um primeiro treino, foi positivo.

DERBY – Qual é o grande objetivo da temporada?
Marco Ramos –Vamos lutar pela permanência, obviamente. Mas este grupo de trabalho ainda está muito reduzido. Neste momento? Está muito difícil. Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo. Pelo contrário, com mais quatro ou cinco jogadoras, podemos ter condições para lutar pela manutenção e tentar evitar a ida ao playoff. E mesmo que o tenhamos de disputar, vamos ser uma equipa com grande possibilidade de garantir a permanência através dessa via.

 

Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo

 

DERBY – O Atlético acaba por ser uma das últimas equipas a dar início aos trabalhos. Faltam três semanas para o início oficial da época. Pouco tempo ou tempo certo?
Marco Ramos – Acima de tudo, precisamos de mais jogadoras. A questão do tempo só nos condiciona pelo facto de ainda precisarmos de jogadoras. Não faria sentido iniciar o processo com meia dúzia de jogadoras, razão pela qual iniciámos os trabalhos de pré-época mais tarde. Na minha opinião, é melhor ter todo o grupo de trabalho a treinar em três semanas, do que começar antes e andar aqui em conta gotas.

DERBY – A época com duplo confronto com o Torreense, um adversário que se reforçou bem e já está a trabalhar há duas semanas. O Atlético parte em desvantagem na Taça da Liga?
Marco Ramos – Vamos tentar fazer o nosso melhor. Sabemos que o Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos.

 

Taça da Liga? O Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos

 

DERBY – Logo a seguir, o Atlético abre a Liga BPI com três testes de fogo: Sporting em casa e visitas a SC Braga e Amora FC. Sem os reforços que “reclama”, vai ser difícil deixar boa imagem neste início de época?
Marco Ramos – Estamos no mercado. Não está fácil contratar as jogadoras que queremos e que nos possam ajudar a cumprir os objetivos do clube. É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época. Não é fácil trabalhar com 14 jogadoras e ter competitividade interna. Se não houver competitividade dentro do plantel, não vamos ser competitivos durante a época. Sabendo, então, que vamos apanhar Sporting, SC Braga e Amora nas primeiras três jornadas, temos de estar muito bem e temos de ter boas jogadoras para sermos competitivos. Não digo que vamos ganhar esses três jogos, mas pelo menos podemos ser uma equipa competitiva.

 

É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época

 

futebol-atlouriense-marco-ramos-4-1-scaled Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

 

De Espite para Itália! Pedro Ribeiro representa Portugal no Mundial de Skyrunning

trail-cdespite-pedroribeiro-fotosdoze De Espite para Itália! Pedro Ribeiro representa Portugal no Mundial de Skyrunning

O Clube Desportivo de Espite assinalou mais um momento histórico, através da secção de trail running e dos seus atletas.

António Almeida e Pedro Ribeiro foram convocados para representar Portugal na próxima edição do Mundial de Skyrunning, a decorrer em Itália, entre 9 e 11 de setembro.

Sucede, porém, que apenas Pedro Ribeiro decidiu participar nesta competição, ao contrário de António Almeida, que entendeu não competir por não concordar com as condições apresentadas pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Aliás, o próprio Clube Desportivo de Espite confirmou esta informação, numa nota publicada nas redes sociais. “António Almeida, também convocado, decidiu não participar não concordando com as condições apresentadas. De resto, o clube demonstra também um profundo desagrado pela FCMP – Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal não ter reunido condições iguais para todos os atletas selecionados.”

O Mundial de Skyrunning decorre em Ossola, entre a dureza da região transalpina. Pedro Ribeiro vai representar Portugal na disciplina de Skyultra, que consiste numa prova de 61 quilómetros com 3,759 metros de desnível positivo.

Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-5 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
No primeiro dia reinou a boa disposição e a alegria no trabalho

O Clube Atlético Ouriense abriu a temporada 2022/23, este sábado, dando início à pré-época da equipa sénior feminina, que passou o dia na Caridade, entre apresentações, exames clínicos e dois treinos às ordens de Marco Ramos.

O Derby foi o único órgão de comunicação social presente no Campo Adelino dos Santos Júnior e vai contar-lhe tudo sobre a preparação do Atlético Ouriense para a nova temporada.

Marco Ramos contou com 21 jogadoras no dia de abertura, mas o Derby sabe que o plantel não está fechado e há (mais) reforços a caminho da Caridade. Apenas Carol Pocinho, Sony Costa, Jéssica Pastilha e Sara Brasil transitam da última temporada, razão pela qual o elenco das oureenses está recheado de novidades.

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-4 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
Marco Ramos lidera a equipa técnica pela segunda temporada consecutiva

Entre os reforços, destaque para Cláudia Rocha, que trocou o Valadares Gaia pelo Atlético Ouriense. Foi a única guarda-redes presente no treino, mas o nosso jornal apurou que há uma guardiã prestes a ser integrada no plantel principal.

A central Joyce Ramos e a atacante Gabriela Zidoi também são reforços e já treinaram na Caridade. A dupla de brasileiras chega do Clube Condeixa e promete pegar de estaca na equipa, tal como Melanie Cunha, avançada natural dos Estados Unidos, que fez 9 golos em 15 jogos pelo Condeixa na época passada.

Do Brasil, chega a Ourém Sofia Sena, para reforçar o meio-campo das oureenses, vinda diretamente do histórico Atlético Mineiro. Leonilde Rodrigues também deu nas vistas no primeiro dia: a atacante cabo-verdiana chega do Atlético de Portugal para se impor na filial oureense.

A pré-temporada prossegue nas próximas semanas, com treinos diários e jogos de preparação. Os primeiros compromissos oficiais, esses, estão marcados para 28 deste mês e 4 do próximo, ambos contra o Torreense, a contar para a Taça da Liga.

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-16 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
O presidente José Luís Ferreira falou o grupo logo pela manhã e também assistiu ao treino da tarde