Categoria: Liga BPI

Atlético em Braga para contrariar a história

atlouriense-equipa Atlético em Braga para contrariar a história

Depois da derrota com o Sporting, o Atlético Ouriense vai a Braga defrontar mais um candidato ao título.

A formação de Marco Ramos joga a 2.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão no mítico 1.º de Maio, emblemático estádio bracarense que agora serve de quartel general à formação feminina do Sporting de Braga.

A missão é complicada e o histórico de confrontos é estrondosamente favorável às bracarenses: 7 jogos, 7 derrotas do Atlético, todas com contornos de goleada.

O “melhor” resultado foi… perder por “apenas” 4-0, algo que aconteceu duas vezes neste historial de confrontos. O pior? 9-0, na última jornada de 2016/17. Quem era a guarda-redes do Braga nesse desafio em que Sara Brasil também representou as minhotas? Ana Rita Oliveira, recém-canonizada Santa Rita de Ourém na sequência da vitória épica sobre o Torreense.

Com muito mais a ganhar do que propriamente a perder, o Atlético Ouriense parte para Braga sabendo que o adversário está num patamar superior, mas com a perfeita noção de que… os grandes também tombam e nunca é tarde para escrever história.

O duelo tem início às 15 horas, contando com transmissão televisiva via Canal 11. Neste contexto, a direção do Atlético Ouriense abre as portas da Caridade para quem quiser assistir ao jogo pela televisão e a apoiar a equipa à distância.

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Atlético Ouriense – Sporting. David contra Golias. Melhor era impossível…

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Este jogo dava um filme… O Sporting confirmou a supremacia natural de um candidato ao título, em confronto com uma equipa cujo objetivo não vai além da permanência. As leoas dominaram todo o desafio, mas encontraram resistência e não conseguiram golear. O Atlético Ouriense manteve-se fechadinho e organizado, tanto quanto possível, mas faltou força para chegar à frente e criar perigo

Atlético Ouriense vs Sporting, o filme

 

1’ O jogo conta segundos e Sara Brasil tenta surpreender as leoas: encara o adiantamento da guardiã contrária, dispara do meio-campo… mas sem força nem direção

 

5’ Monique sobe pela direita, pressiona as rivais já dentro da área contrária e com a ajuda de Melanie Cunha, força o primeiro pontapé de canto

 

1-0 GOLO do SPORTING
7’ Brenda Pérez ganha a linha, sobre a direita e atrasa junto à relva. Lance do Capeta… Júlia Mateus desvia, Ana Capeta idem, Jéssica Pastilha também e a bola volta à camisola 18 das leoas, que marca de primeira. Golo às três tabelas, carambola para o fundo das redes de Ana Rita Oliveira.

 

8’ O Sporting celebra no minuto seguinte, mas quando Ana Borges mete o chapéu a Ana Rita Oliveira, já a ‘liner’ Sara Gaspar tinha invalidado o lance: fora de jogo da capitã leonina

 

9’ Ana Teles dispara bem acima da baliza oureense, depois de nova incursão de Brenda Pérez pela direita

 

13’ Joana Martins prepara o arco, mas o tiro sai a rasar o poste do Atlético

 

17’ Chandra Davidson grita golo, mas Ana Rita Oliveira voa para lhe estragar a festa, com uma intervenção felina junto ao poste esquerdo

 

17’ Canto, na sequência e Chandra a cabecear por cima

 

O Atlético está encostado às cordas, sem reação nem capacidade para evitar a avalanche ofensiva das leoas. Marco Ramos coloca Bimba Cabral a aquecer e inverte posições nos extremos: Mel para a esquerda; Gabi para a direita

 

CARTÃO AMARELO
26’ Ana Capeta agarra-se à cintura de Sofia Cena e Joana Rodrigues amarela a antiga avançada do Atlético. Capeta não gosta e protesta, sacode os braços da juiz, arrisca o vermelho… mas passa impune. O banco do Sporting está ‘on fire’ e a treinador Mariana Cabral não escapa ao cartão amarelo

 

2-0 GOLO do SPORTING
28’
Capeta lança Ana Borges pela direita, a capitã cruza rasteiro e Brenda Pérez eleva a contagem. A espanhola surge sem marcação e surpreende Ana Rita Oliveira, que ainda toca na bola, mas não a desvia do golo

 

32’ Carrega o Sporting: abertura longa da esquerda para a direita, Brenda Pérez sozinha no interior da área e com espaço para decidir, passe atrasado para Chandra, remate de primeira… e Santa Rita a evitar o 3-0, com uma defesa fantástica

 

34’ O Atlético tenta reagir, mas mal consegue sair do seu meio campo. Marta Edyth pega na bola e tenta lançar Sara Brasil. Há campo livre para correr, mas Ana Borges consegue intercetar a bola. As oureenses pedem mão da capitã, mas Joana Rodrigues manda jogar…

 

34’ Meia equipa do Atlético a protestar e Ana Capeta quase a marcar. Do lance polémico, nasce um contra-ataque que não deu golo porque o tiro saiu ao lado

 

40’ Numa questão de segundos, Laura Pires assina dois cortes fundamentais para evitar que duas leoas se isolassem na cara de Ana Rita Oliveira

 

42’ Canto para o Sporting, bola da bandeirola esquerda para o segundo poste, Ana Teles recolhe e atrasa para Cláudia Neto. A internacional portuguesa tira as medidas à baliza e remata forte. Ana Rita já vai no ar, mas Laura Pires desvia primeiro

 

45’ Brenda Pérez conduz sem oposição, abre à direita para Joana Borges, cruzamento com conta, peso e medida, desvio subtil de Ana Capeta… ao lado do poste direito.

 

INTERVALO
O Sporting instalou-se no meio campo do Atlético, encostou as oureenses às cordas e já resolveu o jogo. O 2-0 é curto para as leoas, que não marcaram mais golos por culpa própria, mas também pela qualidade de Ana Rita Oliveira e pela organização defensiva da turma de Marco Ramos, que não chega para tudo mas vai dando para manter a boa imagem

 

51’ Júlia Mateus quase surpreende Hannah Seabert, com um cruzamento remate a colocar em sentido a guarda-redes norte-americana

 

52’ Ana Capeta remata de longe, mas ao lado

 

54’ Cláudia Neto dispara forte e Ana Rita Oliveira encaixa sem dificuldade

 

55’ Carolina Beckert atira ao lado da baliza oureense, na sequência de um pontapé de canto

 

62’ O Atlético Ouriense reage quando pode e como pode: Bimba Cabral corre pela direita e vira o jogo à esquerda. O passe seria perigosíssimo… se não levasse tanta força. Mel bem tentou, mas não chegou a tempo de enfrentar Hannah Seabert

 

63’ Brenda Pérez remata ao lado

 

CARTÃO AMARELO
64’
Sofia Sena é sancionada por uma carga sobre Brenda Pérez

 

68’ Brenda Pérez desenha uma jogada individual, ilude as rivais e dispara ao lado da baliza oureense

 

69’ Diana Silva regressa a casa. A maior goleadora da história do Sporting foi formada no Atlético Ouriense. É lançada em campo sob aplausos da plateia oureense

 

70’ Com amigas destas… Cruzamento da esquerda, Diana eleva-se, cabeceia, mas não festeja: Ana Rita Oliveira estava atenta

 

3-0 GOLO do SPORTING
75’ Joana Dantas entrega a Brenda Pérez à entrada da área. A espanhola está de costas para a baliza, perante a pressão de Júlia Mateus, mas descobre Ana Borges ali à direita. A capitã fura e assista Joana Dantas, que amplia sem oposição

 

88’ Lançada por Marco Ramos, Joana Serrano tenta a sorte, mas o pé esquerdo dispara tímido e Seabert segura fácil

 

89’ Sofia Sena vai à relva e evita o 4-0 com um corte providencial no interior da área

 

45’+5 Ana Borges cruza da direita, Carol Pocinho antecipa-se a Diana Silva e guarda a bola… mas escorrega e cai. A goleadora leonina aproveita o deslize e assiste Inês Gonçalves. Só a aparição divina de Santa Rita evitou que o resultado fosse ainda mais desnivelado

 

FIM DO JOGO
O Sporting confirma a supremacia natural de um candidato ao título a defrontar uma equipa cujo objetivo não vai além da permanência. As leoas dominaram todo o desafio, mas encontraram resistência e não conseguiram golear. O Atlético Ouriense manteve-se fechadinho e organizado, tanto quanto possível, mas faltou força para chegar à frente e criar perigo

 

Banho de realidade: Sporting bate Atlético na Caridade

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Atlético Ouriense e Sporting deram o pontapé de saída na 1.ª Nacional

Sem espinhas. O Sporting Clube de Portugal venceu o Clube Atlético Ouriense na abertura da Liga BPI, o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de futebol feminino.

Uma semana depois da vitória no playoff da Liga BPI, as oureenses desceram à terra, perdendo com as leoas pela nona vez em dez confrontos.

O Sporting impôs um jogo de sentido único, não concedendo sequer oportunidades para que as oureenses pudessem surpreender. Ana Capeta colocou o Sporting em vantagem, logo aos 7 minutos; Brenda Pérez aumentou aos 28’; e Joana Dantas fechou a conta aos 80’.

A guardiã Ana Rita Oliveira voltou a destacar-se entre os postes da baliza oureense, evitando que o resultado subisse para números demasiado castigadores.

O Atlético Ouriense teve o mérito de não deixar o resultado subir, mantendo os níveis de concentração tão elevados quanto possível, perante um candidato ao título com argumentos claramente superiores.

Na próxima jornada, a turma de Marco Ramos vai ao Minho defrontar o Sporting Clube de Braga, num duelo agendado para 18 de setembro, a partir das 15h00, com transmissão direta no Canal 11.

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Ana Rita Oliveira voltou a brilhar na baliza do Atlético, mas Capeta e companhia levaram a melhor

Atlético vs Sporting. Missão Impossível? Se calhar nem tanto…

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Bárbara Pisco encheu a baliza no único duelo em que o Atlético deixou o Sporting em branco | Foto Pedro Nasper

Clube Atlético Ouriense e Sporting Clube de Portugal dão o pontapé de saída na nova temporada da 1.ª Divisão Nacional, num duelo agendado para as 15 horas deste sábado, em pleno Campo Adelino dos Santos Júnior.

Uma equipa assumidamente a lutar pela manutenção contra um candidato ao título. David contra Golias? Missão Impossível? A teoria dá vantagem às leoas, o balanço é assustadoramente favorável às visitantes, mas o confronto mais recente alimenta a esperança oureense.

A 31 de outubro do ano passado, o Atlético Ouriense recebeu o Sporting na Caridade, na 5.ª jornada da Fase Regular da Liga BPI. As leoas chegam a Ourém em alerta pelo empate em casa do Torreense, na deslocação anterior. Estão de sobreaviso, sabem que não podem desperdiçar pontos e apontam a artilharia pesada à baliza rival.

Brenda Pérez, Ana Borges, Chandra Davidson, a ‘nossa’ Diana Silva… As leoas tentam que se farta, mas não quebram a resistência oureense. Bárbara Pisco assina uma exibição fenomenal e segura o empate com a ajuda de toda uma equipa empenhada em fazer figura.

Pela primeira vez, o Sporting tropeça diante do Atlético. O bicampeão nacional de 2012/13 e 2013/14 bate ao pé ao seu sucessor. A estratégia de Marco Ramos resulta em pleno e as oureenses quebram um ciclo negativo de 8 derrotas consecutivas diante das leoas, com 43 (!) golos sofridos e apenas 1 marcado (Flávia Fartaria, quem mais?).

Praticamente um ano depois, o Sporting regressa à Caridade para defrontar uma formação totalmente construída de raiz. Marco Ramos continua responsável pela estratégia oureense, mas daquele onze que empatou as leoas, sobram apenas Carolina Pocinho, Sony Costa e Jéssica Pastilha.

O Sporting é um adversário muito competitivo, mas empatou aqui no ano passado”, recordou Marco Ramos, em declarações exclusivas ao Derby, na antevisão da 1.ª jornada.

A história prossegue dentro de momentos…

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O Atlético travou o Sporting após oito derrotas noutros tantos confrontos | Foto Pedro Nasper

Exclusivo Derby com Marco Ramos! “O Sporting é muito competitivo… mas empatou em Ourém no ano passado”

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Chegou a hora! Quatro semanas depois do início da pré-temporada, o Clube Atlético Ouriense dá o pontapé de saída na Liga BPI. O jogo tem honras de abertura, o adversário é um crónico candidato ao título e a missão adivinha-se complicada.

É verdade que o Atlético nunca ganhou ao Sporting; é verdade que somou 8 derrotas em 9 desafios; mas também é verdade que as verde e brancas bateram contra um muro, há pouco menos de um ano.

“O Sporting é um adversário muito competitivo, mas empatou aqui no ano passado”, recorda Marco Ramos, em declarações exclusivas ao Derby, na antevisão da 1.ª jornada.

O treinador do Atlético reconhece favoritismo às atuais detentoras da Taça de Portugal, mas pisca o olho a nova surpresa: “O Sporting sabe que este campo é difícil e que nós somos um adversário competitivo e com moral em alta.

O sucesso no playoff da Taça da Liga resultou como uma verdadeira injeção de confiança no seio de um grupo construído de raiz e a necessitar de consolidar processos e rotinas. Foi também o antidoto perfeito para eventuais desconfianças em relação à capacidade do clube em competir na temporada que se avizinha.

Apesar do triunfo sobre o Torreense e do estado de graça decorrente, Marco Ramos apela à serenidade. “Trabalhar em cima de vitórias é sempre muito melhor. Temos de continuar focados e ser competitivos porque se baixamos o foco, estragamos a nossa imagem”, alerta o treinador, campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal em 2013/14, pelo Clube Atlético Ouriense.

“Se há algo que o Ouriense tem de bom, são os nossos adeptos”
A relação com o clube tem vários anos, com alguns interregnos pelo meio. Marco Ramos é um histórico do clube e é nessa condição que avalia o papel dos adeptos que habitualmente se deslocam à Caridade.

“Já levo vários anos nesta casa e sei que se há algo que o Ouriense tem de bom, são estes adeptos. A bancada está sempre cheia e obviamente que as minhas jogadoras sentem esse apoio e todo o carinho que lhes transmitem. Quando a equipa está em baixo, são os adeptos que a puxam para cima. Importa reforçar uma palavra de gratidão perante todos eles. Espero que continuem a ver e a apoiar o futebol feminino. Ter boas jogadoras, é muito bom; ter uma estrutura forte, também é importante. Mas se não tivermos adeptos, nada disto faz sentido”, considera.

futebol-atlouriense-marco-ramos-2-1024x731 Exclusivo Derby com Marco Ramos! "O Sporting é muito competitivo... mas empatou em Ourém no ano passado"

Torreense? “A minha equipa acreditou sempre”
Diante do Torreense, apoio não faltou. “Os adeptos deram um empurrão quando a equipa mais precisou”, reforça Marco Ramos, lembrando que o Atlético partiu em desvantagem para o duelo da 2.ª mão.

“Sabíamos que esta eliminatória tinha 180 minutos. Vínhamos de um resultado desfavorável mas tínhamos 90 minutos e a obrigação de acreditar até ao fim. Também sabíamos que, marcando um golo, estaríamos dentro do jogo. Marcámos, sofremos e ficámos obrigados a marcar outro para igualar a eliminatória.

A equipa compreendeu a mensagem que passámos durante a semana, acreditou sempre e no final foi premiada pelo seu esforço. É verdade que podíamos ter perdido no desempate por penáltis. Era uma lotaria, mas o nosso trabalho estava feito. Podia dar para os dois lados e calhou-nos a nós. É merecido por tudo o que fizemos durante os 180 minutos desta eliminatória.

Santa Rita de Ourém? “A Ana correspondeu totalmente mas o coletivo também se destacou”
Temos duas guarda-redes a trabalhar muito bem. Jogou a Ana Rita e correspondeu totalmente ao que o jogo lhe exigiu, mas tínhamos de marcar golos e neste aspecto toda a equipa correspondeu com dois golos. Estamos todos de parabéns! A Ana Rita destacou-se individualmente em vários momentos, mas também temos de destacar o coletivo porque esteve muito bem durante o jogo.

O duelo entre Clube Atlético Ouriense e Sporting Clube de Portugal está agendado para as 15h00 deste sábado, dia 10 de setembro. Há transmissão direta na Sport TV mas o melhor mesmo é ir ao Campo Adelino dos Santos Júnior.

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O Derby na canonização de Santa Rita de Ourém

futebol-atlouriense-santa-rita-derby-2 O Derby na canonização de Santa Rita de Ourém

 

O Derby converteu-se perante a intervenção divina de Ana Rita Oliveira e o Clube Atlético Ouriense convidou o nosso jornal para a canonização oficial de Santa Rita de Ourém. Uma iniciativa da estrutura do clube, à qual o Derby se associou com elevado orgulho.

A iniciativa decorre da magnitude da exibição de Ana Rita Oliveira na 2.ª mão do playoff da Taça da Liga. “Trata-se de um prémio simbólico, que serve para enaltecer o desempenho da nossa atleta, privilegiando o espírito de grupo”, explicou Marco Ramos, treinador do Atlético Ouriense, agradecendo ao Derby “pelo trabalho de valorização e divulgação que o jornal tem vindo a fazer, junto do Atlético Ouriense e de todos os clubes e atletas do Concelho de Ourém”.

“Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”, sublinhou Ana Rita Oliveira, numa entrevista exclusiva ao Derby, concedida minutos depois do jogo em que defendeu três penáltis e mais um punhado de tentativas torreenses.

O Clube Atlético Ouriense ofereceu ao Derby o novo cachecol do clube. “Pelo Atlético, por Ourém. Diferentes no futebol”, é o lema que acompanha a equipa sénior feminina pelo país fora a partir desta temporada, como forma de marcar posição junto dos grandes centros decisores do país.

 

 

Bendita seja Santa Rita, Padroeira dos Penalties

 

Exclusivo Derby! “Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”

futebol-atlouriense-anaritaoliveira-1 Exclusivo Derby! "Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa"
Não é recorde mundial e pode nem ser nacional, mas cá na terra nunca tínhamos visto uma enormidade destas. Ana Rita Oliveira, a nova guarda-redes do Clube Atlético Ouriense, saltou para a ribalta graças a uma exibição absolutamente monstruosa. Em plena estreia na Caridade, defendeu três (!) penáltis, entre tantas outras intervenções divinas rumo à canonização. Ana Rita Macedo Oliveira, Santa Rita de Ourém, Padroeira dos Penáltis, em entrevista exclusiva ao Derby

 

Entrevista Derby com… Ana Rita Oliveira 

Texto António Adão Farias | Fotos Derby ©

 

Derby – Estreia oficial em casa do Clube Atlético Ouriense, primeiro jogo na Caridade… Dois penáltis defendidos no tempo regulamentar, mais um no desempate. Resumindo: foi absolutamente decisiva na qualificação da equipa para a próxima fase da Taça da Liga. Era difícil sonhar com uma estreia melhor, não?
Ana Rita Oliveira – Foi uma estreia muito boa, mas o meu objetivo era mesmo esse. Queria proteger a baliza do oureense e acho que cumpri. Quem quer estar nos grandes palcos, tem de que manter a frieza em determinados momentos. Acredito que consegui manter essa frieza e isso ajudou bastante a equipa. Estou muito orgulhosa por ter conseguido ajudar, mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa. Somos um grupo, não somos individualidades. Portanto o mérito não é só meu; é de todos!

 

“Estou muito orgulhosa por ter conseguido ajudar, mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa”

 

Derby – Tanto o primeiro penálti como o segundo que defendeste, foram é importantíssimo porque tiveram o condão de manter a equipa viva na eliminatória. Sofrendo ali um golo, poderia ser fatal, devido à desvantagem da primeira mão… Sentiste, em algum desses penáltis que defendeste, que o jogo poderia mesmo virar a vosso favor?
Ana Rita Oliveira – Quando defendi o primeiro penálti, senti que a nossa equipa poderia mesmo chegar ao golo; quando foi o segundo, não tinha passado ainda muito tempo e voltei a sentir que poderíamos ser felizes. Acho que aquele segundo penálti deu outro estímulo à equipa e foi ali que começámos a acreditar que era possível. E acabámos por dar a volta!

futebol-atlouriense-anaritaoliveira-10 Exclusivo Derby! "Estou muito orgulhosa mas o meu mérito é o mérito de toda a equipa"

Derby – Já na ponta final, penálti para o Atlético e a Sara Brasil a demonstrar aquela frieza de que a Ana Rita falava há pouco. Eliminatória igualada, fim do tempo regulamentar… e mais penáltis. Defendes dois no tempo regulamentar, mas no desempate… Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete remates indefensáveis. Como é que uma guarda-redes mantém os níveis de motivação e concentração quando a bola continua a entrar sistematicamente?
Ana Rita Oliveira – É realmente complicado, quando adivinhamos o lado, mas não chegamos à bola… É muito frustrante porque tocámos na bola, mas não conseguimos evitar o golo… Nestes momentos, é ainda mais importante manter concentração máxima até ao fim. Se nos desconcentramos um segundo, arriscamo-nos a perder tudo. A concentração foi realmente o segredo destes penáltis.

 

“Aquele segundo penálti deu outro estímulo à equipa e foi ali que começámos a acreditar que era possível”

 

Derby – Qualificação garantida, festa bonita, mas é tempo de mudar o chip… Vem aí a estreia no Campeonato e logo com um embate contra um candidato ao título. Dois, aliás. O Atlético recebe o Sporting e vai a Braga. Um início frenético, que se adivinha difícil. Prevê-se muito trabalho, sobretudo para a guarda-redes. Como é que se prepara ao longo da semana? É uma preparação diferente quando o adversário é um dos candidatos?
Ana Rita Oliveira – O trabalho é o mesmo. Todas as equipas são iguais, o que muda é o tipo de investimento que cada clube pode fazer. Nós trabalhamos para dar vitórias ao Ouriense, damos o nosso máximo e só temos de fazer o nosso trabalho, seja qual for o clube que tivermos pela frente.

 

“Vir para o Atlético foi uma decisão muito ponderada. A Sara Brasil foi uma boa influência. Acho que devemos ir para onde gostam de nós”

 

Derby – A Ana Rita Oliveira é uma das jogadoras mais experientes deste plantel. Já passou por alguns dos melhores clubes de Portugal, foi campeão nacional e também conquistou uma Supertaça. Como é que surge o Atlético Ouriense e qual a razão desta sua aposta muito pessoal em vir para Ourém?
Ana Rita Oliveira – Foi uma decisão muito ponderada… Falei com a Sara Brasil e essa foi uma influência boa nesta decisão. Ela disse-me que se sentia muito bem aqui. Eu acho que devemos ir para onde gostam de nós. E o Ouriense já vinha manifestando interesse em mim, há muito tempo! Foi a altura certa para aceitar o convite e abraçar este projeto. Estou muito feliz por poder dar esta prenda a todos os oureenses, no meu primeiro jogo em casa.

Derby – Por falar em oureenses, a Ana Rita foi conquistando os adeptos ao longo do jogo. A cada defesa, a cada intervenção, foi conquistando a bancada ao ponto de quase sair em ombros no final deste jogo com o Torreense. Foi sentindo esse apoio ao longo do desafio?
Ana Rita Oliveira – Senti e já percebi que temos uma massa adepta muito boa! É importante que assim seja em todos os jogos em casa. Os próprios adversários sentem que o Ouriense fica mais forte. Eu própria senti-me logo em casa, com todo este apoio.

“Já percebi que temos uma massa adepta muito boa! É importante que assim seja em todos os jogos em casa”

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Exclusivo Derby! Sara Brasil rendida a Ourém: “Temos a cidade connosco!”

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Sara Brasil chegou ao Atlético a meio da temporada passada e não demorou a exercer influência | Foto Nuno Abreu

 

Ourém, Caridade, Campo Adelino dos Santos Júnior, minuto 87: o Atlético Ouriense faz das tripas coração para igualar a eliminatória, mas o Torreense continua em vantagem. Faltam jogar três minutos e as oureenses precisam de um golo como de pão para a boca.

Júlia Mateus lança-se na frente, evoluiu sobre a esquerda, vislumbra Melanie Cunha e Sara Brasil à entrada da área e entrega a bola à sorte. A ânsia de chegar ao golo é tal, que Sara antecipa-se… a Mel. Assume a bola, entra na área, finta Matilde Figueiras e intensifica o pesadelo da capitã torreense.

Matilde chega ao minuto 87 com um autogolo e dois penalties falhados. “Qualquer coisa que possa correr mal, vai correr ainda pior e no pior momento possível”. A camisola 27 das visitantes faz jus à Lei de Murphy e carrega Sara Brasil no interior da área. Limpinho, limpinho: penalty para o Atlético.

Sem hesitar, nem pestanejar, Sara Brasil agarra-se à bola. Carrega nos ombros o peso de uma decisão absolutamente crucial, mas parte com a leveza só ao alcance dos grandes talentos. Bola para um lado, guarda-redes para o outro. Um clássico. Golo do Atlético. Há 2-1 no marcador e (mais) penaltis no horizonte.

O Derby testemunha a tranquilidade e o sangue frio na hora de Sara Brasil bater os penaltis que lhe tocam. O que sente, afinal, uma jogadora a quem é confiada a responsabilidade de decidir o futuro da sua equipa numa eliminatória de uma grande competição?

“Senti muitas coisas ao mesmo tempo, mas tinha de manter a frieza. Quem quer estar nos grandes palcos, sabe que tem que ser assim. E nós queremos estar nos grandes palcos. Qualquer uma das minhas colegas podia estar lá naquele penalty. Calhou-me a mim, assumi e correu bem”, sublinha a avançada, em declarações exclusivas ao Derby, em pleno relvado, ainda a vitória no playoff estava fresquinha.

futebol-sara-brasil-penalty-1-scaled Exclusivo Derby! Sara Brasil rendida a Ourém: "Temos a cidade connosco!"

 

Sara Helena Santos Brasil não é uma jogadora qualquer. A camisola 10 do Atlético Ouriense tem um currículo de respeito no futebol português, contando um Campeonato Nacional e uma Supertaça na sua galeria de conquistas, sempre ao serviço do Sporting de Braga.

Está em Ourém desde fevereiro, mas não demorou a assumir um papel de relevo na estratégia de Marco Ramos. Chegou proveniente do Amora FC, já com a temporada em curso, mas a tempo de fazer 16 jogos e marcar 6 golos.

Já tinha admitido publicamente que foi em Ourém que recuperou a alegria de jogar, depois de tempos sinuosos provocados por uma lesão que lhe roubou tempo de mais. Passado, é passado. E Sara Brasil só pensa no futuro.

“Quando nos sentimos em casa, as coisas correm perfeitamente bem. Temos uma cidade connosco e isso faz-nos sentir em casa. Eu sinto-me como se fosse desta terra, gosto muito desta terra, sinto-me bem aqui”, confessa esta vimaranense de Creixomil, cada vez mais rendida à cidade que a acolheu.

Quando nos sentimos em casa, as coisas correm perfeitamente bem. Temos uma cidade connosco e isso faz-nos sentir em casa. Eu sinto-me da terra, gosto muito desta terra, sinto-me bem aqui

Graças ao seu contributo e ao empenho e capacidade de superação de toda a equipa, o Atlético Ouriense eliminou o Torreense e garantiu um lugar na próxima fase da Taça da Liga.

“O céu é o limite! Temos é de sonhar… Um passo de cada vez e continuar a trabalhar. Se continuarmos a trabalhar desta forma e a entregar-nos em todos os jogos como neste, vamos ser felizes”, avisa Sara Brasil.

A vitória sobre o Torreense ou sobretudo a forma como as oureenses a alcançaram, colocou a equipa nas nuvens. A festa foi rija, os dias têm sido de alegria, mas o foco não muda: trabalho, trabalho e mais trabalho.

Vem aí o início da Liga BPI e ninguém quer descer do céu ao inferno. O sorteio foi ‘mauzinho’… Além de receber o Sporting na 1.ª jornada, o Atlético vai a Braga e a Amora nas rondas seguintes. São três testes de fogo a abrir, onde a equipa de Marco Ramos só tem a ganhar, perante rivais teoricamente mais fortes.

“Vamos defrontar dois candidatos ao título, nós estamos aqui para fazer o nosso trabalho. O primeiro jogo é em nossa casa e nós queremos orgulhar os nossos adeptos. Temos de fazer o nosso, eles têm de fazer o deles. E o que tiver de acontecer, vai acontecer…”, considera Sara Brasil, antevendo um início de campeonato verdadeiramente frenético.

futebol-atlouriense-tania-sa-sara-brasil Exclusivo Derby! Sara Brasil rendida a Ourém: "Temos a cidade connosco!"

 

 

Capitã Pastilha e a reviravolta na Taça da Liga: “Perante os nossos adeptos, tudo é possível!”

cao-vs-fpf19-11-scaled Capitã Pastilha e a reviravolta na Taça da Liga: "Perante os nossos adeptos, tudo é possível!"

Jéssica Pastilha assumiu a condição de porta-voz do grupo para apelar ao apoio dos adeptos do Atlético e de todos os oureenses em geral, na véspera de um desafio crucial para definir o futuro do clube na nova edição da Taça da Liga.

“Só um resultado importa para seguirmos em frente: a vitória. Não será um jogo fácil, mas no nosso campo e perante os nossos adeptos, tudo é possível”, considera a capitã do Atlético, citada nas redes sociais do clube.

As oureenses perderam em casa do Torreense, na 1.ª mão do playoff, no primeiro jogo oficial da temporada e numa altura em que as equipas ainda estão em fase de formação e sem domínio absoluto sobre a realidade de todos os adversários.

Para Jéssica Pastilha, “há algo importante que difere” do duelo da 1.ª mão. “Já conhecemos o adversário e temos alguns indicadores sobre onde poderemos ser felizes”, avisa, garantindo que “a equipa está focada e ciente do que é preciso ser feito para vencer” e garantir a qualificação para a próxima fase da Taça da Liga.

O Torreense chega a Ourém em vantagem na eliminatória, graças ao triunfo na 1.ª mão, num desafio marcado por um erro de arbitragem com influência inequívoca no resultado: um golo (mal) anulado a Juliana Santo, já no tempo de compensação, daria empate e colocaria a decisão ainda mais em suspenso.

O duelo da 2.ª mão está agendado para as 16 horas deste domingo, dia 4 de setembro, no Campo Adelino dos Santos Júnior, em Ourém.

Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória

Torreense-CA-Ouriense-ficha Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória
Torreense e Atlético Ouriense abriram a temporada oficial com o primeiro de dois confrontos a contar para o playoff da Taça da Liga. O duelo foi equilibrado, com ascendente para a formação da casa, que acabou por não conseguir materializar o maior número de oportunidades que criou. Com menos tempo de preparação, as oureenses disfarçaram a falta de canetas com boa organização e muita entrega ao jogo. O resultado acaba por ser justo, ainda que o Atlético merecesse o empate porque o mesmo foi-lhe sonegado através de um golo mal anulado

1’ Rola a bola em A-dos-Cunhados, quartel-general da equipa sénior feminina do Sport Clube União Torreense, que hoje recebe a visita do Clube Atlético Ouriense, na 1.ª mão do playoff da Taça da Liga

 

3’ GOLO! Marca o Torreense!
Morgan Turner adianta a formação da casa, quando muitos adeptos não tinham chegado sequer ao Parque de Jogos Maximino Santos. O golo acontece em pleno apagão da transmissão online do jogo, pelo que a (má) notícia demora a chegar a Ourém…

 

23’ Júlia Mateus perde a bola em zona perigosa, Neuza Besugo oferece o golo a Ana Rocha, mas Ana Rita Oliveira fecha a baliza com uma mancha vistosa. Grande defesa da nova guardiã oureense!

 

futebol-joyce-ramos-lesao Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória27’ Joyce Ramos tapa o caminho da baliza a Ana Rocha, mas sente um esticão e cai no relvado. A central brasileira sofre um problema na coxa direita e cede o lugar a Monique Gonçalves

 

 

30’ Sofia Sena, Jéssica Pastilha, Laura Souza e Monique embrulham as adversárias na teia, trocam a bola entre si até que Sena abre o livro com uma… 360 à La Zidane. Sofre falta, mas recebe aplausos

 

31’ GOOOOOLO! Empata o Atlético!
As oureenses aproveitam da melhor forma a carga sofrida por Sofia Sena: Sara Brasil faz um passe longo praticamente sobre a linha de meio campo. A assistência cai entre Ellie Walker e Melanie Cunha, com a camisola 9 do Atlético a aproveitar a hesitação alheia para empatar o jogo com um golo à ponta de lança!

golo-mel Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória

 

 

32’ CARTÃO AMARELO
Maria Malta agarra-se à camisola de Sofia Sena, para impedir a progressão da média brasileira. Cartão amarelo para a lateral do Torreense

 

36’ O Torreense responde por Morgan Turner, mas Ana Rita Oliveira estava atenta e segurou o chapéu que a canadiana lhe tentou oferecer

 

40’ Sara Ketis entra na área do Atlético pela esquerda e cruza rasteiro. Laura Souza falha o corte em plena pequena área, mas ninguém desvia para golo. Passa o perigo!

 

42’ GOLO! Torreense volta à vantagem
O mister Renato Fernandes só pode estar orgulhoso… O segundo golo do Torreense é um hino ao futebol enquanto desporto coletivo. Tudo começa num pontapé de baliza e na guarda-redes Lysianne Proulx, que obriga a sair a jogar ali mesmo. Apesar da pressão rival, a bola passa por oito jogadoras da casa até beijar o fundo das redes. São 14 toques até ao golo, apontado por Ana Rocha, brilhantemente isolada por Maria Malta

 

45’+1 Neuza Besugo bate um canto na direita e a bola sobra para Sara Teixeira, em plena pequena área. Valeu a atenção de Ana Rita Oliveira, mas o remate deixou a desejar. Esteve à vista o 3-1!

 

45’+3 Melanie Cunha tenta a sorte, de fora da área, mas o remate de pé esquerdo acaba numa defesa fácil para Lysianne Proulx

 

45’+3 CARTÃO AMARELO
Sony Costa carrega Morgan Turner e Catarina Campos entende haver motivo para ‘amarelar’ a lateral oureense

 

45’+4 Matilde Figueiras descarrega um livre em balão para dentro da área, obrigando Ana Rita Oliveira a saída a punhos, antes que Ana Rocha fizesse estragos.

 

INTERVALO
O Torreense entrou praticamente a ganhar, mas o Atlético Ouriense aguentou o choque e equilibrou as forças. Sofia Sena abriu o livro, Sara Brasil descobriu o caminho de Mel e a camisola 9 não perdoou, empatando o jogo. As da casa acusaram o toque e foram para cima das visitantes, acabando por marcar numa jogada verdadeiramente deliciosa. Ao intervalo, a vantagem justifica-se mas o empate também não assentava mal…

 

45’ Leonilde Rodrigues rende Júlia Mateus, numa tentativa clara de atacar a profundidade à boleia da velocidade da extremo cabo-verdiana

 

57’ O jogo está mais equilibrado e controlado. Há falta para o Atlético e Gabi Zidoi tenta a surpresa. Descaída sobre a esquerda, a brasileira dispara na direção certa… mas sem a força necessária

 

59’ Há uma bola perdida no interior da área oureense! Neuza Besugo dispara fortíssimo, mas Monique desvia com a pontinha da bota e evita o golo do Torreense

 

64’ Sara Ketis lança Neuza Besugo na cara do golo, mas Ana Rita Oliveira enche a baliza e volta a negar a festa ao Torreense, com mais uma mancha de alto nível perante uma adversária completamente isolada

 

68’ Leo Rodrigues e Nicole Araújo chocam violentamente! O joelho da torreense vai ao abdominal da oureense, que não aguenta o embate e acaba substituída… 23 minutos depois de ter entrado. A camisola 21 cede posição a Juliana Santo

futebol-leo-rodrigues-lesao-300x156 Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória

 

79’ Sofia Sena tenta o golo do meio da rua, mas o tiro sai sem força e à figura da guardiã rival

 

80’ Limpinho, limpinho! Melanie Cunha entra na área, pela direita, e cruza contra… o braço de Matilde Figueiras. A camisola 9 do Atlético pede penalty e é verdade que a bola bate no braço, mas a capitã do Torreense estava a cumprir a lei: mãos atrás das costas. Boa decisão de Catarina Campos

 

80’ Sem penalty, há canto: Melanie coloca o golo na cabeça de Sofia Sena, mas a tentativa da camisola 17 sai à figura da guarda-redes contrária

 

90’+4 O jogo arrasta-se com o Torreense a defender a vantagem e o Atlético a tentar o empate. Jéssica Pastilha fica perto do golo, mas o seu remate sai ao lado do poste direito

 

90’+5 GOOOOLO… (mal) anulado!
O Atlético pressiona na saída de bola e obriga o adversário a errar. Monique e Sofia Sena apertam as rivais e a bola sobra para Sara Brasil, que serve Juliana Santo em bandeja dourada. A camisola 22 não treme: marca golo e empata o jogo! Mas há uma bandeirola no ar… Ricardo Santos invalida o lance por suposto fora de jogo de Juliana. Não há VAR, nem repetição na transmissão online, mas a imagem parece clara: Ellie Walker coloca Juliana em linha, pelo que o golo é mal anulado. Compreende-se o erro pela velocidade do lance e pela ausência de VAR, mas não deixa de ser um deslize capaz de colocar o resultado em causa.

futebol-atlouriense-golo-anulado-e1661797111875 Torreense-Atlético, o filme. Fora de jogo mas dentro da eliminatória

 

APITO FINAL

O Atlético Ouriense abre a época oficial com uma derrota em casa do Torreense, num jogo marcado pela entrega da turma de Marco Ramos, que disfarçou a falta de canetas com muita entrega ao jogo. O resultado mantém a eliminatória em aberto e acaba por ser justo, embora as oureenses merecessem o empate, que chegou pelo pé de Juliana, mas acabou (mal) invalidado pela equipa de arbitragem. Domingo há mais!

Atlético perde com golo (mal) anulado nos últimos instantes