Categoria: Inter Distrital

Juventude Ouriense recupera liderança com Adriana de mão-cheia

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O Juventude Ouriense regressou à liderança do Campeonato Inter Distrital, com um triunfo expressivo sobre um dos candidatos ao título. O Vitória de Santarém aproveitara a folga das oureenses na jornada anterior para tomar a liderança de assalto, mas foi sol de pouca dura…

As pupilas de Sérgio Pinto embalaram para (mais) uma exibição de gala e golearam as rivais, sem apelo nem agravo, recuperando o 1.º lugar.

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Adriana Santos foi a grande figura deste encontro, assinando uma mão-cheia de golos, neste triunfo por 6-1. A capitã Ana Rita Marques também marcou pela formação da casa, enquanto Maria Clemente reduziu para as visitantes, quando o resultado já ia em 5-0.

Com esta goleada, o Juventude Ouriense retoma a liderança, agora com 19 pontos. As azuis passaram a somar 2 de avanço sobre o Vitória de Santarém, com a vantagem de terem menos um jogo realizado em relação a estas rivais.

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Juventude Ouriense comanda Inter Distrital ao rubro

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Com a goleada ao Sport Clube Ferreira do Zêzere, o Juventude Ouriense passou a somar 16 pontos, liderando um campeonato disputado taco-a-taco com Vitória de Santarém (14) e Grupo Desportivo de Valverde (13).

Aliás, o Juventude Ouriense deve perder a liderança no próximo fim de semana. As azuis folgam na 8.ª jornada, enquanto Vitória e Valverde defrontam Ferreira do Zêzere e São Vicentense, os últimos classificados.

O regresso à competição acontece a 28 de janeiro, no Caneiro, precisamente diante do Vitória de Santarém, no qual o Juventude Ouriense tentará recuperar o 1.º lugar. Isto partindo do princípio que a próxima jornada decorre “dentro da normalidade”, com as primeiras a vencerem as últimas.

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Juventude Ouriense já é líder isolado no Inter Distrital feminino

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Sofia Ferreira marcou três golos em Proença-a-Nova © Derby

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Imparáveis! A equipa sénior feminina do Juventude Ouriense tornou-se líder isolada do Campeonato Inter Distrital, ao vencer em Proença-a-Nova, aproveitando o empate entre as perseguidoras diretas para descolar no 1.º lugar

O Juventude Ouriense foi ganhar a casa do Núcleo de Juventude, vencendo por 6 golos, num duelo marcado pelo hat-trick de Sofia Ferreira, pelo bis de Cristina Ferreira e por outro golo de Adriana Santos.

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Grupo Desportivo Valverde e Vitória de Santarém empataram a uma bola e estenderam a passadeira ao Juventude Ouriense. As pupilas de Sérgio Pinto são líderes isoladas, com 13 pontos conquistados em 15 possíveis. Levam 2 de avanço sobre o Vitória e 3 sobre o Valverde.

No próximo sábado (20h00), o Juventude Ouriense volta a casa para defrontar o Ferreira do Zêzere… se a chuva permitir.

Taça Distrital feminina > Juventude Ouriense entra em cena nas meias-finais

IMG_20221022_145819_725 Taça Distrital feminina > Juventude Ouriense entra em cena nas meias-finais

A equipa sénior feminina do Juventude Ouriense entra hoje em cena na temporada oficial, defrontando a recém-criada formação do São Vicentense.

O duelo tem início às 20 horas deste sábado, no Pavilhão Municipal do Caneiro, a contar para a 1.ª mão das meias finais da Taça Distrital.

A turma de Sérgio Pinto vai tentar um resultado que lhe permita sonhar com a presença na final da competição, sabendo que a 2.ª mão está agendada para 3 de dezembro.

Sport Clube Ferreira do Zêzere e Vitória de Santarém defrontam-se na outra final, completando o quadro de equipas seniores femininas inscritas na Associação de Futebol de Santarém.

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Futsal feminino em suspenso

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Juventude Ouriense e Lírios do Campo representaram Ourém nas provas da temporada passada

A Associação de Futebol de Santarém ainda não fechou o planeamento da próxima temporada e o Derby sabe que o órgão federativo está pouco inclinado a repetir o modelo Inter Distrital adotado na última época, por força da dimensão dos custos financeiros que o mesmo acarreta, tendo em conta a comparticipação da AFS junto dos clubes envolvidos.

Em 2021/22, o Campeonato Inter Distrital juntou cinco equipas de Santarém a outros tantos emblemas de Castelo Branco, num campeonato a duas voltas, com a presença de dois emblemas do nosso Concelho: ADC Lírios do Campo e Juventude Ouriense.

A Juventude Ouriense já manifestou a intenção de competir e até já está a trabalhar na pré-temporada, com reforços incluídos, como as irmãs Ana e Cristina Ferreira, que trocaram o futebol pelo futsal e vão representar as azuis depois de várias temporadas a representar o Atlético Ouriense na Liga BPI.

A ADC Lírios do Campo ainda não confirmou a presença e há notícias que apontam para o lançamento de duas equipas novas: São Vicentense e SC Ferreira do Zêzere.

Campeonato Distrital masculino bem encaminhado
Tal como o Derby noticiou, as competições masculinas estão melhor encaminhadas e até já há data oficial para o sorteio e para o início da competição.

Campeonato Distrital masculino já tem datas previstas

futsal-valetravesso-pedrosimoes Campeonato Distrital masculino já tem datas previstas

A Associação de Futebol de Santarém já comunicou aos clubes sobre o prazo estipulado para o início das competições oficiais de futsal no distrito.

O Campeonato Distrital de seniores masculinos tem início previsto a 1 ou 15 de outubro, estando a data definitiva dependente do número de clubes inscritos na lista final. Na temporada 2022/23, o Concelho de Ourém deverá renovar o estatuto de território com mais clubes em competição, graças à presença de Cercal, GRUDER, Juventude Ouriense e Vale Travesso.

O sorteio do calendário está agendado para 12 de setembro, a partir da sede da Associação de Futebol de Santarém, com transmissão direta a partir do Facebook do órgão federativo.

A temporada oficial começa a 17 de setembro, com a realização do Troféu Luís Boavida, prova que não deverá contar com emblemas oureenses.

Competição feminina em suspenso
Em contraponto, não há data nem informação sobre o início das provas de futsal feminino. Segundo o Derby apurou, a Associação de Futebol de Santarém ainda não fechou o planeamento da próxima temporada e estará a estudar uma alternativa mais viável em relação ao modelo Inter Distrital adotado na última época.

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Penduram as chuteiras e calçam as sapatilhas: Ana e Cristina Ferreira reforçam Juventude Ouriense

futebol-cristina-ferreira Penduram as chuteiras e calçam as sapatilhas: Ana e Cristina Ferreira reforçam Juventude Ouriense

É oficial! Cristina Ferreira vai reforçar a Juventude Ouriense. A antiga camisola 7 do Atlético trocou o campo pelo pavilhão e as chuteiras pelas sapatilhas, aceitando o desafio dos azuis para integrar a turma de Sérgio Pinto e contribuir para a consolidação do projeto de dinamização e expansão do futsal feminino.

Cristina chega ao Caneiro na companhia de Ana Ferreira, que também deixou o Atlético Ouriense para reforçar a Juventude. As leirienses regressam às origens desportivas, uma vez que foi no futsal que tudo começou, com a camisola da Academia Caranguejeira, onde ambas evoluíram até abraçarem uma experiência no futebol, sempre ao serviço do Atlético Ouriense.

Cristina Ferreira tem 28 anos e foi extremo direito do Atlético nas últimas quatro temporadas. Ana Ferreira tem 27 anos, vestiu a camisola 9 do emblema da Caridade durante três épocas, com um regresso fugaz ao futsal pela porta do CPR Pocariça. A ala Ana Ferreira e a universal Cris serão mais dois trunfos às ordens de Sérgio Pinto.

Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador… e jogador do GRUDER

Futsal-gruder-francisco-serra-treinador-gruder-b Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER

Na primeira época completa enquanto treinador de uma equipa sénior, Francisco Serra liderou a equipa ‘B’ do GRUDER no Campeonato Distrital de Santarém, conduzindo a turma da Ribeira do Fárrio à condição de melhor formação do Concelho de Ourém em prova, estatuto reforçado com a conquista da 1.ª edição da Taça Ourém Futsal. Em entrevista exclusiva ao Derby, o treinador passa em revista uma temporada especial, marcada igualmente pelo regresso à competição enquanto jogador e logo na 3.ª Divisão Nacional, pela equipa principal do GRUDER. Com a extinção da equipa ‘B’, tem em mãos um convite para jogar pela formação principal e assumir o comando de uma equipa dos escalões de formação.

Entrevista Derby com… Francisco Serra

Derby – Foi a sua primeira experiência como treinador principal de uma equipa sénior. Como surgiu o convite do GRUDER e por que decidiu aceitar?
Francisco Serra – O convite surgiu por parte do mister Marco Lebre, que me contactou com o intuito de ser treinador-adjunto no plantel principal e assumir o comando da equipa ‘B’, de modo a evoluir os atletas e prepará-los para uma eventual transição. Apesar de não ter sido a minha primeira experiência como treinador principal numa equipa sénior (GARECUS – 2020/21), e de na altura ter uma outra proposta muito boa, o principal motivo para ter aceite o convite foi a possibilidade de trabalhar, pela primeira vez, uma equipa desde início, implementando mais rigorosamente as minhas ideias. Estar também presente na equipa técnica inserida numa competição nacional, também foi um fator decisivo.

Derby – O GRUDER viveu uma época muito especial, num contexto diferente em que a presença inédita da equipa principal na 3.ª Divisão Nacional levou à criação de uma equipa ‘B’, maioritariamente composta por jovens formados nos escalões juvenis do clube. O facto de ter um plantel substancialmente mais jovem que o dos rivais foi um obstáculo para o treinador?
Francisco Serra – Foi e não foi. A nossa maior dificuldade esta época foi claramente a inexperiência dos jogadores, principalmente contra equipas mais “batidas”. A necessidade de saber quando acelerar o jogo ou pautá-lo mais, de saber quando temos de estar mais na expectativa e não a pressionar alto, etc. No entanto em termos de trabalho, foi muito fácil gerir porque tive a sorte de o plantel ter imensa qualidade e, muito mais importante, vontade de melhorar e fazer bem, o que por vezes não se encontra quando se tem jogadores mais velhos.

Derby – Mesmo assim, o GRUDER ‘B’ acaba o Campeonato no 6.º lugar, à frente dos outros três clubes do Concelho, com o estatuto de melhor equipa oureense em prova. É simbólico, mas não deixa de ser importante, não?
Francisco Serra – Sendo sincero, nunca pensámos nisso. Ficámos à frente das equipas de Ourém, mas apenas ganhamos ao Vale Travesso nas duas voltas, por isso é que se torna um pouco irrelevante em falar em ser a melhor. Conseguimos, sim, ser mais regulares e demonstrar qualidade semana após semana. O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

O nosso maior prémio foi acabarmos na primeira metade da tabela com a equipa mais jovem, o que demonstra um futuro promissor para o clube e para estes atletas.

 

Derby – Além disso, terminaram a temporada com a conquista da primeira edição da Taça Ourém Futsal. Qual a importância desta vitória e que papel pode ter um torneio destes para o desenvolvimento da modalidade no Concelho?
Francisco Serra – A vitória no torneio foi o culminar de uma época excelente e com os jogadores a terem o devido protagonismo e reconhecimento, algo que nem todos lhes reconheciam, mas que ficaram a saber do que eram mesmo capazes. Vencemos o torneio apenas permitindo um empate, com o melhor ataque e o melhor marcador e ainda com um espírito de grupo invejável. Foi perfeito! Em relação ao torneio, é uma excelente ideia para promover não só o futsal no distrito, mas também para fazer evoluir a modalidade na região. Todos os jogadores e treinadores conhecem-se, e quem se conseguir adaptar melhor e evoluir mais rapidamente vai ter mais sucesso nas competições oficiais.

futsal-gruder-francisco-serra-equipa Entrevista Derby! Francisco Serra recorda época especial como treinador... e jogador do GRUDER
O GRUDER ‘B’ foi 6.º classificado entre as 13 equipas do Campeonato Distrital, competindo apenas com jovens formados no clube

 

Derby –  Tendo em conta as características e o contexto muito especial da sua equipa, é uma classificação que o deixa satisfeito e realizado enquanto treinador?
Francisco Serra – Não tenho muito que dizer de negativo em relação a esta época, pois não podia ter pedido muito mais aos meus jogadores do que aquilo que eles deram. A classificação não deixa muitas surpresas em relação a todos os lugares, dada a qualidade das equipas. Era algo inconcebível, exigir a uma equipa tão jovem para se bater de igual para igual com a equipa d’ Os Patos ou do São Vicentense, que na minha opinião foram as duas mais fortes e as únicas contras as quais não conseguimos discutir os jogos até ao fim. No entanto, todos os outros jogos foram disputados até ao fim, o que mais uma vez demonstra bem o qualidade da equipa que era dada no início como a mais fraca do campeonato.

Contudo, o que me orgulha mais neste fim de época foi a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. Isso para mim é o que mais me deixa realizado enquanto treinador.

 

O que me orgulha é a evolução que praticamente todos os atletas apresentaram, com a presença de alguns deles no plantel principal e a responderem bem perante maiores exigências. É o que mais me deixa realizado enquanto treinador

 

Derby – Quais foram os pontos fortes da sua equipa e aqueles onde não esta não conseguiu estar tão bem?
Francisco Serra – O nosso ponto mais forte esta época foi o colectivo. A vontade, a solidariedade, a entrega de todos os atletas seja em treinos e jogos, o querer aprender, evoluir e melhorar, foi o nossa maior força para termos alcançado estes resultados. Em termos táticos fomos sempre muito perigosos nas bolas parada, na intensidade defensiva e nos confrontos 1×1 raramente perdíamos um lance. Em termos individuais tenho de destacar o Rafael Marques que começou a época como terceiro guarda-redes da equipa principal e que na equipa ‘B’ sempre que foi uma parede intransponível, jogando quase sempre uma parte em que a equipa sofreu poucos golos.  Para mim, claramente o melhor guarda-redes deste campeonato.

Por outro lado, a inexperiência, como já referida, foi a maior dificuldade assim como a discrepância técnica, tática e psicológica que se acentuou na fase final da época, dada a falta de minutos para alguns jogadores, que no seu escalão (juniores) teriam muitos minutos e poderiam ter evoluído mais, mas que nos seniores não conseguiram acompanhar os que já estavam melhor preparados para esse salto.

Derby –  A certa altura, a época tornou-se ainda mais especial para o mister, pois além de ceder vários jogadores à equipa principal, também foi chamado a dar o seu contributo em campo. Pode contar aos leitores do Derby como surgiu esta oportunidade?
Francisco Serra – Após a saída do mister Marco e com a entrada do mister Hélder, e uma vez que já estava mais afastado das minha funções técnicas na equipa principal e focado apenas na equipa “B”, foi conversada essa possibilidade com intuito de dar algo diferente à equipa e algo que a equipa estava a necessitar. Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador. Após umas semanas de treino para ganhar algum ritmo e para ver se encaixava bem na equipa, fui inscrito e penso ter dado um bom contributo.

 

De volta à quadra? Uma das maiores dificuldades notadas desde início, era a falta de um fixo de raiz que conseguisse orientar e controlar o jogo dentro de campo, com capacidade de desequilibrar através do passe, algo que se enquadra nas minhas capacidades enquanto jogador

 

Derby – Como é que se sente mais útil: como treinador ou jogador?
Francisco Serra – Ser treinador é algo com que sempre sonhei e estou determinado em investir para ir o mais longe possível. Ainda sou jovem, tenho muito para aprender, mas também já tracei alguns objectivos e tenho alguns treinadores que sigo como modelo que me fazem querer ser igual ou melhor. Contudo e apesar de nos últimos três anos ter deixado “o jogador” mais de parte para me dedicar a evoluir como treinador, sinto que ainda tenho capacidade para jogar a um bom nível.

Derby Já foi contactado pelo GRUDER no sentido de prolongar a ligação ao clube?
Francisco Serra – Já fui contactado para continuar a trabalhar na formação e para fazer parte do plantel sénior da próxima época. No entanto, ainda nada é certo…

Derby –  Complete a frase: as equipas treinadas por Francisco Serra caracterizam-se por…
… pela intensidade defensiva, pelo rigor tático e reconhecimento das virtudes e fraquezas próprias.

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Francisco Serra elogiou a evolução de Rafael Marques: “Foi o melhor guarda-redes deste campeonato.”

Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

entrevista-derby-sergio-pinto-1 Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina

Depois de mais uma década como jogador e treinador adjunto, Sérgio Pinto aceitou o desafio de comandar a primeira equipa sénior feminina da história do Juventude Ouriense. Pelo meio, assumiu o risco de acumular funções ao leme da formação masculina, numa decisão corajosa da qual não se arrepende. Exclusivamente dedicado ao futsal feminino, encara a próxima época com ambição: “Queremos chegar à Taça Nacional e subir de divisão.”

Entrevista Derby com… Sérgio Pinto

Derby – Que balanço faz da temporada a nível coletivo?
Sérgio Pinto – Faço um balanço muito positivo. Fica a clara sensação de que podíamos ter chegado mais longe na Taça Distrital. Esse é, sem dúvida, o maior amargo de boca que levamos desta época. Foi um projeto em ano de estreia que nos obrigou a muito trabalho. Começámos a trabalhar no projeto em Fevereiro de 2021. Sabíamos perfeitamente do potencial por explorar no futsal feminino e o nosso grande foco é valorizar o desporto feminino, especificamente o futsal. Partindo daí, e tendo em conta que este foi o primeiro ano, ainda com uma pandemia mundial a dificultar a vida de todos, acho que o balanço tem de ser muito positivo.

 

Derby – A nível individual, foi a sua primeira temporada como treinador principal. Foi muito diferente do que idealizava?
Sérgio Pinto –  As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Ser treinador era um desejo de há muitos anos e sabia que seria algo que iria acontecer de forma natural. Ao longo desses anos, fui-me preparando e trabalhando para ser o mais competente possível assim que tivesse uma oportunidade. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha. Por isso, é óbvio que, de ano para ano, estarei mais preparado e com mais experiência, o que ajudará no meu trabalho. Mas não posso dizer que tenha sido apanhado de surpresa, até porque já tinha trabalhado como treinador adjunto em 2011/12, numa equipa de juniores, assim como na época passada, na equipa de seniores masculinos da Juventude Ouriense.

As 13 épocas como jogador deram-me uma bagagem muito grande. Trabalhei com diversos treinadores, vivi realidades muito diferentes e isso moldou a minha maneira de pensar o futsal, aquilo que quero e o que não quero numa equipa minha

 

Derby – No último terço da época, aceitou o desafio de assumir também a equipa sénior masculina. O que o levou a aceitar esse convite com a temporada em curso?
Sérgio Pinto –  A realidade é que quando entrei, faltava uma jornada para acabar a 1ª volta. Aceitei esse desafio por duas grandes razões: a primeira, por sentir que o projeto estava numa fase de mudança e que eu poderia ajudar nessa mudança, porque conhecia o plantel muito, muito bem. A segunda, porque a Juventude Ouriense ajudou-me a crescer como jogador, deu-me a primeira oportunidade de integrar uma equipa técnica em 2011/12, a época passada voltou a acreditar em mim para ser treinador adjunto na equipa sénior masculina, depois de ter deixado de jogar. Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim. E essas foram as grandes razões para aceitar o desafio: o clube mostrar que precisava de mim e eu sentir que podia ajudar o clube.

 

Derby – Teria sido mais confortável recusar, até para preservar a sua imagem como treinador, se as coisas não resultassem como se pretendia. Podemos entender a sua decisão como um ato de coragem de um treinador sem medo de assumir riscos e desafios?
Sérgio Pinto –  Eu prefiro deixar a palavra coragem para coisas mais importantes da nossa vida. Mas, sem dúvida que sentia que era muito mais confortável recusar. Para o exterior, tinha muito mais a perder do que a ganhar e, no meio de uma época que estava a ser interessante na equipa feminina, era fácil não correr esse risco. A realidade é que além do que eu disse na pergunta anterior, nós aprendemos em todas as situações. Das melhores, às mais adversas. E eu cresci muito com esse desafio. O empenho e a dedicação foram iguais às que tive no feminino. Quem trabalhou comigo sabe isso. Aquilo que passa para quem só vê os resultados semanalmente, ou mesmo o jogo a cada fim de semana não me preocupa assim tanto, porque no final eu saí bem melhor treinador do que era antes.

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Sérgio Pinto levou a equipa feminina ao pódio do Inter Distrital na época de estreia das azuis

 

Derby – A equipa feminina tinha condições para mais do que o 3.º lugar ou é um resultado que o deixa satisfeito?
Sérgio Pinto –  Acho que a classificação final se adequa àquilo que fizemos ao longo da época. A equipa tem um potencial enorme, mas há dores de crescimento que não são possíveis de fugir. O plantel foi tendo várias mudanças ao longo da época. Das jogadoras que trabalharam comigo, só uma tinha estado em competição na época anterior. Tivemos um plantel com realidades muito diferentes. Desde jogadoras com vários anos de futsal, até jogadoras que só tinham jogado futebol 11 ou até quem nunca tivesse sido federada. Colocar tudo isto em cima da mesa e fazer uma equipa competitiva não é fácil. Olhamos para as duas equipas que ficaram à nossa frente e a realidade é completamente diferente. Mesmo assim, tivemos a capacidade de jogar olhos nos olhos com essas equipas e em muitos momentos sermos superiores, sendo sempre fiéis à nossa ideia de jogo. A classificação acho que é a normal. O processo de crescimento, esse sim, deixa-me muito satisfeito e deve-se ao caráter fantástico que as minhas jogadoras têm.

Assumir a equipa masculina foi um ato de coragem? Senti que tinha esse dever de não me esconder numa fase em que o clube sentiu que precisava de mim […] Era muito mais confortável recusar […] Para o exterior, tinha tinha muito mais a perder do que a ganhar. 

Derby – E a equipa masculina? A que se devem as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível dos resultados desportivos, que ficaram aquém do esperado.
Sérgio Pinto –  Foi uma época muito atribulada. As várias mudanças no plantel a meio da época e mudanças na equipa técnica criam uma instabilidade grande à equipa. Depois também fomos muito castigados com lesões ao longo da época, mas essas infelizmente fazem parte. A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu que fui o treinador da equipa. Acredito que tudo isto tenha servido de lição e que o passo atrás que se deu a certa altura, sirva para no futuro dar várias passos em frente no projeto.

Derby –  Depois de vários anos ligado ao futsal masculino, como jogador e também como treinador adjunto, quais as principais diferenças que sentiu na comparação com a realidade do futsal feminino?
Sérgio Pinto –  Existem várias, umas que são normais e outras que se o são, têm de deixar de ser. Senti da parte de diversos agentes desportivos uma desvalorização do futsal feminino. Os projetos são muito menos preparados e pensados. Os árbitros são algumas vezes menos rigorosos em algumas questões, permitindo situações que não vão ao encontro das leis de jogos, ao invés de ter uma atitude pedagógica de forma a todos aprenderem. Por outro lado, existe um compromisso, vontade de trabalhar e dedicação nas jogadoras com quem trabalhei, que é muito difícil encontrar no masculino. E esse fator parece-me transversal às equipas femininas.

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A pandemia foi outro obstáculo que tornou o desafio ainda mais complexo… e aliciante

Derby –  Como avalia o crescimento do futsal feminino e o que ainda há a fazer para ser cada vez mais valorizado?
Sérgio Pinto –  O crescimento tem sido evidente, basta ver as audiências das transmissões de jogos e público presente nos estádios e pavilhões. O potencial é, ainda assim enorme, e somos todos nós, que fazemos parte desta dinâmica, que temos de convencer as pessoas a valorizarem ainda mais o desporto feminino e, no nosso caso em concreto, o futsal feminino. Nós estamos na base da pirâmide e se nós elevarmos a qualidade de trabalho e a seriedade a nível distrital, vamos obrigar a quem está nas divisões nacionais a melhorar também.

A realidade é que um clube que dá as condições de trabalho que existem na Juventude Ouriense, não pode ganhar apenas um jogo e empatar outro em 13 jornadas. E nesses resultados o responsável máximo sou eu. 

Derby – Na próxima época, volta a assumir apenas a equipa feminina…
Sérgio Pinto –  No masculino, desde o início que todos sabíamos que a minha missão era até ao final da época, independentemente dos resultados. Em relação à equipa feminina, só foi oficializado na semana passada, mas estamos já há algum tempo a trabalhar na preparação da próxima época.

Derby – Qual o objetivo para a próxima temporada?
Sérgio Pinto – Passa por fazer melhor que na época anterior e fazer melhor no campeonato é chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital é chegar à final e ganhar. Os objetivos têm de ser esses. Se o vamos conseguir ou não, veremos no final da época, porque com certeza haverá outras equipas a lutar pelo mesmo e as vagas não são ilimitadas. Mas não podemos ter medo de assumir que é para isso que planeamos a próxima época e não fazia sentido não ambicionar mais do que fizemos na época de estreia.

Objetivo para a próxima época? Queremos chegar à Taça Nacional e lutar pela subida de divisão. Na Taça Distrital, queremos chegar à final e ganhar

Derby – Como é que se define enquanto treinador?
Sérgio Pinto –  Prefiro sempre que sejam os outros a falar sobre mim, acho que nunca temos o distanciamento que é preciso para nos avaliarmos a nós próprios. Mas, em linhas gerais sou alguém que é apaixonado pelo desporto, pelo futsal e que se dedica a 100% aos projetos que abraça. Tendo essa exigência para comigo, obviamente que me leva a ter essa exigência com aqueles que comigo trabalham.

Complete a frase: as equipas do mister Sérgio Pinto caracterizam-se por…
… serem equipas intensas, que deixam tudo em campo, trabalhando sempre para valorizar o clube e a modalidade que representamos. Isso é algo que só depende de nós e que é inegociável.

futsal-juvouriensesergiopinto Entrevista Derby! Sérgio Pinto, o risco de assumir a equipa masculina e a ambição de conquistas pela formação feminina