
De volta a casa para assinalar o regresso oficial das noites de hóquei ao emblemático Pavilhão do Liceu, a Juventude Ouriense viveu momentos memoráveis… pelas piores razões. Choveu a cântaros na rua e a potes dentro do recinto. Tanto que o jogo foi interrompido e retomado… noutra pista.
Agendado para o Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Ourém, quartel-general do hóquei patinado da JO, este desafio da 2.ª jornada da 3.ª Nacional, acabou deslocado (!) para o Pavilhão da União Desportiva de Pinheiro e Cabiçalva. Mais caricato ainda: as equipas rolaram os primeiros 8 minutos em Ourém mas foram obrigadas a ‘subir ao Pinheiro’ para concluir a partida.
Tudo por causa… da chuva. E não foi propriamente surpreendente o que aconteceu na noite de sábado. A cobertura do pavilhão há muito que deixou de o ser. A JO identificou (há muito tempo) o problema, o próprio Município de Ourém também está a par, tendo inclusive uma intervenção planeada e devidamente orçamentada. Problema: o pavilhão deixou de ser municipal para integrar o rol de equipamentos à guarda da antiga ‘Parque Escolar’, uma entidade pública empresarial, entretanto rebatizada para ‘Construção Pública’.
Simplificando, o Pavilhão do Liceu não pertence ao Município de Ourém, razão pela qual a autarquia não pode intervir. O Derby sabe que a intenção do Executivo de Luís Albuquerque passa por estabelecer um acordo que permita recuperar o pavilhão e o ringue exterior para o domínio do Município, mas o processo é complexo e continua a arrastar-se no tempo, sobretudo por falta de interlocutor do lado dos verdadeiros proprietários das infraestruturas em questão.
Empenhado na promoção do desporto e na prática da atividade física, o Município de Ourém tem vindo a investir na requalificação dos recintos desportivos, sejam estes da sua esfera ou propriedade dos próprios clubes.
Um pouco por todo o Concelho, não faltam exemplos de campos de futebol requalificados ou pavilhões intervencionados. A única exceção será mesmo o Pavilhão do Liceu, um dos poucos espaços, se não mesmo o único, onde a autarquia ainda não levou a cabo uma remodelação profunda. E não é por falta de intenção. Tal como o Derby escreveu, Luís Albuquerque tem planeada a requalificação deste equipamento, numa intervenção que inclui, entre outros, a substituição da cobertura.

Sucede que o Município não vai avançar para uma requalificação, sem primeiro chegar a acordo com a ‘Construção Pública’, a tal entidade pública empresarial, responsável pela gestão do Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Ourém.
Mesmo já não sendo proprietária do espaço, a autarquia tem contribuído para a solução de vários problemas. Ao longo dos últimos anos, por exemplo, as Brigadas Municipais foram chamadas a intervir, diversas vezes e com vários objetivos diferentes, como pintura de paredes exteriores, arranjo e pintura das tabelas, arranjo do gradeamento interior, envernizamento da pista, entre muitas outras tarefas.
Com a equipa sénior de hóquei em patins da JO de volta às provas oficiais, o Pavilhão do Liceu volta a estar debaixo dos holofotes… e chumba logo ao primeiro teste.
