Categoria: Destaque

Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense

futebol-atlouriense-ana-rita-oliveira-e-claudia-rocha Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense

Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Clube Atlético Ouriense, lutando pela titularidade com um objetivo comum: ajudar o emblema da Caridade a garantir a manutenção na Liga BPI.

Ana Rita Oliveira tem 24 anos e apesar da tenra idade é uma das guarda-redes mais experientes na Liga BPI, contando passagens por SC Braga, Vilaverdense, Famalicão, Amora e Torreense.

Ana Rita Oliveira já foi convocada para a Seleção Nacional ‘A’, mas nunca representou Portugal em campo. Ainda assim, soma 28 internacionalizações pelas seleções jovens nacionais.

futebol-atlouriense-ana-rita-oliveira.-jpg Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense
Ana Rita Oliveira começou a última temporada no Amora FC e terminou na baliza do Torreense

Cláudia Rocha tem 23 anos e chega a Ourém proveniente do Valadares Gaia, emblema que representou nas últimas cinco temporadas, depois de ter cumprido a sua formação no Boavista e de ter representado as axadrezadas na 1.ª Divisão do Campeonato Nacional em 2016/17. Não soma internacionalizações, mas já foi convocada para estágios das seleções nacionais jovens.

A dupla de guardiãs vem resolver o problema criado pela saída de Anne Ulliac, internacional canadiana que representou o Atlético na última temporada, por empréstimo do Sporting Clube de Portugal.

Cláudia Rocha foi a única guardiã presente no primeiro dia de treinos, no último sábado, mas o Derby sabe que Ana Rita Oliveira integrou o plantel no início desta semana.

fut-atlouriense-claudia-rocha Ana Rita Oliveira e Cláudia Rocha reforçam a baliza do Atlético Ouriense
Cláudia Rocha representou o Valadares Gaia nas últimas cinco temporadas

Uma aventura inesquecível com direito a ‘prémio de montanha’ na etapa rainha da Volta à Portugal

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-2-e1660060099146 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O quinteto do Grupetto Per Caso viveu um dia absolutamente inesquecível em plena Volta a Portugal

Serra da Estrela, Alto da Torre, 7 de agosto de 2022. Volta a Portugal em Bicicleta, octogésima terceira edição, a mítica Subida à Torre. Uma aventura inesquecível para cinco corredores oureenses.

Hugo Simões, Pierre Ribeiro, Rui Ferreira, Vasco Lopes e Viviano Inácio não pertencem ao pelotão que vai correndo parte do país até 15 de agosto, mas viveram por dentro as emoções fortes da etapa-rainha.

Este quinteto de ciclistas integra o Grupetto Per Caso, um grupo oureense de corredores amadores, que o Derby já lhe apresentou. Apaixonados por ciclismo de estrada, não perderam a oportunidade de acompanhar a etapa mais ansiada da Volta, testando eles próprios a dureza da subida ao ponto mais alto de Portugal Continental.

Em declarações exclusivas ao Derby, os cinco trepadores reviveram a mítica subida do último domingo. “No meu caso, foi a segunda vez que fui ver a chegada do pelotão à Torre. A ideia surgiu do Bruno, há um ano. Agora demos continuidade e queremos impor a tradição de representar o Grupetto Per Caso na mítica subida à Torre”, conta-nos Vasco Lopes.

Bruno Marques, grande mentor da iniciativa em 2021, ficou em terra, traído por uma indisposição de última hora. “Comi alguma coisa que me fez mal no sábado e passei mal durante a noite”, lamenta.

A Etapa 3 da Volta a Portugal ligou a Sertã ao Alto da Torre, expondo o pelotão à dureza de 159 quilómetros maioritariamente a subir. Hugo, Pierre, Rui, Vasco e Viviano fizeram questão de cumprir os últimos 30km do percurso, precisamente a partir do momento em que a etapa começou a inclinar-se vertiginosamente rumo ao cume da serra. Em dose dupla!

“Partimos de Tortosendo e subimos à Torre pelo lado da Covilhã, com descida a Manteigas pelo Vale Glaciar e nova subida a Penhas Douradas e Sabugueiro, antes de mais 18km de subida pura e dura de volta à Torre”, explica Vasco, revelando o verdadeiro carrossel do pedal que o Grupetto Per Caso experimentou, no domingo.

“Para mim, foi a estreia e a sensação foi de sofrimento total”, assume Pierre Ribeiro, denunciando a subida em dose dupla, idealizada pelo companheiro Vasco Lopes para apimentar ainda mais o percurso. “Um rapazinho cá do grupo teve a excelente ideia de subir à Torre duas vezes, mas foi espectacular apreciar aquelas paisagens”, assume Pierre, lamentando apenas que o flagelo dos incêndios também tenha marcado a tirada, destruindo grande parte da paisagem.

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-1-e1660060905681-300x193 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
O verdadeiro Prémio de Montanha…

Viviano Inácio subiu à Torre pela primeira vez e partilha das mesmas sensações dos colegas, sublinhando ao Derby aquilo que mais o marcou, sem esquecer o maior de todos os prémios. “Foi o feeling de sofrimento e de ultrapassar os limites para atingir o objetivo. O que eu tive de sofrer para comer a mítica sandes…”, recorda, aludindo àquela combinação irresistível de queijo e presunto a envolver um bom pão caseiro, à moda do Ti Branquinho, um café cirurgicamente colocado junto à nascente do Mondego.

“Não sei qual das subidas custa mais… Se a da Torre ou aquelas curvas todas antes da tasca”, questiona Rui Ferreira.

“A tasca parecia uma miragem, nunca mais surgia no horizonte”, desabafa Viviano Inácio que foi à fonte com tanta sede que acabou a barrar a dita sandes com uma verdadeira injeção de açúcar. “Íamos esganados, o Viviano acompanhou a dele com marmelada”, atira Vasco Lopes, à gargalhada.

Quando Maurício Moreira, Luís Fernandes e Frederico Figueiredo chegaram à Torre, já o Grupetto Per Caso os tinha aplaudido entre a multidão, a 10 km da meta, vitoriando os verdadeiros profissionais num dia absolutamente inesquecível para este quarteto de oureenses, que já só pensa… em repetir a aventura.

“Também foi a minha primeira vez e espero que possa ser a primeira de muitas. Obrigado a todos pela excelente companhia e pelo grande dia que passámos juntos”, vinca Hugo Simões.

“Estamos a apontar para 1 ou 8 de outubro”, revela Vasco Lopes, apontando os verdadeiros encantos de uma tirada verdadeiramente especial para quem pedala por prazer. “Participámos na festa do ciclismo, com uma sensação de sofrimento, mas também de superação especial e de ultrapassar os limites de cada um, usufruindo das paisagens e da camaradagem.”

ciclismo-grupetto-per-caso-serra-da-estrela-4 Uma aventura inesquecível com direito a 'prémio de montanha' na etapa rainha da Volta à Portugal
A tirada mítica foi discutida ao sprint depois de uma subida verdadeiramente infernal

Fátima Trail Team segue firme na liderança provisória do Circuito Nacional de Trail Longo

trail-fatimatt-corvus-miguelbertolo-ritamaia-davidcosta-ricardogoncalves Fátima Trail Team segue firme na liderança provisória do Circuito Nacional de Trail Longo
David Costa (dorsal 502) é 3.º na classificação geral e líder no escalão MSen

O Fátima Trail Team continua a liderar o Circuito Nacional de Trail Longo, mantendo o 1.º lugar na atualização publicada recentemente pela Associação de Trail Running de Portugal (ATRP).

Além do bom desempenho coletivo, os fatimenses contam dois brilharetes a nível individual: David Costa e Rui Fresco estão no Top 5 do ranking por atletas, liderando o respetivo escalão.

David Costa é o atual 3.º classificado na tabela geral do Circuito Nacional de Trail Longo, liderando o escalão MSen; Rui Fresco segue no 5.º lugar da geral e continua em 1.º no escalão M45.

A classificação geral é provisória e obedece aos resultados que clubes e atletas vão protagonizando ao longo da temporada. Para efetivar a classificação e alcançar o estatuto de ‘finisher’, cada equipa tem de participar em pelo menos 10 provas do calendário que integra o Circuito Nacional de Trail Longo da ATRP (para os atletas, mínimo de seis provas).

À data de hoje, apenas duas equipas já garantiram o estatuto de ‘finisher’, sendo o Fátima Trail Team uma delas. O Clube Desportivo de Espite, por exemplo, ocupa o 3.º lugar na lista provisória, mas ainda precisa de participar em (pelo menos) mais uma prova para poder entrar nas contas da classificação final.

Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

futebol-atlouriense-marco-ramos-2-1 Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

O treinador da equipa sénior feminina aborda a próxima temporada, assumindo a necessidade de reforçar a equipa para que o Clube Atlético Ouriense possa lutar pela manutenção no escalão máximo. Faz um balanço positivo do primeiro dia de trabalho, reconhece lacunas mas lembra que ainda há tempo para afinar a máquina, reforçando a importância de compor o plantel com mais e melhores soluções, sobretudo tendo em conta a exigência a que a equipa vai ser exposta nos primeiros jogos oficiais. 

Entrevista Derby com… Marco Ramos

 

DERBY – Primeiro treino da pré-temporada, primeiras sensações do treinador?
Marco Ramos – Estamos numa fase muito inicial, ainda há jogadoras a chegar e ainda estamos a conhecer o grupo de trabalho. Estamos a começar a impor o processo de treino e aquilo que são as regras de funcionamento do clube. Em termos gerais, dentro das nossas possibilidades e do que podíamos ter para um primeiro treino, foi positivo.

DERBY – Qual é o grande objetivo da temporada?
Marco Ramos –Vamos lutar pela permanência, obviamente. Mas este grupo de trabalho ainda está muito reduzido. Neste momento? Está muito difícil. Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo. Pelo contrário, com mais quatro ou cinco jogadoras, podemos ter condições para lutar pela manutenção e tentar evitar a ida ao playoff. E mesmo que o tenhamos de disputar, vamos ser uma equipa com grande possibilidade de garantir a permanência através dessa via.

 

Se não formos buscar mais quatro ou cinco jogadoras, vamos ser um alvo fácil de abater na luta pelo nosso objetivo

 

DERBY – O Atlético acaba por ser uma das últimas equipas a dar início aos trabalhos. Faltam três semanas para o início oficial da época. Pouco tempo ou tempo certo?
Marco Ramos – Acima de tudo, precisamos de mais jogadoras. A questão do tempo só nos condiciona pelo facto de ainda precisarmos de jogadoras. Não faria sentido iniciar o processo com meia dúzia de jogadoras, razão pela qual iniciámos os trabalhos de pré-época mais tarde. Na minha opinião, é melhor ter todo o grupo de trabalho a treinar em três semanas, do que começar antes e andar aqui em conta gotas.

DERBY – A época com duplo confronto com o Torreense, um adversário que se reforçou bem e já está a trabalhar há duas semanas. O Atlético parte em desvantagem na Taça da Liga?
Marco Ramos – Vamos tentar fazer o nosso melhor. Sabemos que o Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos.

 

Taça da Liga? O Torreense está mais avançado no seu trabalho, mas isso não se pode notar dentro do campo. Vamos tentar contrariar este argumento, de forma inteligente e com as armas que temos

 

DERBY – Logo a seguir, o Atlético abre a Liga BPI com três testes de fogo: Sporting em casa e visitas a SC Braga e Amora FC. Sem os reforços que “reclama”, vai ser difícil deixar boa imagem neste início de época?
Marco Ramos – Estamos no mercado. Não está fácil contratar as jogadoras que queremos e que nos possam ajudar a cumprir os objetivos do clube. É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época. Não é fácil trabalhar com 14 jogadoras e ter competitividade interna. Se não houver competitividade dentro do plantel, não vamos ser competitivos durante a época. Sabendo, então, que vamos apanhar Sporting, SC Braga e Amora nas primeiras três jornadas, temos de estar muito bem e temos de ter boas jogadoras para sermos competitivos. Não digo que vamos ganhar esses três jogos, mas pelo menos podemos ser uma equipa competitiva.

 

É muito claro para mim e já o transmiti à direção: se não formos buscar reforços, torna-se difícil garantir a manutenção e conviver com o que pode acontecer ao longo da época

 

futebol-atlouriense-marco-ramos-4-1-scaled Entrevista Derby! «Com mais quatro ou cinco reforços podemos lutar pela manutenção»

 

De Espite para Itália! Pedro Ribeiro representa Portugal no Mundial de Skyrunning

trail-cdespite-pedroribeiro-fotosdoze De Espite para Itália! Pedro Ribeiro representa Portugal no Mundial de Skyrunning

O Clube Desportivo de Espite assinalou mais um momento histórico, através da secção de trail running e dos seus atletas.

António Almeida e Pedro Ribeiro foram convocados para representar Portugal na próxima edição do Mundial de Skyrunning, a decorrer em Itália, entre 9 e 11 de setembro.

Sucede, porém, que apenas Pedro Ribeiro decidiu participar nesta competição, ao contrário de António Almeida, que entendeu não competir por não concordar com as condições apresentadas pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Aliás, o próprio Clube Desportivo de Espite confirmou esta informação, numa nota publicada nas redes sociais. “António Almeida, também convocado, decidiu não participar não concordando com as condições apresentadas. De resto, o clube demonstra também um profundo desagrado pela FCMP – Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal não ter reunido condições iguais para todos os atletas selecionados.”

O Mundial de Skyrunning decorre em Ossola, entre a dureza da região transalpina. Pedro Ribeiro vai representar Portugal na disciplina de Skyultra, que consiste numa prova de 61 quilómetros com 3,759 metros de desnível positivo.

Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-5 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
No primeiro dia reinou a boa disposição e a alegria no trabalho

O Clube Atlético Ouriense abriu a temporada 2022/23, este sábado, dando início à pré-época da equipa sénior feminina, que passou o dia na Caridade, entre apresentações, exames clínicos e dois treinos às ordens de Marco Ramos.

O Derby foi o único órgão de comunicação social presente no Campo Adelino dos Santos Júnior e vai contar-lhe tudo sobre a preparação do Atlético Ouriense para a nova temporada.

Marco Ramos contou com 21 jogadoras no dia de abertura, mas o Derby sabe que o plantel não está fechado e há (mais) reforços a caminho da Caridade. Apenas Carol Pocinho, Sony Costa, Jéssica Pastilha e Sara Brasil transitam da última temporada, razão pela qual o elenco das oureenses está recheado de novidades.

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-4 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
Marco Ramos lidera a equipa técnica pela segunda temporada consecutiva

Entre os reforços, destaque para Cláudia Rocha, que trocou o Valadares Gaia pelo Atlético Ouriense. Foi a única guarda-redes presente no treino, mas o nosso jornal apurou que há uma guardiã prestes a ser integrada no plantel principal.

A central Joyce Ramos e a atacante Gabriela Zidoi também são reforços e já treinaram na Caridade. A dupla de brasileiras chega do Clube Condeixa e promete pegar de estaca na equipa, tal como Melanie Cunha, avançada natural dos Estados Unidos, que fez 9 golos em 15 jogos pelo Condeixa na época passada.

Do Brasil, chega a Ourém Sofia Sena, para reforçar o meio-campo das oureenses, vinda diretamente do histórico Atlético Mineiro. Leonilde Rodrigues também deu nas vistas no primeiro dia: a atacante cabo-verdiana chega do Atlético de Portugal para se impor na filial oureense.

A pré-temporada prossegue nas próximas semanas, com treinos diários e jogos de preparação. Os primeiros compromissos oficiais, esses, estão marcados para 28 deste mês e 4 do próximo, ambos contra o Torreense, a contar para a Taça da Liga.

futebol-atlouriense-2022.23-pretemporada-16 Exclusivo Derby! Atlético abriu pré-temporada com muitas caras novas na Caridade
O presidente José Luís Ferreira falou o grupo logo pela manhã e também assistiu ao treino da tarde

Tiago Silva prepara terceira temporada ao leme do Vasco da Gama

futebol-vasco-da-gama-tiago-silva-treinador Tiago Silva prepara terceira temporada ao leme do Vasco da Gama

Não há duas sem três: Tiago Silva renovou contrato com o Vasco da Gama e vai comandar a formação de Boleiros-Maxieira na 2.ª Distrital da Associação de Futebol de Santarém, pela terceira temporada consecutiva.

O técnico, de 34 anos, continuará a acumular funções com o cargo de treinador dos Sub-19, reeditando uma fórmula de sucesso que tem dado frutos ao nível da formação de jovens jogadores, com resultados desportivos de relevo.

Na temporada passada, o Vasco da Gama fechou a participação na 2.ª Distrital, no 6.º lugar, com 5 vitórias, 3 empates e 8 derrotas na Série B da prova, à frente de União de Tomar ‘B’, CD Vilarense e CCD Caxarias.

Sediado na Freguesia de Fátima, este emblema oureense aposta essencialmente na formação de jovens, uma matriz plasmada na construção do plantel sénior, maioritariamente composto por atletas oriundos dos escalões juvenis.

Tiago Silva tem sido fundamental na articulação entre juniores e seniores, contribuindo para a consolidação da Associação Desportiva Recreativa Cultural Vasco da Gama enquanto entidade formada de méritos reconhecidos.

Caxarias aposta em Telmo Ferreira para lutar pelos primeiros lugares

futebol-caxarias-telmo-ferreira Caxarias aposta em Telmo Ferreira para lutar pelos primeiros lugares
Telmo Ferreira regressa a Caxarias para comandar a equipa principal | Foto Pedro Pereira

Telmo Ferreira vai assumir o comando técnico da equipa principal do Centro de Cultura e Desporto de Caxarias. O antigo médio dos rubronegros aceitou o desafio do emblema oureense e regressa à Chã, agora na qualidade de treinador.

Na apresentação do técnico, o CCD Caxarias colocou a fasquia nos “lugares cimeiros”, confirmando que a aposta em Telmo Ferreira surge com o objetivo de recolocar o clube na rota da luta pela subida à 1.ª Distrital.

Telmo Ferreira tem 31 anos, vestiu a camisola 7 do Caxarias em 2020/21, antes de pendurar as botas e assumir o cargo de treinador da equipa ‘B’ do União de Tomar, formação ao serviço da qual somou 4 vitórias, 4 empates e 8 derrotas na edição 2021/22 da 2.ª Distrital, classificando a equipa à frente de… Caxarias e Vilarense.

Entretanto, o CCD Caxarias já começou a desvendar alguns dos nomes que vão representar o clube em 2022/23, com destaque para os inevitáveis Emanuel Lopes Luís Lopes, capitão e sub-capitão, respetivamente.

Entrevista Derby com Xavier Costa: “A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional”

entrevista-xavier-costa Entrevista Derby com Xavier Costa: "A Juventude Ouriense pode e deve aspirar a ser um clube de dimensão nacional"

Em entrevista exclusiva ao Derby, Xavier Costa explica por que aceitou o convite da Juventude Ouriense e quais os objetivos dos azuis para a próxima temporada. O reforço da equipa, a necessidade de consolidar uma mentalidade vencedora, o exemplo do SC Ferreira de Zêzere e as bases que podem lançar o clube na rota da elite nacional, sem esquecer as experiências internacionais nos Emirados Árabes Unidos e no Luxemburgo, antes de ‘aterrar’ no Caneiro, onde esperar criar uma equipa agressiva, de olhos postos na baliza adversária e capaz de entrar para ganhar em todos os jogos.

 

Entrevista Derby com… Xavier Costa

 

Derby – O que o levou a aceitar o desafio de treinar a Juventude Ouriense?
Xavier Costa – Apesar de terem surgido algumas abordagens para voltar a treinar no estrangeiro, já tinha decidido que esta época ficaria por Portugal, por motivos familiares e profissionais. Através do João Lino surgiu o convite para conhecer o projeto da Juventude Ouriense, aquilo que já estava feito e o que se pretendia fazer e foi fácil chegar a entendimento. É um desafio que me permite manter motivado e sentir que estou a ajudar no crescimento do projeto.

 

Derby – Já orientou a equipa na Taça Ourém, já garantiu reforços e tem o plantel praticamente definido. O que podemos esperar da Juventude Ouriense na próxima época? Xavier Costa – A Juventude Ouriense entrará em todo e qualquer jogo da próxima época com a ambição de conseguir a vitória. Não sou prepotente ao ponto de dizer que o faremos sempre ou que se trata de uma tarefa acessível, mas é esse o meu objetivo com o grupo de trabalho que tenho à disposição. Fazê-los ver o Futsal de uma forma diferente e perceber que a este nível dificilmente um adversário terá capacidade de criar um problema que seja de impossível resolução. Cabe-nos ter a capacidade de o interpretar e de ter ao nosso dispor as ferramentas táticas para o resolver. Jogar de olhos nos olhos e no fim que ganhe o melhor. Se nos ganharem por competência própria saberemos reconhecê-lo, se nos ganharem por nossa incompetência, saberemos trabalhar para melhorar.

 

Derby – Contratou dois dos melhores guarda-redes do distrito. É um sinal claro de que a Juventude Ouriense pode ser candidato ao título e à subida de divisão?
Xavier Costa – O Miguel e o Azeitona são exemplo perfeito daquilo que queremos para a Juventude Ouriense, tal como os já anunciados Diogo Graça, Pedro Capitão e David Reis. São jogadores de qualidade, ambiciosos e com margem de progressão. O Miguel e o Azeitona, em conjunto com o Tomás, compõem um trio de guarda-redes muito interessante, que vai evoluir sob o comando do Nuno Malhoa, e que me deixam totalmente descansado no que à baliza diz respeito. Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa, como referi anteriormente entraremos em todos os jogos para ganhar. No fim, faremos as contas.

 

Candidatos à subida? Apontar a títulos ou candidaturas, é claramente prematuro e seria pouco responsável da minha parte, mas uma coisa é certa: entraremos em todos os jogos para ganhar.

 

Derby – Qual é o grande objetivo da Juventude Ouriense para 2022/23?
Xavier Costa – De uma forma global, criar uma equipa de presente, mas de olhos postos no futuro. Criar as bases e ir ajustando o que for necessário para que nos próximos anos a Juventude Ouriense esteja de forma consistente na luta pelo primeiro lugar. Normalmente chamar-se-ia um ano “zero”, mas queremos ser mais ambiciosos, queremos que seja já o ano “um”, em que seremos capazes de apresentar já resultados do trabalho que se vai desenvolver.

 

Derby – Sendo um conhecedor profundo da realidade do futsal distrital, que análise faz à evolução da modalidade no nosso Distrito, em geral, e no Concelho de Ourém, em concreto?

Xavier Costa – O Futsal no distrito podia sinceramente já estar noutro patamar, quer em qualidade, quer em quantidade. Cheguei e os clubes, os treinadores, os jogadores e os árbitros são praticamente os mesmos do que aqueles que estavam quando saí. Os candidatos aos títulos continuam os mesmos. Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão, onde as exigências para os clubes sejam muito menores e as taxas de jogo reduzidas. Em suma, uma competição que tire dos pavilhões aqueles grupos de amigos que se juntam semanalmente e os coloque no ambiente federativo. A 1º Divisão Distrital deve ser de facto a antecâmara dos nacionais, onde estejam clubes e projetos com capacidade de abraçar depois esse desafio. O concelho de Ourém continua a ser um oásis nesse sentido, podia praticamente fazer-se um campeonato só de clubes do concelho e este seria na mesma competitivo e atrativo.  Nenhum outro concelho do distrito se pode gabar do mesmo feito.

 

Há que saber atrair mais clubes, mais jogadores e mais árbitros para a modalidade. Continuo a defender que deve ser criada uma segunda divisão

 

Derby – Está igualmente por dentro da realidade do SC Ferreira do Zêzere e também contribuiu para a tremenda evolução do clube ao longo dos últimos anos. O SCFZ é exemplo para todos os clubes de pequena dimensão que sonhem um dia jogar na 1.ª Nacional?
Xavier Costa – O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila. Toda a gente sentiu que era possível o Ferreira do Zêzere chegar à primeira divisão e só esse sentimento e esforço conjunto o permitiu. A “fórmula” é simples, mas é difícil de concretizar, é preciso muito empenho, muito trabalho, investimento, coisas bem feitas, capacidade de resistir ás adversidades que surgem e vão sempre surgir quando se está a falar de um clube de um local de pequena dimensão. Agora saiba também o distrito acarinhar, apoiar e aproveitar este feito. Todos podemos beneficiar!

 

O SC Ferreira do Zêzere é o exemplo da “tempestade perfeita” para chegar à primeira divisão. É um conjugar de esforços e vontades de todos aqueles que estavam por dentro do Futsal, mas também da autarquia, do tecido empresarial, dos adeptos e da própria vila

 

Derby – Já passou por vários clubes, em Portugal e no estrangeiro. Ao nível de estrutura e condições de trabalho, em que patamar colocaria a Juventude Ouriense? É um clube que pode aspirar a uma dimensão nacional?
A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem. Pode e deve claramente aspirar a ser um clube de dimensão nacional, mas, para evitar que seja apenas um momento passageiro, terá também que ter uma envolvência e apoio para além das pessoas que compõem o seu departamento de Futsal. Tem que haver uma maior envolvência dos adeptos, da autarquia e do tecido empresarial. Da nossa parte, faremos para que se torne agradável e motivador os adeptos deslocarem-se ao Caneiro para ver os nossos jogos, que gostem daquilo que vêm, que sofram e celebrem connosco. Criar uma sensação de orgulho e pertença. Quando isso acontecer, com as bases que o clube dispõe, parece-me perfeitamente possível.

 

A Juventude Ouriense, neste momento em termos de condições de trabalho, arrisco-me a dizer que está um patamar acima de todos os outros clubes do distrito. Tem condições e confortos que mais ninguém tem

 

Derby – Que recordações guarda da sua experiência nos Emirados Árabes Unidos, tanto a nível profissional como pessoal?
Xavier Costa – Os Emirados foram uma experiência incrível a todos os níveis. Foi uma experiência que me permitiu ser profissional de Futsal e vivenciar uma realidade cultural completamente diferente da portuguesa. Desde que se vá de mentalidade aberta, é uma experiência enriquecedora. No que ao Futsal diz respeito, ainda andam um pouco a “experimentar” aquilo que pretendem para o desporto no país, mas tem vindo a evoluir ao longo dos anos. O único fator negativo foi estar no país no momento em que a pandemia do COVID 19 se tornou mesmo séria. De um momento para o outro, a competição parou, deixámos de poder treinar, ficámos “trancados” em casa e praticamente sem saber o que ia acontecer. Felizmente, eu e os dois atletas portugueses que estavam lá comigo conseguimos apanhar um dos últimos voos em direção à Europa, antes do fecho total dos aeroportos e regressar para junto das nossas famílias.

Derby – Chega a Ourém vindo do Luxemburgo. Em que é que essa experiência o tornou mais forte, enquanto treinador?
Xavier Costa – O Luxemburgo foi uma experiência interessante, mas em que o Futsal tem duas realidades completamente distintas. Existem dois a três clubes com mentalidade e investimento para estar na luta pelo título, depois mais dois ou três numa realidade intermédia e o resto é completamente amador. É um país com condições financeiras geográficas e financeiras ímpares, mas o Futsal praticamente não existe para a Federação. Enquanto a parte diretiva/organizativa não se profissionalizar na forma como trata o Futsal, não será mais do que já é habitualmente. O que é uma pena enorme…!

Para mim concretamente, foi excelente para testar alguns dos meus conceitos, da minha abordagem e da minha forma de trabalhar. Percebi que algumas coisas e alguns métodos resultam em qualquer ambiente e em qualquer grau de exigência. Encontrei desafios diferentes que me fizeram evoluir e infelizmente outros que já conhecia da realidade distrital e que não estava à espera de encontrar numa 1ª divisão.

No fundo, saio do Luxemburgo um treinador mais “afinado” em relação aquilo que faço.

Derby – Complete a frase: as equipas do Mister Xavier Costa caracterizam-se por…
Xavier Costa – Serem equipas agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

 Como nota de rodapé, não me queria despedir desta pequena entrevista sem enaltecer também o trabalho do Derby de Ourém. Projetos destes são fundamentais para o crescimento do desporto a nível local e regional, pois são também eles que dão destaque aos praticantes que de outra forma dificilmente o teriam. Continuação do excelente trabalho, da minha parte e sei que falo pela Juventude Ouriense, a porta está sempre aberta para qualquer tipo de colaboração.

As minhas equipas são agressivas, sempre com o olhar colocado na baliza adversária, em que os jogadores são obrigados constantemente a pensar e a interpretar o Futsal. Será sempre mais normal acontecer um 8-6 do que um 2-0.

Portugal convoca Joana Pontes para o Campeonato da Europa de Pista

atletismo-marcha-joanapontes Portugal convoca Joana Pontes para o Campeonato da Europa de Pista
Joana Pontes é uma oureense da Cumeada com um palmarés de respeito na marcha atlética

Joana Pontes foi selecionada para o Campeonato da Europa de Pista, a decorrer em Munique, Alemanha, de 15 a 21 de agosto.

A atleta oureense é uma das três atletas que vão representar Portugal no sector feminino da prova de 20km marcha, a par de Ana Cabecinha (Clube Oriental Pechão), campeã nacional há onze (!) temporadas consecutivas, e Carolina Costa.

Na sua última temporada no escalão sub-23, a campeã nacional de esperanças assina a sua primeira convocatória para os Europeus de seniores, integrando a maior delegação portuguesa de sempre, composta por 43 atletas.

Abdel Larrinaga (110m barreiras), Auriol Dongmo (lançamento do peso), Inês Henriques (35km marcha), Patrícia Mamona (triplo salto) e Pedro Pablo Pichardo (triplo salto) figuram entre os cabeças de cartaz da comitiva nacional.

Joana Pontes é natural da Cumeada e compete pelo Leiria Marcha Atlética. Atualmente, está em Puerto de Navacerrada, Espanha, em pleno estágio de altitude, a cuidar da sua preparação física.