Categoria: Futsal

Penduram as chuteiras e calçam as sapatilhas: Ana e Cristina Ferreira reforçam Juventude Ouriense

futebol-cristina-ferreira Penduram as chuteiras e calçam as sapatilhas: Ana e Cristina Ferreira reforçam Juventude Ouriense

É oficial! Cristina Ferreira vai reforçar a Juventude Ouriense. A antiga camisola 7 do Atlético trocou o campo pelo pavilhão e as chuteiras pelas sapatilhas, aceitando o desafio dos azuis para integrar a turma de Sérgio Pinto e contribuir para a consolidação do projeto de dinamização e expansão do futsal feminino.

Cristina chega ao Caneiro na companhia de Ana Ferreira, que também deixou o Atlético Ouriense para reforçar a Juventude. As leirienses regressam às origens desportivas, uma vez que foi no futsal que tudo começou, com a camisola da Academia Caranguejeira, onde ambas evoluíram até abraçarem uma experiência no futebol, sempre ao serviço do Atlético Ouriense.

Cristina Ferreira tem 28 anos e foi extremo direito do Atlético nas últimas quatro temporadas. Ana Ferreira tem 27 anos, vestiu a camisola 9 do emblema da Caridade durante três épocas, com um regresso fugaz ao futsal pela porta do CPR Pocariça. A ala Ana Ferreira e a universal Cris serão mais dois trunfos às ordens de Sérgio Pinto.

Cercal reforça aposta em Rui Pereira e na sua influência dentro e fora da quadra

futsal-cercal-rui-pereira-renovacao Cercal reforça aposta em Rui Pereira e na sua influência dentro e fora da quadra

 

A secção de futsal do Centro Desportivo Social e Cultural de Cercal, Vales e Ninho acabou de oficializou a continuidade de Rui Pereira no comando técnico da equipa.

O técnico leiriense vai continuar a acumular funções de treinador/jogador, repetindo o sucesso da estratégia adotada ao longo de toda a temporada passada, durante a qual conseguiu exercer influência dentro e fora da quadra.

Segundo a estatística registada pelo Zerozero, Rui Pereira somou 30 jogos pelo Cercal, durante os quais apontou 11 golos e contribuiu decisivamente para uma temporada tranquila, concluída no 7.º lugar do Campeonato Distrital, na qualidade de segunda melhor equipa do Concelho de Ourém, apenas atrás do GRUDER ‘B’.

Rui Pereira tem um currículo extenso no futsal, mas foi no futebol que saltou para a ribalta, mais precisamente a 3 de março de 1996, quando se tornou no jogador mais jovem de sempre a alinhar na 1.ª Divisão Nacional.

Aconteceu em plena casa do Sporting Clube de Portugal, no antigo Estádio José Alvalade, lançado pelo emblemático Vítor Manuel, num empate sem golos com a camisola da União de Leiria.

Rui Pereira contava 16 anos, 7 meses e 10 dias. Foram apenas quatro minutos em campo, mas o suficiente para liderar o ranking durante anos.

Ainda hoje, Rui Pereira ocupa o 8.º lugar da lista, agora liderada por Roger, atacante do SC Braga que se estreou na Liga aos 15 anos, 8 meses e 23 dias.

 

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Rui Pereira fez 11 golos em 30 jogos pelo Cercal na temporada passada | Foto Derby ©

Entrevista Derby com Xavier Costa: “A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional”

entrevista-xavier-costa Entrevista Derby com Xavier Costa: "A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional"

Em entrevista exclusiva ao Derby, Xavier Costa explica por que aceitou o convite da Juventude Ouriense e quais os objetivos dos azuis para a próxima temporada. O reforço da equipa, a necessidade de consolidar uma mentalidade vencedora, o exemplo do SC Ferreira de Zêzere e as bases que podem lançar o clube na rota da elite nacional, sem esquecer as experiências internacionais nos Emirados Árabes Unidos e no Luxemburgo, antes de ‘aterrar’ no Caneiro, onde esperar criar uma equipa agressiva, de olhos postos na baliza adversária e capaz de entrar para ganhar em todos os jogos.

 

Entrevista Derby com… Xavier Costa

 

Derby – O que o levou a aceitar o desafio de treinar a Juventude Ouriense?
Xavier Costa – Apesar de terem surgido algumas abordagens para voltar a treinar no estrangeiro, já tinha decidido que esta época ficaria por Portugal, por motivos familiares e profissionais. Através do João Lino surgiu o convite para conhecer o projeto da Juventude Ouriense, aquilo que já estava feito e o que se pretendia fazer e foi fácil chegar a entendimento. É um desafio que me permite manter motivado e sentir que estou a ajudar no crescimento do projeto.

 

Derby – Já orientou a equipa na Taça Ourém, já garantiu reforços e tem o plantel praticamente definido. O que podemos esperar da Juventude Ouriense na próxima época? Xavier Costa – A Juventude Ouriense entrará em todo e qualquer jogo da próxima época com a ambição de conseguir a vitória. Não sou prepotente ao ponto de dizer que o faremos sempre ou que se trata de uma tarefa acessível, mas é esse o meu objetivo com o grupo de trabalho que tenho à disposição. Fazê-los ver o Futsal de uma forma diferente e perceber que a este nível dificilmente um adversário terá capacidade de criar um problema que seja de impossível resolução. Cabe-nos ter a capacidade de o interpretar e de ter ao nosso dispor as ferramentas táticas para o resolver. Jogar de olhos nos olhos e no fim que ganhe o melhor. Se nos ganharem por competência própria saberemos reconhecê-lo, se nos ganharem por nossa incompetência, saberemos trabalhar para melhorar.

 

Derby – Contratou dois dos melhores guarda-redes do distrito. É um sinal claro de que a Juventude Ouriense pode ser candidato ao título e à subida de divisão?
Xavier Costa – O Miguel e o Azeitona são exemplo perfeito daquilo que queremos para a Juventude Ouriense, tal como os já anunciados Diogo Graça, Pedro Capitão e David Reis. São jogadores de qualidade, ambiciosos e com margem de progressão. O Miguel e o Azeitona, em conjunto com o Tomás, compõem um trio de guarda-redes muito interessante, que vai evoluir sob o comando do Nuno Malhoa, e que me deixam totalmente descansado no que à baliza diz respeito. Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa, como referi anteriormente entraremos em todos os jogos para ganhar. No fim, faremos as contas.

 

Candidatos à subida? Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa: entraremos em todos os jogos para ganhar.

 

Derby – Qual é o grande objetivo da Juventude Ouriense para 2022/23?
Xavier Costa – De uma forma global, criar uma equipa de presente, mas de olhos postos no futuro. Criar as bases e ir ajustando o que for necessário para que nos próximos anos a Juventude Ouriense esteja de forma consistente na luta pelo primeiro lugar. Normalmente chamar-se-ia um ano “zero”, mas queremos ser mais ambiciosos, queremos que seja já o ano “um”, em que seremos capazes de apresentar já resultados do trabalho que se vai desenvolver.

 

Derby – Sendo um conhecedor profundo da realidade do futsal distrital, que análise faz à evolução da modalidade no nosso Distrito, em geral, e no Concelho de Ourém, em concreto?

Xavier Costa – O Futsal no distrito podia sinceramente já estar noutro patamar, quer em qualidade, quer em quantidade. Cheguei e os clubes, os treinadores, os jogadores e os árbitros são praticamente os mesmos do que aqueles que estavam quando saí. Os candidatos aos títulos continuam os mesmos. Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão, onde as exigências para os clubes sejam muito menores e as taxas de jogo reduzidas. Em suma, uma competição que tire dos pavilhões aqueles grupos de amigos que se juntam semanalmente e os coloque no ambiente federativo. A 1º Divisão Distrital deve ser de facto a antecâmara dos nacionais, onde estejam clubes e projetos com capacidade de abraçar depois esse desafio. O concelho de Ourém continua a ser um oásis nesse sentido, podia praticamente fazer-se um campeonato só de clubes do concelho e este seria na mesma competitivo e atrativo.  Nenhum outro concelho do distrito se pode gabar do mesmo feito.

 

Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão

 

Derby – Está igualmente por dentro da realidade do SC Ferreira do Zêzere e também contribuiu para a tremenda evolução do clube ao longo dos últimos anos. O SCFZ é exemplo para todos os clubes de pequena dimensão que sonhem um dia jogar na 1.ª Nacional?
Xavier Costa – O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila. Toda a gente sentiu que era possível o Ferreira do Zêzere chegar à primeira divisão e só esse sentimento e esforço conjunto o permitiu. A “fórmula” é simples, mas é difícil de concretizar, é preciso muito empenho, muito trabalho, investimento, coisas bem feitas, capacidade de resistir ás adversidades que surgem e vão sempre surgir quando se está a falar de um clube de um local de pequena dimensão. Agora saiba também o distrito acarinhar, apoiar e aproveitar este feito. Todos podemos beneficiar!

 

O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila

 

Derby – Já passou por vários clubes, em Portugal e no estrangeiro. Ao nível de estrutura e condições de trabalho, em que patamar colocaria a Juventude Ouriense? É um clube que pode aspirar a uma dimensão nacional?
A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem. Pode e deve claramente aspirar a ser um clube de dimensão nacional, mas, para evitar que seja apenas um momento passageiro, terá também que ter uma envolvência e apoio para além das pessoas que compõem o seu departamento de Futsal. Tem que haver uma maior envolvência dos adeptos, da autarquia e do tecido empresarial. Da nossa parte, faremos para que se torne agradável e motivador os adeptos deslocarem-se ao Caneiro para ver os nossos jogos, que gostem daquilo que vêm, que sofram e celebrem connosco. Criar uma sensação de orgulho e pertença. Quando isso acontecer, com as bases que o clube dispõe, parece-me perfeitamente possível.

 

A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem

 

Derby – Que recordações guarda da sua experiência nos Emirados Árabes Unidos, tanto a nível profissional como pessoal?
Xavier Costa – Os Emirados foram uma experiência incrível a todos os níveis. Foi uma experiência que me permitiu ser profissional de Futsal e vivenciar uma realidade cultural completamente diferente da portuguesa. Desde que se vá de mentalidade aberta, é uma experiência enriquecedora. No que ao Futsal diz respeito, ainda andam um pouco a “experimentar” aquilo que pretendem para o desporto no país, mas tem vindo a evoluir ao longo dos anos. O único fator negativo foi estar no país no momento em que a pandemia do COVID 19 se tornou mesmo séria. De um momento para o outro, a competição parou, deixámos de poder treinar, ficámos “trancados” em casa e praticamente sem saber o que ia acontecer. Felizmente, eu e os dois atletas portugueses que estavam lá comigo conseguimos apanhar um dos últimos voos em direção à Europa, antes do fecho total dos aeroportos e regressar para junto das nossas famílias.

Derby – Chega a Ourém vindo do Luxemburgo. Em que é que essa experiência o tornou mais forte, enquanto treinador?
Xavier Costa – O Luxemburgo foi uma experiência interessante, mas em que o Futsal tem duas realidades completamente distintas. Existem dois a três clubes com mentalidade e investimento para estar na luta pelo título, depois mais dois ou três numa realidade intermédia e o resto é completamente amador. É um país com condições financeiras geográficas e financeiras ímpares, mas o Futsal praticamente não existe para a Federação. Enquanto a parte diretiva/organizativa não se profissionalizar na forma como trata o Futsal, não será mais do que já é habitualmente. O que é uma pena enorme…!

Para mim concretamente, foi excelente para testar alguns dos meus conceitos, da minha abordagem e da minha forma de trabalhar. Percebi que algumas coisas e alguns métodos resultam em qualquer ambiente e em qualquer grau de exigência. Encontrei desafios diferentes que me fizeram evoluir e infelizmente outros que já conhecia da realidade distrital e que não estava à espera de encontrar numa 1ª divisão.

No fundo, saio do Luxemburgo um treinador mais “afinado” em relação aquilo que faço.

Derby – Complete a frase: as equipas do Mister Xavier Costa caracterizam-se por…
Xavier Costa – Serem equipas agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

 Como nota de rodapé, não me queria despedir desta pequena entrevista sem enaltecer também o trabalho do Derby de Ourém. Projetos destes são fundamentais para o crescimento do desporto a nível local e regional, pois são também eles que dão destaque aos praticantes que de outra forma dificilmente o teriam. Continuação do excelente trabalho, da minha parte e sei que falo pela Juventude Ouriense, a porta está sempre aberta para qualquer tipo de colaboração.

As minhas equipas são agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

Luís Ferreira é o novo treinador principal da ACD Vale Travesso

futsal-luis-ferreira-vale-travesso-cercal-cercal Luís Ferreira é o novo treinador principal da ACD Vale Travesso
Luís Ferreira conhece a realidade do Campeonato Distrital de Santarém

A Associação de Cultura e Desporto de Vale Travesso elegeu Luís Ferreira como novo treinador principal da sua equipa de futsal.

Adjunto de Rui Pereira, na equipa técnica do Cercal, na temporada passada, Luís Ferreira foi o braço direito do treinador/jogador, contribuindo decisivamente para que o chefe de equipa pudesse exercer influência dentro da quadra, jogando futsal sem ter de se preocupar em demasia com o facto de ser… treinador.

Luís Ferreira volta a chefiar uma equipa técnica, aos 40 anos, sendo esta a sua primeira experiência como treinador principal no Campeonato Distrital de Santarém.

Natural de Leiria, Luís Ferreira representou União de Leiria, Burinhosa, Pocariça, Mendiga e Vidigalense, enquanto jogador de futsal. Como treinador, orientou Academia Caranguejeira, Mendiga, Casa do Benfica de Leiria, Chãs e Vidigalense, antes de abraçar o desafio no Cercal, como adjunto de Rui Pereira.

 

O Derby na magia da rádio! Episódio 5 na antena da abc Portugal

📻 𝑶 𝑫𝒆𝒓𝒃𝒚 𝒏𝒂 𝒓á𝒅𝒊𝒐 🎙 𝐁𝐨𝐜𝐜𝐢𝐚, 𝐚𝐭𝐥𝐞𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨, 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥, 𝐟𝐮𝐭𝐬𝐚𝐥, 𝐭𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐫𝐜𝐨, 𝐛𝐭𝐭, 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 𝐫𝐮𝐧𝐧𝐢𝐧𝐠 𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞𝐬𝐬𝐞! 𝐎 𝐃𝐞𝐫𝐛𝐲 𝐧𝐚 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚 𝐝𝐚 𝐚𝐛𝐜 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥!

 

Nuno Marques renova pelo Núcleo de Pombal e garante dois craques do GRUDER

futsal-gruder-nscppombal-michaellopes-2 Nuno Marques renova pelo Núcleo de Pombal e garante dois craques do GRUDER
Michael Lopes deixa o GRUDER e regressa ao NSCP Pombal | Foto Derby ©

Francisco Ferreira e Michael Lopes são reforços do Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Pombal, formação treinada pelo oureense Nuno Marques, que renovou a ligação ao clube com o objetivo de o manter na 3.ª Divisão Nacional.

Chiquinho e Mico representavam o GRUDER, mas aceitaram o desafio dos leões de Pombal e vão continuar nas provas nacionais, patamar onde o Grupo Desportivo da Ribeira do Fárrio marcou presença na última temporada, pela primeira vez, não tendo evitado a descida de divisão e consequente regresso ao Campeonato Distrital de Santarém.

Michael Lopes era um dos elementos mais experientes e influentes na manobra do GRUDER, mas está de regresso ao NSCP Pombal aos 33 anos.

Francisco Ferreira foi uma das grandes revelações da temporada passada, destacando-se pelo GRUDER ‘B’ no Campeonato Distrital, mas também pela equipa principal na 3.ª Nacional. Tem 17 anos, ainda é júnior, mas promete ser aposta nos leões de Pombal.

O Núcleo SCP Pombal vai competir na 3.ª Divisão Nacional, depois de ter garantido a permanência sob o comando de Nuno Marques, treinador oureense responsável pela subida inédita do GRUDER aos campeonatos nacionais.

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O oureense Nuno Marques aposta forte em Mico e Chiquinho para a nova temporada | Foto Derby ©

O Derby na magia da rádio! Já pode ouvir o Episódio #4

Estivemos em antena com a 𝒂𝒃𝒄 𝑷𝒐𝒓𝒕𝒖𝒈𝒂𝒍 e levámos connosco a 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐡𝐚 𝐚𝐭𝐥é𝐭𝐢𝐜𝐚 da Joana Pontes, o 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 de Espite e do Rui Fresco, o 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 do Atlético, o 𝐭𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐫𝐜𝐨 da Juventude Ouriense e até os Campeonatos do Mundo de 𝐀𝐭𝐥𝐞𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 no Estados Unidos, à boleia do diretor desportivo do GAF. É o 𝐃𝐞𝐫𝐛𝐲 na magia da rádio! Saiba tudo em 𝐰𝐰𝐰.𝐝𝐞𝐫𝐛𝐲𝐝𝐞𝐨𝐮𝐫𝐞𝐦.𝐩𝐭

Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador… e jogador do GRUDER

Futsal-gruder-francisco-serra-treinador-gruder-b Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER

Na primeira época completa enquanto treinador de uma equipa sénior, Francisco Serra liderou a equipa ‘B’ do GRUDER no Campeonato Distrital de Santarém, conduzindo a turma da Ribeira do Fárrio à condição de melhor formação do Concelho de Ourém em prova, estatuto reforçado com a conquista da 1.ª edição da Taça Ourém Futsal. Em entrevista exclusiva ao Derby, o treinador passa em revista uma temporada especial, marcada igualmente pelo regresso à competição enquanto jogador e logo na 3.ª Divisão Nacional, pela equipa principal do GRUDER. Com a extinção da equipa ‘B’, tem em mãos um convite para jogar pela formação principal e assumir o comando de uma equipa dos escalões de formação.

Entrevista Derby com… Francisco Serra

Derby – Foi a sua primeira experiência como treinador principal de uma equipa sénior. Como surgiu o convite do GRUDER e por que decidiu aceitar?
Francisco Serra – O convite surgiu por parte do mister Marco Lebre, que me contactou com o intuito de ser treinador-adjunto no plantel principal e assumir o comando da equipa ‘B’, de modo a evoluir os atletas e prepará-los para uma eventual transição. Apesar de não ter sido a minha primeira experiência como treinador principal numa equipa sénior (GARECUS – 2020/21), e de na altura ter uma outra proposta muito boa, o principal motivo para ter aceite o convite foi a possibilidade de trabalhar, pela primeira vez, uma equipa desde início, implementando mais rigorosamente as minhas ideias. Estar também presente na equipa técnica inserida numa competição nacional, também foi um fator decisivo.

Derby – O GRUDER viveu uma época muito especial, num contexto diferente em que a presença inédita da equipa principal na 3.ª Divisão Nacional levou à criação de uma equipa ‘B’, maioritariamente composta por jovens formados nos escalões juvenis do clube. O facto de ter um plantel substancialmente mais jovem que o dos rivais foi um obstáculo para o treinador?
Francisco Serra – Foi e não foi. A nossa maior dificuldade esta época foi claramente a inexperiência dos jogadores, principalmente contra equipas mais “batidas”. A necessidade de saber quando acelerar o jogo ou pautá-lo mais, de saber quando temos de estar mais na expectativa e não a pressionar alto, etc. No entanto em termos de trabalho, foi muito fácil gerir porque tive a sorte de o plantel ter imensa qualidade e, muito mais importante, vontade de melhorar e fazer bem, o que por vezes não se encontra quando se tem jogadores mais velhos.

Derby – Mesmo assim, o GRUDER ‘B’ acaba o Campeonato no 6.º lugar, à frente dos outros três clubes do Concelho, com o estatuto de melhor equipa oureense em prova. É simbólico, mas não deixa de ser importante, não?
Francisco Serra – Sendo sincero, nunca pensámos nisso. Ficámos à frente das equipas de Ourém, mas apenas ganhamos ao Vale Travesso nas duas voltas, por isso é que se torna um pouco irrelevante em falar em ser a melhor. Conseguimos, sim, ser mais regulares e demonstrar qualidade semana após semana. O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

Derby – Além disso, terminaram a temporada com a conquista da primeira edição da Taça Ourém Futsal. Qual a importância desta vitória e que papel pode ter um torneio destes para o desenvolvimento da modalidade no Concelho?
Francisco Serra – A vitória no torneio foi o culminar de uma época excelente e com os jogadores a terem o devido protagonismo e reconhecimento, algo que nem todos lhes reconheciam, mas que ficaram a saber do que eram mesmo capazes. Vencemos o torneio apenas permitindo um empate, com o melhor ataque e o melhor marcador e ainda com um espírito de grupo invejável. Foi perfeito! Em relação ao torneio, é uma excelente ideia para promover não só o futsal no distrito, mas também para fazer evoluir a modalidade na região. Todos os jogadores e treinadores conhecem-se, e quem se conseguir adaptar melhor e evoluir mais rapidamente vai ter mais sucesso nas competições oficiais.

futsal-gruder-francisco-serra-equipa Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER
O GRUDER ‘B’ foi 6.º classificado entre as 13 equipas do Campeonato Distrital, competindo apenas com jovens formados no clube

 

Derby –  Tendo em conta as características e o contexto muito especial da sua equipa, é uma classificação que o deixa satisfeito e realizado enquanto treinador?
Francisco Serra – Não tenho muito que dizer de negativo em relação a esta época, pois não podia ter pedido muito mais aos meus jogadores do que aquilo que eles deram. A classificação não deixa muitas surpresas em relação a todos os lugares, dada a qualidade das equipas. Era algo inconcebível, exigir a uma equipa tão jovem para se bater de igual para igual com a equipa d’ Os Patos ou do São Vicentense, que na minha opinião foram as duas mais fortes e as únicas contras as quais não conseguimos discutir os jogos até ao fim. No entanto, todos os outros jogos foram disputados até ao fim, o que mais uma vez demonstra bem o qualidade da equipa que era dada no início como a mais fraca do campeonato.

Contudo, o que me orgulha mais neste fim de época foi a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. Isso para mim é o que mais me deixa realizado enquanto treinador.

 

O que me orgulha é a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. É o que mais me deixa realizado enquanto treinador

 

Derby – Quais foram os pontos fortes da sua equipa e aqueles onde não esta não conseguiu estar tão bem?
Francisco Serra – O nosso ponto mais forte esta época foi o colectivo. A vontade, a solidariedade, a entrega de todos os atletas seja em treinos e jogos, o querer aprender, evoluir e melhorar, foi o nossa maior força para termos alcançado estes resultados. Em termos táticos fomos sempre muito perigosos nas bolas parada, na intensidade defensiva e nos confrontos 1×1 raramente perdíamos um lance. Em termos individuais tenho de destacar o Rafael Marques que começou a época como terceiro guarda-redes da equipa principal e que na equipa ‘B’ sempre que foi uma parede intransponível, jogando quase sempre uma parte em que a equipa sofreu poucos golos.  Para mim, claramente o melhor guarda-redes deste campeonato.

Por outro lado, a inexperiência, como já referida, foi a maior dificuldade assim como a discrepância técnica, tática e psicológica que se acentuou na fase final da época, dada a falta de minutos para alguns jogadores, que no seu escalão (juniores) teriam muitos minutos e poderiam ter evoluído mais, mas que nos seniores não conseguiram acompanhar os que já estavam melhor preparados para esse salto.

Derby –  A certa altura, a época tornou-se ainda mais especial para o mister, pois além de ceder vários jogadores à equipa principal, também foi chamado a dar o seu contributo em campo. Pode contar aos leitores do Derby como surgiu esta oportunidade?
Francisco Serra – Após a saída do mister Marco e com a entrada do mister Hélder, e uma vez que já estava mais afastado das minha funções técnicas na equipa principal e focado apenas na equipa “B”, foi conversada essa possibilidade com intuito de dar algo diferente à equipa e algo que a equipa estava a necessitar. Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador. Após umas semanas de treino para ganhar algum ritmo e para ver se encaixava bem na equipa, fui inscrito e penso ter dado um bom contributo.

 

De volta à quadra? Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador

 

Derby – Como é que se sente mais útil: como treinador ou jogador?
Francisco Serra – Ser treinador é algo com que sempre sonhei e estou determinado em investir para ir o mais longe possível. Ainda sou jovem, tenho muito para aprender, mas também já tracei alguns objectivos e tenho alguns treinadores que sigo como modelo que me fazem querer ser igual ou melhor. Contudo e apesar de nos últimos três anos ter deixado “o jogador” mais de parte para me dedicar a evoluir como treinador, sinto que ainda tenho capacidade para jogar a um bom nível.

Derby Já foi contactado pelo GRUDER no sentido de prolongar a ligação ao clube?
Francisco Serra – Já fui contactado para continuar a trabalhar na formação e para fazer parte do plantel sénior da próxima época. No entanto, ainda nada é certo…

Derby –  Complete a frase: as equipas treinadas por Francisco Serra caracterizam-se por…
… pela intensidade defensiva, pelo rigor tático e reconhecimento das virtudes e fraquezas próprias.

futsal-gruder-2 Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER
Francisco Serra elogiou a evolução de Rafael Marques: “Foi o melhor guarda-redes deste campeonato.”

Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

entrevista-derby-sergio-pinto-1 Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Depois de mais uma década como jogador e treinador adjunto, Sérgio Pinto aceitou o desafio de comandar a primeira equipa sénior feminina da história do Juventude Ouriense. Pelo meio, assumiu o risco de acumular funções ao leme da formação masculina, numa decisão corajosa da qual não se arrepende. Exclusivamente dedicado ao futsal feminino, encara a próxima época com ambição: “Queremos chegar à Taça Nacional e subir de divisão.”

Entrevista Derby com… Sérgio Pinto

Derby – Que balanço faz da temporada a nível coletivo?
Sérgio Pinto – Faço um balanço muito positivo. Fica a clara sensação de que podíamos ter chegado mais longe na Taça Distrital. Esse é, sem dúvida, o maior amargo de boca que levamos desta época. Foi um projeto em ano de estreia que nos obrigou a muito trabalho. Começámos a trabalhar no projeto em Fevereiro de 2021. Sabíamos perfeitamente do potencial por explorar no futsal feminino e o nosso grande foco é valorizar o desporto feminino, especificamente o futsal. Partindo daí, e tendo em conta que este foi o primeiro ano, ainda com uma pandemia mundial a dificultar a vida de todos, acho que o balanço tem de ser muito positivo.

 

Derby – A nível individual, foi a sua primeira temporada como treinador principal. Foi muito diferente do que idealizava?
Sérgio Pinto –  As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Ser treinador era um desejo de há muitos anos e sabia que seria algo que iria acontecer de forma natural. Ao longo desses anos, fui-me preparando e trabalhando para ser o mais competente possível assim que tivesse uma oportunidade. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha. Por isso, é óbvio que, de ano para ano, estarei mais preparado e com mais experiência, o que ajudará no meu trabalho. Mas não posso dizer que tenha sido apanhado de surpresa, até porque já tinha trabalhado como treinador adjunto em 2011/12, numa equipa de juniores, assim como na época passada, na equipa de seniores masculinos da Juventude Ouriense.

As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha

 

Derby – No último terço da época, aceitou o desafio de assumir também a equipa sénior masculina. O que o levou a aceitar esse convite com a temporada em curso?
Sérgio Pinto –  A realidade é que quando entrei, faltava uma jornada para acabar a 1ª volta. Aceitei esse desafio por duas grandes razões: a primeira, por sentir que o projeto estava numa fase de mudança e que eu poderia ajudar nessa mudança, porque conhecia o plantel muito, muito bem. A segunda, porque a Juventude Ouriense ajudou-me a crescer como jogador, deu-me a primeira oportunidade de integrar uma equipa técnica em 2011/12, a época passada voltou a acreditar em mim para ser treinador adjunto na equipa sénior masculina, depois de ter deixado de jogar. Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim. E essas foram as grandes razões para aceitar o desafio: o clube mostrar que precisava de mim e eu sentir que podia ajudar o clube.

 

Derby – Teria sido mais confortável recusar, até para preservar a sua imagem como treinador, se as coisas não resultassem como se pretendia. Podemos entender a sua decisão como um ato de coragem de um treinador sem medo de assumir riscos e desafios?
Sérgio Pinto –  Eu prefiro deixar a palavra coragem para coisas mais importantes da nossa vida. Mas, sem dúvida que sentia que era muito mais confortável recusar. Para o exterior, tinha muito mais a perder do que a ganhar e, no meio de uma época que estava a ser interessante na equipa feminina, era fácil não correr esse risco. A realidade é que além do que eu disse na pergunta anterior, nós aprendemos em todas as situações. Das melhores, às mais adversas. E eu cresci muito com esse desafio. O empenho e a dedicação foram iguais às que tive no feminino. Quem trabalhou comigo sabe isso. Aquilo que passa para quem só vê os resultados semanalmente, ou mesmo o jogo a cada fim de semana não me preocupa assim tanto, porque no final eu saí bem melhor treinador do que era antes.

futsal-sergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
Sérgio Pinto levou a equipa feminina ao pódio do Inter Distrital na época de estreia das azuis

 

Derby – A equipa feminina tinha condições para mais do que o 3.º lugar ou é um resultado que o deixa satisfeito?
Sérgio Pinto –  Acho que a classificação final se adequa àquilo que fizemos ao longo da época. A equipa tem um potencial enorme, mas há dores de crescimento que não são possíveis de fugir. O plantel foi tendo várias mudanças ao longo da época. Das jogadoras que trabalharam comigo, só uma tinha estado em competição na época anterior. Tivemos um plantel com realidades muito diferentes. Desde jogadoras com vários anos de futsal, até jogadoras que só tinham jogado futebol 11 ou até quem nunca tivesse sido federada. Colocar tudo isto em cima da mesa e fazer uma equipa competitiva não é fácil. Olhamos para as duas equipas que ficaram à nossa frente e a realidade é completamente diferente. Mesmo assim, tivemos a capacidade de jogar olhos nos olhos com essas equipas e em muitos momentos sermos superiores, sendo sempre fiéis à nossa ideia de jogo. A classificação acho que é a normal. O processo de crescimento, esse sim, deixa-me muito satisfeito e deve-se ao caráter fantástico que as minhas jogadoras têm.

Assumir a equipa masculina foi um ato de coragem? Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim […] Era muito mais confortável recusar […] Para o exterior, tinha tinha muito mais a perder do que a ganhar. 

Derby – E a equipa masculina? A que se devem as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível dos resultados desportivos, que ficaram aquém do esperado.
Sérgio Pinto –  Foi uma época muito atribulada. As várias mudanças no plantel a meio da época e mudanças na equipa técnica criam uma instabilidade grande à equipa. Depois também fomos muito castigados com lesões ao longo da época, mas essas infelizmente fazem parte. A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu que fui o treinador da equipa. Acredito que tudo isto tenha servido de lição e que o passo atrás que se deu a certa altura, sirva para no futuro dar várias passos em frente no projeto.

Derby –  Depois de vários anos ligado ao futsal masculino, como jogador e também como treinador adjunto, quais as principais diferenças que sentiu na comparação com a realidade do futsal feminino?
Sérgio Pinto –  Existem várias, umas que são normais e outras que se o são, têm de deixar de ser. Senti da parte de diversos agentes desportivos uma desvalorização do futsal feminino. Os projetos são muito menos preparados e pensados. Os árbitros são algumas vezes menos rigorosos em algumas questões, permitindo situações que não vão ao encontro das leis de jogos, ao invés de ter uma atitude pedagógica de forma a todos aprenderem. Por outro lado, existe um compromisso, vontade de trabalhar e dedicação nas jogadoras com quem trabalhei, que é muito difícil encontrar no masculino. E esse fator parece-me transversal às equipas femininas.

futsal-juvouriense-sergiopinto-mascara Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina
A pandemia foi outro obstáculo que tornou o desafio ainda mais complexo… e aliciante

Derby –  Como avalia o crescimento do futsal feminino e o que ainda há a fazer para ser cada vez mais valorizado?
Sérgio Pinto –  O crescimento tem sido evidente, basta ver as audiências das transmissões de jogos e público presente nos estádios e pavilhões. O potencial é, ainda assim enorme, e somos todos nós, que fazemos parte desta dinâmica, que temos de convencer as pessoas a valorizarem ainda mais o desporto feminino e, no nosso caso em concreto, o futsal feminino. Nós estamos na base da pirâmide e se nós elevarmos a qualidade de trabalho e a seriedade a nível distrital, vamos obrigar a quem está nas divisões nacionais a melhorar também.

A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu. 

Derby – Na próxima época, volta a assumir apenas a equipa feminina…
Sérgio Pinto –  No masculino, desde o início que todos sabíamos que a minha missão era até ao final da época, independentemente dos resultados. Em relação à equipa feminina, só foi oficializado na semana passada, mas estamos já há algum tempo a trabalhar na preparação da próxima época.

Derby – Qual o objetivo para a próxima temporada?
Sérgio Pinto – Passa por fazer melhor que na época anterior e fazer melhor no campeonato é chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital é chegar à final e ganhar. Os objetivos têm de ser esses. Se o vamos conseguir ou não, veremos no final da época, porque com certeza haverá outras equipas a lutar pelo mesmo e as vagas não são ilimitadas. Mas não podemos ter medo de assumir que é para isso que planeamos a próxima época e não fazia sentido não ambicionar mais do que fizemos na época de estreia.

Objetivo para a próxima época? Queremos chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital, queremos chegar à final e ganhar

Derby – Como é que se define enquanto treinador?
Sérgio Pinto –  Prefiro sempre que sejam os outros a falar sobre mim, acho que nunca temos o distanciamento que é preciso para nos avaliarmos a nós próprios. Mas, em linhas gerais sou alguém que é apaixonado pelo desporto, pelo futsal e que se dedica a 100% aos projetos que abraça. Tendo essa exigência para comigo, obviamente que me leva a ter essa exigência com aqueles que comigo trabalham.

Complete a frase: as equipas do mister Sérgio Pinto caracterizam-se por…
… serem equipas intensas, que deixam tudo em campo, trabalhando sempre para valorizar o clube e a modalidade que representamos. Isso é algo que só depende de nós e que é inegociável.

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