Categoria: Atletismo

Oureense Joana Pontes confirma presença no Europeu: “Dia 20 lá estaremos!”

atletismo-marcha-joanapontes-2-242x300 Oureense Joana Pontes confirma presença no Europeu: "Dia 20 lá estaremos!"

Joana Pontes vai mesmo participar no Campeonato da Europa de Pista Coberta, mais precisamente na prova de 20 quilómetros da disciplina de marcha atlética.

Tal como o Derby noticiou em primeira mão, a atleta oureense foi convocada para representar Portugal nos Europeus de Munique, mas havia dúvidas quanto à condição física da Campeã Nacional de Esperanças.

Joana Pontes acabou por recuperar dos problemas físicos que a condicionaram na ponta final da temporada, pelo que estará em prova, a 20 de agosto, na Alemanha.

Decidida a apresentar-se nas melhores condições, a internacional portuguesa rumou a Espanha, onde cumpriu um estágio em altitude, com o objetivo de recuperar a forma e debelar problemas relacionados com os níveis de ferro e ferritina, essenciais para que o seu corpo possa responder da melhor forma ao níveis de exigência a que se expõe em cada prova de alto nível.

“Dia 20, lá estaremos”, revelou Joana Pontes, num declaração exclusiva ao Derby, confirmando a presença no Campeonato da Europa de Pista, onde vai integrar a maior comitiva que Portugal já apresentou a este nível, contando precisamente 43 atletas nas mais variadas disciplinas.

Portugal convoca Joana Pontes para o Campeonato da Europa de Pista

atletismo-marcha-joanapontes Portugal convoca Joana Pontes para o Campeonato da Europa de Pista
Joana Pontes é uma oureense da Cumeada com um palmarés de respeito na marcha atlética

Joana Pontes foi selecionada para o Campeonato da Europa de Pista, a decorrer em Munique, Alemanha, de 15 a 21 de agosto.

A atleta oureense é uma das três atletas que vão representar Portugal no sector feminino da prova de 20km marcha, a par de Ana Cabecinha (Clube Oriental Pechão), campeã nacional há onze (!) temporadas consecutivas, e Carolina Costa.

Na sua última temporada no escalão sub-23, a campeã nacional de esperanças assina a sua primeira convocatória para os Europeus de seniores, integrando a maior delegação portuguesa de sempre, composta por 43 atletas.

Abdel Larrinaga (110m barreiras), Auriol Dongmo (lançamento do peso), Inês Henriques (35km marcha), Patrícia Mamona (triplo salto) e Pedro Pablo Pichardo (triplo salto) figuram entre os cabeças de cartaz da comitiva nacional.

Joana Pontes é natural da Cumeada e compete pelo Leiria Marcha Atlética. Atualmente, está em Puerto de Navacerrada, Espanha, em pleno estágio de altitude, a cuidar da sua preparação física.

André Reis e Ernesto Pereira em grande plano na Prova do Bodo

atletismo-andrereis-bodo André Reis e Ernesto Pereira em grande plano na Prova do Bodo
André Reis foi 16.º classificado na geral e 10.º em seniores masculinos

André Reis e Ernesto Pereira estiveram em grande destaque na 38.ª edição da Prova do Bodo, realizada em Pombal, este sábado.

Os oureenses classificaram-se entre os 25 primeiros de uma prova com… 349 corredores. André Reis, do Grupo de Atletismo da Caranguejeira, foi 16.º da geral; Ernesto Pereira, do Fátima Trail Team, fechou os 10km no 25.º lugar.

Nas contas do escalão, o resultado foi igualmente positivo: André fechou o Top 10 em MSen; Ernesto subiu ao 3.º lugar do pódio em M35.

A Prova do Bodo é uma das mais populares do panorama nacional, decorrendo anualmente no âmbito das tradicionais Festas do Bodo.

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Ernesto Pereira foi 25.º na geral e 3.º no escalão M35

O Derby na magia da rádio! Episódio 5 na antena da abc Portugal

📻 𝑶 𝑫𝒆𝒓𝒃𝒚 𝒏𝒂 𝒓á𝒅𝒊𝒐 🎙 𝐁𝐨𝐜𝐜𝐢𝐚, 𝐚𝐭𝐥𝐞𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨, 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥, 𝐟𝐮𝐭𝐬𝐚𝐥, 𝐭𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐫𝐜𝐨, 𝐛𝐭𝐭, 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 𝐫𝐮𝐧𝐧𝐢𝐧𝐠 𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞𝐬𝐬𝐞! 𝐎 𝐃𝐞𝐫𝐛𝐲 𝐧𝐚 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚 𝐝𝐚 𝐚𝐛𝐜 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥!

 

Entrevista Derby! Luís Pereira conta tudo sobre os Campeonatos do Mundo nos Estados Unidos

atletismo-luispereira-pichardo Entrevista Derby! Luís Pereira conta tudo sobre os Campeonatos do Mundo nos Estados Unidos
Luís Pereira saúda Pedro Pichardo imediatamente a seguir ao salto que valeu o título mundial. Palavras para quê?

Celebra este ano o 10.º aniversário na qualidade de Diretor Desportivo do Grupo de Atletismo de Fátima (GAF), é vogal da direção da Federação Portuguesa da modalidade e um dos grandes responsáveis pela sua evolução no nosso Concelho.

Luís Pereira é uma figura em ascensão no universo do dirigismo português. A paixão pelo atletismo, o forte sentido de responsabilidade, o talento para gerir individualidades e a vocação para as congregar num todo, levaram a Federação Portuguesa de Atletismo a confiar-lhe a missão de liderar a Seleção Nacional de Portugal nos Campeonatos do Mundo recentemente realizados nos Estados Unidos.

Com a humildade que o caracteriza, Luís Pereira ‘desce à terra’ e conta ao Derby tudo sobre as emoções que viveu nas últimas semanas. O estádio lotado em todos os dias de competição, a exigência inerente à função que desempenhou, a excelência dos resultados obtidos pelos atletas nacionais e, claro, a Medalha de Ouro de Pedro Pablo Pichardo. São memórias inesquecíveis, num relato detalhado e apaixonado.

Entrevista Derby com… Luís Pereira

 

Derby – Não foi a primeira experiência internacional que viveu enquanto diretor da Federação Portuguesa de Atletismo, mas certamente foi a primeira em Campeonatos do Mundo. Que memórias traz dos Estados Unidos?
Luís Pereira – Esta foi a minha segunda experiência enquanto Team Leader de uma Seleção Nacional de Atletismo. Tinha estado em Março de 2022 em Omã na Taça do Mundo de Marcha, mas com apenas 3 Atletas. Desta feita, a tarefa foi bem mais desafiante!

Trago muitas memórias dos 14 dias passados em Eugene! Partilhar diariamente o elevador com Campeões Olímpicos, Recordistas do Mundo. Uma viagem de autocarro para a Pista de Treinos, sentado ao lado do treinador de uma das maiores lendas de sempre do Atletismo Mundial, Usein Bolt. Um estádio com capacidade para 25.000 espetadores, esgotado diariamente. A simpatia dos Americanos para com a comitiva Portuguesa. A falta que me fez o café português.

Os comboios na América são mesmo como os dos filmes, no segundo dia em Eugene, fui procurar o circuito onde se realizariam as provas de Marcha e eis que no regresso, mesmo quando vinha a chegar à linha do comboio, o dito cujo apareceu e eis que tive de aguardar a passagem de 276 carruagens! Estas foram um conjunto reduzidíssimo de memórias que trago desta experiência inesquecível!

Derby – Pode explicar aos nossos leitores quais são as funções que exerceu ao longo desta prova, na qualidade de líder da equipa nacional de Portugal?
Luís Pereira – As funções de Team Leader que desempenhei nesta competição são muito abrangentes. O nome e contato do Team Leader é o que consta para tudo o que diz respeito à organização da competição!

Tudo começa umas semanas antes, quando são indicados à World Athletics o nome e contatos do líder da delegação. É-nos fornecido um Team Manual, onde vêm todas as informações sobre como tudo irá acontecer. Tudo é preparado ao pormenor.

Cheguei a Eugene às 2h da manhã de dia 12, com uma parte da comitiva. Na manhã desse mesmo dia, tive de ir ao centro de acreditação de equipas. Neste local era necessário confirmar e validar tudo o que diz respeito à comitiva de Portugal, atletas, treinadores, equipa médica, equipamentos a utilizar, disciplinas em que participaram os nossos atletas. Dali, passei para o centro de acreditação de participantes, um pavilhão universitário para a prática do Basquetebol e Voleibol com capacidade para 15.000 pessoas sentadas, fui ver como se processavam as acreditações individuais.

As funções de Team Leader que desempenhei nesta competição são muito abrangentes. O nome e contato do Team Leader é o que consta para tudo o que diz respeito à organização da competição

Entretanto, eram horas de almoçar e tinha de estar com os elementos que tinham chegado comigo durante a noite e preparar a chegada de mais uma parte da comitiva que vinha de Chula Vista, onde tinha estado em estágio com o Selecionador Nacional. Já com 40 dos 43 elementos que faziam parte da delegação, foi hora de levar toda a gente ao centro de acreditações, para fazer as acreditações individuais. Passei ali o resto da tarde pois tivemos logo 4 atletas selecionados para o controlo antidoping. Finalizadas as acreditações de todos, inicia-se toda a criação de rotinas do dia a dia!

Com 23 atletas presentes, a logística é intensa, e o plano tem de ser pormenorizado. É necessário assegurar que todos têm condições para realizar o plano de treino até à competição, que a equipa médica e de recuperação faz o acompanhamento de todos os atletas.

O Atletismo é um desporto individual e cada atleta tem as suas rotinas e as suas necessidades, é necessário dar resposta a todos eles. No dia 14 de manhã, decorreu a reunião técnica, esta reunião consiste numa visita realizada por todos os chefes de delegação dos países participantes, em que é explicado todo o circuito a ser percorrido pelos atletas em dia de competição…são muitas as especificidades e as regras a cumprir pelos atletas desde que iniciam o seu aquecimento e até que fazem a sua participação na competição, é muita informação porque são muitas disciplinas e cada uma tem a sua especificidade.

O Atletismo é um desporto individual e cada atleta tem as suas rotinas e as suas necessidades, é necessário dar resposta a todos eles

No dia 14, logo depois do almoço, realizou se a reunião geral da comitiva, para que eu pudesse passar todas as informações recebidas na reunião técnica, fazer a entrega dos dorsais e transmitir a todos o orgulho que esta Nação Valente e Imortal tem em todos aqueles que ali estavam para a representar no palco maior do Atletismo Mundial! Foi ali, naquele momento que se sentiu toda uma vontade conjunta de hastear a bandeira lusitana no mastro de maior destaque daquela que é conhecida nos Estados Unidos como a Track Town, a Cidade do Atletismo.

No dia 15, iniciámos a Competição e para o Team Leader é necessário garantir que tudo corre bem até ao tiro de partida para quem vai competir, mas continua a ser necessário também garantir que quem não compete naquele dia, continua a ter assegurada toda a logística diária necessária para se ir preparando para a Competição.

Enquanto chefe da delegação, fiz questão de acompanhar o máximo possível todos os atletas, mesmo que isso implicasse estar às 6h da manhã no treino dos atletas da marcha, acompanhar os restantes durante o dia na pista de treinos ou na competição, e à noite após o jantar, estar sempre com os treinadores e com o Selecionador Nacional

Nesse mesmo dia, pela noite dentro, completava-se finalmente a comitiva com a chegada do Campeão Olímpico pela 1h30 da manhã. E finalmente, pelas 3h da manhã, chegou a Mariana Machado. Fiquei acordado para os receber e os conduzir ao nosso quartel general. A partir daqui seguiram se mais 9 dias de muita intensidade!

Enquanto chefe da delegação, fiz questão de acompanhar o máximo possível todos os atletas, mesmo que isso implicasse estar às 6h da manhã no treino dos atletas da marcha, acompanhar os restantes durante o dia na pista de treinos ou na competição, e à noite após o jantar, estar sempre com os treinadores e com o Selecionador Nacional

Derby – Que balanço faz desta missão?
Luís Pereira – O balanço que faço desta missão, é extremamente positivo! Uma Medalha de Ouro, 6 atletas no top 10 Mundial, mais 7 no top 20 Mundial! O ambiente foi fantástico no seio da comitiva. É claro que queremos sempre mais e melhor e sabemos que é possível fazer melhor… Mas o balanço é, sem sombra de dúvidas, positivo!

Derby – O que sente um diretor quando ouve o hino de Portugal nos Campeonatos do Mundo?
Luís Pereira –  Há coisas na vida, que não se explicam, não se descrevem e não se comparam, apenas se sentem! E eu posso dizer-vos que o momento em que o hino de Portugal se ouviu naquele estádio, é algo que ficará gravado para sempre na minha memória, e é algo que me fará arrepiar todas as vezes que o recordar. Foi um momento único e que já mais esquecerei!

O momento em que o hino de Portugal se ouviu naquele estádio, é algo que ficará gravado para sempre na minha memória, e é algo que me fará arrepiar todas as vezes que o recordar. Foi um momento único e que já mais esquecerei!

Duro de roer! André Reis no pódio do Osso da Baleia

atletismo-andre-reis Duro de roer! André Reis no pódio do Osso da Baleia
André Reis fez o terceiro melhor tempo em pleno areal do Osso da Baleia

 

Um dia depois de ter repetido o Top 10 na Corrida Popular da Costa Nova, André Reis foi à Praia do Osso da Baleia correr a 7.ª Légua da ADAL.

O oureense trocou a estrada pelo areal e não se ressentiu do esforço do dia anterior, subindo ao 3.º lugar do pódio da classificação geral, depois de correr os 5km em 19m51s.

O atleta do Grupo de Atletismo da Caranguejeira foi 2.º classificado em MSen, numa prova em que outro oureense brilhou no escalão VET50: Paulo Pontes foi 11.º da geral e venceu na respetiva faixa etária.

atletismo-andrereis Duro de roer! André Reis no pódio do Osso da Baleia

André Reis repete Top 10 na Costa Nova: 9.º lugar entre… 470 corredores

atletismo-andrereis-costanova-1 André Reis repete Top 10 na Costa Nova: 9.º lugar entre… 470 corredores
A Corrida Popular da Costa Nova reuniu em prova quase meio milhar de atletas de todo o país

Depois do interregno competitivo a que foi forçado devido a problemas de saúde, André Reis continua a dar sinais de retoma, assinando resultados bastante positivos no regresso às provas.

Duas semanas após o brilharete na Corrida de Monte Real, o oureense apostou na 7.ª Corrida Popular da Costa Nova, disputada em Ílhavo, no último sábado.

O resultado confirmou todo o potencial do atleta, atestando igualmente que André Reis está cada vez mais perto de atingir o pico de forma: 9.º lugar da tabela geral, num universo de 470 corredores.

André Reis correu os 10km em 34m11s, registando o 5.º melhor tempo no escalão MSen. Com este resultado, o oureense do Grupo de Atletismo da Caranguejeira manteve o estatuto de Top 10 conquistado há três anos, na edição anterior desta prova.

Duro de roer
Não satisfeito, André Reis recuperou do esforço despendido na Costa Nova… competindo na manhã seguinte. Aproveitando a 7.ª edição da Légua da ADAL, o oureense foi à Praia do Osso da Baleia buscar mais um pódio para a sua coleção.

atletismo-andre-reis-2 André Reis repete Top 10 na Costa Nova: 9.º lugar entre… 470 corredores
André Reis está de volta às grandes provas e os resultados são animadores | Foto Jéssica Dinis ©

Paulo Pontes brilha na geral e vence escalão na 7.ª Légua da ADAL

atletismo-paulopontes Paulo Pontes brilha na geral e vence escalão na 7.ª Légua da ADAL

Paulo Pontes venceu o escalão VET50 na 7.ª Légua da ADAL, uma corrida realizada este domingo, em pleno areal do Osso da Baleia.

O oureense correu os 5km em 21m12s e fechou a prova no 11.º lugar da classificação geral, num universo de 139 atletas.

Paulo Pontes é natural da Cumeada e representa o Leiria Marcha Atlética, tal como a sua filha, Joana, recém-sagrada campeã nacional de esperanças.

A 7.ª Légua da ADAL ficou igualmente marcada pelo desempenho de outro oureense, André Reis, 3.º classificado da geral nesta prova.

atletismo-marcha-joanapontes-paulo-pontes Paulo Pontes brilha na geral e vence escalão na 7.ª Légua da ADAL
Paulo e Joana Pontes partilham a paixão pelo atletismo e a vocação para os bons resultados

O Derby na magia da rádio! Já pode ouvir o Episódio #4

Estivemos em antena com a 𝒂𝒃𝒄 𝑷𝒐𝒓𝒕𝒖𝒈𝒂𝒍 e levámos connosco a 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐡𝐚 𝐚𝐭𝐥é𝐭𝐢𝐜𝐚 da Joana Pontes, o 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 de Espite e do Rui Fresco, o 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 do Atlético, o 𝐭𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐫𝐜𝐨 da Juventude Ouriense e até os Campeonatos do Mundo de 𝐀𝐭𝐥𝐞𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 no Estados Unidos, à boleia do diretor desportivo do GAF. É o 𝐃𝐞𝐫𝐛𝐲 na magia da rádio! Saiba tudo em 𝐰𝐰𝐰.𝐝𝐞𝐫𝐛𝐲𝐝𝐞𝐨𝐮𝐫𝐞𝐦.𝐩𝐭

Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!”

atletismo-marcha-joanapontes-1-1 Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
“A felicidade de quem não tem tido um caminho fácil mas tem tido as melhores recompensas” Foto ADAL ©

“A felicidade de quem não tem tido um caminho fácil mas tem tido as melhores recompensas”. A legenda da foto é da autoria da própria. Há imagens que valem por mil palavras, mas também há legendas que arrepiam só de ler. Sente a pele de galinha? Segure-se.

Joana Pontes abre o coração ao Derby para recordar um momento que lhe ficará eternamente tatuado na alma.

Sem papas na língua, a recém-sagrada Campeã Nacional de Esperanças em marcha atlética, recorda a dureza das semanas que antecederam a competição, assume que não conseguiu treinar tanto quanto devia, mas lembra que estava em causa um bem maior: concluir a licenciatura para garantir o seu próprio futuro.

“Porque um título nacional é sempre um título nacional”, Joana Pontes faz um “balanço positivo” da sua participação no Campeonato Nacional de Esperanças, não obstante o facto de não se ter apresentado no pico de forma.

“Quanto a sensações, ainda não estava da maneira que eu desejava estar… Foi o meu último ano de licenciatura, este último semestre foi bastante complicado, mas fiz o possível para conciliar. Houve semanas de muito cansaço, tentei recuperar-me da melhor maneira possível para conseguir estar no meu melhor nível nestes campeonatos. Não estava com as sensações que eu queria, mas foi o suficiente para ganhar e, portanto, foi positivo”, considera, em declarações exclusivas ao nosso jornal.

Foi o meu último ano de licenciatura, este último semestre foi bastante complicado, mas fiz o possível para conciliar. Houve semanas de muito cansaço, tentei recuperar-me da melhor maneira possível para conseguir estar no meu melhor nível nestes campeonatos

A internacional portuguesa sublinha a felicidade de se poder despedir do escalão na condição da campeã nacional. “É o meu último ano como Sub-23. Não há mais campeonatos nacionais de esperanças para mim, então foi bastante importante. Era o meu objetivo principal, claro que queremos sempre marcas nesses campeonatos, mas nem sempre é possível…”

Aos 22 anos, Joana Pontes ostenta um palmarés invejável, somando vários títulos individuais, maioritariamente na marcha atlética, tanto em pista como na estrada. As conquistas desportivas sucedem-se, mas não são as únicas provas de superação e talento desta oureense…

“Licenciada e campeã nacional!”
No final do último semestre do ano letivo que agora terminou, Joana Pontes colocou a cereja no topo do bolo, priorizando a formação académica, com a espantosa proeza de não prejudicar os resultados desportivos. Parece fácil, mas não foi…

“Foram realmente as semanas mais complicadas ao nível do cansaço, com menos treino e ainda menos descanso. Tudo isto afetou bastante o meu rendimento, mas estou muito orgulhosa de ser já ser licenciada. Sou oficialmente fisioterapeuta, pelo que temos sempre de ver as coisas pelo lado positivo. Isto é muito positivo”, sublinha.

“Apesar de todo o esforço, da dureza destas semanas desafiantes, das dificuldades para conseguir conciliar todas as coisas, acabou por ser ainda especial colher os frutos de todo este trabalho: sou licenciada e sou campeã nacional! Por tudo isto, foi muito especial!”

Foram realmente as semanas mais complicadas ao nível do cansaço, com menos treino e ainda menos descanso. Tudo isto afetou bastante o meu rendimento, mas estou muito orgulhosa de ser já ser licenciada. Sou oficialmente fisioterapeuta

 

atletismo-marcha-joanapontes-licenciatura Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
A família Pontes celebrou recentemente uma das suas maiores conquistas: a licenciatura de Joana

 

Do inferno da Cumeada aos céus de Leiria
Como se fosse pouco preparar uma participação num Campeonato Nacional numa fase decisiva do seu percurso académico, Joana Pontes desceu ao inferno dos incêndios que assolaram o nosso Concelho, não fosse ela natural da Cumeada, epicentro de lavaredas de repercussões catastróficas.

“A minha aldeia estava ameaçada, a aldeia dos meus avós também, por causa dos incêndios. Eu sabia que o meu pai estava super cansado, e mesmo assim fez o esforço de ir ver a minha prova, mesmo não tendo descansado durante duas ou três noites seguidas. Saber que ele estava ali a ver-me e lembrar-me de todo o sacrifício que fez para estar ali, deu-me ainda mais forças para também eu fazer esse sacrifício por ele… e ganhar”, assume.

“A minha aldeia estava ameaçada, a aldeia dos meus avós também, por causa dos incêndios […] Saber que o meu pai estava ali a ver-me e lembrar-me de todo o sacrifício que fez, deu-me ainda mais forças para também eu fazer esse sacrifício por ele… e ganhar”

Paulo Pontes, pai de Joana, é o rosto não-visível do sucesso da campeã nacional. É o  principal foco de treino e motivação, da atleta do Leiria Marcha Atlética, um exemplo de superação que a atleta cravou bem fundo no coração.

A dedicatória não espanta. Assenta que nem uma luva num homem apaixonado pela sua terra ao ponto de sacrificar a sua própria vida, alistando-se naquele verdadeiro exército de civis que combateram o fogo de mãos dadas com os soldados da paz. Ou mesmo na ausência dos mesmos…

“Foi muito especial poder deixá-los orgulhosos, depois daqueles dias tão difíceis, durante os quais também eu sofri por estar à distância e a saber que eles estavam em risco e a sofrer com os incêndios”, relata Joana Pontes, uma oureense recém-sagrada Campeã Nacional de Esperanças na marcha atlética.

atletismo-marcha-joanapontes-paulo-pontes Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
Tal pai, tal filha… ou vice-versa. Paulo é o maior suporte de Joana e a paixão pelo atletismo transmitiu-se de geração para geração
incendios-joao-vieira Exclusivo Derby! Do inferno dos incêndios ao olimpo da consagração: “Sou licenciada e sou campeã nacional!"
O flagelo dos incêndios esventrou a Cumeada, terra natal de Joana Pontes, agora mergulhada numa imensidão de terra queimada | Foto João Vieira ©