


“Tenho propostas de clubes da 1.ª Distrital e também dos escalões nacionais, mas acredito que vou renovar pelo Fátima”. Em declarações exclusivas ao Derby, Marcelo Cunha admite vontade de continuar a representar o clube que lhe garantiu projeção
Marcelo Moreno Tavares Cunha tem 23 anos e é um dos nomes do momento, no panorama da 1.ª Distrital de Santarém. A sua estreia pelo Centro Desportivo de Fátima coincidiu com o fim da tempestade e o início da bonança, mas os bons resultados desde a chegada deste reforço não são mera coincidência…
Pelo contrário, Marcelo pegou na batuta e assumiu-se como o motor de uma equipa com dificuldades em engrenar. Os fatimenses somavam apenas 3 vitórias em 14 jornadas, quando o cabo-verdiano se estreou, no Municipal do Cartaxo, palco de um triunfo do Centro Desportivo, que dali arrancou para uma série de três vitórias consecutivas.

A sequência positiva elevou-se para oito jornadas sem derrotas, com seis triunfos e dois empates pelo meio, sempre sob o comando de Mário Nélson, treinador que deixou o clube no final desta sequência, despedindo-se de Fátima com um registo pontual suficiente para subir acima da linha de água e respirar de alívio até ao final da temporada.

“Foi uma temporada muito positiva para o clube e para mim. É verdade que só entrei praticamente a meio, mas sinto que consegui contribuir para os objetivos da equipa. Começámos a ganhar jogos e a ter mais confiança. Fizemos uma sequência de bons resultados e conseguimos assegurar o objetivo da permanência na 1.ª Distrital, além de termos chegado às meias-finais da Taça do Ribatejo”, considera Marcelo, em declarações exclusivas ao Derby.

A convite do nosso jornal, o médio puxou a cassete atrás e recordou o dia da estreia pelos fatimenses, naquela tarde de 8 de janeiro deste ano, marcada pelo golo solitário de Matias, em pleno Municipal do Cartaxo, diante do emblema que Marcelo representara na temporada passada (32 jogos e 4 golos na 1.ª Distrital).
“O meu primeiro jogo pelo Fátima foi numa casa que conheço muito bem. Foi especial também porque conseguimos ganhar, numa altura em que a equipa estava abaixo da linha de água, na zona de despromoção. Eu estava sem ritmo de jogo ainda, mas as coisas acabaram por correr bem para mim e para a equipa”, recorda, lembrando que não competia há praticamente um mês.

Proveniente do Grupo Desportivo e Recreativo das Fontainhas de Cascais, Marcelo trocou a 2.ª Distrital de Lisboa pelo escalão máximo de Santarém. “A oportunidade de jogar pelo Fátima, surgiu através do meu empresário e também pelo mister Mário Nélson, que já me conhecia dos tempos em que joguei pelo Cartaxo contra o Coruchense”, revela Marcelo.

Com a camisola do Centro Desportivo de Fátima, fez 20 jogos e 5 golos, ganhando projeção e consolidando posição entre os nomes a ter em conta no ‘mercado de verão’. A propósito, Marcelo confessa que «gostava muito de continuar no clube» e acredita que a renovação pode ser assinada muito em breve.

“Tenho propostas de clubes da 1.ª Distrital e também dos escalões nacionais, mas acredito que vou renovar pelo Fátima. Ainda é cedo para tomar a decisão final, mas tudo indica que sim, vou continuar no Centro Desportivo”, afirma, sublinhando: “Ainda não assinei, mas é praticamente certo que vou continuar. Gosto muito deste clube, fui bem recebido, fiz amizades e acredito neste projeto.”
Apesar de ainda não ter renovado contrato, Marcelo já se imagina a jogar pelo Fátima na próxima temporada. “Pela qualidade do nosso plantel, pelo que tenho ouvido falar de reforços que podem chegar acredito que vamos ter uma equipa capaz de colocar o Centro Desportivo de Fátima lá em cima, a lutar pelos primeiros lugares da classificação”, argumenta.