Desperdício, sorte, sofrimento e Atlético na frente do playoff

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Na frente do playoff com sabor agridoce, eis o Clube Atlético Ouriense no rescaldo da 1.ª mão do playoff de manutenção/promoção do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão.

As oureenses venceram o Gil Vicente e vão a Barcelos com avanço de 2-1. A vantagem é curta e resulta essencialmente da ineficácia atacante que a equipa demonstração ao longo da 1.ª parte, colecionando oportunidades de golo suficientes para chegar ao intervalo com maior conforto.

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Todos os golos resultaram de erros forçados pelas rivais. O Atlético marcou em cima do intervalo, graças à pressão alta sobre as adversárias e ao espírito combativo de Bimba Cabral, que ‘apertou’ a guardiã contrária, obrigando Luiza Jesus a aliviar a bola contra as pernas da avançada oureense.

Um a zero, festa na Caridade, com golo ao quarto minuto da compensação a colocar justiça no marcador.

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Sem Gabi Zidoi nem Jéssica Pastilha, o treinador César Matias ainda viu a central Joyce Ramos juntar-se ao leque de lesionadas, sendo substituída pouco antes do primeiro golo. E essa foi mesmo a maior contrariedade que o Atlético sofreu nos primeiros 45 minutos…

O Gil Vicente nunca conseguiu criar perigo efetivo junto da baliza de Ana Rita Oliveira, ao contrário do Atlético, que teve três oportunidades flagrantes antes de inaugurar o marcador.

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Se a 1.ª parte acabou em festa, a 2.ª começou de igual forma: livre sobre a esquerda, à moda de um canto curto, ao jeito de Sara Brasil. A ’10’ do Atlético cruzou tenso e forçou o autogolo de Inês Azevedo, logo aos 47 minutos.

A vantagem estava confortável e a qualidade do futebol das adversárias chegou a deixar no ar a ideia de que a eliminatória poderia estar resolvida. Debalde. O Gil Vicente reagiu… e reduziu, por Joana Moura, aos 57 minutos, a forçar mais um erro com influência no resultado.

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No melhor pano, cai a nódoa. Ana Rita Oliveira, figura de proa do Atlético em toda a temporada, deixou escapar a bola entre as pernas e o galo cantou de frango.

Com 2-1 no placard, o Gil Vicente cresceu e o Atlético encolheu, passando a defender a vantagem. Com cautelas, caldos de galinha e um ou outro susto pelo meio, as oureenses celebraram a vitória, confirmando a vantagem na eliminatória.

A 2.ª mão joga-se no próximo sábado, 10 de junho, em Barcelos, dia crucial para saber se o Atlético continua ou não entre a elite do futebol feminino português.

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