Categoria: Campeonato Distrital

Entrevista Derby com Xavier Costa: “A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional”

entrevista-xavier-costa Entrevista Derby com Xavier Costa: "A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional"

Em entrevista exclusiva ao Derby, Xavier Costa explica por que aceitou o convite da Juventude Ouriense e quais os objetivos dos azuis para a próxima temporada. O reforço da equipa, a necessidade de consolidar uma mentalidade vencedora, o exemplo do SC Ferreira de Zêzere e as bases que podem lançar o clube na rota da elite nacional, sem esquecer as experiências internacionais nos Emirados Árabes Unidos e no Luxemburgo, antes de ‘aterrar’ no Caneiro, onde esperar criar uma equipa agressiva, de olhos postos na baliza adversária e capaz de entrar para ganhar em todos os jogos.

 

Entrevista Derby com… Xavier Costa

 

Derby – O que o levou a aceitar o desafio de treinar a Juventude Ouriense?
Xavier Costa – Apesar de terem surgido algumas abordagens para voltar a treinar no estrangeiro, já tinha decidido que esta época ficaria por Portugal, por motivos familiares e profissionais. Através do João Lino surgiu o convite para conhecer o projeto da Juventude Ouriense, aquilo que já estava feito e o que se pretendia fazer e foi fácil chegar a entendimento. É um desafio que me permite manter motivado e sentir que estou a ajudar no crescimento do projeto.

 

Derby – Já orientou a equipa na Taça Ourém, já garantiu reforços e tem o plantel praticamente definido. O que podemos esperar da Juventude Ouriense na próxima época? Xavier Costa – A Juventude Ouriense entrará em todo e qualquer jogo da próxima época com a ambição de conseguir a vitória. Não sou prepotente ao ponto de dizer que o faremos sempre ou que se trata de uma tarefa acessível, mas é esse o meu objetivo com o grupo de trabalho que tenho à disposição. Fazê-los ver o Futsal de uma forma diferente e perceber que a este nível dificilmente um adversário terá capacidade de criar um problema que seja de impossível resolução. Cabe-nos ter a capacidade de o interpretar e de ter ao nosso dispor as ferramentas táticas para o resolver. Jogar de olhos nos olhos e no fim que ganhe o melhor. Se nos ganharem por competência própria saberemos reconhecê-lo, se nos ganharem por nossa incompetência, saberemos trabalhar para melhorar.

 

Derby – Contratou dois dos melhores guarda-redes do distrito. É um sinal claro de que a Juventude Ouriense pode ser candidato ao título e à subida de divisão?
Xavier Costa – O Miguel e o Azeitona são exemplo perfeito daquilo que queremos para a Juventude Ouriense, tal como os já anunciados Diogo Graça, Pedro Capitão e David Reis. São jogadores de qualidade, ambiciosos e com margem de progressão. O Miguel e o Azeitona, em conjunto com o Tomás, compõem um trio de guarda-redes muito interessante, que vai evoluir sob o comando do Nuno Malhoa, e que me deixam totalmente descansado no que à baliza diz respeito. Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa, como referi anteriormente entraremos em todos os jogos para ganhar. No fim, faremos as contas.

 

Candidatos à subida? Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa: entraremos em todos os jogos para ganhar.

 

Derby – Qual é o grande objetivo da Juventude Ouriense para 2022/23?
Xavier Costa – De uma forma global, criar uma equipa de presente, mas de olhos postos no futuro. Criar as bases e ir ajustando o que for necessário para que nos próximos anos a Juventude Ouriense esteja de forma consistente na luta pelo primeiro lugar. Normalmente chamar-se-ia um ano “zero”, mas queremos ser mais ambiciosos, queremos que seja já o ano “um”, em que seremos capazes de apresentar já resultados do trabalho que se vai desenvolver.

 

Derby – Sendo um conhecedor profundo da realidade do futsal distrital, que análise faz à evolução da modalidade no nosso Distrito, em geral, e no Concelho de Ourém, em concreto?

Xavier Costa – O Futsal no distrito podia sinceramente já estar noutro patamar, quer em qualidade, quer em quantidade. Cheguei e os clubes, os treinadores, os jogadores e os árbitros são praticamente os mesmos do que aqueles que estavam quando saí. Os candidatos aos títulos continuam os mesmos. Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão, onde as exigências para os clubes sejam muito menores e as taxas de jogo reduzidas. Em suma, uma competição que tire dos pavilhões aqueles grupos de amigos que se juntam semanalmente e os coloque no ambiente federativo. A 1º Divisão Distrital deve ser de facto a antecâmara dos nacionais, onde estejam clubes e projetos com capacidade de abraçar depois esse desafio. O concelho de Ourém continua a ser um oásis nesse sentido, podia praticamente fazer-se um campeonato só de clubes do concelho e este seria na mesma competitivo e atrativo.  Nenhum outro concelho do distrito se pode gabar do mesmo feito.

 

Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão

 

Derby – Está igualmente por dentro da realidade do SC Ferreira do Zêzere e também contribuiu para a tremenda evolução do clube ao longo dos últimos anos. O SCFZ é exemplo para todos os clubes de pequena dimensão que sonhem um dia jogar na 1.ª Nacional?
Xavier Costa – O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila. Toda a gente sentiu que era possível o Ferreira do Zêzere chegar à primeira divisão e só esse sentimento e esforço conjunto o permitiu. A “fórmula” é simples, mas é difícil de concretizar, é preciso muito empenho, muito trabalho, investimento, coisas bem feitas, capacidade de resistir ás adversidades que surgem e vão sempre surgir quando se está a falar de um clube de um local de pequena dimensão. Agora saiba também o distrito acarinhar, apoiar e aproveitar este feito. Todos podemos beneficiar!

 

O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila

 

Derby – Já passou por vários clubes, em Portugal e no estrangeiro. Ao nível de estrutura e condições de trabalho, em que patamar colocaria a Juventude Ouriense? É um clube que pode aspirar a uma dimensão nacional?
A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem. Pode e deve claramente aspirar a ser um clube de dimensão nacional, mas, para evitar que seja apenas um momento passageiro, terá também que ter uma envolvência e apoio para além das pessoas que compõem o seu departamento de Futsal. Tem que haver uma maior envolvência dos adeptos, da autarquia e do tecido empresarial. Da nossa parte, faremos para que se torne agradável e motivador os adeptos deslocarem-se ao Caneiro para ver os nossos jogos, que gostem daquilo que vêm, que sofram e celebrem connosco. Criar uma sensação de orgulho e pertença. Quando isso acontecer, com as bases que o clube dispõe, parece-me perfeitamente possível.

 

A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem

 

Derby – Que recordações guarda da sua experiência nos Emirados Árabes Unidos, tanto a nível profissional como pessoal?
Xavier Costa – Os Emirados foram uma experiência incrível a todos os níveis. Foi uma experiência que me permitiu ser profissional de Futsal e vivenciar uma realidade cultural completamente diferente da portuguesa. Desde que se vá de mentalidade aberta, é uma experiência enriquecedora. No que ao Futsal diz respeito, ainda andam um pouco a “experimentar” aquilo que pretendem para o desporto no país, mas tem vindo a evoluir ao longo dos anos. O único fator negativo foi estar no país no momento em que a pandemia do COVID 19 se tornou mesmo séria. De um momento para o outro, a competição parou, deixámos de poder treinar, ficámos “trancados” em casa e praticamente sem saber o que ia acontecer. Felizmente, eu e os dois atletas portugueses que estavam lá comigo conseguimos apanhar um dos últimos voos em direção à Europa, antes do fecho total dos aeroportos e regressar para junto das nossas famílias.

Derby – Chega a Ourém vindo do Luxemburgo. Em que é que essa experiência o tornou mais forte, enquanto treinador?
Xavier Costa – O Luxemburgo foi uma experiência interessante, mas em que o Futsal tem duas realidades completamente distintas. Existem dois a três clubes com mentalidade e investimento para estar na luta pelo título, depois mais dois ou três numa realidade intermédia e o resto é completamente amador. É um país com condições financeiras geográficas e financeiras ímpares, mas o Futsal praticamente não existe para a Federação. Enquanto a parte diretiva/organizativa não se profissionalizar na forma como trata o Futsal, não será mais do que já é habitualmente. O que é uma pena enorme…!

Para mim concretamente, foi excelente para testar alguns dos meus conceitos, da minha abordagem e da minha forma de trabalhar. Percebi que algumas coisas e alguns métodos resultam em qualquer ambiente e em qualquer grau de exigência. Encontrei desafios diferentes que me fizeram evoluir e infelizmente outros que já conhecia da realidade distrital e que não estava à espera de encontrar numa 1ª divisão.

No fundo, saio do Luxemburgo um treinador mais “afinado” em relação aquilo que faço.

Derby – Complete a frase: as equipas do Mister Xavier Costa caracterizam-se por…
Xavier Costa – Serem equipas agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

 Como nota de rodapé, não me queria despedir desta pequena entrevista sem enaltecer também o trabalho do Derby de Ourém. Projetos destes são fundamentais para o crescimento do desporto a nível local e regional, pois são também eles que dão destaque aos praticantes que de outra forma dificilmente o teriam. Continuação do excelente trabalho, da minha parte e sei que falo pela Juventude Ouriense, a porta está sempre aberta para qualquer tipo de colaboração.

As minhas equipas são agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

Luís Ferreira é o novo treinador principal da ACD Vale Travesso

futsal-luis-ferreira-vale-travesso-cercal-cercal Luís Ferreira é o novo treinador principal da ACD Vale Travesso
Luís Ferreira conhece a realidade do Campeonato Distrital de Santarém

A Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso elegeu Luís Ferreira como novo treinador principal da sua equipa de futsal.

Adjunto de Rui Pereira, na equipa técnica do Cercal, na temporada passada, Luís Ferreira foi o braço direito do treinador/jogador, contribuindo decisivamente para que o chefe de equipa pudesse exercer influência dentro da quadra, jogando futsal sem ter de se preocupar em demasia com o facto de ser… treinador.

Luís Ferreira volta a chefiar uma equipa técnica, aos 40 anos, sendo esta a sua primeira experiência como treinador principal no Campeonato Distrital de Santarém.

Natural de Leiria, Luís Ferreira representou União de Leiria, Burinhosa, Pocariça, Mendiga e Vidigalense, enquanto jogador de futsal. Como treinador, orientou Academia Caranguejeira, Mendiga, Casa do Benfica de Leiria, Chãs e Vidigalense, antes de abraçar o desafio no Cercal, como adjunto de Rui Pereira.

 

Nuno Marques renova pelo Núcleo de Pombal e garante dois craques do GRUDER

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Michael Lopes deixa o GRUDER e regressa ao NSCP Pombal | Foto Derby ©

Francisco Ferreira e Michael Lopes são reforços do Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Pombal, formação treinada pelo oureense Nuno Marques, que renovou a ligação ao clube com o objetivo de o manter na 3.ª Divisão Nacional.

Chiquinho e Mico representavam o GRUDER, mas aceitaram o desafio dos leões de Pombal e vão continuar nas provas nacionais, patamar onde o Grupo Desportivo da Ribeira do Fárrio marcou presença na última temporada, pela primeira vez, não tendo evitado a descida de divisão e consequente regresso ao Campeonato Distrital de Santarém.

Michael Lopes era um dos elementos mais experientes e influentes na manobra do GRUDER, mas está de regresso ao NSCP Pombal aos 33 anos.

Francisco Ferreira foi uma das grandes revelações da temporada passada, destacando-se pelo GRUDER ‘B’ no Campeonato Distrital, mas também pela equipa principal na 3.ª Nacional. Tem 17 anos, ainda é júnior, mas promete ser aposta nos leões de Pombal.

O Núcleo SCP Pombal vai competir na 3.ª Divisão Nacional, depois de ter garantido a permanência sob o comando de Nuno Marques, treinador oureense responsável pela subida inédita do GRUDER aos campeonatos nacionais.

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O oureense Nuno Marques aposta forte em Mico e Chiquinho para a nova temporada | Foto Derby ©

Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

entrevista-derby-sergio-pinto-1 Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Depois de mais uma década como jogador e treinador adjunto, Sérgio Pinto aceitou o desafio de comandar a primeira equipa sénior feminina da história do Juventude Ouriense. Pelo meio, assumiu o risco de acumular funções ao leme da formação masculina, numa decisão corajosa da qual não se arrepende. Exclusivamente dedicado ao futsal feminino, encara a próxima época com ambição: “Queremos chegar à Taça Nacional e subir de divisão.”

Entrevista Derby com… Sérgio Pinto

Derby – Que balanço faz da temporada a nível coletivo?
Sérgio Pinto – Faço um balanço muito positivo. Fica a clara sensação de que podíamos ter chegado mais longe na Taça Distrital. Esse é, sem dúvida, o maior amargo de boca que levamos desta época. Foi um projeto em ano de estreia que nos obrigou a muito trabalho. Começámos a trabalhar no projeto em Fevereiro de 2021. Sabíamos perfeitamente do potencial por explorar no futsal feminino e o nosso grande foco é valorizar o desporto feminino, especificamente o futsal. Partindo daí, e tendo em conta que este foi o primeiro ano, ainda com uma pandemia mundial a dificultar a vida de todos, acho que o balanço tem de ser muito positivo.

 

Derby – A nível individual, foi a sua primeira temporada como treinador principal. Foi muito diferente do que idealizava?
Sérgio Pinto –  As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Ser treinador era um desejo de há muitos anos e sabia que seria algo que iria acontecer de forma natural. Ao longo desses anos, fui-me preparando e trabalhando para ser o mais competente possível assim que tivesse uma oportunidade. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha. Por isso, é óbvio que, de ano para ano, estarei mais preparado e com mais experiência, o que ajudará no meu trabalho. Mas não posso dizer que tenha sido apanhado de surpresa, até porque já tinha trabalhado como treinador adjunto em 2011/12, numa equipa de juniores, assim como na época passada, na equipa de seniores masculinos da Juventude Ouriense.

As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha

 

Derby – No último terço da época, aceitou o desafio de assumir também a equipa sénior masculina. O que o levou a aceitar esse convite com a temporada em curso?
Sérgio Pinto –  A realidade é que quando entrei, faltava uma jornada para acabar a 1ª volta. Aceitei esse desafio por duas grandes razões: a primeira, por sentir que o projeto estava numa fase de mudança e que eu poderia ajudar nessa mudança, porque conhecia o plantel muito, muito bem. A segunda, porque a Juventude Ouriense ajudou-me a crescer como jogador, deu-me a primeira oportunidade de integrar uma equipa técnica em 2011/12, a época passada voltou a acreditar em mim para ser treinador adjunto na equipa sénior masculina, depois de ter deixado de jogar. Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim. E essas foram as grandes razões para aceitar o desafio: o clube mostrar que precisava de mim e eu sentir que podia ajudar o clube.

 

Derby – Teria sido mais confortável recusar, até para preservar a sua imagem como treinador, se as coisas não resultassem como se pretendia. Podemos entender a sua decisão como um ato de coragem de um treinador sem medo de assumir riscos e desafios?
Sérgio Pinto –  Eu prefiro deixar a palavra coragem para coisas mais importantes da nossa vida. Mas, sem dúvida que sentia que era muito mais confortável recusar. Para o exterior, tinha muito mais a perder do que a ganhar e, no meio de uma época que estava a ser interessante na equipa feminina, era fácil não correr esse risco. A realidade é que além do que eu disse na pergunta anterior, nós aprendemos em todas as situações. Das melhores, às mais adversas. E eu cresci muito com esse desafio. O empenho e a dedicação foram iguais às que tive no feminino. Quem trabalhou comigo sabe isso. Aquilo que passa para quem só vê os resultados semanalmente, ou mesmo o jogo a cada fim de semana não me preocupa assim tanto, porque no final eu saí bem melhor treinador do que era antes.

futsal-sergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
Sérgio Pinto levou a equipa feminina ao pódio do Inter Distrital na época de estreia das azuis

 

Derby – A equipa feminina tinha condições para mais do que o 3.º lugar ou é um resultado que o deixa satisfeito?
Sérgio Pinto –  Acho que a classificação final se adequa àquilo que fizemos ao longo da época. A equipa tem um potencial enorme, mas há dores de crescimento que não são possíveis de fugir. O plantel foi tendo várias mudanças ao longo da época. Das jogadoras que trabalharam comigo, só uma tinha estado em competição na época anterior. Tivemos um plantel com realidades muito diferentes. Desde jogadoras com vários anos de futsal, até jogadoras que só tinham jogado futebol 11 ou até quem nunca tivesse sido federada. Colocar tudo isto em cima da mesa e fazer uma equipa competitiva não é fácil. Olhamos para as duas equipas que ficaram à nossa frente e a realidade é completamente diferente. Mesmo assim, tivemos a capacidade de jogar olhos nos olhos com essas equipas e em muitos momentos sermos superiores, sendo sempre fiéis à nossa ideia de jogo. A classificação acho que é a normal. O processo de crescimento, esse sim, deixa-me muito satisfeito e deve-se ao caráter fantástico que as minhas jogadoras têm.

Assumir a equipa masculina foi um ato de coragem? Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim […] Era muito mais confortável recusar […] Para o exterior, tinha tinha muito mais a perder do que a ganhar. 

Derby – E a equipa masculina? A que se devem as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível dos resultados desportivos, que ficaram aquém do esperado.
Sérgio Pinto –  Foi uma época muito atribulada. As várias mudanças no plantel a meio da época e mudanças na equipa técnica criam uma instabilidade grande à equipa. Depois também fomos muito castigados com lesões ao longo da época, mas essas infelizmente fazem parte. A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu que fui o treinador da equipa. Acredito que tudo isto tenha servido de lição e que o passo atrás que se deu a certa altura, sirva para no futuro dar várias passos em frente no projeto.

Derby –  Depois de vários anos ligado ao futsal masculino, como jogador e também como treinador adjunto, quais as principais diferenças que sentiu na comparação com a realidade do futsal feminino?
Sérgio Pinto –  Existem várias, umas que são normais e outras que se o são, têm de deixar de ser. Senti da parte de diversos agentes desportivos uma desvalorização do futsal feminino. Os projetos são muito menos preparados e pensados. Os árbitros são algumas vezes menos rigorosos em algumas questões, permitindo situações que não vão ao encontro das leis de jogos, ao invés de ter uma atitude pedagógica de forma a todos aprenderem. Por outro lado, existe um compromisso, vontade de trabalhar e dedicação nas jogadoras com quem trabalhei, que é muito difícil encontrar no masculino. E esse fator parece-me transversal às equipas femininas.

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A pandemia foi outro obstáculo que tornou o desafio ainda mais complexo… e aliciante

Derby –  Como avalia o crescimento do futsal feminino e o que ainda há a fazer para ser cada vez mais valorizado?
Sérgio Pinto –  O crescimento tem sido evidente, basta ver as audiências das transmissões de jogos e público presente nos estádios e pavilhões. O potencial é, ainda assim enorme, e somos todos nós, que fazemos parte desta dinâmica, que temos de convencer as pessoas a valorizarem ainda mais o desporto feminino e, no nosso caso em concreto, o futsal feminino. Nós estamos na base da pirâmide e se nós elevarmos a qualidade de trabalho e a seriedade a nível distrital, vamos obrigar a quem está nas divisões nacionais a melhorar também.

A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu. 

Derby – Na próxima época, volta a assumir apenas a equipa feminina…
Sérgio Pinto –  No masculino, desde o início que todos sabíamos que a minha missão era até ao final da época, independentemente dos resultados. Em relação à equipa feminina, só foi oficializado na semana passada, mas estamos já há algum tempo a trabalhar na preparação da próxima época.

Derby – Qual o objetivo para a próxima temporada?
Sérgio Pinto – Passa por fazer melhor que na época anterior e fazer melhor no campeonato é chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital é chegar à final e ganhar. Os objetivos têm de ser esses. Se o vamos conseguir ou não, veremos no final da época, porque com certeza haverá outras equipas a lutar pelo mesmo e as vagas não são ilimitadas. Mas não podemos ter medo de assumir que é para isso que planeamos a próxima época e não fazia sentido não ambicionar mais do que fizemos na época de estreia.

Objetivo para a próxima época? Queremos chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital, queremos chegar à final e ganhar

Derby – Como é que se define enquanto treinador?
Sérgio Pinto –  Prefiro sempre que sejam os outros a falar sobre mim, acho que nunca temos o distanciamento que é preciso para nos avaliarmos a nós próprios. Mas, em linhas gerais sou alguém que é apaixonado pelo desporto, pelo futsal e que se dedica a 100% aos projetos que abraça. Tendo essa exigência para comigo, obviamente que me leva a ter essa exigência com aqueles que comigo trabalham.

Complete a frase: as equipas do mister Sérgio Pinto caracterizam-se por…
… serem equipas intensas, que deixam tudo em campo, trabalhando sempre para valorizar o clube e a modalidade que representamos. Isso é algo que só depende de nós e que é inegociável.

futsal-juvouriensesergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Juventude Ouriense confirma treinadores para a nova temporada

futsal-sergiopinto Juventude Ouriense confirma treinadores para a nova temporada
Sérgio Pinto chegou a acumular duas equipas na época passada, mas em 2022/23 vai focar-se apenas no projeto feminino

Sem tempo a perder, a Juventude Ouriense prepara a nova temporada ao detalhe e acaba de anunciar os treinadores que vão assumir o comando das equipas seniores feminina e masculina.

Sérgio Pinto continua a ser aposta do clube para liderar a componente técnica do futsal feminino. Depois de se ter estreado como treinador principal na temporada passada, ao serviço da equipa feminina, o treinador acabou por aceitar o desafio de acumular funções também na formação masculina.

A solução era temporária, pelo que Sérgio Pinto vai poder focar-se nos objetivos da equipa feminina, num cenário competitivo que não deve diferir do contexto que a Juventude Ouriense experimentou na época passada, quando disputou o Inter Distrital, um campeonato composto por cinco equipas de Santarém e outras tantas de Castelo Branco.

O balanço resultou positivo, com um 3.º lugar em época de estreia, tanto para Sérgio Pinto como para a própria equipa da Juventude Ouriense.

“O jovem treinador, realizou um trabalho fantástico na época passada, colocando logo no ano de estreia, a nossa equipa a disputar todos os troféus, apresentando um futsal de grande qualidade. O homem certo na continuidade da nossa grande aposta no futsal feminino!”, pode ler-se na publicação realizada pelos azuis, nas redes sociais.

Xavier Costa traz conhecimento e experiência internacional
Tal como o Derby anunciou logo em maio, pouco depois do final das competições oficiais, a Juventude Ouriense elegeu Xavier Costa para o cargo de treinador da equipa sénior masculina.

Os azuis só anunciaram a escolha no início desta semana, mas Xavier Costa até já orientou a Juventude Ouriense na I Taça Ourém Futsal.

“O treinador conta no seu currículo com passagens pelas seleções jovens de Santarém, CD Fátima, Golegã, Ferreira do Zêzere, mas nos últimos anos foi no estrangeiro que progrediu a sua carreira, com passagens pelo Khorfakkan dos Emirados Árabes Unidos e pelo ALSS do Luxemburgo”, sublinhou o clube, no anúncio oficial de Xavier Costa.

 

João Santos tomou posse como novo presidente da Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso

futebol-valetravesso-joaosantos João Santos tomou posse como novo presidente da Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso
João Santos é o novo presidente da direção da Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso

A Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso viveu, esta quinta-feira, um momento histórico nos seus 43 anos de existência, com a eleição de João Santos no cargo de presidente da direção do clube, sucedendo a António Caldeira.

O empresário encabeçou a única lista presente a votação na assembleia eleitoral realizada a 11 de junho, liderando uma equipa maioritariamente composta por jovens naturais de Vale Travesso, localidade oureense da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade.

A Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso ganhou vida há cerca de um ano, graças à constituição da sua equipa de futsal sénior masculino. Apesar dos resultados desportivos não terem sido os ideais, este emblema oureense destacou-se em todo o distrito, graças à fidelidade, ao entusiasmo e à animação que os seus adeptos emprestaram a cada jogo, nomeadamente através da sua claque oficial, a Fúria VT.

Os novos órgãos sociais do clube tomaram posse esta quinta-feira, dando início a um mandato vigente até 2025.

ÓRGÃOS SOCIAIS DA ACD VALE TRAVESSO

 

Assembleia Geral

Presidente: Hugo Filipe Reis Marques

Vice-presidente: Georgina Maria A. Graça Tavares

Secretário: Ricardo António Melo Vieira

 

Direção

Presidente: João Paulo Silva Santos

Vice-presidente: João Luís Fonseca Antunes

Secretário: Ana Carolina Ferreira Reis

Tesoureiro: Pedro Miguel das Neves Sousa

Vogal: Luís André Reis Marques

 

Conselho Fiscal

Presidente: Maria Francisca Marques dos Reis

Relator: Stefan da Silva Simões

Vogal: Paulo Ricardo Pereira Reis

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Os novos corpos sociais foram eleitos a 11 de junho e tomaram posse no último dia desse mês

Xavier Costa é o novo treinador do Juventude Ouriense

InShot_20220518_121414708 Xavier Costa é o novo treinador do Juventude Ouriense

Confirmadíssimo! Xavier Costa é o novo treinador da equipa sénior masculina do Juventude Ouriense.

O técnico tomarense foi o eleito de João Lino, diretor geral do futsal azul, e já está a trabalhar no Caneiro, devendo mesmo estrear-se pelo Juventude Ouriense este sábado, dia 21, em plena Taça Ourém Futsal.

Carlos Xavier Ferreira da Costa tem 38 anos e currículo vasto em Portugal e no estrangeiro. Chega diretamente do Luxemburgo, onde orientou o ALSS Toitures Martino.

Cercal despede-se com empate no Alto Alentejo

valtravesso-cercal-reduzidas-3-e1652178359356-300x202 Cercal despede-se com empate no Alto AlentejoO Cercal Futsal despediu-se da temporada oficial com um empate a três golos no Alto Alentejo, mais precisamente no Municipal do Gavião, casa emprestada do Mação Futsal, que andou sempre em vantagem pela margem mínima.

Os oureenses responderam a cada golo sofrido com outro marcado, empatando um jogo pautado pelo equilíbrio.

Com 2 golos de Zé Oliveira e outro do capitão Renato Baptista, a turma de Rui Pereira somou o 29.º ponto da temporada, terminando o Campeonato Distrital no 7.º lugar, com 9 vitórias, 2 empates e 13 derrotas.