Categoria: Destaque

Serra D’Aire e Fátima Trail Team em evidência na Serra da Freita

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O Fátima Trail Team e o Serra D’Aire Trail Team representaram o Concelho de Ourém Ultra Trail da Serra da Freita, partilhando protagonismo graças aos desempenhos dos respetivos atletas.

Os fatimenses foram a única equipa presente no Ultra Trail, prova na qual Sérgio Vieira, Jorge Vieira e Rodolfo Deyllot contribuíram para o 5.º lugar coletivo entre as 15 equipas que conseguiram pontuar. O trio contribuiu igualmente para que o Fátima Trail Team siga na liderança da classificação coletiva do Circuito Nacional de Trail.

Não havendo registo de oureenses entre a elite que arriscou nos 100km, foi mesmo no Trail de 29km que se registou a maior afluência de atletas em representação do Concelho de Ourém.

Nesta distância, o Serra D’Aire Trail Team classificou-se no 4.º lugar da tabela coletiva, enquanto o Fátima Trail Team foi a 6.ª melhor entre as 43 formações que conseguiram pontuar.

O melhor atleta oureense em prova, esse, foi David Costa, do Fátima Trail Team, que concluiu os 29km no Top 10, mais precisamente no 7.º lugar da classificação geral (6.º em MSEN).

Na vertente feminina, destacaram-se Cátia Vieira e Rita Maia, ambas com lugar assegurado no Top 10 da classificação geral do sector e à porta do pódio no respetivo escalão.

Classificação por equipas
4.º Serra D’Aire Trail Team
6.º Fátima Trail Team

 

Classificação individual
7.º David Costa / Fátima Trail Team (6.º em MSen)
27.º João Pereira /Serra D’Aire Trail Team (10.º em MVetI)
30.º Rodrigo Vieira /Serra D’Aire Trail Team (14.º em MSen)
38.º André Reis / Fátima Trail Team (15.º em MSen)
47.º Bruno Dias / Serra D’Aire Trail Team (15.º em MVetI)
74.º Gonçalo Reis / Fátima Trail Team (35.º em MSen)
83.ª Cátia Vieira / Serra D’Aire Trail Team (7.ª geral feminina e 4.ª em FSen)
100.ª Rita Maia / Fátima Trail Team (8.ª geral feminina e 5.ª em FSen)
126.º Pedro Dias / CLAC Entroncamento (42.º em MSen)
133.º Victor Reis / Serra D’Aire Trail Team (23.º em MVetII)
168.º Rui Fresco /Fátima Trail Team (57.º em MVetI)
172.º Carlos Duarte / Serra D’Aire Trail Team (32.º em MVetII)
175.º António Nunes / Serra D’Aire Trail Team (61.º MVetI)
176.º André Pereira / Serra D’Aire Trail Team (60.º MSen)
245.º Hugo Neves / Fátima Trail Team (90.º em MVetI)

 

Atlético Ouriense e Futebol Benfica (des)esperam por uma decisão da FPF

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O duelo entre oureenses e lisboetas passou do relvado… para a secretaria | Foto Nuno Abreu ©

Apesar da derrota na final do playoff, o Clube Atlético Ouriense mantém intacta a esperança de continuar na Liga BPI, com base na alegada falta de licenciamento do Futebol Benfica.

O emblema lisboeta não concluiu devidamente o processo de licenciamento, obrigatório para poder subir ao escalão máximo do futebol português, razão pela qual não surge na lista de clubes devidamente licenciados, à qual o nosso jornal teve acesso.

Os responsáveis de Atlético e Futebol Benfica aguardam por uma decisão final e esperavam que esta pudesse ter sido anunciada ontem, em pleno 73.º aniversário do emblema oureense. Ao que o Derby apurou, a Federação Portuguesa de Futebol está a analisar o caso e pode emitir parecer definitivo ainda esta semana.

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A famosa lista divulgada pela FPF com todos os clubes que obtiveram licenciamento para 2022/23, na qual o Futebol Benfica não consta.

 

Miguel Bértolo e Ernesto Pereira no pódio da geral dos Trilhos do Nabão

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O Fátima Trail Team apostou nos Trilhos do Nabão e não se saiu mal, colecionando pódios da geral e também de escalão, tanto no Longo como no Curto.

Miguel Bértolo esteve em grande destaque na distância máxima, terminando os 30Km no 2.º lugar da classificação geral, ao concluir a prova em 2h28m21s, a cerca de seis minutos do vencedor, André Luís (Clube de Atletismo de Ferreira do Zêzere).

Graças a este desempenho, Miguel Bértolo tornou-se no melhor atleta do escalão M40. Ricardo Gonçalves, também do Fátima Trail Team, foi 5.º da classificação geral, com direito a subida ao 2.º lugar do pódio no escalão M50.

Octávio Lopes fechou o trio de fatimenses no Longo: 13.º da geral e 4.º em M45.

O Fátima Trail Team também se fez representar no Trail Curto, distância na qual Ernesto Pereira subiu ao 3.º lugar do pódio da classificação geral.

O atleta oureense foi mesmo o melhor no escalão M35, depois de ter cortado a meta a menos de 2 minutos do vencedor, Tiago Pires (SCFZ Trail Runners).

Sérgio Gameiro foi o 8.º da geral e o vencedor do escalão M45.

Ourém Vida Team, presente!
Os Trilhos do Nabão acolheram outra equipa oureense: o Ourém Vida Team fez-se notar pelo 6.º lugar de Rui Silva na classificação geral do Trail Longo, na sequência de um desempenho que também rendeu o 2.º lugar em M40, logo atrás de Miguel Bértolo.

Também no Longo, César Ferreira destacou-se pelo 2.º lugar em M35, depois de um 15.º na geral.

O Ourém Vida Team também marcou presença no Trail Curto, à boleia de Rute Sousa, 74.ª classificada da geral (4.º lugar em F40).

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Miguel Bértolo foi o melhor no escalão M40 e subiu ao pódio na companhia de outro oureense: Rui Silva, do Ourém Vida Team

Ana Sofia Costa no pódio do Campeonato Nacional Individual Absoluto

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Ana Sofia Costa, com a Parceira de Competição, Celina Gameiro, num dos duelos do Campeonato Nacional | Foto leiria2022.pt ©

Não foi a sua melhor performance, mas sempre deu para uma Medalha de Bronze no Campeonato Nacional Individual Absoluto, realizado a 18 e 19 de junho, em Pousos, Leiria.

Ana Sofia Costa passou pela fase de grupos, com duas vitórias e uma derrota na Pool A: perdeu para o experiente Avelino Andrade (8-0), mas venceu Armando Costa (6-1) e Mário Peixoto (4-1) e qualificou-se para as meias-finais, onde acabou derrotada por José Gonçalves, paratleta do Sporting Clube de Braga, que viria a sagrar-se campeão nacional.

Afastada da final, Ana Sofia Costa venceu depois o duelo pelo 3.º e 4.º lugar, impondo-se perante Luís Silva (6-0) e conquistando a Medalha de Bronze no Campeonato Nacional Individual Absoluto.

A internacional portuguesa, vencedora da Taça do Mundo do Brasil e atual n.º 2 do ranking mundial, reconheceu que esperava outro resultado e reforçou o agradecimento a todas as pessoas que a têm ajudado a evoluir na modalidade.

“Muito obrigada a todos que me ajudam a ir mais longe apesar de não ter corrido bem vou continuar a dar o meu melhor. Quero agradecer em especial à minha parceira de competição Celina Gameiro, por me ajudar 24 horas por dia, quer no campo quer fora; ao meu treinador David Henriques, que me mostrou a modalidade e por me ajudar a crescer; ao Centro João Paulo II e aos seus colaboradores, sem esquecer de ninguém, por me apoiarem e ajudarem a ir mais além; à minha família, pelo apoio incondicional e carinho; a todos os meus amigos e amigas pois sem todos vocês não era possível”, escreveu Ana Sofia Costa nas redes sociais.

Futebol Benfica foi mais Forte(s) mas o Atlético ainda pode ganhar… na secretaria

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Maria Baleia conforta Sara Brasil, perante a festa do Futebol Benfica… que não terá grande razão de o ser | 📸 Nuno Abreu

O Atlético Ouriense perdeu a final do playoff e não conseguiu garantir a manutenção na Liga BPI (pelo menos por enquanto…). A formação de Marco Ramos dominou praticamente todo o desafio, mas acabou surpreendida por um golo de Melany Fortes, já na compensação.

O Futebol Benfica celebrou a subida ao escalão principal, mas o Derby sabe que ainda não é líquido que tal aconteça.

Aliás, na própria nota informativa sobre o jogo, a FPF dá conta da vitória do Futebol Benfica mas faz saber que “o vencedor deste jogo é promovido à Liga BPI desde que tenha obtido a licença necessária para a sua participação nesta prova”.

Ao que o nosso jornal apurou, tal não aconteceu. O emblema lisboeta falhou o prazo previsto para concluir o processo de licenciamento, pelo que a vitória em campo deverá ser subtraída na secretaria.

A concretizar-se este cenário, o Atlético Ouriense será beneficiado com a permanência no escalão principal.

Cabe agora à Federação Portuguesa de Futebol pronunciar-se sobre este episódio, que coloca em causa o futuro dos dois clubes, tamanha é a importância de competir ou não no escalão máximo do futebol feminino, tendo em conta as receitas e os encaixes financeiros previstos.

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O Derby teve acesso à lista dos clubes que concluíram o processo de licenciamento inerente à participação na Liga BPI 2022/23… e o Futebol Benfica não consta

Nas meias! Seiça ganha lotaria (outra vez) e fica a um passo da final nacional

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Tomé voltou a travar um penalty depois de já ter sido decisivo nos oitavos de final

assinatura-derby-cronica-212x300 Nas meias! Seiça ganha lotaria (outra vez) e fica a um passo da final nacionalO Grupo Desportivo e Cultural de Seiça estás nas meias-finais da Liga Nacional da Fundação INATEL. Os oureenses eliminaram a Associação Desportiva e Cultural de São Pedro de Alva e garantiram um lugar entre as quatro melhores equipas do país.

Tal como no duelo dos oitavos de final, foi preciso recorrer ao desempate por grandes penalidades para encontrar o vencedor. Golos? Só mesmo nos penaltis. E mesmo assim marcaram-se tantos quantos os que se falharam.

Tomé voltou a ser decisivo, mesmo defendendo “apenas” um penalty do São Pedro de Alva. Além da tentativa travada pelo camisola 1 do Seiça, a formação de Penacova ainda atirou uma por cima e outra ao lado. Mais certeiros (mas nem tanto), os oureenses falharam apenas dois penaltis em cinco e fizeram a festa no final.

Para trás ficara um jogo com muitos nervos e pouca história, onde os guarda-redes passaram praticamente todo o tempo a aquecer… para os penaltis. O Derby foi ao Campo de Jogos Dr. Guilherme Barros e Cunha e garante que a vitória podia ter caído para cada um dos lados, tanto no tempo regulamentar, como no desempate por penaltis, mas o Seiça também podia ter decidido o jogo a seu favor na ponta final.

Já nos últimos minutos dos 7 de compensação, Rodrigo rasgou a defesa do São Pedro de Alva com um passe de mestre. Gonçalo ganhou na velocidade e chegou primeiro à bola, só que o desvio saiu a centímetros do poste direito de Dani,

O guarda-redes visitante condicionou a ação do avançado oureense ao ponto de o derrubar, mas o árbitro da partida entendeu não haver motivo para falta, deixando passar em claro um lance que decorreu fora da área, com motivos suficientes para expulsar o guardião, que também viria a defender um penalti no desempate. Pior, só a expulsão de Gonçalo Lopes, que viu um amarelo por reclamar com o guarda-redes adversário e outro por insultar um defesa contrário…

Os seicenses fizeram a festa em dia de casa cheia, com os adeptos de um lado e do outro a responderem em peso ao apelo das respetivas direções. A festa dos oureenses foi bonita, tal como também foi notável a forma como a ‘mancha amarela’ conseguiu fazer com que o São Pedro de Alva nunca se sentisse longe de casa.

As meias-finais da Liga Nacional jogam-se já próximo fim de semana, com o Seiça a receber o Ginásio Clube de Alcobaça, sabendo que poderá defrontar na final o vencedor do embate entre GC Sines e Bairro de São João.

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Nem a bola entrou, nem o árbitro marcou falta. O lance podia ter dado a vitória ao Seiça nos descontos, mas acabou com a expulsão de Gonçalo, por insultos aos adversários

Matar ou morrer! Atlético Ouriense joga o futuro na elite do futebol feminino

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Jéssica Pastilha é um dos trunfos do Atlético para a grande final do playoff | Foto Nuno Abreu ©

É matar ou morrer! O Clube Atlético Ouriense disputa hoje a final do playoff da Liga BPI, frente ao Futebol Benfica, em Rio Maior, sabendo que só a vitória lhe permitirá continuar entre a elite do futebol feminino português.

Marco Ramos, treinador das oureenses, assumiu, em declarações exclusivas ao Derby, que o Atlético vai lutar para conquistar um lugar que é seu por direito próprio, mas será preciso passar das palavras à ação para derrotar as lisboetas.

Apesar do bom desempenho ao longo de toda a temporada, o Atlético Ouriense não conseguiu garantir a permanência e acabou forçado a fazer pela vida no playoff. Tal como o nosso jornal noticiou, este patamar competitivo reúne oito equipas: cinco da Liga BPI e três da 2.ª Divisão Nacional, das quais apenas a vencedor da final garante um lugar no escalão máximo.

Ora, é precisamente da 2.ª Divisão Nacional que vem o Futebol Benfica, que terminou a Fase de Apuramento de Campeão no 2.º lugar. Curiosamente, o Fofó foi condenado à descida em 2020/21, precisamente na sequência de uma derrota com… o Atlético Ouriense, na penúltima ronda da época passada.

As oureenses foram a Lisboa ganhar por 1-0, graças a um golo de Farida Machia, condenando o Futebol Benfica à despromoção, enquanto o Atlético viria a garantir a permanência na última jornada, por força de um triunfo sobre o Amora FC, também por 1-0, mas com golo de Flávia Fartaria.

Clube Atlético Ouriense e Futebol Benfica são dois históricos do futebol feminino português, embora o emblema da Caridade tenha um palmarés bem mais recheado nas contas do escalão máximo: bicampeão nacional (2012/13 e 2013/14) e vencedor da Taça de Portugal (2013/14), derrotando precisamente o Futebol Benfica, em pleno Estádio Nacional, com golo de Filipa Rodrigues.

Exclusivo Derby! Tiago Reis avalia rival do Seiça nos ‘quartos’ do Nacional: “Já não há equipas fáceis”

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O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça dá hoje mais um passo rumo à tão ansiada final da Liga INATEL Nacional, mas sabe que só uma vitória permitirá continuar nessa caminhada.

Pela frente a turma de Tiago Rodrigo Reis terá o São Pedro de Alva, formação de Coimbra, que eliminou os lisboetas do Técnico.

O treinador dos tricampeões distritais de Santarém fez questão de observar ‘in loco’ o duelo dos seus potenciais adversários, um dia depois de ter eliminado os alentejanos do Cano, no desempate por grandes penalidades, na sequência de um jogo marcado por uma lição de fair play que correu o país e mereceu elogios do presidente do clube.

“O São Pedro de Alva é uma equipa experiente, tal como a nossa. Eliminaram uma equipa que era fortíssima em termos de qualidade de jogo, porque quiseram muito. Nesta altura, já não há equipas fáceis”, garantiu Tiago Rodrigo Reis, em declarações exclusivas ao Derby, na antevisão dos quartos de final da Liga INATEL Nacional.

Exclusivo Derby! “Queremos conquistar o que é nosso por direito: um lugar na Liga BPI”

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Oito anos depois de ter conquistado a Taça de Portugal pelo Atlético, Marco Ramos reencontra o Futebol Benfica em mais um duelo histórico | Foto Derby ©

Oito anos depois da grande final do Jamor, o Clube Atlético Ouriense reencontra o Futebol Benfica em mais um duelo absolutamente crucial para a história do emblema da Caridade.

Longe da euforia daquela tarde de 7 de junho de 2014, em que o Atlético conquistou a Taça de Portugal, as oureenses lutam agora pela permanência no escalão principal do futebol feminino nacional.

Marco Ramos, responsável técnico pela ‘dobradinha’ de 2013/14, volta a ter papel principal noutro momento decisivo para o futuro do Atlético enquanto emblema de elite no contexto do futebol feminino.

Em declarações exclusivas ao Derby, o treinador considera não haver vantagem teórica à partida para a final do playoff, mas promete um Atlético empenhado em fazer valer o historial de títulos conquistados no futebol feminino.

“Não há favoritismo para ninguém. São duas equipas com valor ao nível das individualidades nos seus planteis. Atlético Ouriense e Futebol Benfica são dois clubes com história no futebol feminino, mas nós queremos ser uma equipa egoísta e conquistar o que é nosso por direito: o estatuto de equipa com lugar na Liga BPI”, declarou Marco Ramos, em declarações exclusivas ao nosso jornal, na antevisão da final deste domingo.

Atlético Ouriense e Futebol Benfica defrontam-se esta tarde, a partir das 17 horas, no Estádio Municipal de Rio Maior. Trata-se da final do playoff da Liga BPI e só uma destas equipas vai garantir um lugar no escalão máximo.

 

 

Do triplete nos nacionais ao título na Distrital. Fátima é escola de formação com nota de excelência

cdfatima-formacao Do triplete nos nacionais ao título na Distrital. Fátima é escola de formação com nota de excelência

Inédito. Histórico. Soberbo. Incrível. É difícil encontrar objetivos para qualificar o que acaba de alcançar o Centro Desportivo de Fátima. Pela primeira vez na sua história, os grenás colocam três equipas da formação nos escalões nacionais e consolidam o estatuto de entidade formadora de excelência, a nível local e regional.

A iniciados e juvenis, juntam-se os juniores, recém-sagrados campeões da 1.ª Divisão Distrital da AF Santarém. Três equipas nos campeonatos nacionais do respetivo escalão, a partir da próxima temporada, sem esquecer a cereja no topo do bolo: os seniores acabam de conquistar a 2.ª Distrital, subindo à 1.ª com um plantel construído à base de jovens formados no clube.

Perante a solenidade do momento, o Derby partiu em busca do segredo do sucesso. Fomos aos bastidores da Academia Padre António Pereira, conversámos com os seus responsáveis e damos a conhecer as linhas mestras da formação grená.

Fomos recebidos por Bruno Neto, um oureense da Aldeia Nova, que é responsável pelo futebol de formação do CD Fátima há quatro temporadas. Perguntámos sobre os requisitos fundamentais para vestir o manto grená… e fomos surpreendidos pela pedagogia da resposta.

“Os miúdos não vêm para cá para serem campeões! Vêm para se formarem enquanto homens com valores. Essa é a chave da nossa filosofia. Os resultados não são prioritários e os nossos jogadores sabem desde cedo que não vale tudo para ganhar”, explica-nos Bruno Neto, coordenador técnico do Centro Desportivo de Fátima, numa entrevista exclusiva para ler aqui.

Bruno Neto acaba de passar a pasta, encerrando um ciclo que coincidiu com a sua terceira passagem pelo clube. “Tendo em conta o perfil e a forma de estar da pessoa que vai assumir o cargo, acredito que a maneira de trabalhar do clube não vai sofrer grandes alterações”, considera.

Anos incríveis
Sob a tutela de Bruno Neto, o Centro Desportivo de Fátima colocou as três equipas principais dos escalões do futebol juvenil aos campeonatos nacionais. Trata-se de uma proeza inédita a nível concelhio e rara na esfera regional.

“Colocar iniciados, juvenis e juniores nas provas nacionais, em simultâneo, foi um objetivo que assumi desde o primeiro dia neste cargo. Conseguir este objetivo em tão pouco tempo? Se calhar não estava bem ciente disso…”, confessa, orgulhoso.

“Defendo a formação de jogadores de uma forma quase separada da obrigatoriedade de atingir resultados. O que acabámos de atingir, é a prova de que as coisas funcionam. Com a organização que temos – e não é fácil encontrar uma organização como estas em qualquer clube – os jogadores gostam de estar cá e os melhores também querer vir para cá. A juntar a tudo isto, temos um naipe de treinadores muito bom, do melhor. Portanto, acabou por ser fácil alcançar estes feitos”, assume o coordenador técnico.

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O coordenador Bruno Neto com os dirigentes Pedro Gil, Rui Nobre e Ivo Lopes, na gala de encerramento da temporada 2018/19 | Colorfoto ©

“Nunca viram um clube tão bem estruturado como o CD Fátima”
Rui Nobre, vice-presidente do Centro Desportivo de Fátima e responsável pelo pelouro da formação, acredita que não há razões para alterar a filosofia, muito menos a forma de trabalhar instituída ao longo dos últimos anos.

“Temos aqui vários jogadores que já passaram por outros clubes, inclusive a nível nacional, cujos pais nos dizem que nunca viram um clube tão bem estruturado como o CD Fátima”, garante Rui Nobre, orgulhoso pelo alto nível organizacional a que o clube chegou.

A importância de saber lidar com os pais
O Derby conversou igualmente com Pedro Gil, diretor da Entidade Formadora e responsável pelo processo que resultou no estatuto de um dos únicos dois clubes do Distrito de Santarém com 4 estrelas atribuídas pela Federação Portuguesa de Futebol (e o outro também é do Concelho de Ourém: Clube Desportivo Vilarense).

“O segredo do sucesso tem realmente a ver com a qualificação dos treinadores”, considera Pedro Gil, detalhando: “É uma condição essencial. Nada tenho contra o típico treinador que é treinador só porque foi jogador e depois tirou o curso. Nada. Só que considero que é bem diferente para melhor, quando temos alguém que fez formação superior na área do desporto e ou da educação. Porquê? Porque tem conhecimentos de disciplinas como pedagogia, de psicologia, entre outras. Sabem lidar com os miúdos e também sabem lidar com os pais. E isto é muito importante! Se um clube conseguir manter os pais satisfeitos, é meio caminho andado para evitar aqueles problemas que não servem para nada e que não nos levam a lado algum. Aqui, os pais confiam em nós.”

Um coordenador na pele de diretor de turma
Tal como na maioria dos clubes, Pedro Gil assume episódios de insatisfação protagonizados por alguns pais mais descontentes, mas garante que a diferença está na forma como o CD Fátima gere cada caso.

“Naturalmente que também temos cá pais descontentes. Isto não é um regime militar, mas é um centro de formação. Há uma hierarquia que tem de ser respeitada. Quando um pai está descontente, não chega aqui e vai disparatar com o treinador. Nada disso. Se há insatisfação, ela é manifestada junto do nosso coordenador, que atua como um filtro. Se a coordenação não conseguir resolver o problema, entra em campo a direção. Mas o treinador nem é chamado ao caso. É como nas escolas. Se um pai tem um filho que não esteve bem a matemática, esse pai vai falar com a diretora de turma e não com o professor de matemática. Aqui, o nosso diretor de turma é o coordenador”, explica.

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“Não queremos jogadores contrariados”
Pedro Gil assume que outro dos segredos do sucesso fatimense está na motivação dos atletas. “Não queremos jogadores contrariados. Se um atleta não está bem, a equipa também não fica bem, nem o próprio treinador. Quando um jogador nos diz que não se sente aqui bem e quer ir embora, recorremos ao nosso departamento de psicologia, que avalia a situação. Se não houver outra maneira, passamos a carta e deixamos sair. Não dificultamos a vida aos jogadores, ao contrário de alguns clubes”, garante, reforçando: “Infelizmente, nem todos os clubes procedem de igual forma. No nosso caso, ficamos muito contentes quando outros clubes dos nacionais vêm cá buscar jogadores. É um sinal de que estamos a trabalhar bem. Por isso, custa-me compreender que os clubes que estão num patamar competitivo inferior, dificultem a vida aos miúdos que querem vir jogar para cá.

A cereja no topo do bolo
A consagração do Centro Desportivo de Fátima enquanto campeão distrital da 2.ª Divisão mais não é que a prova cabal do trabalho de excelência que é realizado na Academia Padre António Pereira.

“Fomos campeões com um plantel praticamente composto por jogadores da formação. Aliás, só dois jogadores não passaram pelos escalões de formação do Centro Desportivo”, garantem Pedro Gil e Rui Nobre, satisfeitos e realizados com a concretização de um objetivo assumido pela direção do clube, desde a primeira hora em que foi deliberada a reativação da equipa sénior.

Fé no futuro… sem contos do vigário
Longe dos tenebrosos tempos em que a propalada SAD do CD Fátima manchou a imagem do clube, os grenás respiram agora saúde e encaram o futuro com otimismo.

Os campeonatos profissionais voltam a estar na mira, mas respeitando um dever sacramental: formar homens com valores, sem abdicar de uma gestão financeira rigorosa e capaz de garantir o futuro deste emblema cinquentenário.

“O projeto do CD Fátima passa, essencialmente, pela formação. Queremos que os miúdos continuem a sentir o clube mesmo quando vão formar-se academicamente longe daqui. É perfeitamente normal que saiam do clube e da cidade para prosseguirem os estudos e a formação académica. E o ideal é que voltem quatro anos depois, já licenciados. O CD Fátima cá estará para os receber com todo o gosto, e integrar na equipa sénior, se for o caso. Aliás, a nossa equipa sénior deste ano, tem muitos casos de jogadores que foram formados neste clube, mas estiveram sem competir vários anos e só voltaram porque reativamos o futebol sénior”, conclui Pedro Gil.

Exclusivo Derby! “Não é fácil encontrar um clube tão organizado como o CD Fátima”