

O Atlético voltou a perder na Liga BPI, outra vez em casa, mas agora diante do Marítimo: 2-1 para as madeirenses, graças a um resultado construído ainda na 1.ª parte, com toques de… injustiça para as ourienses.
A turma de César Matias protagonizou uma das melhores exibições da temporada, mas voltou a pagar caro por deslizes cometidos em momentos cruciais de um jogo igualmente marcado pela ineficácia ofensiva das ourienses.
O Marítimo fez a diferença nas bolas paradas: abriu o marcador na sequência de um pontapé de canto e fechou o resultado na conversão de um penálti cometido por Jéssica Gonçalves. Isto já depois de o Atlético ter empatado a uma bola, também na marcação de uma grande penalidade superiormente apontada por Beatriz Pinheiro.
O Atlético foi mais forte em vários momentos da 2.ª parte, dispondo de ocasiões soberanas para empatar e até para virar o jogo. Dois exemplos: Cristiana Duarte acertou na trave e Tiffany Eliadis levou a bola a rasar o ferro, noutra oportunidade claríssima.
Tendo a internacional Telma Encarnação como grande referência, as madeirenses também criaram lances de perigo, mas nunca conseguiram voltar a bater Ana Rita Oliveira. A guarda-redes do Atlético voltou a brilhar com uma mão cheia de intervenções dignas de nota elevada.
O duelo entre Atlético e Marítimo ficou também marcado pelo regresso à competição de Jéssica Pastilha. A média das ourienses estreou-se oficialmente na temporada 2023/24, colocando uma pedra sobre o calvário a que esteve sujeita por força de uma lesão grave.

E foi bonito, sobretudo, pelo gesto de Daiane Godói, que fez questão de tirar a braçadeira de capitã para a ‘devolver’ a Jéssica Pastilha, no momento em que a camisola 10 entrou em campo, já no decorrer da 2.ª parte.
Pastilha ficou muito perto de empatar o jogo, já em tempo de compensação, na sequência de um pontapé forte e colocado, que a guardiã madeirense conseguiu desviar, negando aquele que seria o golo do empate… e seguramente um dos melhores do campeonato.


