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Atlético Ouriense procura lugar na história da Taça da Liga

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Gabi Zidoi ajudou a travar as minhotas no duelo da 1.ª mão © SCB

Francisco-Pimenta_Prancheta-1-copia-10-e1670153352160 Atlético Ouriense procura lugar na história da Taça da Liga

Três meses e meio depois do empate sem golos na visita ao Sporting Clube de Braga, o Clube Atlético Oureense recebe as minhotas, esta quarta-feira, na 2.ª mão dos quartos de final da Taça da Liga de futebol feminino.

O duelo está marcado para as 15 horas, estando em causa a qualificação para as meias-finais da prova. Para entrar na Final Four, o Atlético terá de fazer história e vencer o Braga pela primeira vez.

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Nos nove confrontos anteriores, o melhor mesmo foi o empate a zero da 1.ª mão. Antes, o saldo era desconcertante: 8 vitórias para as bracarenses, num registo com 47 golos marcados pelas minhotas, contra apenas 2 das oureenses.

Os quartos de final da Taça da Liga marcam também a presença de outros ilustres oureenses. A atacante Diana Silva visita o Damaiense, com o ‘seu’ Sporting em vantagem desde a 1.ª mão; o treinador Marco Ramos estreia-se pelo Famalicão nesta prova, depois de ter liderado o Atlético no empate em Braga, a 25 de setembro. Joga em casa do Vilaverdense de Maria Baleia, com 3-1 de avanço.

TAÇA DA LIGA
Quartos de Final

 

SC Braga – ATLÉTICO OURIENSE0-0
ATLÉTICO OURIENSE – SC Braga 15 horas

Famalicão – Vilaverdense 3-1
Vilaverdense – Famalicão 11 horas

Benfica – Valadares Gaia 5-0
Valadares – Benfica 15 horas

Sporting – Damaiense 1-0
Damaiense – Sporting 15 horas

 

Taça da Liga » Mel na trave e Santa Rita entre os postes. Empate histórico… e animador

Exclusivo Derby! Marco Ramos deixa o Atlético Ouriense

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Marco Ramos já não é o treinador da equipa sénior feminina do Clube Atlético Ouriense. Segundo o Derby apurou, o técnico está muito perto de ser anunciado como novo timoneiro do Futebol Clube Famalicão.

Fonte próxima do processo garante que a decisão já foi comunicada às jogadoras pelo próprio treinador. A saída de Marco Ramos não estará diretamente relacionada com as duas derrotas e o empate averbados no Campeonato, mas sim com o interesse antigo do emblema nortenho em contratar o até agora treinador do Atlético.

Notícia em atualização

Taça da Liga » Mel na trave e Santa Rita entre os postes. Empate histórico… e animador

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Ana Rita Oliveira foi decisiva na baliza oureense | © SCB

A goleada sofrida na 2.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão foi expressiva, mas induziu em erro quem não viu o jogo.

O Sporting Clube de Braga venceu o Clube Atlético Ouriense por 6-1, mas quatro desses golos surgiram na sequência de contra-ataques, aproveitando o balanceamento ofensivo da turma de Marco Ramos.

As oureenses quiseram jogar olhos nos olhos e assim continuaram mesmo depois de estarem a perder por 4-0… ao intervalo. A estratégia de Marco Ramos mereceu elogios pela coragem e pela ousadia de tentar bater o pé a um candidato ao título mesmo jogando fora de casa.

 

Uma semana depois, a atitude deu frutos. Nova visita a Braga, mas para a 1.ª mão dos quartos de final da Taça da Liga. As minhotas trocaram 4 jogadoras em relação ao jogo do campeonato, contra apenas uma alteração no ‘11’ de Marco Ramos (Bimba Cabral por Laura Pires). O Atlético não facilitou. Resultado? 0-0. Pela primeira vez, não houve goleada bracarense, contrariando um histórico de oito derrotas pesadas, com 47 golos sofridos e apenas 2 marcados.

O melhor que o Braga conseguiu foi marcar… em fora de jogo (10’). Mais perto do golo, aos 26 minutos, quando Carolina Mendes atirou na pequena área, provocando nova aparição milagrosa de Santa Rita de Ourém. Ana Rita Oliveira voltou a voar para nova intervenção divina, aos 38’, desta vez a desviar bomba de Dolores.

O Atlético respondeu pouco depois, aos 41’: subidas no terreno, as oureenses pressionavam as rivais na saída de bola, quando Júlia Mateus apertou Beatriz Rodrigues e ajudou Mélanie Cunha a recuperar a posse. A luso-americana tabelou com a colega, foi para cima de duas adversárias, sacou do arco e atirou… à trave.

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A estratégia corajosa de Marco Ramos chegou para travar as detentoras da Taça da Liga | © NextGen

Depois de uma 1.ª parte de grande nível, as oureenses entraram com garra na última metade. Sara Brasil descobriu o caminho para o golo logo aos 13… segundos: a camisola 10 do Atlético apercebeu-se da desatenção da guarda-redes rival e tentou marcar praticamente do meio-campo, mas o pé esquerdo não é igual ao direito e a tentativa não passou de um susto.

Praticamente a meio da 2.ª parte, Mélanie ganhou na velocidade e atirou de pé esquerdo… centímetros ao lado do poste direito, aproveitando uma desconcentração bracarense, provocada pela substituição de Bimba Cabral por Leo Rodrigues (70’). Na resposta, canto para o SC Braga e nova intervenção de luxo de Ana Rita, a evitar um golo com carambola nas costas de uma adversária.

O Atlético foi conseguindo suster a reação bracarense, embora as minhotas nunca tenham conseguido criar grande perigo. Golo iminente só mesmo ao quarto minuto dos 6 de compensação: bola na área oureense, cruzamento rasteiro da direita para a esquerda, remate cruzado de Bia Meio Metro e intervenção gigante de Santa Rita, apanhada em contrapé, mas com pernas para manter a baliza a salvo.

Mesmo não vencendo, o Atlético Ouriense obteve um resultado histórico em Braga. Mais importante: voltou a comprovar que tem coletivo e ideia de jogo suficientes para protagonizar um campeonato tranquilo, consciente das dificuldades, mas também do seu próprio valor.

A 2.ª mão dos quartos de final da Taça da Liga está agendada para 11 de janeiro do próximo ano.

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Taça da Liga » Atlético volta a Braga para mais um teste de fogo

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Leo Rodrigues será uma das armas de Marco Ramos frente às bracarenses | Foto SCB

Depois da vitória memorável sobre o Torreense, que valeu a qualificação para os quartos de final da Taça da Liga, o Clube Atlético Ouriense joga a 1.ª mão desta eliminatória, este domingo, em Braga.

Trata-se do regresso das oureenses à Cidade dos Arcebispos, precisamente uma semana depois da… goleada infligida pelas bracarenses, na 2.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão.

O Atlético volta ao emblemático 1.º de Maio com a esperança de conseguir surpreender as detentoras da Taça da Liga, num duelo marcado para as 15 horas, com transmissão em direto no Canal 11. A 2.ª mão joga-se apenas a 11 de janeiro do próximo ano.

À semelhança do que aconteceu no último domingo, os adeptos podem apoiar a equipa à distância, assistindo ao jogo via tv, na Caridade, onde decorre o duelo da equipa sénior masculino, frente à AD Mação, para a 2.ª jornada da 1.ª Distrital.

Exclusivo Derby com Marco Ramos! “O Sporting é muito competitivo… mas empatou em Ourém no ano passado”

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Chegou a hora! Quatro semanas depois do início da pré-temporada, o Clube Atlético Ouriense dá o pontapé de saída na Liga BPI. O jogo tem honras de abertura, o adversário é um crónico candidato ao título e a missão adivinha-se complicada.

É verdade que o Atlético nunca ganhou ao Sporting; é verdade que somou 8 derrotas em 9 desafios; mas também é verdade que as verde e brancas bateram contra um muro, há pouco menos de um ano.

“O Sporting é um adversário muito competitivo, mas empatou aqui no ano passado”, recorda Marco Ramos, em declarações exclusivas ao Derby, na antevisão da 1.ª jornada.

O treinador do Atlético reconhece favoritismo às atuais detentoras da Taça de Portugal, mas pisca o olho a nova surpresa: “O Sporting sabe que este campo é difícil e que nós somos um adversário competitivo e com moral em alta.

O sucesso no playoff da Taça da Liga resultou como uma verdadeira injeção de confiança no seio de um grupo construído de raiz e a necessitar de consolidar processos e rotinas. Foi também o antidoto perfeito para eventuais desconfianças em relação à capacidade do clube em competir na temporada que se avizinha.

Apesar do triunfo sobre o Torreense e do estado de graça decorrente, Marco Ramos apela à serenidade. “Trabalhar em cima de vitórias é sempre muito melhor. Temos de continuar focados e ser competitivos porque se baixamos o foco, estragamos a nossa imagem”, alerta o treinador, campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal em 2013/14, pelo Clube Atlético Ouriense.

“Se há algo que o Ouriense tem de bom, são os nossos adeptos”
A relação com o clube tem vários anos, com alguns interregnos pelo meio. Marco Ramos é um histórico do clube e é nessa condição que avalia o papel dos adeptos que habitualmente se deslocam à Caridade.

“Já levo vários anos nesta casa e sei que se há algo que o Ouriense tem de bom, são estes adeptos. A bancada está sempre cheia e obviamente que as minhas jogadoras sentem esse apoio e todo o carinho que lhes transmitem. Quando a equipa está em baixo, são os adeptos que a puxam para cima. Importa reforçar uma palavra de gratidão perante todos eles. Espero que continuem a ver e a apoiar o futebol feminino. Ter boas jogadoras, é muito bom; ter uma estrutura forte, também é importante. Mas se não tivermos adeptos, nada disto faz sentido”, considera.

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Torreense? “A minha equipa acreditou sempre”
Diante do Torreense, apoio não faltou. “Os adeptos deram um empurrão quando a equipa mais precisou”, reforça Marco Ramos, lembrando que o Atlético partiu em desvantagem para o duelo da 2.ª mão.

“Sabíamos que esta eliminatória tinha 180 minutos. Vínhamos de um resultado desfavorável mas tínhamos 90 minutos e a obrigação de acreditar até ao fim. Também sabíamos que, marcando um golo, estaríamos dentro do jogo. Marcámos, sofremos e ficámos obrigados a marcar outro para igualar a eliminatória.

A equipa compreendeu a mensagem que passámos durante a semana, acreditou sempre e no final foi premiada pelo seu esforço. É verdade que podíamos ter perdido no desempate por penáltis. Era uma lotaria, mas o nosso trabalho estava feito. Podia dar para os dois lados e calhou-nos a nós. É merecido por tudo o que fizemos durante os 180 minutos desta eliminatória.

Santa Rita de Ourém? “A Ana correspondeu totalmente mas o coletivo também se destacou”
Temos duas guarda-redes a trabalhar muito bem. Jogou a Ana Rita e correspondeu totalmente ao que o jogo lhe exigiu, mas tínhamos de marcar golos e neste aspecto toda a equipa correspondeu com dois golos. Estamos todos de parabéns! A Ana Rita destacou-se individualmente em vários momentos, mas também temos de destacar o coletivo porque esteve muito bem durante o jogo.

O duelo entre Clube Atlético Ouriense e Sporting Clube de Portugal está agendado para as 15h00 deste sábado, dia 10 de setembro. Há transmissão direta na Sport TV mas o melhor mesmo é ir ao Campo Adelino dos Santos Júnior.

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O Derby na canonização de Santa Rita de Ourém

futebol-atlouriense-santa-rita-derby-2 O Derby na canonização de Santa Rita de Ourém

 

O Derby converteu-se perante a intervenção divina de Ana Rita Oliveira e o Clube Atlético Ouriense convidou o nosso jornal para a canonização oficial de Santa Rita de Ourém. Uma iniciativa da estrutura do clube, à qual o Derby se associou com elevado orgulho.

A iniciativa decorre da magnitude da exibição de Ana Rita Oliveira na 2.ª mão do playoff da Taça da Liga. “Trata-se de um prémio simbólico, que serve para enaltecer o desempenho da nossa atleta, privilegiando o espírito de grupo”, explicou Marco Ramos, treinador do Atlético Ouriense, agradecendo ao Derby “pelo trabalho de valorização e divulgação que o jornal tem vindo a fazer, junto do Atlético Ouriense e de todos os clubes e atletas do Concelho de Ourém”.

“Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”, sublinhou Ana Rita Oliveira, numa entrevista exclusiva ao Derby, concedida minutos depois do jogo em que defendeu três penáltis e mais um punhado de tentativas torreenses.

O Clube Atlético Ouriense ofereceu ao Derby o novo cachecol do clube. “Pelo Atlético, por Ourém. Diferentes no futebol”, é o lema que acompanha a equipa sénior feminina pelo país fora a partir desta temporada, como forma de marcar posição junto dos grandes centros decisores do país.

 

 

Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties

 

Exclusivo Derby! “Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”

futebol-atlouriense-anaritaoliveira-1 Exclusivo Derby! "Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa"
Não é recorde mundial e pode nem ser nacional, mas cá na terra nunca tínhamos visto uma enormidade destas. Ana Rita Oliveira, a nova guarda-redes do Clube Atlético Ouriense, saltou para a ribalta graças a uma exibição absolutamente monstruosa. Em plena estreia na Caridade, defendeu três (!) penáltis, entre tantas outras intervenções divinas rumo à canonização. Ana Rita Macedo Oliveira, Santa Rita de Ourém, Padroeira dos Penáltis, em entrevista exclusiva ao Derby

 

Entrevista Derby com… Ana Rita Oliveira 

Texto António Adão Farias | Fotos Derby ©

 

Derby – Estreia oficial em casa do Clube Atlético Ouriense, primeiro jogo na Caridade… Dois penáltis defendidos no tempo regulamentar, mais um no desempate. Resumindo: foi absolutamente decisiva na qualificação da equipa para a próxima fase da Taça da Liga. Era difícil sonhar com uma estreia melhor, não?
Ana Rita Oliveira – Foi uma estreia muito boa, mas o meu objetivo era mesmo esse. Queria proteger a baliza do oureense e acho que cumpri. Quem quer estar nos grandes palcos, tem de que manter a frieza em determinados momentos. Acredito que consegui manter essa frieza e isso ajudou bastante a equipa. Estou muito orgulhosa por ter conseguido ajudar, mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa. Somos um grupo, não somos individualidades. Portanto o mérito não é só meu; é de todos!

 

“Estou muito orgulhosa por ter conseguido ajudar, mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”

 

Derby – Tanto o primeiro penálti como o segundo que defendeste, foram é importantíssimo porque tiveram o condão de manter a equipa viva na eliminatória. Sofrendo ali um golo, poderia ser fatal, devido à desvantagem da primeira mão… Sentiste, em algum desses penáltis que defendeste, que o jogo poderia mesmo virar a vosso favor?
Ana Rita Oliveira – Quando defendi o primeiro penálti, senti que a nossa equipa poderia mesmo chegar ao golo; quando foi o segundo, não tinha passado ainda muito tempo e voltei a sentir que poderíamos ser felizes. Acho que aquele segundo penálti deu outro estímulo à equipa e foi ali que começámos a acreditar que era possível. E acabámos por dar a volta!

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Derby – Já na ponta final, penálti para o Atlético e a Sara Brasil a demonstrar aquela frieza de que a Ana Rita falava há pouco. Eliminatória igualada, fim do tempo regulamentar… e mais penáltis. Defendes dois no tempo regulamentar, mas no desempate… Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete remates indefensáveis. Como é que uma guarda-redes mantém os níveis de motivação e concentração quando a bola continua a entrar sistematicamente?
Ana Rita Oliveira – É realmente complicado, quando adivinhamos o lado, mas não chegamos à bola… É muito frustrante porque tocámos na bola, mas não conseguimos evitar o golo… Nestes momentos, é ainda mais importante manter concentração máxima até ao fim. Se nos desconcentramos um segundo, arriscamo-nos a perder tudo. A concentração foi realmente o segredo destes penáltis.

 

“Aquele segundo penálti deu outro estímulo à equipa e foi ali que começámos a acreditar que era possível”

 

Derby – Qualificação garantida, festa bonita, mas é tempo de mudar o chip… Vem aí a estreia no Campeonato e logo com um embate contra um candidato ao título. Dois, aliás. O Atlético recebe o Sporting e vai a Braga. Um início frenético, que se adivinha difícil. Prevê-se muito trabalho, sobretudo para a guarda-redes. Como é que se prepara ao longo da semana? É uma preparação diferente quando o adversário é um dos candidatos?
Ana Rita Oliveira – O trabalho é o mesmo. Todas as equipas são iguais, o que muda é o tipo de investimento que cada clube pode fazer. Nós trabalhamos para dar vitórias ao Ouriense, damos o nosso máximo e só temos de fazer o nosso trabalho, seja qual for o clube que tivermos pela frente.

 

“Vir para o Atlético foi uma decisão muito ponderada. A Sara Brasil foi uma boa influência. Acho que devemos ir para onde gostam de nós”

 

Derby – A Ana Rita Oliveira é uma das jogadoras mais experientes deste plantel. Já passou por alguns dos melhores clubes de Portugal, foi campeão nacional e também conquistou uma Supertaça. Como é que surge o Atlético Ouriense e qual a razão desta sua aposta muito pessoal em vir para Ourém?
Ana Rita Oliveira – Foi uma decisão muito ponderada… Falei com a Sara Brasil e essa foi uma influência boa nesta decisão. Ela disse-me que se sentia muito bem aqui. Eu acho que devemos ir para onde gostam de nós. E o Ouriense já vinha manifestando interesse em mim, há muito tempo! Foi a altura certa para aceitar o convite e abraçar este projeto. Estou muito feliz por poder dar esta prenda a todos os oureenses, no meu primeiro jogo em casa.

Derby – Por falar em oureenses, a Ana Rita foi conquistando os adeptos ao longo do jogo. A cada defesa, a cada intervenção, foi conquistando a bancada ao ponto de quase sair em ombros no final deste jogo com o Torreense. Foi sentindo esse apoio ao longo do desafio?
Ana Rita Oliveira – Senti e já percebi que temos uma massa adepta muito boa! É importante que assim seja em todos os jogos em casa. Os próprios adversários sentem que o Ouriense fica mais forte. Eu própria senti-me logo em casa, com todo este apoio.

“Já percebi que temos uma massa adepta muito boa! É importante que assim seja em todos os jogos em casa”

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Exclusivo Derby! Sara Brasil rendida a Ourém: “Temos a cidade connosco!”

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Sara Brasil chegou ao Atlético a meio da temporada passada e não demorou a exercer influência | Foto Nuno Abreu

 

Ourém, Caridade, Campo Adelino dos Santos Júnior, minuto 87: o Atlético Ouriense faz das tripas coração para igualar a eliminatória, mas o Torreense continua em vantagem. Faltam jogar três minutos e as oureenses precisam de um golo como de pão para a boca.

Júlia Mateus lança-se na frente, evoluiu sobre a esquerda, vislumbra Melanie Cunha e Sara Brasil à entrada da área e entrega a bola à sorte. A ânsia de chegar ao golo é tal, que Sara antecipa-se… a Mel. Assume a bola, entra na área, finta Matilde Figueiras e intensifica o pesadelo da capitã torreense.

Matilde chega ao minuto 87 com um autogolo e dois penalties falhados. “Qualquer coisa que possa correr mal, vai correr ainda pior e no pior momento possível”. A camisola 27 das visitantes faz jus à Lei de Murphy e carrega Sara Brasil no interior da área. Limpinho, limpinho: penalty para o Atlético.

Sem hesitar, nem pestanejar, Sara Brasil agarra-se à bola. Carrega nos ombros o peso de uma decisão absolutamente crucial, mas parte com a leveza só ao alcance dos grandes talentos. Bola para um lado, guarda-redes para o outro. Um clássico. Golo do Atlético. Há 2-1 no marcador e (mais) penaltis no horizonte.

O Derby testemunha a tranquilidade e o sangue frio na hora de Sara Brasil bater os penaltis que lhe tocam. O que sente, afinal, uma jogadora a quem é confiada a responsabilidade de decidir o futuro da sua equipa numa eliminatória de uma grande competição?

“Senti muitas coisas ao mesmo tempo, mas tinha de manter a frieza. Quem quer estar nos grandes palcos, sabe que tem que ser assim. E nós queremos estar nos grandes palcos. Qualquer uma das minhas colegas podia estar lá naquele penalty. Calhou-me a mim, assumi e correu bem”, sublinha a avançada, em declarações exclusivas ao Derby, em pleno relvado, ainda a vitória no playoff estava fresquinha.

futebol-sara-brasil-penalty-1-scaled Exclusivo Derby! Sara Brasil rendida a Ourém: "Temos a cidade connosco!"

 

Sara Helena Santos Brasil não é uma jogadora qualquer. A camisola 10 do Atlético Ouriense tem um currículo de respeito no futebol português, contando um Campeonato Nacional e uma Supertaça na sua galeria de conquistas, sempre ao serviço do Sporting de Braga.

Está em Ourém desde fevereiro, mas não demorou a assumir um papel de relevo na estratégia de Marco Ramos. Chegou proveniente do Amora FC, já com a temporada em curso, mas a tempo de fazer 16 jogos e marcar 6 golos.

Já tinha admitido publicamente que foi em Ourém que recuperou a alegria de jogar, depois de tempos sinuosos provocados por uma lesão que lhe roubou tempo de mais. Passado, é passado. E Sara Brasil só pensa no futuro.

“Quando nos sentimos em casa, as coisas correm perfeitamente bem. Temos uma cidade connosco e isso faz-nos sentir em casa. Eu sinto-me como se fosse desta terra, gosto muito desta terra, sinto-me bem aqui”, confessa esta vimaranense de Creixomil, cada vez mais rendida à cidade que a acolheu.

Quando nos sentimos em casa, as coisas correm perfeitamente bem. Temos uma cidade connosco e isso faz-nos sentir em casa. Eu sinto-me da terra, gosto muito desta terra, sinto-me bem aqui

Graças ao seu contributo e ao empenho e capacidade de superação de toda a equipa, o Atlético Ouriense eliminou o Torreense e garantiu um lugar na próxima fase da Taça da Liga.

“O céu é o limite! Temos é de sonhar… Um passo de cada vez e continuar a trabalhar. Se continuarmos a trabalhar desta forma e a entregar-nos em todos os jogos como neste, vamos ser felizes”, avisa Sara Brasil.

A vitória sobre o Torreense ou sobretudo a forma como as oureenses a alcançaram, colocou a equipa nas nuvens. A festa foi rija, os dias têm sido de alegria, mas o foco não muda: trabalho, trabalho e mais trabalho.

Vem aí o início da Liga BPI e ninguém quer descer do céu ao inferno. O sorteio foi ‘mauzinho’… Além de receber o Sporting na 1.ª jornada, o Atlético vai a Braga e a Amora nas rondas seguintes. São três testes de fogo a abrir, onde a equipa de Marco Ramos só tem a ganhar, perante rivais teoricamente mais fortes.

“Vamos defrontar dois candidatos ao título, nós estamos aqui para fazer o nosso trabalho. O primeiro jogo é em nossa casa e nós queremos orgulhar os nossos adeptos. Temos de fazer o nosso, eles têm de fazer o deles. E o que tiver de acontecer, vai acontecer…”, considera Sara Brasil, antevendo um início de campeonato verdadeiramente frenético.

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Sena estranha aqueles dois penalties… Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

Ficha-de-jogo-cao-vs-scut Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa RitaEste jogo dava filme… O Atlético estava obrigado a ganhar, mas o Torreense entrou forte e instalou-se no meio campo da casa. A Pastilha de Jéssica desviou em Matilde Figueiras, apanhou Ana Rita Oliveira em contrapé e colocou as oureenses em vantagem. Não, não está errado nem é confusão: as guardas redes davam pelo mesmo nome, mas só uma foi decisiva. E de que maneira! Santa Rita… de Ourém defendeu dois penalties (e uma recarga) no tempo regulamentar e ainda travou uma grande penalidade na lotaria final. O Atlético deu a volta à eliminatória, num jogo marcado pela capacidade de superação de uma equipa embalada por uma guarda-redes verdadeiramente inspirada.

 

Atlético – Torreense, o filme

 

2’ Rita Coutinho isola-se e provoca a primeira aparição de Santa Rita na Caridade. A guarda-redes do Atlético voa para desviar um remate em arco

 

4’ Sara Brasil pressiona alto, obriga a defesa torreense a errar e a bola sobra para Gabi Zidoi que atira em chapéu e fica a centímetros do golo

 

6’ O Torreense ataca pela esquerda, a bola atravessa o campo e cai nos pés da lateral Cerizuela, que falha o 1-0 com a baliza escancarada perante a pressão de Monique

 

7’ Sara Brasil ganha na velocidade mas remata em esforço e à figura da ‘outra’ Ana Rita Oliveira

 

14’ O jogo volta a aquecer e Sara Brasil torna a beneficiar de posição privilegiada. A camisola 10 tenta surpreender a guarda-redes rival, mas a cabeçada sai à figura

 

15’ Neuza Besugo tenta a sorte de livre direto, mas a bola sai direitinha às mãos da nossa Ana Rita Oliveira

 

17’ O Torreense avança pela esquerda, há cruzamento, há um desvio do primeiro para o segundo pau e há cabeceamento de Ellie Walker ao lado da baliza

 

19’ Mais um livre direto em zona frontal, mais um susto para as oureenses: Morgan Turner disparar fortíssimo mas a bola passa a centímetros da trave

 

24’ GOOOOOLO DO ATLÉTICO 1-0
O Torreense assume o jogo, mas o Atlético cria perigo sempre que lá vai a cima… Jéssica Pastilha aproveita a zona frontal e dispara do meio da rua. A bola desvia em Matilde Figueiras e trai Ana Rita, que ainda inverte a marcha mas não consegue evitar a festa!

 

31’ Ana Rita Oliveira segura a vantagem com mais uma intervenção, desta vez a negar o golo ao Torreense com recurso a uma defesa com os pés

 

32’ GOLO DO TORREENSE 1-1
A defesa da casa facilita e deixa Morgan Turner na cara de Ana Rita Oliveira. Desta vez não há milagres. O Torreense empata o jogo

 

36’ Melanie Cunha trabalha bem na área mas atira por cima da trave

 

37’ Morgan Turner isola-se pela esquerda, entra na área e tenta picar para o golo, mas Ana Rita estava atenta: resistiu à tentação de cair, manteve-se de pé e segurou com tranquilidade

 

39’ Santa Rita versão… líbero. A guarda-redes sai da área e tapa o caminho da baliza a Morgan Turner, desarmando a avançada rival tal e qual… uma central

 

41’ Santa Rita… nas alturas! Ana Rocha remata em arco e obriga Ana Rita Oliveira a descolar para mais um voo deslumbrante. A defesa da tarde para quem viria a defender três penalties

 

INTERVALO
O Torreense apresenta melhores argumentos, mas o Atlético bate-se bem e tem na sua Ana Rita Oliveira uma verdadeira parede. A guarda-redes mantém a equipa na eliminatória… e o melhor ainda estava para vir!

 

58’ O jogo vai morno, sem a agitação da 1.ª parte. O Torreense sobe à baliza sul, Sofia Sena divide um lance com uma rival e Ana Amorim assinala penalty. À vista desarmada, parece mal assinalado. Com recurso às transmissão televisiva, não sobram dúvidas: péssima decisão. É Morgan Turner que enrola o pé esquerdo entre as pernas de Sofia Sena, enquanto a brasileira protege a bola depois de ter conquistado a posição.

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59’ Matilde Figueiras dispara fortíssimo mas Santa Rita voa para a direita e bloqueia o remate da capitã do Torreense! Penalty defendido! E é só o primeiro…

futebol-atlouriense-torreense-7 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

71’ Maria Malta rasga a defesa oureense com um passe açucarado para Morgan Turner. A norte-americana volta a embrulhar-se com Sofia Sena e Ana Amorim volta a assinalar penalty para o Torreense. Se há falta ou não, nem arriscamos. Apenas uma certeza: se fosse, seria fora da área.

frame-cao-scut-penalti-2 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

 

72’ Matilde Figueiras volta a assumir a decisão. Encara Ana Rita Oliveira, troca o lado do remate, mas Santa Rita está divinal. Mais um voo, mais uma defesa. E nem na recarga a capitã torreense foi feliz porque a guarda-redes reapareceu para fechar a baliza a cadeado! Surreal!

 

83’ Sara Brasil dispara forte mas por cima da baliza

 

86’ Jéssica Pastilha assume o jogo, carrega a equipa às costas e atira do meio da rua, levando a bola a passar ao lado do poste esquerdo do Torreense

 

87’ Júlia Mateus avança pela esquerda e descobre Sara Brasil junto à área. A camisola 10 rompe em zona proibida e força a falta de… Matilde Figueiras. A capitã torreense vive um verdadeiro pesadelo: desviou a Pastilha de Jéssica para golo, falhou dois penalties e cometeu uma grande penalidade a favor do Atlético! Insólito…

frame-cao-scut-penalti-3 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

88’ GOOOOOLO DO ATLÉTICO 2-1
Sara Brasil mostra sangue frio e empata a eliminatória! Penalty clássico: bola para um lado, guarda-redes para o outro. Delírio na bancada!

 

90’+2 Bimba Cabral quase qualifica o Atlético! Em dia de estreia, a camisola 13 das oureenses ganha a Matilde Figueiras na velocidade e provoca uma carambola entre a guardiã torreense e a rival Nicole Araújo. Por pouco não deu autogolo e 3-1 para o Atlético!

 

FIM DO TEMPO REGULAMENTAR
O Torreense pode queixar-se de si próprio, mas Santa Rita foi realmente divina. A galhardia das oureenses leva a eliminatória à lotaria dos penalties, sem passar pelo prolongamento, de acordo com o regulamento da Taça da Liga

 

PENALTIES
O Atlético Ouriense marca oito penalties com sucesso, o Torreense leva sete no fundo das redes [ver ficha de jogo]. Nicole Araújo avança para o 16.º penalty sabendo que não pode falhar. Depois de sete tentativas em vão, Santa Rita trava mais um tiro e oferece a qualificação ao Clube Atlético Ouriense!

futebol-atlouriense-torreense-2-1-scaled Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

FINAL DO JOGO
O Atlético Ouriense deixa o Torreense para trás! Depois de duas eliminatórias equilibradas mas com ascendente da formação de Torres Vedras, é a turma de Ourém que segue em frente. A formação de Marco Ramos surpreendeu pela boa organização e pela capacidade de superação. Ana Rita Oliveira foi absolutamente decisiva mas todo o coletivo contribuiu para uma tarde de sonho, perante casa cheia.

futebol-atlouriense-torreense-6 Sena estranha aqueles dois penalties... Valeu Pastilha e Brasil na festa de Santa Rita

 

Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties

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Ana Rita Oliveira viveu uma tarde de sonho na estreia oficial na Caridade

assinatura-derby-cronica-212x300 Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos PenaltiesUm, dois, três penalties defendidos. Ana Rita Oliveira foi a grande figura do duelo entre Atlético Ouriense e o SCU Torreense, contribuindo decisivamente para o sucesso da formação de Ourém no playoff da Taça da Liga.

Derrotado por 2-1 na 1.ª mão, o Atlético estava obrigado a vencer por margem superior. Não conseguiu cumprir esse objetivo, mas sempre empatou a eliminatória e teve oportunidade de a decidir nos penalties.

Foi preciso esperar pelo 16.º pontapé para definir o vencedor. Ana Rita Oliveira voou para a vitória, travou o penalty decisivo e lançou a festa na Caridade. Santa Rita, padroeira de uma causa várias vezes ameaçada, quer pela ofensiva torreense, quer pelos dois penalties assinalados contra o Atlético na 2.ª parte do desafio.

Ana Rita Oliveira assinou um punhado de belíssimas intervenções e já era a figura do jogo quando Ana Amorim assinalou o primeiro de dois castigos máximos, ambos alegadamente cometidos por Sofia Sena.  No primeiro, a brasileira ganha posição e embrulha-se com a rival; no segundo, é a auxiliar Raquel Pinho que vislumbra um alegado derrube sem bola. Tanto num como noutro, são muito mais as dúvidas que as certezas…

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Jéssica Pastilha colocou o Atlético na frente

O Atlético vencia por 1-0 graças a um golo de Jéssica Pastilha, que tentou a sorte do meio da rua e acabou premiada por um desvio de uma adversária que apanhou a guardiã torreense em contrapé. Estavam decorridos 24 minutos e havia muito para decidir.

Apesar da vantagem do Atlético, o Torreense foi sempre muito mais ameaçador, encontrando em Ana Rita Oliveira a verdadeira linha intransponível. Aliás, tirando o golo de Ellie Walker, que apanha a guarda-redes da casa completamente desprotegida, Santa Rita chegou para todas as encomendas. E foram muitas! Três intervenções de luxo, na 1.ª parte (2’, 31’ e 41’); dois penalties defendidos (e uma recarga), na 2.ª (59’ e 72’); e a terceira penalidade travada, no momento das grandes decisões.

Cada defesa de Santa Rita resultou num impulso a toda a equipa, que nunca desistiu. O Atlético também teve direito a uma grande penalidade, devidamente convertida em golo pelo sangue frio de Sara Brasil, aos 87 minutos. Por imperativo regulamentar, a decisão foi para penalties sem passar pelo prolongamento.

Depois de 15 penalties no fundo das redes, Ana Rita Oliveira, Santa Rita, perdão, voou para mais uma intervenção divina, travando a oitava tentativa do Torreense e soltando a festa na Caridade, para delírio das centenas de adeptos que encheram a bancada e meia lateral envolvente.

O resultado de cada mão reflete o equilíbrio de forças entre as duas equipas. O sucesso do Atlético Ouriense traduz a capacidade de superação de uma equipa completamente criada de raiz, mas com níveis de entrosamento e confiança capazes de disfarçar lacunas evidentes.

Contas feitas, está cumprido o primeiro objetivo de uma temporada que se prevê plena de desafios para Marco Ramos e suas jogadoras.

Amanhã há filme do jogo em www.derbydeourem.pt

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